Twitter do autor


      



Crimes de Colarinho branco

Expressão cunhada por Edwin Sutherland, e apresentada em seu discurso de posse na presidência da American Sociological Association, em 1939, para quem aqueles são os “crimes praticados por pessoa de respeitabilidade e status elevado, em razão de sua ocupação; um criminoso com elevado status socioeconômico que descumpre a lei que regula suas atividades profissionais”. Desde então, o conceito tem recebido críticas e sofrido evoluções, embora, na essência, continue a representar aquilo imaginado por Sutherland: crimes de natureza profissional, praticados por pessoas influentes.

  EDUCAÇÃO PARA O CONSUMO, CONSUMISMO E MEIO AMBIENTE 


Categoria: Apresentações, aulas e palestras | Postado por José Augusto Peres Filho | em 26/5/2010 10:21:14

Entre os dias 18 e 21 de maio de 2010 foi realizado em Florianópolis, Santa Catarina, o X Congresso Brasileiro de Direito do Consumidor, promovido pelo Instituto Brasileiro de Política e Direito do Consumidor - BRASILCON.
Tive a honra de participar do último painel, que tratava de Consumo e Meio Ambiente. Abaixo vai um resumo da minha participação, tendo dado à palestra o título de Educação para o consumo, consumismo e meio ambiente. Ao final há um link para a íntegra da apresentação.

Ao longo dos quase 20 anos de edição do Código de Defesa do Consumidor, um dos aspectos menos desenvolvidos foi a educação para o consumo, que constitui um dos direitos básicos do consumidor.

A educação para o consumo diz respeito aos conhecimentos do consumidor sobre como defender seus direitos, bem como à melhor forma de consumidor determinado produto ou serviço e aos riscos que esse consumo pode acarretar.

Levando isso em conta, voltamos a atenção para o quê consumir, tanto em termos de qualidade, quanto de quantidade. Entramos, portanto, nas searas do consumismo e da proteção ambiental.

O Planeta não comporta mais o consumo desenfreado e todos nós precisamos refletir sobre o que compramos e utilizamos, de modo que possamos adquirir tudo o que necessitamos, sem desperdícios e, sobretudo, que tais produtos e serviços sejam ambientalmente amigáveis. E mais, que sejam socialmente justos, sem exploração excessiva trabalho dos empregados.

Acabar com o consumismo não é tarefa fácil, pois exige informação e disciplina. Por outro lado, o consumo de produtos ambientalmente corretos é ainda mais complicado, pois depende de dados dos quais muitas vezes não dispomos, seja por falta de exigências legais, seja por ausência de interesse dos fornecedores para com a transparência.

Mas é sim possível rever hábitos de consumo e reduzir o impacto de nossa passagem pela Terra. Para isso, é preciso que realizemos uma reflexão e, depois, transformar isso em ação.

È necessário que cada um se faça algumas perguntas: Isso é importante para mim?; O que posso perder se ignorar essa questão?; Como teria que mudar minha forma de pensar e de agir?; Se eu não agir, qual o dano?; Quanto a mudança vai me custar? E, finalmente, vale a pena mudar?

Das respostas que cada um der a essas questões, vai depender a forma como ele agirá com relação ao próprio consumismo e aos danos que está disposto a causar ao meio ambiente. E mais, como o ser humano é essencialmente social, a forma de agir de uns, pode afetar positivamente àqueles que estão ao ser redor. Em suma, ser um consumidor consciente, ajuda a criar igual consciência para os que nos são próximos.

Para acessar a íntegra da apresentação, clique aqui.
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


[ 0 ]