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<title>Crimes de Colarinho Branco</title>
<link>http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br</link>
<description>NotÃ­cias e informaÃ§Ãµes sobre as diversas manifestaÃ§Ãµes desse tipo de crime e os criminosos que os praticam</description>
<language>pt-br</language>
<item>
<title><![CDATA[Palestra proferida no II Twittencontro RN]]></title>
<date><![CDATA[28/2/2010 14:46:14]]></date>
<description><![CDATA[<p><img align="left" src="/download/image/twittencontro1.JPG" style="width: 306px; height: 143px;" alt="" />Estou disponibilizando os slides da palestra que proferi no 2 Twittencontro RN, no dia 27 de fevereiro de 2010.<br />
Aproveito para agradecer aos oganizadores e patrocinadores do evento, que reuniu cerca de 400 pessoas no Restaurante Piazzale, em Natal-RN.<br />
Para mim, foi uma grande honra apresentar a todos o funcionamento e uso do Twitter pela 24&ordf; Promotoria de Justi&ccedil;a de Defesa do Consumidor.<br />
Para acessar a apresenta&ccedil;&atilde;o, clique <a href="/download/file/palestra%20twittencontro%20@peresfilho.pdf" target="_blank">aqui</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>]]></description>
<link>http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/principal.asp?cod=137#ponto1</link>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Ministério Público edita recomendação sobre o Estatuto do Torcedor para o Campeonato Estadual]]></title>
<date><![CDATA[22/1/2010 13:50:28]]></date>
<description><![CDATA[<p>A Comiss&atilde;o do Minist&eacute;rio P&uacute;blico criada para investigar e promover a fiel aplica&ccedil;&atilde;o do Estatuto do Torcedor no Rio Grande do Norte editou uma Recomenda&ccedil;&atilde;o destinada &agrave; Federa&ccedil;&atilde;o Norteriograndense de Futebol, aos clubes que participar&atilde;o do Campeonato Estadual de 2010, ao Ouvidor da competi&ccedil;&atilde;o, aos adminstradores dos est&aacute;dios e &agrave; vigil&acirc;ncia sanit&aacute;ria.<br />
Leia o inteiro teor da recomenda&ccedil;&atilde;o clicando <a href="/download/file/Recomenda%C3%83%C2%A7%C3%83%C2%A3o%20Estatuto%20do%20Torcedor%20-%202010.pdf" target="_blank">aqui</a>.</p>]]></description>
<link>http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/principal.asp?cod=136#ponto1</link>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Lançado o Twitter da 24ª Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor]]></title>
<date><![CDATA[18/1/2010 12:23:49]]></date>
<description><![CDATA[<p>Para fazer frente ao uso de novas tecnologias em favor do cidad&atilde;o, a 24&ordf; Promotoria de Justi&ccedil;a de Defesa do Consumidor lan&ccedil;ou uma conta no microblogging Twitter.<br />
Para disciplinar o emprego da ferramenta, de modo a que se tire o melhor proveito e benef&iacute;cios para os consumidores, foi elaborado um documento disciplinando a estrat&eacute;gia de utiliza&ccedil;&atilde;o da conta pela promotoria.<br />
Para ter acesso ao documento na &iacute;ntegra, clique <a href="/download/file/Conduta%20Twitter(1).pdf" target="_blank">aqui</a>.</p>]]></description>
<link>http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/principal.asp?cod=135#ponto1</link>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Ex-governador do RN é condenado por improbidade]]></title>
<date><![CDATA[10/12/2009 14:35:16]]></date>
<description><![CDATA[<p>O ex-governador Fernando Freire teve uma senten&ccedil;a condenat&oacute;ria contra si na qual ter&aacute; que devolver onze milh&otilde;es de reais ao er&aacute;rio p&uacute;blico e pagar uma multa civil de cinco milh&otilde;es e meio de reais, al&eacute;m de outras penalidades. A senten&ccedil;a foi proferida em uma A&ccedil;&atilde;o de Improbidade Administrativa que traz outras pessoas como co-r&eacute;us<br />
<br />
Na senten&ccedil;a, o juiz Ibanez Monteiro julgou procedente o pedido inicial de responsabiliza&ccedil;&atilde;o por ato de improbidade administrativa formulado pelo Minist&eacute;rio P&uacute;blico do RN, com fundamento no art. 10 da Lei n&deg; 8.429/92, contra Fernando Ant&ocirc;nio da C&acirc;mara Freire e outros. Em consequ&ecirc;ncia, condenou Fernando Freire nas san&ccedil;&otilde;es previstas no art. 12, inciso II da referida norma, ao ressarcimento integral do dano ao er&aacute;rio estadual no valor de onze milh&otilde;es de reais, corrigidos monetariamente de acordo com a tabela modelo 1 utilizada pela Justi&ccedil;a Federal, a partir da cita&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
Tamb&eacute;m foi decretada perda da fun&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica, ressaltando que, por j&aacute; estar afastado da fun&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica na qual praticou tais atos, a perda da fun&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica deve corresponder &agrave; fun&ccedil;&atilde;o atual, se eventualmente estiver exercendo o demandado. Fernando Freire teve seus direitos pol&iacute;ticos suspensos pelo prazo de oito anos, tendo em vista a reitera&ccedil;&atilde;o das condutas, assim como a exist&ecirc;ncia de outros processos em tramita&ccedil;&atilde;o na 2&ordf; Vara da Fazenda P&uacute;blica por pr&aacute;tica de atos da mesma natureza.<br />
<br />
Soma-se aos onze milh&otilde;es de reais de ressarcimento o pagamento de multa civil igual a metade do valor do dano (prevista nas A&ccedil;&otilde;es de Improbidade Administrativa), que totaliza cinco milh&otilde;es e quinhentos mil reais, considerando o valor elevado do dano, para que a multa n&atilde;o se tenha como exorbitante.<br />
<br />
Fernando Freire tamb&eacute;m fica proibido de contratar com o Poder P&uacute;blico ou receber benef&iacute;cios ou incentivos fiscais ou credit&iacute;cios, direta ou indiretamente, ainda que por interm&eacute;dio de pessoa jur&iacute;dica da qual seja s&oacute;cio majorit&aacute;rio, pelo prazo de cinco anos. <br />
<br />
Na senten&ccedil;a, o magistrado confirmou a decis&atilde;o liminar que decretou a indisponibilidade dos bens de Fernando Freire a fim de assegurar o ressarcimento ao er&aacute;rio e o cumprimento da san&ccedil;&atilde;o pecuni&aacute;ria aplicada. (Processo n&ordm; 001.05.026971-3)</p>
<p>Fonte: Assessoria de Comunica&ccedil;&atilde;o do TJ/RN</p>]]></description>
<link>http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/principal.asp?cod=134#ponto1</link>
</item>
<item>
<title><![CDATA[MPF/RN propõe duas ações contra ex-prefeito de Tangará (RN) e outras nove pessoas por fraude em licitações]]></title>
<date><![CDATA[10/12/2009 14:22:34]]></date>
<description><![CDATA[<p>O escrit&oacute;rio de contabilidade Rabelo e Dantas, envolvido nas irregularidades, j&aacute; foi denunciado antes pelo MPF/RN por atuar como &quot;f&aacute;brica de licita&ccedil;&otilde;es&quot;<br />
O Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal no Rio Grande do Norte (MPF/RN) prop&ocirc;s uma a&ccedil;&atilde;o penal e uma a&ccedil;&atilde;o de improbidade administrativa contra o ex-prefeito de Tangar&aacute; Giovannu C&eacute;sar Pinheiro e Alves e outras nove pessoas, envolvidas em esquema de fraude em licita&ccedil;&otilde;es. Tamb&eacute;m respondem &agrave; a&ccedil;&atilde;o de improbidade: quatro construtoras beneficiadas com a fraude e o escrit&oacute;rio de contabilidade Rabelo e Dantas, que teria promovido a montagem dos procedimentos. <br />
<br />
Em 2001, a prefeitura de Tangar&aacute; recebeu R$ 450 mil do Minist&eacute;rio da Integra&ccedil;&atilde;o Nacional para a constru&ccedil;&atilde;o de quatro a&ccedil;udes comunit&aacute;rios. O ent&atilde;o prefeito Giovannu C&eacute;sar teria realizado quatro procedimentos licitat&oacute;rios diferentes para a execu&ccedil;&atilde;o das obras de mesma natureza, cometendo fracionamento indevido de licita&ccedil;&atilde;o. A Comiss&atilde;o Permanente de Licita&ccedil;&atilde;o do munic&iacute;pio assinou os documentos relativos &agrave;s licita&ccedil;&otilde;es. <br />
<br />
De acordo com os documentos, as empresas Terramoto Constru&ccedil;&otilde;es, SCR-Saraiva Constru&ccedil;&otilde;es e Reformas, Enol-Empreteira Nordeste e Rio Norte Constru&ccedil;&otilde;es foram as vencedoras formais das licita&ccedil;&otilde;es. Vale ressaltar que um dos a&ccedil;udes previstos no projeto, o Tr&ecirc;s Cora&ccedil;&otilde;es, n&atilde;o foi totalmente conclu&iacute;do. <br />
<br />
O ex-gestor tamb&eacute;m frustrou o car&aacute;ter competitivo dos procedimentos, uma vez que convidou as mesmas quatro empresas para participarem das licita&ccedil;&otilde;es sucessivas, deixando de chamar pelo menos mais um interessado. As a&ccedil;&otilde;es destacam que &quot;assim, as construtoras praticaram, em cada procedimento, valores unit&aacute;rios diferenciados para itens semelhantes, permitindo-lhes 'perder' ou 'ganhar' a licita&ccedil;&atilde;o, conforme o caso&quot;. <br />
<br />
Para o MPF/RN, houve licita&ccedil;&atilde;o simulada, o que causou um preju&iacute;zo aos cofres p&uacute;blicos estimado em R$ 59.276,74, desviados do destino final pelo ex-gestor. Os documentos apreendidos em 2003 no escrit&oacute;rio Rabelo e Dantas refor&ccedil;am a tese de fraude nos procedimentos em Tangar&aacute;, pois demonstram que o prefeito encaminhava os nomes dos concorrentes para o escrit&oacute;rio, indicando os perdedores e vencedores de cada licita&ccedil;&atilde;o. <br />
<br />
Dessa forma, os s&oacute;cios do escrit&oacute;rio, Creso Ven&acirc;ncio Dantas e Maria do Socorro Rabelo Dantas, s&atilde;o acusados de produzir os documentos que deram ares de legalidade &agrave;s licita&ccedil;&otilde;es. Os tr&ecirc;s ex-membros da comiss&atilde;o de licita&ccedil;&atilde;o teriam sido coniventes com as irregularidades praticadas pelo ex-prefeito e os quatro donos das construtoras teriam sido beneficiados com as contrata&ccedil;&otilde;es. Por esse motivo, eles tamb&eacute;m respondem &agrave;s duas a&ccedil;&otilde;es. <br />
<br />
Na a&ccedil;&atilde;o penal, a conduta de desvio de verba atribu&iacute;da a Giovannu C&eacute;sar tem como pena prevista a reclus&atilde;o de at&eacute; 12 anos. Entre as demais condutas apontadas, Creso Ven&acirc;ncio e Maria do Socorro Rabelo Dantas respondem por fraude em licita&ccedil;&atilde;o, punida com dois a quatro anos de deten&ccedil;&atilde;o. <br />
<br />
Entre as consequ&ecirc;ncias poss&iacute;veis da a&ccedil;&atilde;o de improbidade para todos os envolvidos est&atilde;o: o ressarcimento do dano, a suspens&atilde;o dos direitos pol&iacute;ticos por at&eacute; oito anos e a proibi&ccedil;&atilde;o de contratar com o poder p&uacute;blico por at&eacute; cinco anos, al&eacute;m de outras penalidades. <br />
<br />
O esquema de &quot;montagem&quot; de licita&ccedil;&atilde;o promovido pelo escrit&oacute;rio de contabilidade Rabelo e Dantas j&aacute; havia motivado duas outras a&ccedil;&otilde;es contra o ex-prefeito de Tangar&aacute; e o referido escrit&oacute;rio, por irregularidades praticadas com verba da Funda&ccedil;&atilde;o Nacional de Sa&uacute;de. As a&ccedil;&otilde;es de n&ordm; 2009.84.00.009932-0 e n&ordm; 2009.84.00.009931-9 foram propostas pelo MPF/RN, em novembro, e tramitam, respectivamente, na 2&ordf; Vara e na 4&ordf; Vara da Justi&ccedil;a Federal. <br />
<br />
<br />
Fonte: Assessoria de Comunica&ccedil;&atilde;o do MPF/RN<br />
&nbsp;</p>]]></description>
<link>http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/principal.asp?cod=133#ponto1</link>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Envolvidos na máfia da ambulâncias permanecem sem punição]]></title>
<date><![CDATA[29/11/2009 10:28:49]]></date>
<description><![CDATA[<p><em><img height="200" align="left" width="148" alt="" src="/download/image/ambulancia.jpg" />Mat&eacute;ria de Alessandra Mello, do Estado de Minas revela a impunidade reinante em um grave caso de corrup&ccedil;&atilde;o que atingiu dezenas de parlamentares e prefeitos.</em><br />
<br />
Os principais personagens de um dos esc&acirc;ndalos que envolveu quase um quinto dos deputados e centenas de prefeitos em todo o Brasil continuam livres e impunes. Pelo menos em Minas Gerais n&atilde;o houve ainda qualquer condena&ccedil;&atilde;o contra os ex-prefeitos, funcion&aacute;rios p&uacute;blicos e empres&aacute;rios denunciados por envolvimento com a chamada m&aacute;fia dos sanguessugas, como ficou conhecida a quadrilha que, segundo investiga&ccedil;&otilde;es da Pol&iacute;cia Federal e do Minist&eacute;rio P&uacute;blico, teria negociado cerca de 1 mil ambul&acirc;ncias para 20 estados, movimentando pelo menos R$ 100 milh&otilde;es desde 1998.<br />
<br />
A exce&ccedil;&atilde;o &eacute; o ex-deputado federal Cabo J&uacute;lio (PMDB), condenado pela 7&ordf; Vara da Justi&ccedil;a Federal a devolver R$ 143 mil aos cofres p&uacute;blicos e pagar multa de tr&ecirc;s vezes o valor embolsado do er&aacute;rio p&uacute;blico, devido ao envolvimento com o esquema das ambul&acirc;ncias. A decis&atilde;o veio depois de a&ccedil;&atilde;o civil p&uacute;blica impetrada pelo Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal. &Eacute; a primeira e at&eacute; agora &uacute;nica condena&ccedil;&atilde;o desse caso em Minas Gerais, que come&ccedil;ou a tramitar em 2006.<br />
<br />
Conforme levantamento feito pelo Estado de Minas, j&aacute; foram apresentadas pelo menos 21 a&ccedil;&otilde;es de improbidade administrativa contra os envolvidos. Em muitos casos, elas n&atilde;o viraram processos de fato, pois a Justi&ccedil;a Federal ainda n&atilde;o decidiu se aceita ou n&atilde;o as den&uacute;ncias dos procuradores. Em outras, os processos ainda est&atilde;o em fase de intima&ccedil;&atilde;o dos acusados. Essa fase inicial tem consumido quase um ano. A demora atrasa a suspens&atilde;o dos direitos pol&iacute;ticos dos acusados caso eles sejam condenados e permite que concorram &agrave;s elei&ccedil;&otilde;es do ano que vem e talvez tamb&eacute;m at&eacute; em 2012, j&aacute; que cabem recursos em todas as senten&ccedil;as de primeira inst&acirc;ncia e os condenados nessa fase n&atilde;o s&atilde;o impedidos de disputar elei&ccedil;&otilde;es.<br />
<br />
Uma representa&ccedil;&atilde;o criminal contra Maria das Gra&ccedil;as Batista Falci Mota, a ex-prefeita de Divino das Laranjeiras, no Vale do Rio Doce, a cerca de 400 quil&ocirc;metros de Belo Horizonte, apresentada em abril deste ano, est&aacute; parada, pois at&eacute; hoje a Justi&ccedil;a n&atilde;o conseguiu intimar a ex-administradora da cidade. Ela j&aacute; figura como indiciada em processo de improbidade por causa da compra de uma ambul&acirc;ncia da empresa Klass Com&eacute;rcio e Representa&ccedil;&atilde;o, acusada de atuar em conluio com a Planam. Essa a&ccedil;&atilde;o come&ccedil;ou a tramitar em maio do ano passado e ainda est&aacute; em fase de an&aacute;lise pela Justi&ccedil;a Federal. Um dos acusados nessa a&ccedil;&atilde;o &eacute; o ex-deputado e hoje vereador em Belo Horizonte, Cabo J&uacute;lio (PMDB), que deixou a c&acirc;mara em 2006.<br />
<br />
As den&uacute;ncias contra tr&ecirc;s ex-prefeitos de Janu&aacute;ria, no Norte de Minas - Josefino Lopes Viana, Valdir Pimenta Ramos e Jo&atilde;o Ferreira Lima -, por envolvimento com irregularidades na compra de ambul&acirc;ncias, foi oferecida pelo Minist&eacute;rio P&uacute;blico h&aacute; cinco meses. At&eacute; hoje n&atilde;o foi ainda nem autuada, ou seja, n&atilde;o recebeu n&uacute;mero e n&atilde;o come&ccedil;ou a tramitar oficialmente.<br />
<br />
Mesmo caso da den&uacute;ncia contra o ex-prefeito de Delta, no Tri&acirc;ngulo Mineiro, Jorge Manoel da Silva. Ele foi denunciado pelo Minist&eacute;rio P&uacute;blico no dia 13. Os ex-deputados Isaias Silvestre, Jos&eacute; Milit&atilde;o e Osm&acirc;nio foram denunciados este ano e seus processos ainda est&atilde;o em fase de notifica&ccedil;&atilde;o e apresenta&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via de defesa.<br />
<br />
A mais adiantada &eacute; contra o vereador Cabo J&uacute;lio. A decis&atilde;o veio depois de a&ccedil;&atilde;o civil p&uacute;blica impetrada pelo Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal em outubro de 2006. &Eacute; a primeira e at&eacute; agora &uacute;nica condena&ccedil;&atilde;o desse caso em Minas Gerais, mas n&atilde;o &eacute; definitiva, j&aacute; que cabe recurso.<br />
<br />
Demora leva a descr&eacute;dito<br />
<br />
O procurador do Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal, Andr&eacute; de Vasconcelos Dias, entende que a demora em julgar os envolvidos na caso da m&aacute;fia das ambul&acirc;ncia cria um clima de descr&eacute;dito na popula&ccedil;&atilde;o e favorece a perpetua&ccedil;&atilde;o de esquemas criminosos. Segundo ele, os desvios de recursos envolvendo a compra de ambul&acirc;ncias s&atilde;o uma &ldquo;cosquinha&rdquo; perto das den&uacute;ncias que j&aacute; vieram depois da Opera&ccedil;&atilde;o Sanguessuga, alguns, como o caso Jo&atilde;o-de-barro (irregularidades em obras de saneamento e do Programa de Acelera&ccedil;&atilde;o do Crescimento - o PAC), mas mesmo assim deveria ter tramita&ccedil;&atilde;o mais c&eacute;lere por se tratar de fraude nacional que envolveu boa parte do Congresso Nacional. Ele defende que seja dada prioridade aos casos de improbidade, porque a popula&ccedil;&atilde;o &eacute; quem sofre com o desvio dos cofres p&uacute;blicos. &ldquo;Isso acaba virando um s&iacute;mbolo da impunidade&rdquo;, alerta.<br />
(Imagem capturada em http://www.panoramablogmario.blogger.com.br/)</p>
<p>&nbsp;</p>]]></description>
<link>http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/principal.asp?cod=132#ponto1</link>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Lei Municipal estabelece limite de tempo para filas em empresas de telefonia]]></title>
<date><![CDATA[13/11/2009 11:44:10]]></date>
<description><![CDATA[<p><img width="124" height="93" align="left" src="/download/image/celulares.jpg" alt="" />A Lei do Munic&iacute;pio de Natal n&ordm; 6.000, de 12 de novembro de 2009, de iniciativa do Vereador Ney Lopes Jr.,&nbsp; obriga as empresas de telefonia m&oacute;vel e fixa a colocar &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o dos usu&aacute;rios, pessoal suficiente no setor de caixas e atendimento, para que a presta&ccedil;&atilde;o do servi&ccedil;o seja efetivada em at&eacute; 30 minutos em dias normais e em at&eacute; 45 minutos em v&eacute;spera ou ap&oacute;s feriados prolongados.<br />
O prazo para as empresas se adaptarem &agrave;s exig&ecirc;ncias da nova lei termina em 11 de janeiro de 2010.<br />
As multas por descumprimento v&atilde;o de mil reais a dez mil reais e ser&atilde;o aplicadas pelo PROCON Municipal, onde poder&atilde;o ser registradas as reclama&ccedil;&otilde;es.<br />
A lei vem em bom momento, porque realmente a demora para o atendimento nas empresas de telenonia chega a ser humilhante para o consumidor.<br />
&Eacute; importante ressaltar a necessidade da fiscaliza&ccedil;&atilde;o funcionar efetivamente, sob pena da lei virar letra morta, a exemplo do que ocorre com a lei das filas em bancos.<br />
Se n&atilde;o faltar fiscaliza&ccedil;&atilde;o, certamente avan&ccedil;aremos muito nessa &aacute;rea t&atilde;o delicada.<br />
Para acessar o texto integral da Lei, clique <a href="/download/file/lei%20natal%206000%2009%20telefonia.doc" target="_blank">aqui</a>.</p>
<p>(Texto publicado originalmente na minha coluna <a href="http://www.nominuto.com/blogs/no-consumo">No Consumo</a>).<br />
&nbsp;</p>]]></description>
<link>http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/principal.asp?cod=131#ponto1</link>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Apresentação sobre Hemingway]]></title>
<date><![CDATA[5/11/2009 14:25:09]]></date>
<description><![CDATA[<p><img width="250" height="249" align="left" src="/download/image/Cristobal_Hem-web.jpg" alt="" /><span style="font-size: medium;">Na reuni&atilde;o mais recente do Grupo de Leitura do Minist&eacute;rio P&uacute;blico, realizada no dia 03 de novembro passado, fiz uma breve apresenta&ccedil;&atilde;o sobre o autor do m&ecirc;s, Ernest Hemingway.</span></p>
<p><span style="font-size: medium;">As observa&ccedil;&otilde;es sobre o livro lido &quot;Paris &eacute; uma festa&quot;, foram feitas verbalmente, j&aacute; que era o objeto da discuss&atilde;o e eu n&atilde;o a queria esvaziar com os slides.</span></p>
<p><span style="font-size: medium;"><br />
Quem se interessar, pode acessar o arquivo da apresenta&ccedil;&atilde;o clicando </span><a href="/download/file/Hemingway%20biografia.pdf" target="_blank"><span style="font-size: medium;">aqui</span></a><span style="font-size: medium;">.</span></p>]]></description>
<link>http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/principal.asp?cod=130#ponto1</link>
</item>
<item>
<title><![CDATA[HOTELZINHO - Um hotel muito ruim, na Cidade Maravilhosa]]></title>
<date><![CDATA[22/10/2009 19:39:02]]></date>
<description><![CDATA[<p><img width="313" height="159" align="left" src="/download/image/DSC02887.JPG" alt="" />A culpa foi minha. Toda e inteiramente minha. S&oacute; minha.<br />
Estava ocupado demais quando a minha irm&atilde; enviou-me o e-mail com a lista de hot&eacute;is dentre os quais eu escolheria onde passar tr&ecirc;s noites, j&aacute; no final das f&eacute;rias. Depois de Santiago do Chile, S&atilde;o Paulo e Campos do Jord&atilde;o, antes de ir para Vit&oacute;ria.</p>
<p>N&atilde;o queria nada caro, pois j&aacute; teria gasto bastante nos destinos anteriores.<br />
Na lista n&atilde;o estava um que pedi para ela pesquisar e no qual j&aacute; me hospedara outras duas vezes.<br />
A&iacute; reside minha maior culpa. A de n&atilde;o ter insistido no pequenino hotel da rede Windsor em Copacabana.<br />
Sugeriu-me o Othon Classic. Tamb&eacute;m em Copacabana. &Agrave; beira mar, quase esquina com a Rua Santa Clara. Ela, minha irm&atilde;, tinha se hospedado l&aacute; por mais de uma vez.<br />
Confiei. Arrependi-me. Motivos? Muitos.<br />
Chegamos, Priscilla e eu, em um s&aacute;bado de agosto, &agrave;s dez da noite.<br />
Muitas malas, por conta do frio esperado em S&atilde;o Paulo e experimentado em Campos do Jord&atilde;o. Al&eacute;m das compras, &eacute; claro.<br />
Pra come&ccedil;o de conversa, n&atilde;o tinha carregador. &Agrave; noite s&oacute; havia um que estaria ocupado, segundo informou o pouco (ou nada) simp&aacute;tico recepcionista. Ali&aacute;s, a antipatia deve ser requisito exigido na sele&ccedil;&atilde;o do pessoal que trabalha l&aacute; no hotelzinho.<br />
Com certo esfor&ccedil;o, colocamos as bagagens no &uacute;nico elevador em funcionamento, j&aacute; que o hotelzinho estava em reforma e o outro elevador estava interditado.<br />
Nem preciso falar de quanto tempo era a demora para subir ou descer, a qualquer hor&aacute;rio.<br />
N&atilde;o soubesse eu que o primeiro hotel constru&iacute;do naquela praia fora o Copacabana Palace, pensaria que o hotelzinho tinha sido o pioneiro. N&atilde;o foi, eu sei. Mas n&atilde;o ter&aacute; sido o segundo?<br />
Por falar em segundo, &eacute; f&aacute;cil imaginar que Pedro, o Primeiro, poderia muito bem ter usado os m&oacute;veis que guarnecem o hotelzinho. Principalmente o colch&atilde;o da cama do quarto em que nos instalaram.<br />
Cansados da viagem, pois t&iacute;nhamos sa&iacute;do de Campos do Jord&atilde;o cerca de doze horas antes, passando por S&atilde;o Paulo, fomos tomar banho.<br />
N&atilde;o havia &aacute;gua!<br />
Isso mesmo. Estava faltando &aacute;gua no hotelzinho.<br />
Ligo para a portaria e sou informado que &ldquo;o rapaz da manuten&ccedil;&atilde;o&rdquo; j&aacute; estava a caminho, &ldquo;de t&aacute;xi&rdquo;, para resolver o problema. Ainda bem. Imaginem se estivesse vindo de &ocirc;nibus, charrete ou lombo de burro; estes &uacute;ltimos meios, bem mais adequados &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es oferecidas pelo hotelzinho aos &ldquo;estimados h&oacute;spedes&rdquo;.<br />
Cerca de uma hora depois, pudemos, finalmente, tomar banho e sair para jantar, afinal de contas, no dia seguinte poder&iacute;amos voltar a passear na Cidade Maravilhosa.<br />
Domingo pela manh&atilde;, por volta das nove horas. Postados em frente do &uacute;nico elevador em funcionamento, esperamos uma eternidade para irmos ao caf&eacute;. N&atilde;o era conveniente descer os oito andares pelas escadas.<br />
Chegamos ao restaurante. Lotado.<br />
Priscila pegou a &uacute;nica mesa vaga, enquanto eu fui nos servir. Ou tentar.<br />
Al&eacute;m de lugar para sentar, faltava caf&eacute;, leite, faca, ovos, prato, x&iacute;cara e outros itens menos cotados. Quando chegava algo, era em quantidade m&iacute;nima, logo esgotada novamente por h&oacute;spedes famintos.<br />
E assim, entre o desabastecimento no caf&eacute; da manh&atilde;, as demoras do elevador, o barulho insuport&aacute;vel dos trabalhos de reforma (que come&ccedil;avam bem cedo) e o colch&atilde;o dos tempos de D. Pedro I, passamos as tr&ecirc;s noites no hotelzinho.<br />
Como nosso v&ocirc;o com destino a Vit&oacute;ria sairia &agrave;s 15:30 horas, no &uacute;ltimo dia liguei para a recep&ccedil;&atilde;o para pedir um &ldquo;late check out&rdquo; para as 13:30 horas, j&aacute; que uma educada plaquinha no balc&atilde;o informava que as di&aacute;rias iniciavam &agrave;s 15 horas e terminavam &agrave;s 12. Era um peculiar caso de di&aacute;ria de vinte e uma horas. Deve ser porque o dia passa r&aacute;pido quando se &eacute; t&atilde;o bem tratado como no hotelzinho.<br />
Ao telefone, a antip&aacute;tica atendente (lembram do requisito da sele&ccedil;&atilde;o? Tinha sido mais uma vez rigorosamente cumprido) respondeu que s&oacute; liberava at&eacute; as 13 horas. Mais um minuto e me cobraria meia di&aacute;ria de acr&eacute;scimo. Agradeci e, em sil&ecirc;ncio como quem ora, maldisse o tal do Othon, seus descendentes, seus antepassados, seus empregados passados, presentes e futuros, al&eacute;m de prometer a mim mesmo que nunca mais me hospedaria em nenhum hotelzinho da rede.<br />
E para n&atilde;o dizer que nada prestava no hotelzinho, fa&ccedil;o as ressalvas.<br />
Uma para a localiza&ccedil;&atilde;o, da qual j&aacute; falei. Outra, para o papel higi&ecirc;nico.<br />
Nem o l&aacute; de casa &eacute; t&atilde;o macio. Al&eacute;m do talquinho que mam&atilde;e passava quando eu era beb&ecirc;, nada t&atilde;o suave chegou ao meu traseiro.<br />
Mas isso &eacute; mais do que justo.<br />
Para um hotelzinho de merda, d&atilde;o um papel higi&ecirc;nico de primeira categoria.<br />
<br />
***************************<br />
<br />
P.S. Esta cr&ocirc;nica, embora publicada agora, foi escrita no in&iacute;cio de setembro deste ano. Ap&oacute;s digit&aacute;-la, a pedido dela, entreguei uma c&oacute;pia &agrave; minha irm&atilde; Rita, que &eacute; agente de viagens e iria ao Rio para o congresso anual da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Ag&ecirc;ncias de Viagens. O objetivo dela era entreg&aacute;-la ao gerente do hotelzinho, onde se hospedaria, por j&aacute; ter reservado apartamento h&aacute; v&aacute;rios meses.<br />
Bem, ao chegarem, ela e a s&oacute;cia, ao hotelzinho, n&atilde;o encontraram a reserva feita e confirmada meses atr&aacute;s. Nenhuma surpresa.<br />
Pediram para falar com o gerente do hotelzinho e foram informadas que o gerente geral n&atilde;o ficava l&aacute;. Nenhuma surpresa.<br />
Diante disso, pediram para falar com a gerente de reservas. Estava muito ocupada para atend&ecirc;-las. Nenhuma surpresa.<br />
Finalmente, foram acomodadas em um apartamento. Nenhuma surpresa. A quarta.<br />
Continua funcionando apenas um elevador, o que mant&eacute;m longa a espera dos h&oacute;spedes. Sem surpresas, portanto.<br />
Embora pare&ccedil;a que nada mudou no hotelzinho, fui informado de algo que, isso sim, me surpreendeu. Mudaram o papel higi&ecirc;nico do hotelzinho. Para pior.<br />
Agora s&oacute; resta de bom a localiza&ccedil;&atilde;o. Mas continuam faturando alto, gra&ccedil;as a incautos como eu e minha irm&atilde;.</p>]]></description>
<link>http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/principal.asp?cod=129#ponto1</link>
</item>
<item>
<title><![CDATA[DIA NACIONAL DE COMBATE A CARTÉIS]]></title>
<date><![CDATA[8/10/2009 11:14:22]]></date>
<description><![CDATA[<p>
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<title></title>
<meta content="OpenOffice.org 3.0  (Win32)" name="GENERATOR" /><style type="text/css">
	<!--
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<p style="margin-bottom: 0cm;">Desde o ano passado, ap&oacute;s assinatura de decreto presidencial, 8 de outubro transformou-se em data de conscientiza&ccedil;&atilde;o para a preven&ccedil;&atilde;o e repress&atilde;o a cart&eacute;is no Brasil. O enfrentamento a essa pr&aacute;tica anticompetitiva, que traz preju&iacute;zos de milh&otilde;es de reais para os consumidores, ser&aacute; marcado nesta quinta-feira (8) &ndash; Dia Nacional de Combate a Cart&eacute;is.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">A cerim&ocirc;nia ser&aacute; &agrave;s 17 horas, no sal&atilde;o negro do Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a (MJ), com a presen&ccedil;a do presidente da Rep&uacute;blica Luiz In&aacute;cio Lula da Silva e o ministro Tarso Genro. Antes, &agrave;s 15h30, haver&aacute; coletiva de imprensa com a comiss&aacute;ria de Concorr&ecirc;ncia da Uni&atilde;o Europ&eacute;ia, Neelie Kroes, e o promotor do Departamento de Justi&ccedil;a dos Estados Unidos, Scott Hammond.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">No evento, a Secretaria de Direito Econ&ocirc;mico (SDE) do MJ assinar&aacute; acordo de coopera&ccedil;&atilde;o com a Uni&atilde;o Europ&eacute;ia para troca de experi&ecirc;ncias e maior integra&ccedil;&atilde;o no combate a cart&eacute;is. O Brasil j&aacute; possui acordo semelhante com Estados Unidos, Portugal, R&uacute;ssia, Canad&aacute;, Chile e Argentina.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Tamb&eacute;m ser&aacute; lan&ccedil;ada a Estrat&eacute;gia Nacional de Combate a Cart&eacute;is (Enacc). Um dos objetivos &eacute; articular esfor&ccedil;os com o Judici&aacute;rio para a consolida&ccedil;&atilde;o de uma maior punibilidade na &aacute;rea criminal para o crime. Desde 2003, 34 executivos j&aacute; foram condenados criminalmente pela pr&aacute;tica no pa&iacute;s. Hoje, cerca de 100 est&atilde;o sendo investigados.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Segundo a Dra. Mariana Tavares, Secret&aacute;ria de Direito Econ&ocirc;mico, o encontro pretende definir um plano de a&ccedil;&atilde;o coordenado para que o poder p&uacute;blico e a sociedade avancem no combate aos cart&eacute;is de maneira sin&eacute;rgica e org&acirc;nica.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Essa atua&ccedil;&atilde;o conjunta ir&aacute; facilitar a atua&ccedil;&atilde;o no combate a esses crimes de colarinho branco, dando &ecirc;nfase &agrave; quest&atilde;o criminal.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">No Brasil h&aacute; lei de defesa da concorr&ecirc;ncia desde 1962, a Lei n&ordm; 4.137/62, embora nessa quest&atilde;o s&oacute; tenhamos avan&ccedil;ado a partir das leis 8.137/90 e 8.884/94. Mais significativamente, percebe-se um avan&ccedil;o efetivo na atua&ccedil;&atilde;o do Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a a partir de 2003 e ainda mais desde 2007, com o desenvolvimento do programa de leni&ecirc;ncia e o estabelecimento de parcerias entre a Secretaria de Direito Econ&ocirc;mico, as pol&iacute;cias federal e civil e o Minist&eacute;rio Publico, tanto estadual quanto federal.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">&nbsp;</p>
</p>]]></description>
<link>http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/principal.asp?cod=128#ponto1</link>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Justiça condena Seturn por exibir publicidade instigando cidadão contra idoso]]></title>
<date><![CDATA[6/10/2009 20:21:49]]></date>
<description><![CDATA[<p><img height="199" width="300" align="left" alt="" src="/download/image/idoso.jpg" />A&ccedil;&atilde;o foi movida pelas promotorias de defesa do idoso e consumidor<br />
Saiu hoje a senten&ccedil;a do juiz da 6&ordf; vara c&iacute;vil, Ricardo Tinoco de G&oacute;es, sobre a a&ccedil;&atilde;o civil p&uacute;blica movida pelo Minist&eacute;rio P&uacute;blico contestando propaganda do Sindicato das Empresas de Transporte Urbano de Passageiros de Natal sobre a gratuidade do idoso. O Seturn foi condenado a exibir nos mesmos ve&iacute;culos de comunica&ccedil;&atilde;o, com a mesma quantidade de inser&ccedil;&otilde;es a chamada contrapropaganda.<br />
A a&ccedil;&atilde;o que foi movida pelas promotorias do consumidor e do idoso exigiu a retirada imediata do ar da propaganda em que o Seturn afirmava que a gratuidade do idoso no transporte urbano seria paga pelo trabalhador. &ldquo;Os empres&aacute;rios estavam jogando o passageiro que paga a tarifa inteira contra o idoso, benefici&aacute;rio da passagem gratuita. Acontece que a gratuidade &eacute; um direito constitucional, que tem que ser respeitado&rdquo;, diz o promotor de defesa do consumidor, Jos&eacute; Augusto Peres.<br />
O informe publicit&aacute;rio do Seturn ainda comparava a gratuidade do idoso a programas sociais p&uacute;blicos, dizendo que o programa do leite era pago pelo governo, que comprava o leite ao produtor, mas a gratuidade era paga pelo trabalhador. A propaganda, veiculada em 2005, foi considerada abusiva e retirada do ar na mesma &eacute;poca, depois da a&ccedil;&atilde;o do Minist&eacute;rio P&uacute;blico.<br />
De acordo com a decis&atilde;o da justi&ccedil;a, o sindicato ter&aacute; que produzir material publicit&aacute;rio explicando que a gratuidade &eacute; um direito garantido pela Constitui&ccedil;&atilde;o Federal e exib&iacute;-lo em emissoras de r&aacute;dio e tv nos mesmos padr&otilde;es da campanha veiculada em 2005.<br />
<br />
O n&uacute;mero deste processo &eacute; 001.05.013177-0. Para acessar a peti&ccedil;&atilde;o inicial, clique <a href="/download/file/ACP%20IDOSO%20Propaganda%20SETURN.doc" target="_blank">aqui</a>.<br />
<br />
Segue a &iacute;ntegra do texto publicit&aacute;rio exibido pelo Seturn:<br />
<br />
Transcri&ccedil;&atilde;o feita a partir de publicidade veiculada pelo SETURN (Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros do Munic&iacute;pio de Natal):<br />
<br />
PRISMA PRODU&Ccedil;&Otilde;ES<br />
CLIENTE: SETURN<br />
T&Iacute;TULO: PROGRAMA DO LEITE<br />
NUM.REF.T&Iacute;TULO: 0308000805820051<br />
AG&Ecirc;NCIA: ART&amp;C<br />
DIRE&Ccedil;&Atilde;O: Walton Filho<br />
DURA&Ccedil;&Atilde;O 30`` Data: 03/06/05<br />
<br />
--&quot;Com o programa do leite o Rio Grande do Norte mostrou que &eacute; poss&iacute;vel realizar um projeto social de grande import&acirc;ncia&quot;.<br />
<br />
&quot;O transporte gratuito para idosos e portadores de defici&ecirc;ncia &eacute; outro &oacute;timo projeto. Entre esses dois programas existe uma grande diferen&ccedil;a. O programa do leite &eacute; pago pelo Governo, mas a gratuidade dos idosos &eacute; paga pelo trabalhador. Se o Poder P&uacute;blico pagar o transporte do idoso o pre&ccedil;o da passagem cai&quot;.<br />
<br />
--&quot;A tarifa que voc&ecirc; paga transporta o progresso da cidade&quot;.</p>
<p>(Imagem: www.amparo.sp.gov.br)</p>]]></description>
<link>http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/principal.asp?cod=127#ponto1</link>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O Cretino da porteira]]></title>
<date><![CDATA[29/9/2009 14:55:53]]></date>
<description><![CDATA[<p><img height="180" width="150" align="left" src="/download/image/selecta_articulada.jpg" alt="" />Tem gente que quando se acostuma com alguma coisa, &eacute; dif&iacute;cil mudar.<img height="100" width="200" align="right" src="/download/image/mata-burro-3.jpg" alt="" /><br />
No estacionamento do Supermercado Nordest&atilde;o da Av. Eng. Roberto Freire, h&aacute; duas sa&iacute;das com suas respectivas cancelas autom&aacute;ticas.<br />
Para tentar agilizar o fluxo de ve&iacute;culos, o supermercado resolveu deixar uma das cancelas permanentemente aberta.<br />
Eu falei &ldquo;tentar agilizar&rdquo;, n&atilde;o foi? Pois &eacute;. Eles tentam agilizar mas o povo n&atilde;o ajuda.<br />
Mesmo com a cancelona ali levantada, esperando apenas que o sujeito (ou a sujeita) passe, tem muita gente que fica l&aacute;, colada na coluna do bot&atilde;o acionador, apertando o coitadinho para que ele abra uma coisa que j&aacute; est&aacute; aberta.<br />
Ficam l&aacute;, &agrave; espera de n&atilde;o sei o qu&ecirc;. Pode ser medo do &quot;mata-burro&quot;. Talvez aguardando um comando divino: - Anda, imbecil, que tem gente menos cretina esperando pra passar!<br />
E tome buzinada nas orelhas de burro.</p>
<p>(Imagens: www.proter.com.br e www.avareconcreto.com.br)</p>]]></description>
<link>http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/principal.asp?cod=126#ponto1</link>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Lançamento de livro em homenagem ao Prof. Paulo Bonavides]]></title>
<date><![CDATA[29/9/2009 14:05:16]]></date>
<description><![CDATA[<p>Ser&aacute; lan&ccedil;ado hoje &agrave;s 19 horas no audit&oacute;rio da FARN em Natal o livro &quot;O novo constitucionalismo na era p&oacute;s-positivista, em homenagem ao Prof. Paulo Bonvides.<br />
Editado pela Saraiva, com organiza&ccedil;&atilde;o de Lenice Moura, a obra &eacute; composta de artigos de diversos autores, dentre os quais J. J. Gomes Canotilho, Lu&iacute;s Roberto Barroso, Ivo Dantas, Paulo Lopo Saraiva, Ivan Lira de Carvalho, Artur Cortez Bonif&aacute;cio, Flavia Piovesan, Lenio Streck e este blogueiro.<br />
Estarei l&aacute;, se Deus quiser.<br />
Para ver a capa do livro, com o nome de todos os autores, clique em Leia Mais.<br />
<img height="500" width="350" align="middle" src="/download/image/capa%20livro%20bonavides.jpg" alt="" /></p>]]></description>
<link>http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/principal.asp?cod=125#ponto1</link>
</item>
<item>
<title><![CDATA[NOTA DO GRUPO NACIONAL DE PROMOTORES DE JUSTIÇA]]></title>
<date><![CDATA[27/9/2009 09:23:03]]></date>
<description><![CDATA[<p>O Grupo Nacional de Promotores de Justi&ccedil;a - GNPJ publicou nota de solidariedade ao colega Saulo de Castro Bezerra do Minist&eacute;rio P&uacute;blico de Goi&aacute;s, que foi condenado em raz&atilde;o de, quando no exerc&iacute;cio no cargo de Procurador Geral de Justi&ccedil;a, haver denunciado criminalmente um juiz daquele estado, ap&oacute;s ter recebido representa&ccedil;&atilde;o contra o tal juiz, vinda do &Oacute;rg&atilde;o Especial do pr&oacute;prio Tribunal ao qual est&aacute; vinculado o juiz.<br />
Detalhe interessante &eacute; que a senten&ccedil;a foi proferida sem que houvesse qualquer instru&ccedil;&atilde;o, ou seja, sem que se permitisse ao ex-Procurador Geral Saulo de Castro Bezerra apresentar defesa alguma.<br />
Fica a pergunta: qual o juiz que tem mais culpa no cart&oacute;rio, o que foi denunciado ou o que proferiu uma decis&atilde;o desconsiderando tudo o que se pode falar sobre o princ&iacute;pio da ampla defesa?<br />
&nbsp; Para ler a nota na &iacute;ntegra, clique em Leia Mais.</p>
<p><img height="793" width="762" align="middle" src="/download/image/GNPJ%20MARIO.jpg" alt="" /></p>]]></description>
<link>http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/principal.asp?cod=124#ponto1</link>
</item>
<item>
<title><![CDATA[NÃO FOI O "VULGO" QUEM CRIOU O TERMO CRIMES DE COLARINHO BRANCO]]></title>
<date><![CDATA[25/9/2009 15:44:34]]></date>
<description><![CDATA[<p><img width="150" height="124" align="left" src="/download/image/whitecollarcrimes1.jpg" alt="" />Luiz Fl&aacute;vio Borges DUrso, advogado criminalista, mestre e doutor em Direito pela USP, &eacute; presidente da OAB SP, em artigo publicado no <a href="http://www.cruzeirodosul.inf.br/materia.phl?editoria=44&amp;id=222750">Jornal Cruzeiro do Sul</a>&nbsp; sobre privacidade e limites do Estado afirma que foi o &ldquo;vulgo&rdquo; (o homem comum, o homem da rua) quem &ldquo;apelidou&rdquo; os &ldquo;crimes de colarinho branco&rdquo;.<br />
Nada mais afastado da realidade.<br />
O termo &ldquo;crimes de colarinho branco&rdquo; foi cunhado em 1939 por <a href="http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/principal.asp?cod=12&amp;mostrar=post#ponto1">Edwin Southerland</a>, soci&oacute;logo e criminalista, que a usou pela primeira vez em seu discurso de posse na presid&ecirc;ncia da Associa&ccedil;&atilde;o Americana de Sociologia.<br />
O &quot;vulgo&quot; sofre com os crimes de colarinho branco e com a impunidade dos criminosos.<br />
(Imagem: www.seanleslie.com)</p>]]></description>
<link>http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/principal.asp?cod=123#ponto1</link>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O CONSUMIDOR É O CULPADO PELAS FRAUDES NA INTERNET]]></title>
<date><![CDATA[24/9/2009 11:36:32]]></date>
<description><![CDATA[<p><img width="111" height="111" align="left" src="/download/image/nariz%20de%20palhaco.jpg" alt="" />No primeiro dia da VI Confer&ecirc;ncia Internacional de Per&iacute;cias em Crimes Cibern&eacute;ticos em Natal, foi proferida uma palestra que deixou-me cabreiro.<br />
Sob o t&iacute;tulo &ldquo;Fraudes no Sistema Financeiro&rdquo;, foi proferida pelo senhor C&eacute;sar Faustino, empregado do Ita&uacute;-Unibanco, em nome da Federa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Bancos &ndash; FEBRABAN.<br />
Em certa altura de sua fala, o senhor Faustino afirmou que os culpados pelas freaudes praticadas via Internet s&atilde;o os consumidores que usam a rede mundial de computadores para fazer suas transa&ccedil;&otilde;es banc&aacute;rias.<br />
Minha rea&ccedil;&atilde;o, de imediato, foi a revolta, a indigna&ccedil;&atilde;o.<br />
Ora, o consumidor que est&aacute; em casa, &eacute; bombardeado dia e noite pela publicidade dos bancos alardeando as maravilhas que lhe s&atilde;o oferecidas com as transa&ccedil;&otilde;es via Internet, afinal de contas, segundo o que dizem os an&uacute;ncios, o consumidor ser&aacute; tratado de maneira personalizada, n&atilde;o vai enfrentar aquelas filas imensas caracter&iacute;sticas dos bancos, n&atilde;o ficar&aacute; horas no tr&acirc;nsito, n&atilde;o se preocupar&aacute; com estacionamento e, principalmente, as transa&ccedil;&otilde;es s&atilde;o seguras!<br />
Agora, vem um sujeito, especialista em seguran&ccedil;a na Internet, dizer que o tal consumidor &eacute; o culpado pelas fraudes aplicadas e promovidas pelo meio cibern&eacute;tico no sistema banc&aacute;rio.<br />
O n&uacute;mero de usu&aacute;rios brasileiros da Internet tem crescido rapidamente. A cada dia, mais gente vem passando pelo processo de &ldquo;inclus&atilde;o digital&rdquo;. Hoje somos milh&otilde;es e nem todos t&ecirc;m a experi&ecirc;ncia e o conhecimento necess&aacute;rios para se livrar de todas as armadilhas digitais que s&atilde;o lan&ccedil;adas diariamente aos milhares por criminosos de todo o planeta, sempre com uma complexidade crescente.<br />
Pensemos em uma senhora idosa, de nome Catarina, cansada de sofrer nas filas de banco, que mesmo no &ldquo;atendimento preferencial&rdquo; s&atilde;o extremamente lentas, sobretudo se na frente estiver um office senior (aqueles idosos aposentados que fazem servi&ccedil;o de office boy para empresas justamente porque t&ecirc;m atendimento na fila preferencial). Vencendo todas as resist&ecirc;ncias que a avan&ccedil;ada idade lhe imp&otilde;e quando se trata de novas tecnologias, aquela senhora resolve aprender a lidar com computador e Internet, porque j&aacute; n&atilde;o suporta as filas de banco.<br />
Tudo caminha bem, embora com as dificuldades peculiares &agrave; novidade. Dona Catarina est&aacute; encantada. Isto &eacute; uma maravilha, exclama a cada transa&ccedil;&atilde;o efetivada.<br />
At&eacute; que um dia ela recebe um e-mail, como se fosse do banco onde tem conta, informando que foi feito um dep&oacute;sito em sua conta corrente. Como estava esperando que um filho lhe devolvesse um dinheiro que lhe tinha emprestado, ela clica na mensagem que, no final diz que para verificar o valor depositado, ela deve clicar no caminho que est&aacute; assinalado. E ela o faz.<br />
Assim come&ccedil;a o calv&aacute;rio de Dona Catarina, pois ao inv&eacute;s de entrar no site do banco, ela &eacute; direcionada para uma p&aacute;gina dos fraudadores, que simulando uma simples transa&ccedil;&atilde;o banc&aacute;ria, se apoderam de suas senhas e minutos depois, fazem um &ldquo;rapa&rdquo; na conta corrente, nos dep&oacute;sitos em poupan&ccedil;a, contraem um elevado empr&eacute;stimo e sacam o dinheiro.<br />
Ela s&oacute; vai tomar conhecimento dias depois, quando tem um cheque devolvido por insufici&ecirc;ncia de fundos. Logo ela, que sempre agiu com toda a corre&ccedil;&atilde;o poss&iacute;vel em sua longa exist&ecirc;ncia.<br />
Ainda bem que dona Catarina n&atilde;o estava na palestra de seu C&eacute;sar. Teria enfartado, certamente, ao saber que ela &eacute; a culpada por ter sido roubada por algu&eacute;m que se fez passar pelo banco onde tem conta corrente.<br />
Pensando melhor, no entanto, o palestrante tem certa raz&atilde;o. Alguma culpa tem o consumidor.<br />
Ele &eacute; culpado por n&atilde;o conhecer bem a Internet, esse ambiente novo, misterioso e perigoso, mas para o qual insiste em ir. Tam&eacute;m &eacute; culpado o consumidor por atender aos reclames publicit&aacute;rios dos bancos, por votar em pol&iacute;ticos que n&atilde;o est&atilde;o nem um pouco preocupados em coibir os crimes cibern&eacute;ticos (h&aacute; dez anos tramita no Congresso Nacional projeto de lei criando &ldquo;novas&rdquo; figuras criminais). &Eacute; culpado por morar em um pa&iacute;s onde os juros banc&aacute;rios est&atilde;o entre os mais elevados do mundo, onde governantes inescrupulosos s&atilde;o eleitos com doa&ccedil;&otilde;es de empresas ainda menos escrupulosas que estes, onde os bancos cobram in&uacute;meras e inexplic&aacute;veis taxas, onde a impunidade por todo tipo de crime e viol&ecirc;ncia, seja contra a pessoal ou o seu bolso, &eacute; a regra. O consumidor &eacute; culpado por tentar se livrar das filas dos bancos que, mesmo obrigados por lei a reduzirem o tempo de perman&ecirc;ncia nessas a 30 ou 40 minutos, fazem vista grossa e ignoram solenemente os dispositivos legais (impunemente).<br />
Um ditado espanhol diz que &ldquo;nada es verdad, nada es mentira. Todo cambia seg&uacute;n el color del cristal con que se mira&rdquo;.<br />
E &eacute; realmente assim. Aos olhos dos bancos e seus empregados, cobertos pelas lentes cor-de-rosa dos mais altos juros e lucros do mundo, n&oacute;s consumidores somos os culpados. Mais: somos os ot&aacute;rios do sistema.<br />
Estava at&eacute; certo ponto correto o senhor C&eacute;sar.<br />
Faltou distribuir com a plat&eacute;ia o nariz de palha&ccedil;o, ou quem sabe, em breve n&atilde;o comecem os bancos a distribuir o simp&aacute;tico nariz de bola vermelho com os clientes que abrirem contas novas e comecem a usar a Internet.</p>]]></description>
<link>http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/principal.asp?cod=122#ponto1</link>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Evento sobre investigação de crimes cibernéticos em Natal]]></title>
<date><![CDATA[23/9/2009 15:36:07]]></date>
<description><![CDATA[<p><img width="499" height="135" align="left" src="/download/image/iccyber%201.jpg" alt="" />Come&ccedil;ou hoje em Natal e vai at&eacute; o dia 25, a sexta edi&ccedil;&atilde;o da ICCyber, a Confer&ecirc;ncia Internacional de Per&iacute;cias em Crimes Cibern&eacute;ticos.<br />
Todas as inscri&ccedil;&otilde;es oferecidas se esgotaram. S&atilde;o setecentos participantes do Brasil e do exterior ouvindo e discutindo sobre o combate a crimes financeiros e pedofilia, direito digital, coopera&ccedil;&atilde;o internacional, novos m&eacute;todos criminais e como desvend&aacute;-los.<br />
A palestra inaugural esteve a cargo de Marcos Vinicius Lima, do Instituto Nacional de Criminal&iacute;stica, que abordou o tema Antecipando Tend&ecirc;ncias do Crime Cibern&eacute;tico.<br />
Fechando a manh&atilde;, falou o norteamericano Patrick Carney que tratou da Cyber Division do FBI, narrando formas de fraudes via internet e como a ag&ecirc;ncia de investiga&ccedil;&atilde;o americana tem abordado esse novo tipo de criminalidade.<br />
A tarde do primeiro dia est&aacute; reservada para eventos simult&acirc;neos: palestras t&eacute;cnicas, palestras sobre sistema financeiro e workshop.<br />
Mais informa&ccedil;&otilde;es sobre o evento, visite o site da ICCyber, clicando <a href="http://www.iccyber.org/2009">aqui</a>.</p>]]></description>
<link>http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/principal.asp?cod=121#ponto1</link>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Briatore, futebol e ética]]></title>
<date><![CDATA[17/9/2009 12:01:30]]></date>
<description><![CDATA[<p><img height="110" width="106" align="left" src="/download/image/qpr.JPG" alt="" />Desde 2007, Flavio Briatore, recentemente expulso da Equipe Renault da F&oacute;rmula 1, por mandar que Nelsinho Piquet batesse propositadamente o carro para beneficiar o companheiro de equipe Fernando Alonso, &eacute; um dos donos do clube ingl&ecirc;s de futebol Queens Park Rangers (fundado em 1882).<br />
O <a href="http://www.qpr.co.uk/page/Home/" target="_blank">Queens Park Rangers</a> (ou QPR como tamb&eacute;m &eacute; conhecido), &eacute; um dos 24 clubes do <a href="http://www.football-league.co.uk/page/ChampionshipHome/0,,10794,00.html" target="_blank">Football League Championship</a>, equivalente &agrave; segunda divis&atilde;o do futebol ingl&ecirc;s e ocupa atualmente a <a href="http://www.football-league.co.uk/page/DivisionalLeagueTable/0,,10794~20097,00.html" target="_blank">d&eacute;cima quarta coloca&ccedil;&atilde;o na tabela</a>.<br />
Ser&aacute; que Briatore exerce no futebol a mesma &ldquo;&eacute;tica&rdquo; que na F&oacute;rmula 1?<br />
A prop&oacute;sito, o chef&atilde;o da F1 Bernie Ecclestone &eacute; um dos s&oacute;cios de Briatore no time ingl&ecirc;s.</p>]]></description>
<link>http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/principal.asp?cod=120#ponto1</link>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Sobre Senado, Folha, acesso à informação e segurança nacional]]></title>
<date><![CDATA[17/9/2009 09:57:17]]></date>
<description><![CDATA[<p><img height="95" width="117" align="left" src="/download/image/senado2.jpg" alt="" />O <a href="http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2009/09/17/senado-diz-que-notas-fiscais-guardam-seguranca-nacional-223944.asp" target="_blank">Blog do Noblat</a> repercute not&iacute;cia da Folha de S. Paulo sobre a recusa do Senado em dar &agrave; Folha acesso aos registros da verba indenizat&oacute;ria de senadores.<br />
Segundo a mat&eacute;ria, o Senado, nas informa&ccedil;&otilde;es prestadas no Mandado de Seguran&ccedil;a impetrado pelo jornal perante o STF, alegou a exist&ecirc;ncia de dados envolvendo &ldquo;seguran&ccedil;a nacional&rdquo;, o que geraria precedente com potencial para &quot;abalar gravemente as institui&ccedil;&otilde;es da Rep&uacute;blica&quot;.<br />
Outro trecho das informa&ccedil;&otilde;es que merece destaque &eacute; o que diz que &quot;mesmo sendo dinheiro p&uacute;blico, por vezes a verba indenizat&oacute;ria tamb&eacute;m custeia despesas relacionadas &agrave; seguran&ccedil;a nacional ou que revelam aspectos da intimidade e da vida privada de cada parlamentar&quot;.<br />
E mais segundo o of&iacute;cio, o atendimento do pedido da Folha representaria &quot;grave ofensa ao postulado da independ&ecirc;ncia, &agrave; dignidade dos legisladores p&aacute;trios&quot;.<br />
Ficam algumas perguntas. Com o qu&ecirc; est&atilde;o os nobres senadores gastando o nosso dinheiro, referente &agrave; verba indenizat&oacute;ria por gastos no exerc&iacute;cio do mandato e que dizem respeito &agrave; &ldquo;vida privada de cada parlamentar&quot;? Se o mandato &eacute; concedido pelo povo, se o dinheiro &eacute; do povo, para ser gasto com o exerc&iacute;cio do cargo p&uacute;blico, o que tem a ver com a vida privada dos senadores? S&oacute; se o dinheiro foi gasto indevida ou irregularmente. E a&iacute;, mais raz&atilde;o para sabermos a verdade.<br />
Por outro lado, se h&aacute; alega&ccedil;&atilde;o de quest&otilde;es de seguran&ccedil;a nacional, capazes de abalar a Rep&uacute;blica, &eacute; imperioso que sejam reveladas, ao menos ao STF, para que este analise a viabilidade ou n&atilde;o da divulga&ccedil;&atilde;o.<br />
Para mim, na verdade, todos esses gastos deveriam ser revelados imediatamente. Por uma quest&atilde;o de transpar&ecirc;ncia, publicidade, legalidade, moralidade e um monte de outros &ldquo;ades&rdquo; que se queira invocar.</p>
<p>(Foto: www.senado.gov.br)</p>]]></description>
<link>http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/principal.asp?cod=119#ponto1</link>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Palestra sobre responsabilidade técnica do médico veterinário e do zootecnista]]></title>
<date><![CDATA[10/9/2009 09:14:26]]></date>
<description><![CDATA[<p><img height="115" width="67" align="left" src="/download/image/crmv.png" alt="" />Apresentei ontem palestra no semin&aacute;rio em comemora&ccedil;&atilde;o ao dia do veterin&aacute;rio e aos 25 anos de cria&ccedil;&atilde;o do Conselho Regional de Medicina Veterin&aacute;rio do RN.<br />
Sob o t&iacute;tulo Responsabilidade t&eacute;cnica e o C&oacute;digo de Defesa do Consumidor, tratamos do assunto dando &ecirc;nfase ao aspecto criminal da responsabilidade que, como se pode observar na apresenta&ccedil;&atilde;o, tem uma import&acirc;ncia muito elevada.<br />
Para acessar a apresenta&ccedil;&atilde;o, clique <a href="/download/file/Palestra%20CRMV%202009.pdf" target="_blank">aqui</a>.</p>]]></description>
<link>http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/principal.asp?cod=118#ponto1</link>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Responsabilidade Civil do Cirurgião Dentista]]></title>
<date><![CDATA[4/9/2009 08:25:44]]></date>
<description><![CDATA[<p><img height="145" width="120" align="left" src="/download/image/dentista.JPG" alt="" />Para baixar a apresenta&ccedil;&atilde;o sobre Responsabilidade Civil do Cirurgi&atilde;o Dentista, objeto da palestra proferida no XI Congresso de Odontologia do Rio Grande do Norte, clique <a href="/download/file/responsabilidade%20dentista.pdf" target="_blank">aqui.</a></p>]]></description>
<link>http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/principal.asp?cod=117#ponto1</link>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Apresentação sobre portabilidade dos planos de saúde]]></title>
<date><![CDATA[28/8/2009 09:26:36]]></date>
<description><![CDATA[<p>No dia 27 de agosto de 2009 estive em Vit&oacute;ria-ES, participando do 9&ordm; Congresso Nacional do Minist&eacute;rio P&uacute;blico do Consumidor, promovido pela Associa&ccedil;&atilde;o Nacional do Minist&eacute;rio P&uacute;blico do Consumidor - MPCON, ministrando palestra sobre a portabilidade de car&ecirc;ncias dos planos de sa&uacute;de.</p>
<p>A apresenta&ccedil;&atilde;o pode ser acessada clicando <a href="/download/file/Apresentacao%20portabilidade%20planos%20de%20saude.pdf" target="_blank">aqui</a>.</p>]]></description>
<link>http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/principal.asp?cod=116#ponto1</link>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Apresentação sobre informações aos consumidores em bares, restaurantes e similares]]></title>
<date><![CDATA[13/8/2009 10:28:43]]></date>
<description><![CDATA[<p><img width="159" height="227" align="left" src="/download/image/bebidas_01.jpg" alt="dirigir efeito alcool bebida" /><span style="font-size: medium;">O Minist&eacute;rio P&uacute;blico do RN est&aacute; atuando junto a bares, restaurantes, lanchonetes e similares, com a finalidade de ver cumpridas uma s&eacute;rie de normas sobre informa&ccedil;&otilde;es ao consumidor, tais como a afixa&ccedil;&atilde;o de card&aacute;pios ou tabelas de pre&ccedil;os nas entradas dos estabelecimentos, avisos de n&atilde;o fumar, nos termos da legisla&ccedil;&atilde;o do munic&iacute;pio de Natal e avisos de que &eacute; crime dirigir sob o efeito do &aacute;lcool.<br />
Para ver a apresenta&ccedil;&atilde;o completa sobre essas exig&ecirc;ncias, clique </span><a href="/download/file/Bares%20infos%20ao%20consumidor.pdf" target="_blank"><span style="font-size: medium;">aqui</span></a><span style="font-size: medium;">.</span></p>]]></description>
<link>http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/principal.asp?cod=115#ponto1</link>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Movimento de Combate à Corrupção assina aliança com bancos]]></title>
<date><![CDATA[5/8/2009 10:18:50]]></date>
<description><![CDATA[<p>Da equipe Na Boca do Mundo</p>
<p>As institui&ccedil;&otilde;es que comp&otilde;em o Movimento Articulado de Combate &agrave; Corrup&ccedil;&atilde;o (MARCCO) assinam logo mais, &agrave;s 8h30 desta quarta-feira, na sede da OAB, um termo de coopera&ccedil;&atilde;o com representantes do Banco do Brasil, Caixa Econ&ocirc;mica Federal e Banco do Nordeste.</p>
<p>O Termo tem o objetivo de agilizar a presta&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es banc&aacute;rias &agrave;s institui&ccedil;&otilde;es que promovem investiga&ccedil;&otilde;es como o Minist&eacute;rio P&uacute;blico, Pol&iacute;cia Federal etc.</p>
<p>A ideia &eacute; criar um formul&aacute;rio padr&atilde;o para pedido de informa&ccedil;&otilde;es aos bancos. &ldquo;Hoje cada institui&ccedil;&atilde;o solicita suas informa&ccedil;&otilde;es de um jeito. E cada banco responde &agrave; sua maneira. Isso gera dificuldades na an&aacute;lise e cruzamento dos dados&rdquo;, ressalta a Secret&aacute;ria Executiva do MARCCO, a Promotora de Justi&ccedil;a Juliana Limeira Teixeira. Ela lembra que com o termo as institui&ccedil;&otilde;es ganhar&atilde;o em agilidade nas suas investiga&ccedil;&otilde;es.</p>
<p>Al&eacute;m desse termo, o MARCCO entregou essa semana, &agrave; nova dire&ccedil;&atilde;o do IDEMA, um question&aacute;rio para avaliar as possibilidades de exist&ecirc;ncia de corrup&ccedil;&atilde;o no &oacute;rg&atilde;o. O question&aacute;rio colhe informa&ccedil;&otilde;es sobre os servidores, capacidades t&eacute;cnicas e rotinas internas.</p>
<p>O mesmo question&aacute;rio j&aacute; foi enviado para o IBAMA, SEMURB e Secretaria Estadual de Recursos H&iacute;dricos.<br />
(Fonte: <a href="http://www.nabocadomundo.com/site/navegacao/ver_noticia.php?id_noticia=11629">http://www.nabocadomundo.com/site/navegacao/ver_noticia.php?id_noticia=11629</a>)</p>]]></description>
<link>http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/principal.asp?cod=114#ponto1</link>
</item>
<item>
<title><![CDATA[PENA, PROCESSUAL PENAL E EXECUÇÃO PENAL - Reflexões sobre desproporcionalidades penais]]></title>
<date><![CDATA[30/7/2009 14:53:16]]></date>
<description><![CDATA[<p><br />
Com autoriza&ccedil;&atilde;o do autor, M&aacute;rcio Berclaz, que &eacute; Promotor de Justi&ccedil;a no Paran&aacute;, publicamos post sobre algumas incongru&ecirc;ncias do nosso sistema penal.</p>
<p>M&aacute;rcio Berclaz tamb&eacute;m &eacute; editor do blog <a href="http://recortescriticos.blogspot.com/" target="_blank">Recortes Cr&iacute;ticos</a>.<br />
*********<br />
PENA, PROCESSUAL PENAL E EXECU&Ccedil;&Atilde;O PENAL<br />
M&aacute;rcio Berclaz<br />
<br />
Embora eu seja um cr&iacute;tico feroz do pr&oacute;prio sistema penal, especialmente pelo seu car&aacute;ter &ldquo;seletivo&rdquo; de pescar e deixar na sua rede via de regra os mais desfavorecidos com o sistema econ&ocirc;mico (puni&ccedil;&atilde;o da pobreza, como bem lembra o colega do Minist&eacute;rio P&uacute;blico Tabosa), tamb&eacute;m entendo que precisamos de uma urgente revis&atilde;o de penas e prioridades.<br />
&nbsp;<br />
A ideia de que o direito penal serve para tutelar e defender bens jur&iacute;dicos, a rigor, na operacionalidade do sistema parece esquecida ou guardada num ba&uacute; distante e embolorado, especialmente em processos penais que t&ecirc;m seu andamento e velocidade definidos pelo crit&eacute;rio preso ou solto, especialmente quando a condi&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica e o acesso &agrave;s inst&acirc;ncias superiores &eacute; decisivo para se ter uma ou outra condi&ccedil;&atilde;o...<br />
&nbsp;<br />
N&atilde;o aceito que a elimina&ccedil;&atilde;o da vida parta de penas de seis a doze anos quando um tr&aacute;fico de entorpecentes pelo dep&oacute;sito de algumas pedras de &ldquo;crack&rdquo; comece com pena de cinco anos; n&atilde;o tolero que uma les&atilde;o grave de algu&eacute;m que perdeu um olho ou perna possa ter uma pena t&atilde;o baixa frente a um delito de mera conduta ou formal do Estatuto do Desarmamento. N&atilde;o entendo como um delito de prefeito de desvios de recursos p&uacute;blicos pode come&ccedil;ar com pena inicial de dois anos quando um furto qualificado j&aacute; come&ccedil;a do mesmo patamar, o mesmo valendo para o crime de licita&ccedil;&atilde;o, etc. <br />
&nbsp;<br />
A despropor&ccedil;&atilde;o de interesses protegidos no C&oacute;digo Penal &eacute; gritante &eacute;, ao meu ver, revoltante.<br />
&nbsp;<br />
&nbsp;Se a gente j&aacute; n&atilde;o entende e questiona, imaginem os leigos e a sociedade...<br />
&nbsp;<br />
N&atilde;o tolero que o regime aberto esteja t&atilde;o esvaziado ao ponto de qualquer pena restritiva de direitos ter uma carga de coer&ccedil;&atilde;o maior do que a sua observ&acirc;ncia, da mesma forma que n&atilde;o admito que presos fiquem em regime mais gravoso ao que lhes &eacute; garantido por omiss&atilde;o e in&eacute;rcia do Estado em investir no sistema penitenci&aacute;rio.<br />
&nbsp;<br />
N&atilde;o entendo, ainda, como podemos admitir que o instituto despenalizador da suspens&atilde;o condicional do processo n&atilde;o tenha sido repensado para, por exemplo, incluir uma circunst&acirc;ncia judicial obrigat&oacute;ria (n&atilde;o facultativa) , eliminando exig&ecirc;ncias banais, in&uacute;teis, quando n&atilde;o inconstitucionais e imposs&iacute;veis de fiscalizar (n&atilde;o freq&uuml;entar bares, etc)...<br />
&nbsp;<br />
Todavia, no caso da execu&ccedil;&atilde;o penal, n&atilde;o esque&ccedil;amos que estamos no campo da barb&aacute;rie.<br />
&nbsp;<br />
Desvio e excesso na execu&ccedil;&atilde;o &eacute; tudo o que sobra, &nbsp;n&atilde;o propriamente para presas ilustres e conhecidas dos holofotes como Suzane, mas para o resto e o grosso da massa carcer&aacute;ria.<br />
&nbsp;<br />
N&atilde;o esque&ccedil;amos que se n&atilde;o se consegue motivo cautelar reconhecido pelo STF para manter a pris&atilde;o de Daniel Dantas ou mesmo para segurar preso um Pimenta Neves, alguma coisa deve estar mesmo fora da ordem...<br />
&nbsp;<br />
Especificamente no tocante ao exame criminol&oacute;gico, mesmo sabendo do argumento da individualiza&ccedil;&atilde; o utilizado para alguns, penso que ele &eacute; uma grande e arriscada &ldquo;for&ccedil;ada de barra&rdquo;, por mais que um caso concreto com indica&ccedil;&atilde;o de psicopatia ou transtorno anti-social possa dar a impress&atilde;o aparente da sua utilidade e conveni&ecirc;ncia. ...<br />
&nbsp;<br />
Exigir e impor esse tipo de estudo como crit&eacute;rio e possibilidade de se prender algu&eacute;m por mais tempo que o devido me lembra muito o risco do totalitarismo do discurso e dos riscos democr&aacute;ticos que corremos quando assim procedemos.<br />
&nbsp;<br />
Quem n&atilde;o lembra dos famigerados laudos criminol&oacute;gicos que, por exemplo, entendiam que o fato de o preso n&atilde;o se arrepender pelo crime invariavelmente negava-lhe acesso aos benef&iacute;cios?<br />
&nbsp;<br />
Quem nos salva do discurso &ldquo;lombrosiano&rdquo; de alguns laudos, ou ser&aacute; que n&atilde;o estamos cheios de pessoas manipuladoras e dissimuladas por todos os lados?<br />
&nbsp;<br />
Nesse contexto, pensar em solu&ccedil;&otilde;es democr&aacute;ticas para repensar o sistema penal e o lugar de suas pe&ccedil;as penso que seja necess&aacute;rio.<br />
&nbsp;<br />
N&atilde;o podemos continuar operando a m&aacute;quina na ponta de c&aacute; do sistema sem esta vis&atilde;o cr&iacute;tica...<br />
&nbsp; <br />
M&aacute;rcio Berclaz<br />
MP/PR<br />
<a href="http://recortescriticos.blogspot.com/" target="_blank">Recortes Cr&iacute;ticos</a></p>]]></description>
<link>http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/principal.asp?cod=113#ponto1</link>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Publicidade da Vivo deve dar mesmo destaque às vantagens e desvantagens dos planos]]></title>
<date><![CDATA[21/7/2009 19:23:14]]></date>
<description><![CDATA[<p>A Coordenadoria de Comunica&ccedil;&atilde;o Social do MPSC informa que uma medida liminar concedida em a&ccedil;&atilde;o civil p&uacute;blica movida pelo Minist&eacute;rio P&uacute;blico de Santa Catarina (MPSC) determinando que a empresa de telefonia celular Vivo d&ecirc; o mesmo destaque &agrave;s vantagens e desvantagens dos planos oferecidos em seu material promocional. Na publicidade da empresa, as obriga&ccedil;&otilde;es, limita&ccedil;&otilde;es e direitos dos consumidores dever&atilde;o estar escritos com letras de mesma dimens&atilde;o.<br />
&nbsp;<br />
A decis&atilde;o foi proferida pela Unidade da Fazenda P&uacute;blica da Comarca da Capital. Na a&ccedil;&atilde;o, a 29&ordf; Promotoria de Justi&ccedil;a da Capital, com atua&ccedil;&atilde;o na &aacute;rea da defesa do consumidor, explica que uma promo&ccedil;&atilde;o da empresa disponibilizava R$ 500,00 em liga&ccedil;&otilde;es e 500 torpedos gratuitos para quem comprasse um celular pr&eacute;-pago da Vivo, e mais R$ 100,00 e 100 torpedos para tr&ecirc;s n&uacute;meros escolhidos. No entanto, uma s&eacute;rie de restri&ccedil;&otilde;es eram ignoradas na publicidade na internet e apareciam em letras diminutas nos panfletos da promo&ccedil;&atilde;o.<br />
&nbsp;<br />
Na decis&atilde;o que concedeu a liminar, o Ju&iacute;zo da Fazenda P&uacute;blica da Comarca da Capital escreveu que &quot;examinando o material publicit&aacute;rio veiculado pela empresa r&eacute; constata-se com exatid&atilde;o que as restri&ccedil;&otilde;es/limita&ccedil;&otilde;es das promo&ccedil;&otilde;es est&atilde;o em letras muito menores do que os benef&iacute;cios/vantagens angariadas pelo consumidor. Fato que n&atilde;o pode, em momento algum, ser admitido, j&aacute; que o consumidor tem direito de receber as informa&ccedil;&otilde;es de maneira clara e completa, n&atilde;o somente de suas vantagens assim como das desvantagens&quot;. Cabe recurso da decis&atilde;o ao Tribunal de Justi&ccedil;a de Santa Catarina. (ACP n&ordm; 023.09.040610-1)<br />
<br />
&nbsp;</p>]]></description>
<link>http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/principal.asp?cod=112#ponto1</link>
</item>
<item>
<title><![CDATA[CONHECENDO O GRUPO NACIONAL DE COMBATE ÀS ORGANIZAÇÕES CRIMINOSAS FRANCISCO JOSÉ LINS DO RÊGO SANTOS ? GNCOC]]></title>
<date><![CDATA[18/7/2009 11:16:44]]></date>
<description><![CDATA[<p><img align="left" alt="" style="width: 155px; height: 143px;" src="/download/image/gncoc.jpg" /></p>
<p>Em fevereiro de 2002, ainda transtornado pelo assassinato do colega Chico Lins, o Minist&eacute;rio P&uacute;blico brasileiro, representado pelo <a target="_blank" href="http://www.cnpg.org.br/"><strong>Conselho Nacional de Procuradores Gerais - CNPG</strong></a>, reunido em Belo Horizonte, resolveu criar o <strong>GNCOC &ndash; Grupo Nacional de Combate &agrave;s Organiza&ccedil;&otilde;es Criminosas</strong>, dando-lhe um sobrenome: <strong>Promotor de Justi&ccedil;a Francisco Jos&eacute; Lins do R&ecirc;go Santos</strong>.<br />
<br />
&Agrave; &eacute;poca, o CNPG era presidido pelo colega&nbsp; <strong>Cl&aacute;udio Barros Silva</strong>, ent&atilde;o Procurador Geral de Justi&ccedil;a do Rio Grande do Sul e que atualmente integra o <a target="_blank" href="http://www.cnmp.gov.br/"><strong>Conselho Nacional do Minist&eacute;rio P&uacute;blico</strong> </a><strong><a target="_blank" href="http://www.cnmp.gov.br/">- CNMP</a>.<br />
<br />
</strong>Nesses sete anos, o GNCOC cresceu. De in&iacute;cio, tinha como objetivo apenas o combate ao crime organizado que envolvia adultera&ccedil;&atilde;o de combust&iacute;veis. Por&eacute;m, ao longo do tempo, foi ampliando sua atua&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
Hoje, &eacute; formado por <strong>quatro grupos de trabalho</strong>: G I &ndash; Fraude em combust&iacute;veis (incluindo crimes contra a ordem econ&ocirc;mica, sobretudo cartel); G II &ndash; Lavagem de dinheiro e ordem tribut&aacute;ria (inclusive combate &agrave; pirataria); G III &ndash; Crime organizado no sistema penitenci&aacute;rio e tr&aacute;fico de entorpecentes; G IV &ndash; Seguran&ccedil;a institucional (incluindo atividades de intelig&ecirc;ncia).<br />
<br />
O Grupo desenvolveu mais de 100 a&ccedil;&otilde;es, muitas delas envolvendo diversos estados da federa&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
V&aacute;rios crimes foram investigados, pris&otilde;es de processados e foragidos se realizaram com a atua&ccedil;&atilde;o de membros do GNCOC. Dezenas de<img height="241" width="300" align="right" alt="" src="/download/image/GNCOC%20natal%202008.jpg" /> opera&ccedil;&otilde;es conjuntas aproveitando-se de experi&ecirc;ncias ou investiga&ccedil;&otilde;es desenvolvidas por outros MPs foram feitas.<br />
<br />
A atua&ccedil;&atilde;o do GNCOC, apesar de pouco conhecida pela sociedade (e at&eacute; por alguns membros do Minist&eacute;rio P&uacute;blico) &eacute; um modelo de integra&ccedil;&atilde;o entre os 30 MPs que o comp&otilde;em. <br />
<br />
Hoje o GNCOC, gra&ccedil;as &agrave; atua&ccedil;&atilde;o de diversos colegas, conquistou um espa&ccedil;o de muito respeito perante os &oacute;rg&atilde;os que comp&otilde;em a <a target="_blank" href="http://www.mj.gov.br/data/Pages/MJ7AE041E8ITEMID3239224CC51F4A299E5174AC98153FD1PTBRNN.htm">Estrat&eacute;gia Nacional de Combate &agrave; Corrup&ccedil;&atilde;o e &agrave; Lavagem de Dinheiro &ndash; ENCCLA</a>, formada por mais de 50 institui&ccedil;&otilde;es, sob o comando da Secretaria Nacional de Seguran&ccedil;a P&uacute;blico do Mnist&eacute;rio da Justi&ccedil;a.<br />
<br />
O GNCOC realizar&aacute; nos dias 20 e 21 de agosto a sua 21&ordf; Reuni&atilde;o, em Goi&acirc;nia-GO. A expectativa &eacute; de que as inscri&ccedil;&otilde;es ultrapassem o n&uacute;mero de cem. Na reuni&atilde;o anterior, em Jo&atilde;o Pessoa-PB, tivemos a presen&ccedil;a de 120 colegas de todo o pa&iacute;s, inclusive do Minist&eacute;rio P&uacute;blico do Trabalho, preocupado com a a&ccedil;&atilde;o de organiza&ccedil;&otilde;es criminosas com repercuss&otilde;es na esfera trabalhista.<br />
<br />
Tive a honra de presidir esse Grupo de valorosos combatentes por cerca de 13 meses. Mulheres e homens envolvidos com o combate ao crime organzado em suas diversas manifesta&ccedil;&otilde;es. Quando o dever chama, o verdadeiro membro do GNCOC, que se pauta pela devo&ccedil;&atilde;o &agrave; sociedade, n&atilde;o escolhe dia, noite, madrugada, s&aacute;bado, domingo ou feriado. Estam sempre a postos.<br />
<br />
&Eacute; claro que tem aqueles que n&atilde;o entram no esp&iacute;rito do Grupo e nele permanecem pouco. H&aacute; tamb&eacute;m os Procuradores Gerais que n&atilde;o conhecem as atividades do GNCOC, n&atilde;o se interessam por conhecer, n&atilde;o entendem o que &eacute; feito, como &eacute; feito, por que &eacute; feito e indicam para fazer parte do Grupo pessoas sem o menor perfil para o tipo de trabalho, sem conhecimento e sem experi&ecirc;ncia na &aacute;rea. Com isso, destroem o trabalho de muita gente e que levou anos sendo feito. Esses s&atilde;o os piores. J&aacute; vivenciei essa realidade muitas vezes ao longo dos anos de Grupo Nacional.<br />
<br />
Mas, existem tamb&eacute;m os Procuradores Gerais engajados, que vestem e suam a camisa do GNCOC. Que investem em capacita&ccedil;&atilde;o, aquisi&ccedil;&atilde;o de equipamentos, interc&acirc;mbios, estrutura&ccedil;&atilde;o. Esses merecem todo o nosso respeito e, gra&ccedil;as a Deus, s&atilde;o maioria e, por isso, certamente o GNCOC ainda far&aacute; muito pelo nome do Minist&eacute;rio P&uacute;blico, para o bem da sociedade.<br />
<br />
Para saber mais sobre o GNCOC e suas atividades, leia meu <a target="_blank" href="/download/file/DISCURSO%20GNCOC%20POSSE%20GOI%C3%83%C2%82NIA.pdf">discurso de posse na presid&ecirc;ncia do Grupo</a>, o discurso de <a target="_blank" href="/download/file/DISCURSO%20DE%20ABERTURA%20DA%2019%C3%82%C2%AA%20REUNI%C3%83%C2%83O%20DO%20GNCOC.pdf">abertura da 19&ordf; Reuni&atilde;o</a> (no Rio de Janeiro) e o discurso proferido na <a target="_blank" href="/download/file/Discurso%20GNCOC%20Jo%C3%83%C2%A3o%20Pessoa%20mar%202009.pdf">abertura da 20&ordf; Reuni&atilde;o</a>.<br />
<br />
O e-mail comunicando aos colegas a minha sa&iacute;da do grupo, bem como algumas mensagens de colegas, voc&ecirc; l&ecirc; clicando <a target="_blank" href="/download/file/Despedida%20do%20GNCOC.pdf">aqui</a>.</p>]]></description>
<link>http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/principal.asp?cod=111#ponto1</link>
</item>
<item>
<title><![CDATA[EMPRESÁRIOS FIRMARÃO ACORDO COM O MINISTÉRIO PÚBLICO]]></title>
<date><![CDATA[17/7/2009 12:24:59]]></date>
<description><![CDATA[<p><img height="119" width="119" align="left" src="/download/image/proibido%20fumar.jpg" alt="proibido fumar" />Terminou h&aacute; pouco a reuni&atilde;o entre a Promotoria de Defesa do Consumidor de Natal, o Sindicato de Hot&eacute;is, Restaurantes, Bares e similares do RN - SHRBS e A&nbsp;Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Bares e Restaurantes - ABRASEL.<br />
<br />
Dispostos &agrave; celebra&ccedil;&atilde;o de parceria entre as entidades que administram e o MP, Paulo C&eacute;sar Galindo, presidente do SHRBS e Celso Cruz, Diretor Executivo da ABRASEL, asseguraram que ir&atilde;o desenvolver esfor&ccedil;os para que seus afiliados e associados se adequem &agrave;s exig&ecirc;ncias legais.<br />
<br />
Na segunda-feira dia 27 pr&oacute;ximo, haver&aacute; nova reuni&atilde;o na sede das Promotorias de Justi&ccedil;a de Defesa do Consumidor para a assinatura do termo de parceria, discuss&atilde;o e aprova&ccedil;&atilde;o do material de divulga&ccedil;&atilde;o a ser confeccionado.<br />
<br />
Na quarta-feira dia 29 de julho, haver&aacute; a apresenta&ccedil;&atilde;o desse material para os empres&aacute;rios do setor, em local ainda a ser confirmado.<br />
<br />
A id&eacute;ia &eacute; dar uma uniformidade visual, com a finalidade de facilitar e baratear a confec&ccedil;&atilde;o das placas e cartazes exigidos pela <a href="/download/file/Lei%209294-96%20fumo.pdf" target="_blank">Lei Federal 9.294/96</a> e pela <a href="/download/file/Lei%20Municipal%205700-05.pdf" target="_blank">Lei Municipal 5.700/95</a>.<br />
<br />
Na ocasi&atilde;o, tamb&eacute;m ser&atilde;o esclarecidas eventuais d&uacute;vidas quanto ao <a href="/download/file/Decreto%205903-06%20precifica%C3%83%C2%A7%C3%83%C2%A3o.pdf" target="_blank">Decreto Federal 5.903/06</a>, que trata da precifica&ccedil;&atilde;o e coloca&ccedil;&atilde;o de tabelas ou card&aacute;pios na entrada dos estabelecimentos.<br />
<br />
Para saber mais sobre a atua&ccedil;&atilde;o do Minist&eacute;rio quanto ao cumprimento dessa legisla&ccedil;&atilde;o, <a href="http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/principal.asp?cod=109&amp;mostrar=post#ponto1" target="_blank">clique aqui</a>.</p>]]></description>
<link>http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/principal.asp?cod=110#ponto1</link>
</item>
<item>
<title><![CDATA[PROMOTORIA DO CONSUMIDOR DE NATAL INICIA FISCALIZAÇÃO SOBRE PRECIFICAÇÃO E INFORMAÇÕES AO CONSUMIDOR]]></title>
<date><![CDATA[16/7/2009 15:13:23]]></date>
<description><![CDATA[<p><img height="125" width="120" align="left" src="/download/image/mprn.jpg" alt="" />As promotorias de justi&ccedil;a de defesa do consumidor de Natal-RN iniciaram uma campanha de fiscaliza&ccedil;&atilde;o em bares, restaurantes, lanchonetes e similares para verificar o cumprimento de legisla&ccedil;&atilde;o federal e municipal referentes a informa&ccedil;&otilde;es sobre pre&ccedil;o, sa&uacute;de e seguran&ccedil;a do consumidor.<br />
<br />
Nesses estabelecimentos, o Minist&eacute;rio P&uacute;blico est&aacute; fiscalizando o cumprimento do <a href="/download/file/Decreto%205903-06%20precifica%C3%83%C2%A7%C3%83%C2%A3o.pdf" target="_blank">Decreto 5.903/06</a>, que exige que os mesmos tenham tabela de pre&ccedil;os afixada na entrada e no interior dos estabelecimentos. A tabela de pre&ccedil;os pode ser substitu&iacute;da pelo card&aacute;pio, desde que seja disponibilizado tanto no interior quanto na parte externa do empreendimento.<br />
<br />
Tamb&eacute;m est&aacute; sendo verificado se o estabelecimento apresenta publicidade de produtos fum&iacute;geros e bebidas alco&oacute;licas apenas na parte interna do local de venda, tendo em vista que a <a href="/download/file/Lei%209294-96%20fumo.pdf" target="_blank">Lei 9.294/96</a> proibe esse tipo de publicidade na parte externa.<br />
<br />
Caso o estabelecimento venda bebida alco&oacute;lica, a promotoria cobra que ele tenha afixada advert&ecirc;ncia escrita de forma leg&iacute;vel e ostensiva de que &eacute; crime dirigir sob a influ&ecirc;ncia de &aacute;lcool, pun&iacute;vel com deten&ccedil;&atilde;o, exig&ecirc;ncia inserida no art. 4&ordm;-A <a href="/download/file/Lei%209294-96%20fumo.pdf" target="_blank">Lei 9.294/96</a>, inclu&iacute;do pela <a href="/download/file/Lei%2011705-08.pdf" target="_blank">Lei 11.705/08</a> (conhecida como Lei Seca).<br />
<br />
Quanto ao tabagismo, e enquanto n&atilde;o se tem not&iacute;cia de san&ccedil;&atilde;o ou veto sobre projeto de lei estadual mais restritiva, aprovado recentemente pela Assembl&eacute;ia Legisltiva do RN e que se encontra com a Governadora Wilma de Faria, est&aacute; o MP exigindo o cumprimento da <a href="/download/file/Lei%20Municipal%205700-05.pdf" target="_blank">Lei Municipal&nbsp; 5.700/05</a>.<br />
<br />
Por essa lei, o estabelecimento que permite o uso do cigarro, ter&aacute; que dispos de&nbsp; &aacute;rea reservada ou recinto destinado exclusivamente aos fumantes, aberto ou ventilado, separado da &aacute;rea destinada aos n&atilde;o fumantes por qualquer meio ou recurso eficiente que impe&ccedil;a a transposi&ccedil;&atilde;o de fuma&ccedil;a.<br />
<br />
Al&eacute;m disso, o estabelecimento dever&aacute; manter, em locais de f&aacute;cil visibilidade, avisos, placas ou cartazes alusivos &agrave; proibi&ccedil;&atilde;o da pr&aacute;tica do tabagismo, utilizando o sinal internacional de proibi&ccedil;&atilde;o de fumar, em posi&ccedil;&atilde;o de f&aacute;cil visibilidade, contendo os seguintes dizeres: &ldquo;&Eacute; PROIBIDO FUMAR&rdquo;, com a indica&ccedil;&atilde;o da citada Lei, devendo a placa ter as dimens&otilde;es de 50 x 40 centr&iacute;metros.<br />
<br />
At&eacute; agora, j&aacute; foram instaurados 565 inqu&eacute;ritos civis e foram vistoriados 81 estabelecimentos, sendo que, nenhum dos estabelecimentos que vende bebidas alco&oacute;licas vistoriados possuiam a placa de que &eacute; crime dirigir sob o efeito do &aacute;lcool e um n&uacute;mero muito baixo possuia a placa de proibido fumar na forma exigida pela lei municipal.<br />
<br />
Considerando que existem cerca de 3.000 estabelecimentos desse tipo em Natal, teremos amanh&atilde; uma reuni&atilde;o com o empres&aacute;rio Paulo C&eacute;sar Galindo presidente do Sindicato dos Hot&eacute;is, Restaurantes, Bares e Similares do Rio Grande do Norte.<br />
<br />
Na pauta est&aacute; a tentativa de celebrar uma parceria entre o Minist&eacute;rio P&uacute;blico do Consumidor e o Sindicato presidido por Paulo C&eacute;sar Galindo, para agilizar o cumprimento das exig&ecirc;ncias legais quanto aos an&uacute;ncios referentes &agrave; proibi&ccedil;&atilde;o de fumar, a dirigir sob o efeito de &aacute;lcool e &agrave; publicidade de bebidas alco&oacute;licas por parte do setor hoteleiro, de bares e similares e que &eacute; objeto de atua&ccedil;&atilde;o das Promotorias de Defesa do Consumidor em Natal.<br />
<br />
A reuni&atilde;o ser&aacute; na sede das Promotorias de Defesa do Consumidor em Natal, localizada &agrave; Av. Floriano Peixoto, 550, Centro, &agrave;s 11:00 horas.</p>]]></description>
<link>http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/principal.asp?cod=109#ponto1</link>
</item>
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<title><![CDATA[ABATERAM A LEOA POR CUMPRIR O DEVER DELA]]></title>
<date><![CDATA[13/7/2009 20:23:02]]></date>
<description><![CDATA[<p><img align="left" src="/download/image/leoa.jpg" style="width: 176px; height: 132px;" alt="" />Era uma vez uma Leoa. Competente na arte da ca&ccedil;a, por onde andava, tinha reconhecidas suas qualidades. Era temida por uns e admirada por muitos.<br />
<br />
Tendo not&iacute;cia de t&atilde;o s&aacute;bia Leoa, seu rei mandou cham&aacute;-la para trabalhar no pal&aacute;cio. Havia muitos animais usufruindo das riquezas das terras do reino, sem ajudar a mant&ecirc;-las e a faz&ecirc;-las crescer.<br />
<br />
A Leoa teria uma miss&atilde;o: ca&ccedil;ar implacavelmente aqueles que queriam apenas beneficiar-se, sem dar contribui&ccedil;&atilde;o alguma, ou que estivessem contribuindo menos do que deveriam para o crescimento da floresta.<br />
<br />
A Leoa come&ccedil;ou a trabalhar. Ca&ccedil;ava de dia e de noite. A bicharada ficou alvoro&ccedil;ada. Muitos corriam para contribuir como era devido, mas n&atilde;o estava sendo feito.<br />
<br />
O reino crescia com o trabalho da Leoa. Os animais que sempre contribuiram com o reino, aplaudiam-na a cada tarefa cumprida.<br />
<br />
Era implac&aacute;vel, dona Leoa. N&atilde;o tinha choro, n&atilde;o tinha vela. - Deve? Tem que pagar. Assim dizia e fazia.<br />
<br />
Se a lei &eacute; para todos, que seja aplicada a todos, era o lema dela.<br />
<br />
Um dia, a Leoa saiu &agrave; ca&ccedil;a logo cedo. O sol brilhando, prenunciava um trabalho produtivo.<br />
<br />
No meio da mata, ela percebeu que um animal grande, mas grande mesmo, um dos maiores do reino, estava usufruindo de muitas e muitas riquezas contribuindo com muito menos do que deveria. Estava engordando a olhos vistos, enquanto outros emagreciam por conta de sua falta de colabora&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
- Ah, n&atilde;o. Assim n&atilde;o pode. Foi o que disse a Leoa. E come&ccedil;ou a ca&ccedil;ada. O bicho era grande, tinhoso, fuj&atilde;o. Acostumado a fugir de muitos le&otilde;es no passado. Mas a Leoa n&atilde;o cansava, nem desistia. Correu atr&aacute;s do bicho. Anoiteceu e amanheceu, com a ca&ccedil;ada continuando.<br />
<br />
At&eacute; que, sem mais poder fugir, o bicho enorme fraquejou e a Leoa deu o bote final. Pegou o maldito, que caiu estribuchando, gemendo e reclamando em altos brados.<br />
<br />
Houve um urro de alegria por parte da bicharada que sofria contribuindo e queria ver um bicho grande ser abatido e obrigado a contribuir como deveria. Todos aplaudiram.<br />
<br />
- &Ecirc;pa!<br />
<br />
Todos n&atilde;o. Seu rei n&atilde;o gostou. Ficou enfurecido. Agora era a vez dele de urrar, bufar de raiva, espumar pela boca.<br />
<br />
A Leoa tinha atacado um bicho que era amigo do rei. <br />
<br />
Afinal de contas, ningu&eacute;m tinha avisado a essa imprudente Leoa que alguns bichos s&atilde;o mais iguais do que outros? <br />
<br />
- Quem mandou essa metida fazer com que a lei seja cumprida pelos meus amigos? Ela &eacute; burra, idiota ou honesta? Bradava seu rei.<br />
<br />
- Tem que ser exemplarmente punida. Bobo da corte, venha c&aacute;! Gritou sua majestade.<br />
<br />
Correndo, sorrindo e babando, chegou o bobo.<br />
<br />
- Acabe com essa Leoa. Foi a ordem dada por seu rei, que completou: - E fa&ccedil;a saber a ela e a todos os demais, que aqui quem manda sou eu e que essa tal de lei &eacute; para os bichos pequenos, porque com os bichos grandes, me entendo eu, ou no m&aacute;ximo, o meu amigo urubu das asas pretas e grandes, que vive l&aacute; no outro pal&aacute;cio.<br />
<br />
E a Leoa foi abatida. Por fazer aquilo para o que tinha sido chamada. Por ca&ccedil;ar os bichos que n&atilde;o contribuiam com o reino. Por ca&ccedil;ar tanto os bichos pequenos, como o maior deles. Por querer cumprir o dever dela. Por querer uma selva mais justa e mais igual.<br />
<br />
A Leoa, assim como tantos outros bichos que acreditaram em seu rei, fora enganada.<br />
<br />
Moral da hist&oacute;ria?????<br />
<br />
E quem disse que naquele pal&aacute;cio a moral pode entrar?</p>
<p>(Imagem: www.felinos.wordpress.com)</p>]]></description>
<link>http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/principal.asp?cod=108#ponto1</link>
</item>
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<title><![CDATA[O JORNALISMO CIDADÃO DO UP TAKE]]></title>
<date><![CDATA[11/7/2009 11:07:02]]></date>
<description><![CDATA[<p><strong><a target="_blank" href="http://www.theuptake.org"><img align="left" alt="" style="width: 265px; height: 91px;" src="/download/image/uptake2.jpg" /></a>Organiza&ccedil;&atilde;o nos Estados Unidos estimula a participa&ccedil;&atilde;o do cidad&atilde;o na pr&aacute;tica do jornalismo</strong>.<br />
<br />
Enquanto no Brasil acirra-se o debate sobre a n&atilde;o obrigatoriedade do diploma de jornalista para o exerc&iacute;cio da atividade, toma corpo no mundo todo a figura do &ldquo;jornalista cidad&atilde;o&rdquo;.<br />
<br />
Os recentes confrontos e protestos no Ir&atilde; foram palco n&atilde;o s&oacute; de brutais agress&otilde;es dos &oacute;rg&atilde;os de repress&atilde;o iraniano contra cidad&atilde;os- que se sentiram ludibriados nas elei&ccedil;&otilde;es (e n&atilde;o perdedores inconformados com disse o Presidente Lula). Aparelhos celulares, computadores e internet foram os instrumentos e mecanismos pelos quais o mundo tomou conhecimento &ndash; a cada segundo-, do que ocorria nas ruas de Teer&atilde; e outras cidades iranianas. Sem os jornalistas estrangeiros, expulsos pelo &ldquo;governo democr&aacute;tico&rdquo;, o jornalista era o cidad&atilde;o. Foi com medo de atua&ccedil;&otilde;es semelhantes que celulares e internet foram tirados do ar em Xinjiang, pelo governo chin&ecirc;s, quando estouraram os protestos contra a viol&ecirc;ncia &eacute;tnica naquela prov&iacute;ncia.<br />
<br />
Para estimular a participa&ccedil;&atilde;o do cidad&atilde;o na oferta de material jornal&iacute;stico v&aacute;rios meios de comunica&ccedil;&atilde;o t&ecirc;m se&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas. Mas n&atilde;o &eacute; disso que estamos falando.<br />
<br />
Trata-se do cidad&atilde;o ser o jornalista que prov&ecirc; todas (ou quase todas) as mat&eacute;rias de um &oacute;rg&atilde;o de comunica&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
Funcionando sob o lema-pergunta &ldquo;O jornalismo ser&aacute; feito por voc&ecirc; ou pra voc&ecirc;?&rdquo;, o site The Up Take vem ganhando for&ccedil;a.<br />
<br />
Criado em julho de 2007, o Up Take (que em tradu&ccedil;&atilde;o livre significa compreens&atilde;o, entendimento) &eacute; uma organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o governamental<img height="200" width="300" align="right" alt="" src="/download/image/uptake1.jpg" /> norteamericana, sem fins lucrativos, que possui atualmente 36 grupos produzindo mat&eacute;rias, com 2571 volunt&aacute;rios, em 9 estados americanos, mais Washington, DC. A maior parte dos grupos est&aacute; no estado de Minessota, onde funciona o quartel general da organiza&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
Nesses dois anos de exist&ecirc;ncia, os jornalistas cidad&atilde;os da Up Take j&aacute; tiveram videos publicados pela Associated Press, pela BBC e pela CNN, dentre outras empresas de comunica&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
Os videos s&atilde;o produzidos com celulares, cam&ecirc;ras e notebooks providos de c&acirc;meras web. Dependendo da conex&atilde;o com a internet (wi-fi ou telefones 3G), os videos podem ser apresentados ao vivo, diretamente do local onde o evento objeto da &ldquo;cobertura jornal&iacute;stica&rdquo; estiver ocorrendo.<br />
<br />
O site usa ainda o Livestream, o Twitter, o Facebook, o You Tube e o Blip para divulgar suas mat&eacute;rias.<br />
<br />
E o que isso tem a ver com os Crimes de Colarinho Branco? Tem muito a ver.<br />
<br />
O principal foco do Up Take &eacute; o jornalismo cidad&atilde;o voltado para a pol&iacute;tica, que por sua vez, &eacute; um manancial eterno de crimes de colarinho branco.<br />
<br />
O combate a esse tipo de criminalidade, como sabemos, &eacute; extremamente dif&iacute;cil e encontra obst&aacute;culos de toda ordem, dentre eles a omiss&atilde;o dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o em raz&atilde;o de interesses pol&iacute;ticos ou econ&ocirc;micos.<br />
<br />
O jornalista cidad&atilde;o pode gravar com seu celular ou sua mini-cam&ecirc;ra depoimentos de pessoas v&iacute;timas, c&uacute;mplices ou implicadas em crimes desse tipo.<br />
<br />
Entregas de cestas b&aacute;sicas, colch&otilde;es, medicamentos, sand&aacute;lias, &oacute;culos ou dentaduras em &eacute;poca eleitoral. Mal uso do dinheiro p&uacute;blico relacionado a merenda escolar, armazenamento de medicamentos , coleta de lixo. Caos no sistema de sa&uacute;de p&uacute;blica. Fraudes em licita&ccedil;&atilde;o. Abusos de autoridade. Viol&ecirc;ncia policial... Esses s&atilde;o alguns exemplos de momentos que podem gerar &ldquo;mat&eacute;rias cidad&atilde;s&rdquo; com capacidade de repercuss&atilde;o importante junto &agrave; &ldquo;grande imprensa&rdquo;, ao Minist&eacute;rio P&uacute;blico e ao Judici&aacute;rio.<br />
<br />
N&atilde;o estamos aqui defendendo o jornalismo cidad&atilde;o como o &uacute;nico jornalismo, nem muito menos defendemos o fim do jornalismo profissional.<br />
<br />
No pr&oacute;prio Up Take, a administra&ccedil;&atilde;o &eacute; feita por jornalistas profissionais, que tamb&eacute;m produzem mat&eacute;rias, ministram cursos e elaboram tutoriais para que os jornalistas cidad&atilde;os fa&ccedil;am reportagens de qualidade.<br />
<br />
Uma coisa, por&eacute;m, &eacute; ineg&aacute;vel. Com as novas tecnologias, o jornalismo tradicional n&atilde;o subsiste. E ser&aacute; imposs&iacute;vel deixar o cidad&atilde;o fora dessa nova fase. Devemos sim, estimular a atua&ccedil;&atilde;o do cidad&atilde;o na atividade de informar em grande escala sobre o que ocorre em sua rua, em seu bairro, em sua cidade, em seu estado e em seu pa&iacute;s. Mais participa&ccedil;&atilde;o implica em mais cidadania, mais transpar&ecirc;ncia e mais justi&ccedil;a social.</p>
<p>(Imagem: www.theuptake.org)</p>]]></description>
<link>http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/principal.asp?cod=107#ponto1</link>
</item>
<item>
<title><![CDATA[SERVIÇO DE ALTO GRAU DE PERICULOSIDADE]]></title>
<date><![CDATA[11/7/2009 08:30:57]]></date>
<description><![CDATA[<p><img align="left" alt="" style="width: 213px; height: 136px;" src="/download/image/jump.jpg" />Recentemente postei mais um breve artigo com coment&aacute;rios &agrave; parte penal do&nbsp; C&oacute;digo de Defesa do Consumidor . Tratou-se do texto do art. 65 do CDC, que estabelece como criminosa a conduta consistente em &ldquo;executar servi&ccedil;o de alto grau de periculosidade, contrariando determina&ccedil;&atilde;o de autoridade competente&rdquo;.<br />
<br />
Via <a target="_blank" href="http://twitter.com/peresfilho">Tweeter</a>, <a target="_blank" href="http://www.gpamplona.blogspot.com">Gustavo Pamplona</a>, advogado em Belo Horizonte indagou-me o que o CDC considera &quot;alto grau de periculosidade&quot;.<br />
Como n&atilde;o daria para responder com os 140 caracteres do microblog, a indaga&ccedil;&atilde;o do leitor, gerou este post.<br />
<br />
Na realidade, o CDC n&atilde;o define o que seja &quot;servi&ccedil;o de alto grau de periculosidade&quot;. No entanto, podemos chegar a uma resposta, considerando alguns dispositivos do C&oacute;digo, assim como lan&ccedil;ando m&atilde;o da legisla&ccedil;&atilde;o trabalhista e de laudos periciais.<br />
<br />
De in&iacute;cio, &eacute; preciso termos em mente que o CDC tem uma grande preocupa&ccedil;&atilde;o com a prote&ccedil;&atilde;o &agrave; vida, &agrave; sa&uacute;de e &agrave; seguran&ccedil;a do <img height="145" width="200" align="right" alt="" src="/download/image/agrotoxico1.jpg" />consumidor, a ponto de coloc&aacute;-las como o primeiro inciso do art. 6&ordm;, onde est&atilde;o elencados os direitos b&aacute;sicos do consumidor, al&eacute;m de colocar a sa&uacute;de e a seguran&ccedil;a do consumidor como um dos objetivos da Pol&iacute;tica Nacional das Rela&ccedil;&otilde;es de Consumo (art. 4&ordm;).<br />
<br />
Podemos ter como servi&ccedil;o perigoso aquele, por suas caracter&iacute;sticas pr&oacute;prias ou dos elementos que os comp&otilde;em e com os quais se opera, exigem uma s&eacute;rie de cuidados extremos, e possuem grande proba que trazer riscos &agrave; sa&uacute;de e seguran&ccedil;a do consumidor caso tais cuidados n&atilde;o sejam seguidos &agrave; risca.<br />
<br />
Assim, incluem-se dentre os &ldquo;servi&ccedil;os de alto grau de periculosidade&rdquo; aqueles que envolvem explosivos (fogos de artif&iacute;cio, demoli&ccedil;&otilde;es, prospec&ccedil;&atilde;o), armas e muni&ccedil;&otilde;es (clubes e escolas de tiro), venenos (dedetiza&ccedil;&atilde;o, descupiniza&ccedil;&atilde;o, desratiza&ccedil;&atilde;o, aplica&ccedil;&atilde;o de agrot&oacute;xicos), os chamados &ldquo;brinquedos radicais&rdquo; (bungie jump, rapel, canioning, paraquedismo, asa delta).<br />
<br />
<img align="left" alt="" style="width: 140px; height: 196px;" src="/download/image/implosao.jpg" />Estes s&atilde;o, portanto, exemplos de servi&ccedil;os de alto grau de periculosidade que s&oacute; podem ser prestados seguindo-se todas as regras prescritas pelas autoridades competentes.<br />
<br />
E mais, podem surgir servi&ccedil;os que possuam grande probabilidade de causar danos e que n&atilde;o estejam ainda regulamentados. Nesses casos, as autoridades judiciais ou administrativas, ligadas ao tipo de atividade ou pertencentes ao Sistema Nacional de Defesa do Consumidor (DPDC, Procons, Minist&eacute;rio P&uacute;blico) poder&atilde;o, de acordo com os instrumentos ilegais ao alcance dos mesmos, impedir ou buscar impedir a pr&aacute;tica do servi&ccedil;o que, se for executado, configurar&aacute; o crime previsto no art. 65 do C&oacute;digo de Defesa do Consumidor, vez que a pena nele prevista &eacute; superior &agrave; aplicada ao crime de desobedi&ecirc;ncia previsto no C&oacute;digo Penal.</p>
<p>(Imagens: <style type="text/css">--
		@page { margin: 2cm }
		P { margin-bottom: 0.21cm }
		A:link { so-language: zxx }
	--></style>http://extremebjj.com; http://www.giannecarvalho.com; http://carinatafas.files.wordpress.com)</p>]]></description>
<link>http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/principal.asp?cod=106#ponto1</link>
</item>
<item>
<title><![CDATA[ROUBO DE SENHAS COM CHUPA-CABRA DÁ CONDENAÇÃO EM SÃO PAULO]]></title>
<date><![CDATA[8/7/2009 12:28:14]]></date>
<description><![CDATA[<p>Justi&ccedil;a de Jales/SP condena homem por roubar senhas banc&aacute;rias <br />
Andr&eacute; Luis Ferreira utilizou aparelho conhecido como chupa-cabras para clonar dados do cart&atilde;o banc&aacute;rio e filmar a digita&ccedil;&atilde;o da senha. <br />
O MPF de S&atilde;o Paulo informa que o juiz Federal Jatir Pietroforte Lopes Vargas, da 1&ordf; Vara Federal de Jales/SP, condenou Andr&eacute; Luis Ferreira a 1 ano e 8 meses de pris&atilde;o em regime inicial semi-aberto mais multa por tentativa de furto qualificado, mediante fraude. <br />
<br />
&nbsp;A senten&ccedil;a, proferida em 26 de junho, vem pouco mais de dois meses depois do oferecimento da den&uacute;ncia. &ldquo;Isso s&oacute; foi poss&iacute;vel gra&ccedil;as &agrave; dedica&ccedil;&atilde;o tanto do MPF quanto da Justi&ccedil;a Federal, buscando dar mais agilidade aos processos&rdquo;, ressaltou o procurador da Rep&uacute;blica Thiago Lacerda Nobre, autor da den&uacute;ncia. <br />
<br />
Ferreira, que permanece preso, foi preso em flagrante no &uacute;ltimo dia 28 de mar&ccedil;o na ag&ecirc;ncia da Caixa Econ&ocirc;mica Federal de Jales, logo ap&oacute;s ter instalado o aparelho chupa-cabras (um dispositivo eletr&ocirc;nico pr&oacute;prio para clonar dados da tarja magn&eacute;tica ou do chip de cart&otilde;es banc&aacute;rios e filmar a digita&ccedil;&atilde;o da senha das v&iacute;timas).<br />
<br />
O crime s&oacute; n&atilde;o se consumou porque um servidor p&uacute;blico estadual, cliente da Caixa, que foi usar o caixa eletr&ocirc;nico onde estava instalado o chupa-cabras, notou algo de errado, pois o cart&atilde;o adentrou mais do que o normal no equipamento do banco. Ao insistir na a&ccedil;&atilde;o, o aparelho instalado por Ferreira caiu em suas m&atilde;os.<br />
<br />
O objetivo da instala&ccedil;&atilde;o do equipamento chupa-cabras &eacute; a obten&ccedil;&atilde;o de senhas e outros dados banc&aacute;rios que permitem a clonagem dos cart&otilde;es das v&iacute;timas e realizar saques fraudulentos com os cart&otilde;es falsos. A pr&aacute;tica equivale ao crime de furto qualificado, pois o saque ocorre mediante fraude. <br />
Com informa&ccedil;&otilde;es da Assessoria de Comunica&ccedil;&atilde;o do MPF/SP</p>
<p>Na sequ&ecirc;ncia de fotos abaixo (fornecidas por Augusto Rossini, Promotor de Justi&ccedil;a em SP), entenda como funciona o chupa-cabra:</p>
<p><img height="189" width="500" align="absmiddle" src="/download/image/chupa%20cabra%201.JPG" alt="" /></p>
<p><img height="171" width="500" align="absmiddle" src="/download/image/chupa%20cabra%202.JPG" alt="" /></p>
<p><img height="185" width="526" align="absmiddle" src="/download/image/chupa%20cabra%203.JPG" alt="" /></p>
<p>E fica uma dica: sempre que for utilizar um terminal banc&aacute;rio, cheque as caracter&iacute;sticas dele e desconfie se algo n&atilde;o estiver de acordo com o que voc&ecirc; est&aacute; acostumado.</p>]]></description>
<link>http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/principal.asp?cod=105#ponto1</link>
</item>
<item>
<title><![CDATA[MPF RECOMENDOU À CAIXA QUE FISCALIZE ATUAÇÃO DA READER'S DIGEST]]></title>
<date><![CDATA[7/7/2009 19:49:46]]></date>
<description><![CDATA[<p><img height="142" width="152" align="left" src="/download/image/premio%20sele%C3%83%C2%A7%C3%83%C2%B5es.JPG" alt="" />O Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal (MPF) notificou a Caixa Econ&ocirc;mica Federal para que o banco n&atilde;o conceda mais autoriza&ccedil;&atilde;o &agrave; empresa Reader's Digest do Brasil, respons&aacute;vel pela publica&ccedil;&atilde;o da revista Sele&ccedil;&otilde;es, para distribui&ccedil;&atilde;o de pr&ecirc;mios. Segundo o MPF, na verdade tais &quot;pr&ecirc;mios&quot; n&atilde;o passam de propaganda.<br />
<br />
Assinada pelos procuradores da Rep&uacute;blica Alan Rog&eacute;rio Mansur Silva e Daniel C&eacute;sar Azeredo Avelino, a recomenda&ccedil;&atilde;o &eacute; baseada nas constata&ccedil;&otilde;es de que as promo&ccedil;&otilde;es t&ecirc;m sido feitas de forma ilegal, por meio do envio de e-mails e correspond&ecirc;ncias a consumidores, que se sentiam momentaneamente contemplados com alguma forma de premia&ccedil;&atilde;o. No entanto, o conte&uacute;do era uma propaganda da assinatura da revista, o que fere o C&oacute;digo de Defesa do Consumidor.<br />
<br />
Sentindo-se lesados, milhares de consumidores reclamaram da empresa na internet, como observa o documento enviado &agrave; Caixa, em que tamb&eacute;m &eacute; enfatizado o fato de a Reader's j&aacute; ter sido condenada por danos morais causados pela propaganda enganosa feita pela Sele&ccedil;&otilde;es.<br />
<br />
Os procuradores observam ainda que cabe &agrave; Caixa autorizar esse tipo de promo&ccedil;&atilde;o, assim como acompanhar e fiscalizar a distribui&ccedil;&atilde;o de pr&ecirc;mios. Baseada no C&oacute;digo do Consumidor, a recomenda&ccedil;&atilde;o &agrave; Caixa &eacute; para que o banco n&atilde;o autorize mais a distribui&ccedil;&atilde;o gratuita de pr&ecirc;mios a t&iacute;tulo de propaganda &agrave; empresa Reader's Digest do Brasil Ltda, casse as j&aacute; emitidas, e promova fiscaliza&ccedil;&atilde;o das empresas autorizadas a distribuir gratuitamente tais pr&ecirc;mios, impedindo a veicula&ccedil;&atilde;o de propagandas enganosas, como as feitas pela Reader's por meio da Sele&ccedil;&otilde;es. O banco tamb&eacute;m deve informar ao MPF quantas fiscaliza&ccedil;&otilde;es foram realizadas nos &uacute;ltimos seis meses com o objetivo de detectar e coibir poss&iacute;veis irregularidades.<br />
<br />
A Caixa Econ&ocirc;mica Federal tem prazo de um m&ecirc;s para se manifestar sobre a recomenda&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
H&aacute; muito tempo que o Brasil assiste &agrave;s promo&ccedil;&otilde;es mirabolantes da revista Sele&ccedil;&otilde;es da Reader's Digest no pa&iacute;s.<br />
<br />
Geralmente s&atilde;o enviadas cartas ou e-mails informando que o &ldquo;felizardo&rdquo; foi sorteado entre milhares ou milh&otilde;es de pessoas para participar de uma promo&ccedil;&atilde;o para ganhar milhares de reais, carros ou outros pr&ecirc;mios.<br />
<br />
Tudo, na verdade, n&atilde;o passa de artif&iacute;cio para os consumidores assinem a revista.<br />
<br />
No blog <a href="http://www.gebh.net/oprimo/2007/05/as-loucas-promoes-de-selees" target="_blank">O Primo</a>, h&aacute; um exemplo de como a empresa procede, ou procedia, em 2007.<br />
<br />
Atualmente, voc&ecirc; pode acessar a p&aacute;gina e ingressa na <a href="http://www.etapafinal.com.br/br_rdb_atm_vsi_int_1.asp?mktcode=Q7PI03" target="_blank">&ldquo;etapa final&rdquo; do &ldquo;17&ordm; Grande Concurso&rdquo;</a>. H&aacute; tamb&eacute;m o <a href="http://www.selecoes.com.br/concursos_sobre.asp" target="_blank">site</a> onde o consumidor adere &agrave; &ldquo;promo&ccedil;&atilde;o&rdquo;.<br />
<br />
Pode-se ver que, em que pese a atua&ccedil;&atilde;o do MPF, a atua&ccedil;&atilde;o ilegal da empresa continua.<br />
<br />
(Com informa&ccedil;&otilde;es da Assessoria de Comunica&ccedil;&atilde;o do MPF/PA).</p>]]></description>
<link>http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/principal.asp?cod=104#ponto1</link>
</item>
<item>
<title><![CDATA[PROMOTORIAS DE DEFESA DO CONSUMIDOR EM NATAL INICIAM INVESTIGAÇÃO SOBRE O CUMPRIMENTO DAS LEIS DA PRECIFICAÇÃO E DO COMBATE AO FUMO]]></title>
<date><![CDATA[7/7/2009 19:12:01]]></date>
<description><![CDATA[<p><img height="111" width="111" align="left" src="/download/image/midway1.jpg" alt="" />Dando continuidade ao trabalho sobre o cumprimento da Lei da Precifica&ccedil;&atilde;o (Lei 10.962/04) e do Decreto Federal&nbsp; que a regulamenta (Dec. 5.903/06), as Promotorias de Defesa do Consumidor instauraram 543 inqu&eacute;ritos civis para apurar se os restaurantes, bares e similares EM Natal-RN est&atilde;o colocando informa&ccedil;&otilde;es sobre os pre&ccedil;os praticados, dentro e fora dos estabelecimentos.<br />
Nos mesmos inqu&eacute;ritos civis ser&aacute; fiscalizado se os estabelecimentos apresentam publicidade de bebidas alco&oacute;licas e produtos fum&iacute;geros (cigarros sobretudo), apenas na parte interior dos locais de venda.<br />
Os promotores tamb&eacute;m fiscalizar&atilde;o se todos os estabelecimentos que vendem bebidas alco&oacute;licas cumprem a obriga&ccedil;&atilde;o de informar que &eacute; crime dirigir sob a influ&ecirc;ncia de &aacute;lcool (prevista na Lei 9.294/96, com a reda&ccedil;&atilde;o da Lei 11.705/08) e se t&ecirc;m nos locais apropriados, o aviso de &ldquo;proibido fumar&rdquo;, como manda a Lei Municipal 5.700/05.<br />
Ainda na fiscaliza&ccedil;&atilde;o da lei antifumo, ser&aacute; verificado se os estabelecimentos possuem locais apropriados para fumantes e n&atilde;o fumantes.<br />
As empresas que n&atilde;o estiverem cumprindo com exig&ecirc;ncias legais ter&atilde;o dez dias para se adaptar. Passado o prazo sem o cumprimento do que disp&otilde;e a legisla&ccedil;&atilde;o, responder&atilde;o civilmente e os seus respons&aacute;veis poder&atilde;o responder a processo crime.<br />
A fistaliza&ccedil;&atilde;o teve in&iacute;cio hoje, no Shopping Midway Mall, onde foram visitados 39 estabelecimentos, sendo que 35 deles apresentavam alguma irregularidade e foram notificados para solucionar os problemas encontrados, no prazo de 10 dias &uacute;teis.<br />
(Imagem: www.agenda.digi.com.br)</p>]]></description>
<link>http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/principal.asp?cod=103#ponto1</link>
</item>
<item>
<title><![CDATA[CRIMES CONTRA AS RELAÇÕES DE CONSUMO ? PARTE IV]]></title>
<date><![CDATA[5/7/2009 08:46:10]]></date>
<description><![CDATA[<p><strong>Execu&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;o de alto grau de periculosidade, contrariando determina&ccedil;&atilde;o de autoridade competente</strong><br />
<br />
<img align="left" alt="" style="width: 159px; height: 106px;" src="/download/image/fogos.jpg" />Se fornecedor entender por bem executar servi&ccedil;o de alto grau de periculosidade, contrariando determina&ccedil;&atilde;o de autoridade competente, incorrer&aacute; nas penas do art. 65 do CDC, que consistem em deten&ccedil;&atilde;o de seis meses a dois anos, al&eacute;m de multa, aplic&aacute;veis sem preju&iacute;zo das correspondentes &agrave; les&atilde;o corporal e &agrave; morte (par&aacute;grafo &uacute;nico do mesmo artigo).<br />
<br />
Assim, o crime estar&aacute; configurado n&atilde;o apenas com a execu&ccedil;&atilde;o do servi&ccedil;o de alto grau de periculosidade, mas em executar o referido servi&ccedil;o contrariando determina&ccedil;&atilde;o de autoridade competente.<br />
<br />
Sem d&uacute;vida estamos diante de norma penal em branco mais uma vez (para sua aplica&ccedil;&atilde;o exigem a complementa&ccedil;&atilde;o por outra norma ou decis&atilde;o judicial ou administrativa).<br />
<br />
Neste caso, a norma ou decis&atilde;o, indicariam a forma de executar os servi&ccedil;os perigosos ou proibiriam a sua execu&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
Desse modo, exemplificando, poder&aacute; haver ainda decis&atilde;o de um &oacute;rg&atilde;o de defesa do consumidor, determinando a n&atilde;o execu&ccedil;&atilde;o de determinado srvi&ccedil;o, por ser de alto grau de periculosidade, caso a empresa execute o servi&ccedil;o em descumprimento do que foi determinado, incorrer&aacute; o empres&aacute;rio neste crime, e n&atilde;o no simples crime de desobedi&ecirc;ncia, previsto no art. 330 do C&oacute;digo Penal, que prev&ecirc; pena de deten&ccedil;&atilde;o de quinze dias a seis meses e multa. Aquela seria uma desobedi&ecirc;ncia qualificada pelo risco trazido &agrave; sociedade. O mesmo ocorreria, se a decis&atilde;o fosse judicial.<br />
<br />
A <a href="/download/file/lei%20est%209187%20fogos.pdf" target="_blank">Lei Estadual do Rio Grande do Norte n&ordm; 9.187, de 30 de junho de 2009</a>, indica como podem ser realizados os espet&aacute;culos de fogos de artif&iacute;cio. Segundo a norma estadual, aquele que vai promover o espet&aacute;culo pirot&eacute;cnico dever&aacute; conseguir licen&ccedil;a do Corpo de Bombeiros, dando entrada no pedido at&eacute; cinco dias &uacute;teis antes da data prevista para o evento.<br />
Assim, caso o espet&aacute;culo seja promovido sem a licen&ccedil;a dos Bombeiros, por tratar-se de atividade de alto grau de periculosidade, o realizador do evento, bem como respons&aacute;vel pela empresa eventualmente contratada para fazer a queima dos fogos, responder&atilde;o pelo crime do art. 65 do C&oacute;digo de Defesa do Consumidor.</p>
<p>(Imagem: www.thaisagalvao.com.br)</p>]]></description>
<link>http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/principal.asp?cod=102#ponto1</link>
</item>
<item>
<title><![CDATA[FRACASSA TENTATIVA DA OAB DE IMPEDIR CONTROLE EXTERNO DA POLÍCIA POR PARTE DO MINISTÉRIO PÚBLICO]]></title>
<date><![CDATA[3/7/2009 09:14:53]]></date>
<description><![CDATA[<p>
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<title></title>
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	</style>A quem pode interessar a falta de controle externo sobre a pol&iacute;cia no Brasil?<br />
Quando o pa&iacute;s fervilhava em torno da cria&ccedil;&atilde;o do controle externo do Judici&aacute;rio e do Minist&eacute;rio P&uacute;blico, a OAB foi uma das primeiras institui&ccedil;&otilde;es a elevar a voz na defesa do controle que a sociedade ansiava e que, o tempo mostrou, fazia-se necess&aacute;rio.<br />
<br />
No entanto, quando o Conselho Nacional do Minist&eacute;rio P&uacute;blico (CNMP) regulamentou a forma de o Minist&eacute;rio P&uacute;blico brasileiro exercer o controle externo da atividade policial, previsto na Constitui&ccedil;&atilde;o Federal de 88, a mesma OAB, sustentou no STF a inconstitucionalidade dessa regulamenta&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
As not&iacute;cias s&atilde;o boas, por&eacute;m.<br />
<br />
A OAB n&atilde;o conseguiu que o STF declarasse a inconstitucionalida de da Resolu&ccedil;&atilde;o 20/07, do CNMP . A norma regulamenta o controle externo das Pol&iacute;cias Federal, Rodovi&aacute;ria Federal, Ferrovi&aacute;ria Federal, Civil, Militar e o Corpo de Bombeiros feito pelo Minist&eacute;rio P&uacute;blico. A A&ccedil;&atilde;o Direta de Inconstitucionalida de foi arquivada pelo ministro Eros Grau, do Supremo Tribunal Federal.<br />
<br />
Na a&ccedil;&atilde;o, a OAB alegou que n&atilde;o &eacute; compet&ecirc;ncia do CNMP regulamentar a mat&eacute;ria. &ldquo;Em nenhum dos comandos constitucionais que cuidam das compet&ecirc;ncias do CNMP se encontra a de regrar o controle externo da atividade policial&rdquo;, afirmou em refer&ecirc;ncia &agrave; Emenda Constitucional 45/04. De acordo com a OAB, compete ao Legislativo e ao Executivo regulamentar o tema por meio de Lei Complementar. A entidade alegava tamb&eacute;m que o artigo 2&ordm; da resolu&ccedil;&atilde;o, que d&aacute; poder de investiga&ccedil;&atilde;o criminal ao Minist&eacute;rio P&uacute;blico, contraria o artigo 144 da Constitui&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
O ministro Eros Grau, contudo, determinou o arquivamento da ADI por entender que a OAB n&atilde;o tem compet&ecirc;ncia para ajuizar a&ccedil;&atilde;o sobre a mat&eacute;ria e tamb&eacute;m porque, segundo o ministro, a A&ccedil;&atilde;o Direta de Inconstitucionalida de n&atilde;o &eacute; a via adequada para a impugna&ccedil;&atilde;o de atos regulamentares. Com informa&ccedil;&otilde;es da Assessoria de Imprensa do Supremo Tribunal Federal. - ADI 4.220</p>
<p>&nbsp;</p>]]></description>
<link>http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/principal.asp?cod=101#ponto1</link>
</item>
<item>
<title><![CDATA[E SE MADOFF TIVESSE APLICADO O GOLPE NO BRASIL?]]></title>
<date><![CDATA[1/7/2009 08:24:08]]></date>
<description><![CDATA[<p><img height="132" width="74" align="left" src="/download/image/themis(1).jpg" alt="" />Jornais de todo o mundo noticiaram a condena&ccedil;&atilde;o de Bernard Madoff a 150 anos de pris&atilde;o por aplicar golpe que gerou preju&iacute;zo de cerca de 65 bilh&otilde;es de d&oacute;lares.<br />
<br />
Madoff, ex-presidente da Nasdaq (bolsa de valores das empresas de tecnologia nos Estados Unidos), respondia a 11 acusa&ccedil;&otilde;es de crimes relacionados &agrave;quela que foi considerada a maior fraude econ&ocirc;mica da hist&oacute;ria dos EUA. O Departamento Federal de Pris&otilde;es havia recomendado 50 anos de pris&atilde;o. O advogado do financista pedia um m&aacute;ximo de 12, alegando a avan&ccedil;ada idade de seu cliente (71 anos).<br />
<br />
O juiz Denny Chin, no entanto, levou em conta a quantidade de dinheiro envolvido, o n&uacute;mero de v&iacute;timas e a extens&atilde;o dos danos causados e acabou sentenciando Madoff a 150 anos de pris&atilde;o.&nbsp; O veredicto foi aplaudido por uma pequena multid&atilde;o que se aglomerou em frente ao tribunal.<br />
<br />
Madoff confessou que operava um esquema de bilh&otilde;es de d&oacute;lares, uma pir&acirc;mide financeira ao &ldquo;estilo Ponzi&rdquo;, em que investidores recebiam os lucros de dinheiro de seria pago mais tarde por outros investidores. <br />
Enquanto ele conseguia arrecadar dinheiro de novos clientes, pagava os lucros prometidos aos antigos. No entanto, com a crise financeira, uma parcela importante de clientes tentou recuperar seu dinheiro, momento em que o castelo de cartas que era a fraude, desmoronou. <br />
Promotores afirmam que US$ 170 bilh&otilde;es passaram pela principal conta banc&aacute;ria de Madoff ao longo dos anos, e que, semanas antes da pris&atilde;o dele, o balan&ccedil;o da empresa mostrava um total de US$ 65 bilh&otilde;es em diferentes contas.<br />
At&eacute; agora, a justi&ccedil;a americana s&oacute; conseguiu arrecadar US$ 1,2 bilh&atilde;o de Madoff para devolver aos investidores. <br />
A mulher, Ruth, e os dois filhos de Madoff, Andrew e Mark, est&atilde;o sob investiga&ccedil;&atilde;o. Os filhos alegam que, apesar de trabalharem com o pai, nada sabiam sobre o esquema. Ruth, divulgou uma nota na qual diz sentir uma &quot;imensa dor&quot; pelas hist&oacute;rias de perdas de pessoas cujas economias &quot;evaporaram&quot; com o golpe do marido. A justi&ccedil;a americana permitiu que Ruth ficasse com 2,5 milh&otilde;es de d&oacute;lares.<br />
<br />
A acusa&ccedil;&atilde;o contra Madoff foi feita em 11 de dezembro de 2008 pela U.S. Securities and Exchange Commission (&quot;SEC&quot;).<br />
<br />
Pela idade e pelo tipo de crimes a que foi condenado, provavelmente Madoff ir&aacute; cumprir sua pena em uma das pris&otilde;es federais de seguran&ccedil;a m&iacute;nima existentes nos EUA, apelidadas de Club Fed, numa refer&ecirc;ncia aos resorts Club Med.<br />
<br />
Bom, estes os fatos que conhecemos.<br />
<br />
Mas, e se ao inv&eacute;s de ter sido um golpe aplicado em territ&oacute;rio norteamericano, Madoff tivesse praticado seus crimes no Brasil, como teriam transcorridos os fatos at&eacute; agora, cerca de sete meses ap&oacute;s terem se tornado p&uacute;blicas as den&uacute;ncias?<br />
<br />
N&atilde;o ser&aacute; dif&iacute;cil fazermos esse exerc&iacute;cio.<br />
<br />
Vejamos. Homem rico, multimilion&aacute;rio, poderoso.<br />
<br />
Provavelmente tentaria, de plano, trancar o inqu&eacute;rito policial existente, com s&eacute;rias chances de sucesso. Se n&atilde;o conseguisse, procuraria desacreditar toda a investiga&ccedil;&atilde;o, esculachando o juiz, o procurador e a pol&iacute;cia.<br />
<br />
Parte da imprensa, daria apoio incondicional a &quot;t&atilde;o honrada figura&quot;, questionando, por sua vez, a idoneidade daqueles que &quot;injustamente perseguem&quot; o Sr. Madoff.<br />
<br />
Mas as investiga&ccedil;&otilde;es continuariam. Uns sete meses depois (o tempo que levou todo o processo nos EUA), o Minist&eacute;rio P&uacute;blico conseguiria oferecer a den&uacute;ncia contra o investidor-bandido (ou melhor, supostamente, bandido). O juiz receberia a den&uacute;ncia dias depois.<br />
<br />
E tome habeas corpus para trancar a a&ccedil;&atilde;o penal. Diretamente no Supremo Tribunal Federal, obviamente, porque trata-se de um &quot;homem de bem&quot;, e n&atilde;o de um criminoso qualquer. Ou ser&aacute; que o povo brasileiro ainda acredita nessa bobagem de que &quot;todos s&atilde;o iguais perante a lei&quot;?<br />
<br />
Mas, sabe-se l&aacute; por qual raz&atilde;o, os habeas corpus n&atilde;o prosperariam e prosseguiria a a&ccedil;&atilde;o penal.<br />
<br />
L&aacute; vem o rol de testemunhas. Um homem t&atilde;o viajado tem testemunhas ao redor de todo o globo terrestre. Em Tonga, Tajiquist&atilde;o, Togo e Gab&atilde;o. Todas sabedoras de sua &quot;conduta ilibada&quot;. Precisam ser ouvidas. E isso leva tempo. Muito tempo.<br />
<br />
Indeferida a oitiva de uma dessas testemunhas? Recurso. Negado provimento ao recurso contra a decis&atilde;o que negou a oitiva da testemunha? Outro recurso.<br />
<br />
Assim, de recurso em recurso, o r&eacute;u com muitos recursos (financeiros, roubados sabe-se l&aacute; de quem), arrastaria o julgamento final por anos e anos e anos, como fizeram e fazem tantos outros neste pa&iacute;s que confunde garantias constitucionais e devido processo legal com chicanas processuais e legisla&ccedil;&atilde;o imoral.<br />
<br />
E Madoff? Viveria feliz e folgadamente com os bilh&otilde;es roubados, porque at&eacute; aquela decis&atilde;o de bloquear-lhe os bens, fora suspensa pelo Supremo Tribunal Federal, encabe&ccedil;ada por um amigo Ministro que ele, supostamente, teria por l&aacute;.</p>]]></description>
<link>http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/principal.asp?cod=100#ponto1</link>
</item>
<item>
<title><![CDATA[CONSTRUTORAS LIGADAS À MÁFIA PODEM ESTAR POR TRÁS DAS OBRAS DE RECONSTRUÇÃO DE L'ÁQUILA E REGIÃO]]></title>
<date><![CDATA[29/6/2009 15:20:29]]></date>
<description><![CDATA[<p>
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<title></title>
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</p>
<p><a target="_blank" href="http://www.repubblica.it/2009/06/sezioni/cronaca/sisma-aquila-12/inchiesta-bolzoni/inchiesta-bolzoni.htm"><img align="left" alt="" style="width: 171px; height: 129px;" src="/download/image/aquila.jpg" />La Reppublica</a></p>
<p>, jornal italiano, d&aacute; a not&iacute;cia de que construtoras ligadas &agrave; M&aacute;fia atuam nas obras de reconstru&ccedil;&atilde;o da regi&atilde;o dos Abruzos, atingida por um terremoto em abril passado.<br />
<br />
Segundo o jornal, um dos contratos foi celebrado com um testa de ferro do mafioso siciliano Vito Ciancimino.<br />
<br />
O testa de ferro seria Dante Di Marco, de 70 anos, dono da empresa &ldquo;Di Marco Srl&rdquo;.<br />
<br />
O terremoto que atingiu os Abruzos ocorreu em 6 de abril, causou quase 300 mortes, deixou milhares de feridos, destruiu v&aacute;rias cidades, dentre elas L'&Aacute;quila e Onna.<br />
<br />
Entre estas duas cidades est&aacute; a localidade de Bazzano, onde ser&aacute; constru&iacute;da uma cidade com 4.500 casaa, onde ir&atilde;o morar cerca de 15.000 desabrigados e na qual ser&atilde;o investidos 300 milh&otilde;es de euros (cerca de 1 bilh&atilde;o de reais).<br />
<br />
As primeiras obras ser&atilde;o para a terraplanagem da &aacute;rea e foram entregues &agrave; empresa de Di Marco.<br />
<br />
O construtor &eacute; fundador da empresa &ldquo;Marsica Plastica Srl&rdquo;, conhecida da justi&ccedil;a italiana por ter entre seus s&oacute;cios Achille Ricci, que foi preso tr&ecirc;s semanas antes do terremoto e &eacute; tamb&eacute;m testa de ferro de Ciancimino.<br />
<br />
Vito Ciancimino, falecido em 2002, ex-prefeito de Palermo, foi condenado por pertencer &agrave; m&aacute;fia.<img height="144" width="250" align="right" alt="" src="/download/image/aquila2.jpg" /><br />
<br />
Ricci foi condenado por lavar o dinheiro pertencente a Ciancimino, na localidade de Tagliacozzo, pr&oacute;xima a L'&Aacute;quila.</p>
<p><a target="_blank" href="http://www.robertosaviano.com">Roberto Saviano</a></p>
<p>, jornalista e escritor, autor de Gomorra (sobre a Camorra, a m&aacute;fia siciliana), j&aacute; tinha advertido, poucos dias ap&oacute;s o terremoto,</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>para o risco de as organiza&ccedil;&otilde;es mafiosas tomarem conta das obra nos Abruzos, como lembrou o jornal espanhol</p>
<p><a target="_blank" href="http://www.elmundo.es/elmundo/2009/06/29/internacional/1246287427.html">El Mundo</a></p>
<p>O Procurador Geral Antim&aacute;fia, Piero Grasso, anunciou a cria&ccedil;&atilde;o de uma for&ccedil;a tarefa para impedir que a m&aacute;fia se infiltre na reconstru&ccedil;&atilde;o das localidades atingidas pelo terremoto. O grupo ter&aacute; a fun&ccedil;&atilde;o de desvendar as empresas que servem de cobertura para as fam&iacute;lias mafiosas.<br />
<br />
Grasso mostrou-se favor&aacute;vel &agrave; cria&ccedil;&atilde;o de um cadastro das empresas &ldquo;limpas&rdquo; para que estas possam participar das obras, tendo em vista que a legisla&ccedil;&atilde;o italiana j&aacute; exige das construtoras que apresentem um &ldquo;certificado antim&aacute;fia&rdquo;.<br />
<br />
A reconstru&ccedil;&atilde;o de todas as cidades atingidas dever&aacute; custar cerca de 12 bilh&otilde;es de euros (aproximadamente 40 bilh&otilde;es de reais).<br />
<br />
Para ler o artigo de Saviano sobre o risco da Camorra apoderar-se nas obras nos Abruzos (em italiano) clique</p>
<p><a target="_blank" href="http://ttp://www.repubblica.it/2009/04/sezioni/cronaca/sisma-aquila-5/saviano/saviano.html">aqui</a>.<br />
&nbsp;</p>
<p>(Imagens: www.imagensfatos.blogspot.com e http://www.deutsche-welle.de/image/0,,4156962_1,00.jpg)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>]]></description>
<link>http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/principal.asp?cod=99#ponto1</link>
</item>
<item>
<title><![CDATA[150 ANOS DE CADEIA PARA MADOFF]]></title>
<date><![CDATA[29/6/2009 14:43:01]]></date>
<description><![CDATA[<p><img height="204" width="150" align="left" src="/download/image/Bernard_Madoff.jpg" alt="" /><span style="font-size: medium;">Saiu a senten&ccedil;a contra o megatrambiqueiro Madoff. Pegou 150 anos de pris&atilde;o. Um pouco mais do que os doze anos que os advogados dele estavam pedindo. Agora &eacute; esperar que o povo daqui diga que &eacute; um absurdo, um homem t&atilde;o bom etc., como fizeram com Eliana &quot;Daslu&quot; Tranchesi.</span></p>
<p>(Imagem: www.elpais.es)</p>]]></description>
<link>http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/principal.asp?cod=98#ponto1</link>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O BANCO MUNDIAL APONTA O CHILE COMO LÍDER EM COMBATE À CORRUPÇÃO E BOA GOVERNANÇA NA AMÉRICA LATINA]]></title>
<date><![CDATA[29/6/2009 14:19:46]]></date>
<description><![CDATA[<p>O jornal espanhol <a href="http://www.elpais.com/articulo/internacional/Banco/Mundial/situa/Chile/lider/America/Latina/anticorrupcion/buen/gobierno/elpepuint/20090629elpepuint_11/Tes" target="_blank">El Pa&iacute;s</a> noticia que o relat&oacute;rio anual com os indicadores mundiais de boa governan&ccedil;a feito pelo Banco Mundial, p&otilde;e o Uruguai na frente do Brasil, do M&eacute;xico e da Argentina, devido &agrave; efic&aacute;cia de sua pol&iacute;tica contra a corrup&ccedil;&atilde;o.<br />
O Chile &eacute; apontado como um dos pa&iacute;ses que possui um controle maisefetivo sobre a corrup&ccedil;&atilde;o, liderando a Am&eacute;rica Latina, segundo o citado relat&oacute;rio.<br />
A Venezuela se encontra na posi&ccedil;&atilde;o oposta da tabela, acompanhada pela Bol&iacute;via.<br />
Na oitava edi&ccedil;&atilde;o do relat&oacute;rio acabado de divulgar, al&eacute;m do destaque positivo para o Chile e o Uruguai, tamb&eacute;m mereceram pontos positivos os avan&ccedil;os feitos pelo Peru, no quesito &ldquo;Voz e responsabilidade&rdquo; e pela Col&ocirc;mbia em &ldquo;Efic&aacute;cia governamental&rdquo;.<br />
O termo governan&ccedil;a &eacute; definido pelos autores do relat&oacute;rio como as tradi&ccedil;&otilde;es e institui&ccedil;&otilde;es mediante as quais se exerce a autoridade em um pa&iacute;s, o que inclui a forma pela qual s&atilde;o selecionados, controlados e substitu&iacute;dos os governos, bem como a capacidade destes para formular e implementar pol&iacute;ticas s&oacute;lidas.<br />
Acrescenta-se a isso o respeito aos cidad&atilde;os e ao estado pelas institui&ccedil;&otilde;es que governam as intera&ccedil;&otilde;es econ&ocirc;mico-sociais e econ&ocirc;micas entre eles.<br />
&nbsp;Os indicadores representam seis dimens&otilde;es de governan&ccedil;a: Voz e responsabilidade, Estabilidade pol&iacute;tica e aus&ecirc;ncia de viol&ecirc;ncia/terrorismo, Efetividade governamental, Qualidade regulat&oacute;ria, Legisla&ccedil;&atilde;o, e Controle da corrup&ccedil;&atilde;o. Foram realizados estudos em 212 pa&iacute;ses e territ&oacute;rios, em 1996, 1998, 2000 e anualmente desde 2002.</p>
<p><img height="1046" width="560" align="bottom" alt="" src="/download/image/corrupcao_brasil.JPG" /></p>
<p>Para ver o relat&oacute;rio completo (em ingl&ecirc;s) e fazer simula&ccedil;&otilde;es comparando diversos pa&iacute;ses clique <a target="_blank" href="http://info.worldbank.org/governance/wgi/index.asp">aqui</a>.</p>]]></description>
<link>http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/principal.asp?cod=97#ponto1</link>
</item>
<item>
<title><![CDATA[PRECISAMOS FAZER O RECALL DA CARNE IMEDIATAMENTE]]></title>
<date><![CDATA[28/6/2009 07:47:34]]></date>
<description><![CDATA[<p>A not&iacute;cia (leia abaixo) de que a Superintend&ecirc;ncia Federal da Agricultura &ndash; SFA em Rond&ocirc;nia exercia, atrav&eacute;s de v&aacute;rios funcion&aacute;rios, uma fiscaliza&ccedil;&atilde;o apenas de fachada de uma s&eacute;rie de empresas envolvidas no esquema fraudulento, n&atilde;o desperta a aten&ccedil;&atilde;o apenas para a quest&atilde;o da corrup&ccedil;&atilde;o naquele &oacute;rg&atilde;o p&uacute;blico federal.</p>
<p>Temos que estar atentos, tamb&eacute;m, para o problema de sa&uacute;de p&uacute;blica envolvido.</p>
<p>Se os frigor&iacute;ficos, para venderem carne para outros estados do pa&iacute;s ou para o exterior t&ecirc;m que passas pela fiscaliza&ccedil;&atilde;o da SFA e se, em Rond&ocirc;nia, essa fiscaliza&ccedil;&atilde;o era fraudada, quer dizer que em outros pa&iacute;ses e outros estados, pode-se estar consumindo carne n&atilde;o inspecionada, o que coloca em risco a sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o.</p>
<p>E mais, ouso dizer que, certamente, a popula&ccedil;&atilde;o est&aacute; em risco, pois, se os frigor&iacute;ficos envolvidos no esquema de corrup&ccedil;&atilde;o estivessem dentro dos padr&otilde;es exigidos pelo Minist&eacute;rio da Agricultura, dificilmente estariam promovendo um esquema como o que foi descoberto e denunciado pelo Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal.</p>
<p>Este &eacute; um caso para ter desdobramentos, com o levantamento de todos os locais para onde aqueles frigor&iacute;ficos e latic&iacute;nios enviavam seus produtos, para que se fa&ccedil;a um imediato recall desses produtos.</p>
<p>Certamente no Brasil ainda existe muita carne sem fiscaliza&ccedil;&atilde;o sendo vendida em mercados e feiras livres, mas, uma certa seguran&ccedil;a que se tinha era a de que, consumindo-se carne comprada em grandes redes de supermercados e em grandes a&ccedil;ougues ou &ldquo;boutiques&rdquo; de carne, estaria o consumidor mais protegido, tendo em vista a &ldquo;rigorosa fiscaliza&ccedil;&atilde;o&rdquo; &agrave; qual os frigor&iacute;ficos que vendem para tais empresas s&atilde;o submetidos. E agora? Como ficamos n&oacute;s, consumidores?</p>
<p>O Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal e dos Estados precisa estar atento para essa quest&atilde;o e promover, junto com o Departamento de Prote&ccedil;&atilde;o e Defesa do Consumidor &ndash; DPDC, do Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a, o imediato recall desses produtos, por uma quest&atilde;o de sa&uacute;de p&uacute;blica e, de quebra, para aplicar mais uma san&ccedil;&atilde;o &agrave;s empresas envolvidas no esquema de corrup&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
(Imagem: <a href="http://www.kcbs.com">www.kcbs.com</a>)</p>]]></description>
<link>http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/principal.asp?cod=96#ponto1</link>
</item>
<item>
<title><![CDATA[DENUNCIADO ESQUEMA DE CORRUPÇÃO NA SUPERINTENDÊNCIA DA AGRICULTURA EM RONDÔNIA]]></title>
<date><![CDATA[28/6/2009 07:19:30]]></date>
<description><![CDATA[<p><img height="78" width="150" align="left" alt="" src="/download/image/carne.jpg" />Mat&eacute;ria do <a target="_blank" href="http://josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br/arch2009-06-21_2009-06-27.html">Blog do Josias</a> d&aacute; conta do desbaratamento pelo Minist&eacute;rio P&uacute;blico e pela Pol&iacute;cia Federal de mais uma quadrilha que atuava em &oacute;rg&atilde;o p&uacute;blico.</p>
<p>A atua&ccedil;&atilde;o criminosa ocorria na Superintend&ecirc;ncia Federal de Agricultura - SFA, antiga Delegacia da Agricultura, em Rond&ocirc;nia, onde servidores vendiam favores a frigor&iacute;ficos, latic&iacute;nios e curtumes.<br />
&nbsp;<br />
O Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal denunciou 18 integrantes da quadrilha, na &uacute;ltima sexta-feira (26/06).</p>
<p>O Blog do Josias listou alguns dos fatos narrados na den&uacute;ncia:</p>
<p>1. Em vez de fiscalizar, servidores cooptados pela quadrilha entregavam aos frigor&iacute;ficos guias de abate e de transporte assinadas em branco.<br />
&nbsp;<br />
2. O frigor&iacute;fico Quatro Marcos, de Ariquemes, obteve da SFA, ilicitamente, autoriza&ccedil;&atilde;o para construir suas instala&ccedil;&otilde;es e operar;<br />
&nbsp;<br />
3. O frigor&iacute;fico Amazon Meat, tamb&eacute;m de Ariquemes, atuava fora dos padr&otilde;es legais. Servidores relataram que seus superiores proibiram a expedi&ccedil;&atilde;o de multas.<br />
&nbsp;<br />
Criaram obst&aacute;culos tamb&eacute;m para a expedi&ccedil;&atilde;o de autua&ccedil;&otilde;es que levariam ao fechamento do frigor&iacute;fico.<br />
&nbsp;<br />
4. O frigor&iacute;fico Margen, de novo de Ariquemes, n&atilde;o tinha, segundo a Procuradoria, condi&ccedil;&otilde;es de exportar carne. A despeito disso, recebeu autoriza&ccedil;&otilde;es da SFA;<br />
&nbsp;<br />
5. No frigor&iacute;fico JBS Friboi, de Porto Velho, os fiscais fingiram n&atilde;o ver uma ilegalidade que produzia o aumento artificial do peso da carne por meio da inje&ccedil;&atilde;o de &aacute;gua.<br />
&nbsp;<br />
6. No latic&iacute;nio Tr&ecirc;s Marias, da cidade de Ouro Preto D&rsquo;Oeste, os queijos que seriam analisados pelos fiscais da Agricultura eram separados previamente.<br />
&nbsp;<br />
A amostra levada &agrave; fiscaliza&ccedil;&atilde;o, devidamente higienizada, era sempre aprovada. E os fiscais se eximiam de examinar outros lotes de queijo;<br />
&nbsp;<br />
7. O curtume Nossa Senhora Aparecida, do matogrossense Grupo Bihl, obteve da SFA autoriza&ccedil;&atilde;o para instalar uma unidade em Ouro Preto D&rsquo;Oeste, em Rond&ocirc;nia.<br />
&nbsp;<br />
Para o Minist&eacute;rio P&uacute;blico, a instala&ccedil;&atilde;o n&atilde;o seguiu os tr&acirc;mites legais. A den&uacute;ncia anota:<br />
&nbsp;<br />
&ldquo;V&aacute;rios crimes foram cometidos&rdquo; para manter o curtume &ldquo;funcionando regularmente e at&eacute; para eliminar poss&iacute;veis empresas concorrentes&rdquo;.<br />
&nbsp;<br />
8. O Frigopeixe, de Ariquemes, teve carregamentos de pescados apreendidos por &oacute;rg&atilde;os de prote&ccedil;&atilde;o ambiental. Foram todos liberados, gra&ccedil;as &agrave; interven&ccedil;&atilde;o da SFA.</p>
<p>Pela gravidade dos fatos, certamente medidas outras precisam ser tomadas fora da &aacute;rea penal, como a retirada do mercado de produtos distribu&iacute;dos por esses frigor&iacute;ficos e latic&iacute;nios n&atilde;o fiscalizados de conformidade com a lei.</p>
<p>&Eacute; uma quest&atilde;o de sa&uacute;de p&uacute;blica n&atilde;o s&oacute; do Brasil, mas internacional tamb&eacute;m, j&aacute; que h&aacute; informa&ccedil;&atilde;o na den&uacute;ncia que um dos frigor&iacute;ficos exportava carne gra&ccedil;as a uma autoriza&ccedil;&atilde;o fraudulenta da SFA, pois, seguindo os moldes legais, n&atilde;o conseguiria tal autoriza&ccedil;&atilde;o.</p>
<p>A atua&ccedil;&atilde;o dessa quadrilha coloca na berlinda todo o sistema de seguran&ccedil;a agropecu&aacute;ria em Rond&ocirc;nia e faz com que pensemos que, possivelmente, fatos semelhantes estejam ocorrendo em outras Superintend&ecirc;ncias da Agricultura pelo pa&iacute;s afora.<br />
(Imagem: <a href="http://www.cnpc.org.br">www.cnpc.org.br</a>)</p>]]></description>
<link>http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/principal.asp?cod=95#ponto1</link>
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<title><![CDATA[Agência Japonesa impõe ao Citibank suspensão de vendas]]></title>
<date><![CDATA[27/6/2009 14:25:49]]></date>
<description><![CDATA[<p><img alt="" align="left" style="width: 142px; height: 97px" src="/download/image/citibank.jpg" />O <a target="_blank" href="http://www.japantoday.com/category/business/view/agency-slaps-citibank-japan-with-sales-suspension">Japan Today </a>noticiou que autoridades do Jap&atilde;o ordenaram que o Citibank suspendesse todas as opera&ccedil;&otilde;es de vendas no seu banco no varejo por um m&ecirc;s, depois que falhou em melhorar a preven&ccedil;&atilde;o da lavagem de capitais, medida que tem por alvo organiza&ccedil;&otilde;es criminosas.<br />
&nbsp;A ordem da sexta-feira representa a segunda vez em cinco anos que a Ag&ecirc;ncia de Servi&ccedil;os Financeiros repreende o Citibank Jap&atilde;o Ltd. por insuficiente acompanhamento e controle de &quot;opera&ccedil;&otilde;es suspeitas&quot;.<br />
&nbsp;A suspens&atilde;o surge com o Jap&atilde;o como credor da empresa-m&atilde;e Citigroup, um dos bancos mais atingidos pela crise financeira mundial.<br />
&nbsp;No m&ecirc;s passado, ela concordou em vender as suas empresas de corretagem japonesas para o Sumitomo Mitsui Financial Group, o terceiro maior banco do Jap&atilde;o, por cerca de 545 bilh&otilde;es de ienes (US$ 5,7 bilh&otilde;es).<br />
O Citibank, empresa relativamente pequena no mercado varejista banc&aacute;rio do Jap&atilde;o, ir&aacute; fechar todas as opera&ccedil;&otilde;es de vendas dessa divis&atilde;o de varejo de 15 de julho a 14 de agosto.&nbsp; A suspens&atilde;o abrange publicidade, campanhas de vendas e solicita&ccedil;&otilde;es, mas n&atilde;o atinge os clientes que procuram uma transa&ccedil;&atilde;o com o banco.<br />
&nbsp;Tamb&eacute;m n&atilde;o afeta a divis&atilde;o corporativa do banco.<br />
A FSA disse que o Citibank fez progressos insatisfat&oacute;rios desde a sua primeira ordem para melhorar as medidas anti-lavagem, em setembro de 2004.&nbsp; Ela citou procedimentos inadequados para lidar com poss&iacute;veis transa&ccedil;&otilde;es feitas por organiza&ccedil;&otilde;es criminosas e outros&nbsp; grupos ilegais.<br />
&quot;Apesar do fato de que os conselhos de administra&ccedil;&atilde;o e gest&atilde;o&nbsp; serem respons&aacute;veis pela execu&ccedil;&atilde;o da ordem de melhora, falta-lhes uma compreens&atilde;o das regras aplicadas no Jap&atilde;o, tais como leis e regulamentos, bem como uma melhoria do conhecimento&quot;, a FSA disse em uma declara&ccedil;&atilde;o.<br />
O banco pediu desculpas aos clientes ap&oacute;s a ordem.<br />
&quot;O Citibank Jap&atilde;o se compromete a implementar todas as medidas necess&aacute;rias para evitar qualquer futura ocorr&ecirc;ncia dos problemas identificados,&quot; ele disse.<br />
O Citibank disse que apresentar&aacute; um plano de melhoria dos neg&oacute;cios para a FSA, em 31 de julho e se comprometeu a &quot;dar transpar&ecirc;ncia &agrave; responsabilidade por este assunto e tomar as medidas disciplinares.&quot;<br />
O Citibank Jap&atilde;o opera 35 ag&ecirc;ncias.&nbsp; Em 31 de mar&ccedil;o, ele tinha 299,3 bilh&otilde;es de ienes em ativos l&iacute;quidos e 1.548 empregados. <br />
Com a colabora&ccedil;&atilde;o de Rodrigo Peres.<br />
(Imagem: thejakartapost.com)</p>]]></description>
<link>http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/principal.asp?cod=94#ponto1</link>
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<title><![CDATA[TRF-3 APOSENTA JUÍZA DENUNCIADA NA OPERAÇÃO TÊMIS]]></title>
<date><![CDATA[27/6/2009 10:59:47]]></date>
<description><![CDATA[<p>O <a href="http://blogdofred.folha.blog.uol.com.br/arch2009-06-21_2009-06-27.html#2009_06-27_09_50_33-126390611-0" target="_blank">Blog do Fred Vasconcelos</a>, traz a not&iacute;cia de que o Tribunal Regional Federal da 3&ordf; Regi&atilde;o determinou a aposentadoria compuls&oacute;ria da ju&iacute;za federal Maria Cristina Barongeno, titular da 23&ordf; Vara C&iacute;vel, denunciada na Opera&ccedil;&atilde;o T&ecirc;mis, que apura as suspeitas de venda de senten&ccedil;as para favorecer empresas de bingos.<br />
<br />
O processo administrativo disciplinar do qual resultou a aposentadoria compuls&oacute;ria foi instaurado como desdobramento da a&ccedil;&atilde;o penal em que foram denunciados quatro magistrados federais, seis advogados, quatro empres&aacute;rios, um procurador da Fazenda Nacional e uma servidora da Receita.<br />
<br />
As investiga&ccedil;&otilde;es, iniciadas em 2006, visavam uma suposta quadrilha que burlava o fisco. Descobriu-se depois a liga&ccedil;&atilde;o do grupo com magistrados que proferiram decis&otilde;es favor&aacute;veis a bingos.<br />
<br />
O procurador regional da Rep&uacute;blica Pedro Barbosa considerou importante a decis&atilde;o, &quot;pois confirma as provas da Opera&ccedil;&atilde;o T&ecirc;mis, que foram usadas no processo disciplinar&quot;. Aposentada com vencimentos proporcionais, a ju&iacute;za ainda responde a a&ccedil;&atilde;o penal no TRF-3 (S&atilde;o Paulo e Mato Grosso do Sul).</p>]]></description>
<link>http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/principal.asp?cod=93#ponto1</link>
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<title><![CDATA[REVISITANDO EDWIN SUTHERLAND UMA ANÁLISE CONTEMPORÂNEA DAS PREMISSAS LANÇADAS PELO CRIADOR DA EXPRESSÃO ?CRIMES DE COLARINHO BRANCO?]]></title>
<date><![CDATA[26/6/2009 08:34:49]]></date>
<description><![CDATA[<p><img height="149" width="100" align="left" alt="" src="/download/image/ccb1.jpg" />No ano em que se completam 70 anos desde que <a href="javascript:abrirPostagem(12)">Edwin Sutherland</a> proferiu seu discurso de posse na <a href="http://www.asanet.org/" target="_blank">Associa&ccedil;&atilde;o Americana de Sociologia</a>, tratando dos &ldquo;crimes de colarinho branco&rdquo;, express&atilde;o por ele cunhada, iniciamos uma s&eacute;rie de artigos analisando o que esse soci&oacute;logo e criminologista falou em dois de seus artigos, &ldquo;White-Collar Criminality&rdquo; (Crime de Colarinho Branco), o discurso de posse publicado em 1940, e &ldquo;Is 'White-Collar Crime' Crime?&rdquo; (Crime de Colarinho Branco &eacute; Crime?), publicado em 1945, e comparando o que ele disse ent&atilde;o, com o estado atual desses crimes no mundo e sobretudo no Brasil.<br />
<br />
Quando Sutherland tomou posse na <a href="http://www.asanet.org/" target="_blank">AAS</a>, em 1939, o cen&aacute;rio era o do crime visto como &ldquo;trabalho&rdquo; de homens jovens, de lares falidos e vizinhan&ccedil;a decadente. Ou seja, o crime era ligado &agrave;s classes econ&ocirc;micas menos favorecidas.<br />
<br />
J&aacute; os criminosos de colarinho branco eram homens de meia idade, de respeitabilidade e elevado status social, morando em bairros elegantes, respeitados na comunidade. Homens de neg&oacute;cio, membros da elite.<br />
<br />
As explica&ccedil;&otilde;es e concep&ccedil;&otilde;es para a criminalidade, afirmou Sutherland, estavam incorretas e enganadas, porque eram desenvolvidas com base em &ldquo;exemplos preconceituosos&rdquo; de comportamentos criminosos e dos autores de crimes.<br />
<br />
Ele apontou que havia um grande n&uacute;mero de pessoas desenvolvendo comportamento criminoso que n&atilde;o pertenciam &agrave;s classes com poucos recursos financeiros e tais elementos tinham sido, at&eacute; ent&atilde;o, negligenciados.<br />
<br />
Os criminosos de colarinho branco n&atilde;o eram um fen&ocirc;meno isolado, segundo Edwin Sutherland, mas uma parte significativa do cen&aacute;rio do crime.<br />
<br />
David Weisburd e Elin Waring, no livro White-Collar crime and criminal careers (Cambridge University Press, 2001) atentam para o fato de Sutherland n&atilde;o ter conseguido trazer para um n&iacute;vel de aten&ccedil;&atilde;o maior os crimes de colarinho branco, j&aacute; que estes continuaram a ser tratados como uma excepcionalidade, invocada sobretudo para criar um contraste com os crimes comuns e os criminosos<img align="right" alt="" style="width: 130px; height: 129px;" src="/download/image/violencia.jpg" /> &ldquo;de rua&rdquo;, que continuava a dominar as pesquisas e teorias sobre o crime.<br />
<br />
Weisburd e Waring apontam que h&aacute; uma falsa impress&atilde;o de que o criminoso de colarinho branco &eacute; criminoso de um crime s&oacute;, no sentido de que ele seria autor de crime &uacute;nico, isolado, excepcional. O que n&atilde;o corresponde &agrave; realidade.<br />
<br />
Como boa parte dos trabalhos e estudos criminol&oacute;gicos &eacute; feita com base em processos judiciais ou inqu&eacute;ritos policiais, eles continuavam (e continuam) a ser produzidos sobre a criminalidade convencional, deixando de lado todo um universo criminoso, t&atilde;o prejudicial quanto o dos crimes convencionais, pois embora n&atilde;o tenham sangue ou viol&ecirc;ncia como estes, matam com o desvio de verbas da sa&uacute;de, da educa&ccedil;&atilde;o, da seguran&ccedil;a.<br />
<br />
Assim, levando em conta a necessidade que h&aacute; da sociedade discutir e se informar mais sobre esses crimes que foram t&atilde;o pouco explorados, explicados e estudados iniciamos esta s&eacute;rie. Domingo (28/06), vir&aacute; o pr&oacute;ximo artigo.</p>]]></description>
<link>http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/principal.asp?cod=92#ponto1</link>
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<title><![CDATA[MPF/RO PROCESSA DEPUTADO FEDERAL ERNANDES AMORIM POR IMPROBIDADE]]></title>
<date><![CDATA[24/6/2009 11:48:39]]></date>
<description><![CDATA[<p>A deputada estadual Daniela Amorim tamb&eacute;m &eacute; acusada de participar do esquema de fraude em licita&ccedil;&otilde;es<br />
<img height="137" width="99" align="right" alt="" src="/download/image/daniela_amorim.jpg" /><br />
<img align="left" alt="" style="width: 171px; height: 81px;" src="/download/image/ernandes_amorim.jpg" />O deputado federal Ernandes Santos Amorim (PTB) e sua filha, a deputada estadual Daniela Santana Amorim (PTB), s&atilde;o acusados pelo Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal em Rond&ocirc;nia (MPF/RO) de terem praticado improbidade administrativa na &eacute;poca em que estavam &agrave; frente da prefeitura de Ariquemes. Al&eacute;m deles, o irm&atilde;o do deputado, o comerciante Osmar Santos Amorim, e tr&ecirc;s empresas do ramo de constru&ccedil;&atilde;o foram acionados pelo MPF &agrave; Justi&ccedil;a Federal.<br />
&nbsp;Ernandes e Daniela Amorim foram eleitos em 2001 como prefeito e vice-prefeita de Ariquemes, respectivamente. Ele renunciou ao cargo em 2002 para se candidatar a governador de Rond&ocirc;nia, mas, na pr&aacute;tica, continuou a comandar a administra&ccedil;&atilde;o municipal. Em 2004, a Opera&ccedil;&atilde;o Rond&ocirc;nia/Mamor&eacute; - conduzida pelo MPF, Pol&iacute;cia Federal (PF) e Controladoria-Geral da Uni&atilde;o (CGU) &ndash; identificou, por intercepta&ccedil;&otilde;es telef&ocirc;nicas e outros meios, que Ernandes Amorim tomava todas as decis&otilde;es na prefeitura, &ldquo;sempre em benef&iacute;cio das empresas integrantes de seu grupo econ&ocirc;mico&rdquo;, conforme consta do relat&oacute;rio policial.<br />
&nbsp;Durante a Opera&ccedil;&atilde;o Rond&ocirc;nia/Mamor&eacute;, v&aacute;rias pessoas foram presas por participarem de um esquema de fraudes em licita&ccedil;&otilde;es na prefeitura de Ariquemes. Entre os presos estava Ernandes Amorim. Descobriu-se, na &eacute;poca, que despesas eram fracionadas para que as licita&ccedil;&otilde;es fossem direcionadas. Segundo a investiga&ccedil;&atilde;o, as empresas ganhadoras eram sempre do &lsquo;Grupo Amorim&rsquo;, que obtinha lucros il&iacute;citos mediante o desvio de verbas p&uacute;blicas, principalmente decorrentes de conv&ecirc;nios e repasses de recursos federais.<br />
A apura&ccedil;&atilde;o detectou 28 empresas integrantes do &lsquo;Grupo Amorim&rsquo;, gerenciadas por Osmar Santos Amorim e sob o comando de seu irm&atilde;o, Ernandes Amorim. A organiza&ccedil;&atilde;o criminosa utilizava empresas &lsquo;fantasmas&rsquo;, que n&atilde;o possu&iacute;am regularidade fiscal, movimenta&ccedil;&atilde;o financeira, nem registro no Crea, tampouco eram encontradas nos endere&ccedil;os fornecidos.<br />
O grupo tamb&eacute;m usava pessoas como &lsquo;laranjas&rsquo; ou &lsquo;testas-de-ferro&rsquo; de Ernandes Amorim. Os &lsquo;laranjas&rsquo; eram pessoas humildes, pedreiros e seguran&ccedil;as, por exemplo, que possu&iacute;am patrim&ocirc;nio incompat&iacute;vel com os ganhos auferidos como s&oacute;cios de construtora civil. A investiga&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m constatou que os funcion&aacute;rios das empresas n&atilde;o sabiam para quem trabalhavam de fato porque as empresas se confundiam na pr&aacute;tica. Al&eacute;m disto, o contador, o advogado e o preposto das empresas eram as mesmas pessoas.<br />
Durante a Opera&ccedil;&atilde;o Rond&ocirc;nia/Mamor&eacute;, foram apreendidos nas resid&ecirc;ncias e escrit&oacute;rios dos investigados contratos sociais das empresas &lsquo;laranjas&rsquo; e &lsquo;fantasmas', envelopes lacrados de propostas comerciais de licita&ccedil;&atilde;o contendo valores distintos para o mesmo procedimento licitat&oacute;rio da mesma empresa proponente, carimbo de v&aacute;rias empresas no mesmo local, cheques e recibos em nome das empresas, inclusive de pagamentos em nome de funcion&aacute;rios da prefeitura, e certid&otilde;es negativas de d&eacute;bitos das empresas participantes do esquema.<br />
A CGU observou que os processos administrativos n&atilde;o possu&iacute;am numera&ccedil;&atilde;o cronol&oacute;gica, conforme determina a Lei 8666/93, o que facilitava o cometimento de fraudes, atrav&eacute;s da troca de documentos oficiais a qualquer tempo, e tamb&eacute;m tinham pouca publicidade, sendo que os convites e tomadas de pre&ccedil;o eram publicados somente em um dia no Di&aacute;rio Oficial e em jornal estadual de baixa tiragem.<br />
As investiga&ccedil;&otilde;es constataram que havia um rod&iacute;zio de empresas na cobertura &agrave;s construtoras que sempre venciam a maioria dos certames. Na a&ccedil;&atilde;o de improbidade, o MPF denuncia as empresas Rangel &amp; Matias Constru&ccedil;&atilde;o Civil e Transporte Ltda, Parra Arquitetura e Constru&ccedil;&atilde;o Ltda, e Portal Constru&ccedil;&otilde;es, Com&eacute;rcio e Representa&ccedil;&atilde;o Ltda. Entre os casos apontados pelo MPF h&aacute; um conv&ecirc;nio de R$ 77 mil firmado pela prefeitura de Ariquemes com o Fundo Nacional de Sa&uacute;de (FNS) para ampliar uma unidade de sa&uacute;de que nunca existiu.<br />
A a&ccedil;&atilde;o de improbidade administrativa &eacute; assinada por seis procuradores da Rep&uacute;blica que atuam em Rond&ocirc;nia. Eles pedem &agrave; Justi&ccedil;a Federal a condena&ccedil;&atilde;o dos r&eacute;us de acordo com as penas do artigo 12 da Lei n&ordm; 8.429/92: perda do cargo, emprego ou fun&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica desempenhada; suspens&atilde;o dos direitos pol&iacute;ticos; pagamento de multa; perda de eventuais valores acrescidos ilicitamente ao patrim&ocirc;nio particular dos r&eacute;us; ressarcimento de eventuais preju&iacute;zos causados ao er&aacute;rio; proibi&ccedil;&atilde;o de contratar com o poder p&uacute;blico ou receber incentivos fiscais, mesmo que atrav&eacute;s de pessoa jur&iacute;dica; al&eacute;m do pagamento de danos morais sofridos pela Uni&atilde;o e pela sociedade.<br />
<br />
Fonte: MPF/RO. Imagens:&nbsp;rondoniaagora.com e rondoniavip.com.br</p>]]></description>
<link>http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/principal.asp?cod=91#ponto1</link>
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<title><![CDATA[JUSTIÇA FEDERAL TEM COMPETÊNCIA PARA JULGAR DESMATAMENTO EM ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE]]></title>
<date><![CDATA[24/6/2009 11:26:32]]></date>
<description><![CDATA[<p><img height="130" width="200" align="right" alt="" src="/download/image/Motosserra.JPG" />Em decis&atilde;o publicada hoje, o Superior Tribunal de Justi&ccedil;a, por usa Terceira Se&ccedil;&atilde;o, se posicionou no sentido de que cabe &agrave; Justi&ccedil;a Federal processar e julgar a&ccedil;&atilde;o que apura crime de desmatamento de &aacute;rea considerada de preserva&ccedil;&atilde;o permanente. O entendimento da Terceira Se&ccedil;&atilde;o do Superior Tribunal de Justi&ccedil;a (STJ) resultou do julgamento do conflito de compet&ecirc;ncia (<a target="_blank" href="https://ww2.stj.jus.br/revistaeletronica/Abre_Documento.asp?sLink=ATC&amp;sSeq=5372366&amp;sReg=200700447743&amp;sData=20090624&amp;sTipo=5&amp;formato=PDF">CC 80905</a>) suscitado por Kyung Gon Kim contra o ju&iacute;zo federal da 1&ordf; Vara de Angra dos Reis (RJ) e ju&iacute;zo de Direito de Paraty (RJ). <br />
<br />
Kyung Gon Kim foi denunciado perante os dois ju&iacute;zos por ter danificado floresta de preserva&ccedil;&atilde;o permanente, ao desmatar uma &aacute;rea de aproximadamente 8.000 m&sup2; sem a autoriza&ccedil;&atilde;o do &oacute;rg&atilde;o competente, promovendo a constru&ccedil;&atilde;o de uma casa de veraneio na regi&atilde;o do &ldquo;Saco de Mamangu&aacute;&rdquo;, no munic&iacute;pio de Paraty, regi&atilde;o integrante da APA do Cairu&ccedil;u, unidade de conserva&ccedil;&atilde;o federal. <br />
<br />
Os dois ju&iacute;zes declararam-se competentes para julgar a a&ccedil;&atilde;o. A Justi&ccedil;a estadual, inclusive, j&aacute; aceitou a den&uacute;ncia contra Kyung Gon Kim e, na Federal, a a&ccedil;&atilde;o encontra-se conclusa para senten&ccedil;a. <br />
<br />
Em seu voto, o relator, ministro Og Fernandes, destacou que a &aacute;rea de preserva&ccedil;&atilde;o ambiental pode ser institu&iacute;da tanto em propriedade p&uacute;blica quanto em particular, sendo que nestas podem ser estabelecidas normas e restri&ccedil;&otilde;es para sua utiliza&ccedil;&atilde;o. <br />
<br />
No caso, assinalou o relator que, de acordo com as informa&ccedil;&otilde;es prestadas, o crime teria causado dano direto &agrave;s unidades de conserva&ccedil;&atilde;o, em &aacute;rea sujeita &agrave; restri&ccedil;&atilde;o administrativa ao uso da propriedade privada, subsistindo assim o interesse direto e espec&iacute;fico da Uni&atilde;o na causa, o que leva a compet&ecirc;ncia para o ju&iacute;zo federal da 1&ordf; Vara de Angra dos Reis (RJ). <br />
<br />
&ldquo;Ademais, de acordo com a den&uacute;ncia o delito teria provocado tamb&eacute;m altera&ccedil;&otilde;es nas caracter&iacute;sticas naturais da zona costeira, que, a teor do artigo 225 da Constitui&ccedil;&atilde;o Federal, &eacute; patrim&ocirc;nio nacional a merecer guarida perante a Justi&ccedil;a Federal&rdquo;, afirmou o ministro. <br />
<br />
Tamb&eacute;m, segundo o ministro Og Fernandes, &ldquo;&eacute; patente o interesse do Ibama na preserva&ccedil;&atilde;o da &aacute;rea atingida, mormente a informa&ccedil;&atilde;o trazida aos autos de que a autarquia federal foi a respons&aacute;vel pela concess&atilde;o da licen&ccedil;a para as a&ccedil;&otilde;es ali desenvolvidas e posteriormente revogada por ter sido reconhecida ilegal&rdquo;.<br />
<br />
Com informa&ccedil;&otilde;es da Coordenadoria de Editoria e Imprensa do STJ</p>]]></description>
<link>http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/principal.asp?cod=90#ponto1</link>
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<title><![CDATA[MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO INTENSIFICARÁ O COMBATE À CORRUPÇÃO]]></title>
<date><![CDATA[24/6/2009 11:07:37]]></date>
<description><![CDATA[<p><img align="left" alt="" style="width: 163px; height: 160px;" src="/download/image/corrupcao.jpg" />Uma das estrat&eacute;gias do Minist&eacute;rio P&uacute;blico do Trabalho, apresentadas com o Planejamento Estrat&eacute;gico lan&ccedil;ado hoje, com diretrizes e metas da institui&ccedil;&atilde;o at&eacute; 2022, &eacute; enfrentar e combater a corrup&ccedil;&atilde;o nas rela&ccedil;&otilde;es trabalhistas, atrav&eacute;s da mobiliza&ccedil;&atilde;o social. Por isso, o MPT refor&ccedil;ar&aacute; a atua&ccedil;&atilde;o das unidades do &oacute;rg&atilde;o na Campanha Nacional &quot;O que voc&ecirc; tem a ver com a corrup&ccedil;&atilde;o&quot;.<br />
<br />
Nesse sentido, e afinadas &agrave;s diretrizes previstas no Planejamento Estrat&eacute;gico, o MPT refor&ccedil;ar&aacute; as a&ccedil;&otilde;es de erradica&ccedil;&atilde;o de fraudes trabalhistas a partir, por exemplo, do combate &agrave; sonega&ccedil;&atilde;o fiscal (uma das formas de sonegar impostos &eacute; o n&atilde;o-pagamento de direitos trabalhistas pelos empregadores).<br />
<br />
Por isso, a partir desta semana, o Minist&eacute;rio P&uacute;blico do Trabalho amplia a participa&ccedil;&atilde;o do &oacute;rg&atilde;o na campanha &quot;O que voc&ecirc; tem a ver com a corrup&ccedil;&atilde;o&quot;, cujo principal objetivo &eacute; alertar a sociedade sobre a responsabilidade de cada cidad&atilde;o no combate a crimes e fraudes. <br />
A a&ccedil;&atilde;o prev&ecirc; a distribui&ccedil;&atilde;o de material informativo e a veicula&ccedil;&atilde;o de v&iacute;deos para a televis&atilde;o e spots para r&aacute;dio, al&eacute;m de atividades de mobiliza&ccedil;&atilde;o social em todo o pa&iacute;s.<br />
<br />
O Minist&eacute;rio P&uacute;blico do Trabalho aderiu &agrave; campanha nacional contra a corrup&ccedil;&atilde;o em janeiro de 2009, e tem o Procurador Regional do Trabalho Alexandre Medeiros da Fontoura Freitas, lotado na Procuradoria Regional do Trabalho da 12&ordf; Regi&atilde;o, com sede em Florian&oacute;polis, como coordenador nacional do projeto no &acirc;mbito do MPT.</p>
<p>Para saber mais sobre a campanha &quot;O que voc&ecirc; tem a ver com a corrup&ccedil;&atilde;o&quot;, leia a entrevista com o seu idealizador, o Promotor de Justi&ccedil;a de Santa Catarina Affonso Ghizzo Neto clicando <a href="javascript:abrirPostagem(72)">aqui</a>.<br />
Com informa&ccedil;&otilde;es das assessorias de comunica&ccedil;&atilde;o do MPT e do MP/SC.<br />
Imagem: www.oquintopoder.com.br/</p>]]></description>
<link>http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/principal.asp?cod=89#ponto1</link>
</item>
<item>
<title><![CDATA[CONFERÊNCIA INTERNACIONAL EXAMINARÁ A RELAÇÃO ENTRE A PROPRIEDADE INTELECTUAL E AS POLÍTICAS PÚBLICAS]]></title>
<date><![CDATA[23/6/2009 09:13:40]]></date>
<description><![CDATA[<p>A propriedade intelectual e sua rela&ccedil;&atilde;o as pol&iacute;ticas p&uacute;blicas, como sa&uacute;de, meio ambiente e seguran&ccedil;a alimentar, ser&aacute; o centro dos debates de uma confer&ecirc;ncia internacional organizada pela <a href="http://www.wipo.int/pressroom/es/articles/2009/article_0017.html" target="_blank">Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Propriedade Intelectual - OMPI </a>e que ser&aacute; realizada em Genebra, nos dias 13 e 14 de julho pr&oacute;ximo.<br />
Na confer&ecirc;ncia sobre a propriedade intelectual e as quest&otilde;es de pol&iacute;tica p&uacute;blica se examinar&aacute; a contribui&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica que a propriedade intelectual pode trazer para o enfrentamento desses desafios mundiais e cumprir determinados objetivos de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas.<br />
O sistema de propriedade intelectual promove fomento de investimentos em tecnologias limpas, necess&aacute;rias para diminuir as amea&ccedil;as ao aquecimento global. Tamb&eacute;m atua para detectar, transferir e difundir essas tecnologias. Na Confer&ecirc;ncia, os participantes poder&atilde;o intercambiar opini&otilde;es sobre essas quest&otilde;es com a finalidade de que todos os setores interessados compreendam de que modo a propriedade intelectual pode contribuir com o desenvolvimento e a transfer&ecirc;ncia de tecnologia.<br />
Est&atilde;o confirmadas as presen&ccedil;as da David Lammy, Ministro de Estado para a Pripriedade Intelectual da Gr&atilde; Bretanha, de argaret Chan, diretora da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de, de Michel Jarraud, diretor da Organiza&ccedil;&atilde;o Meteorol&oacute;gica Mundial, de Pascal Lamy, diretor da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial do Com&eacute;rcio e de Kanayo F. Nwanze, do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agr&iacute;cola.<br />
A Confer&ecirc;ncia &eacute; aberta ao p&uacute;blico e as pessoas interessadas em participar dever&atilde;o <a href="https://webaccess.wipo.int/ipgc/regForm_es.jsp" target="_blank">preencher o formul&aacute;rio de inscri&ccedil;&otilde;es na Internet</a>.<br />
&nbsp;</p>]]></description>
<link>http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/principal.asp?cod=88#ponto1</link>
</item>
<item>
<title><![CDATA[ARRAIÁ CONTRA GILMÁ]]></title>
<date><![CDATA[23/6/2009 06:38:29]]></date>
<description><![CDATA[<p><img height="198" width="280" align="left" src="/download/image/sai%20gilmar%202.JPG" alt="" />O <a href="http://saiagilmar.blogspot.com/" target="_blank">Movimento Saia &agrave;s Ruas</a> promove amanh&atilde;, quarta-feira, 24 de junho, a partir das 18h, manifesta&ccedil;&atilde;o nacional pela sa&iacute;da de Gilmar Mendes do STF. <br />
<br />
O citado movimento &eacute; uma mobiliza&ccedil;&atilde;o que re&uacute;ne cidad&atilde;os e cidad&atilde;s de todas as classes sociais, religi&otilde;es e idades, &ldquo;todos unidos por um pa&iacute;s mais justo&rdquo;.<br />
<br />
Existem manifesta&ccedil;&otilde;es previstas para Bras&iacute;lia, Belo Horizonte e S&atilde;o Paulo.<br />
<br />
Em Bras&iacute;lia, os manifestantes se concentrar&atilde;o na Pra&ccedil;a dos Tr&ecirc;s Poderes, em frente ao Supremo Tribunal Federal.<br />
<br />
Em BH,&nbsp; a concentra&ccedil;&atilde;o ser&aacute; na Rua Goi&aacute;s, 226, Centro e em S&atilde;o Paulo, na Avenida Paulista, 1842 em frente ao pr&eacute;dio do Tribunal Regional Federal da 3&ordf; Regi&atilde;o. Nas tr&ecirc;s capitais, o encontro se dar&aacute; apartir das 18 horas.<img height="569" width="403" src="/download/image/sai%20gilmar.jpg" alt="" /></p>]]></description>
<link>http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/principal.asp?cod=87#ponto1</link>
</item>
<item>
<title><![CDATA[OFICINAS DE COMBATE A CARTÉIS EM LICITAÇÕES]]></title>
<date><![CDATA[22/6/2009 15:40:07]]></date>
<description><![CDATA[<p><img height="126" width="90" align="left" src="/download/image/cartel%20licitacao(3)(1).jpg" alt="" />A Secretaria de Direito Econ&ocirc;mico (SDE) do Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a em conjunto com a Organiza&ccedil;&atilde;o para Coopera&ccedil;&atilde;o e Desenvolvimento Econ&ocirc;mico (OCDE) iniciaram hoje as Oficinas de Combate a Cart&eacute;is em Licita&ccedil;&otilde;es, que ser&atilde;o realizadas em cinco capitais.<br />
A primeira oficina teve realiza-se hoje em Recife. As pr&oacute;ximas ser&atilde;o em Bras&iacute;lia (24 de junho), Bel&eacute;m (26 de junho), S&atilde;o Paulo (29 de junho), terminando em Curitiba, no dia 30 de junho.<br />
Em cada uma das oficinas ser&atilde;o disponibilizadas 200 vagas, a serem preenchidas por ordem de inscri&ccedil;&atilde;o (inclusive por membros do Minist&eacute;rio P&uacute;blico de todo o pa&iacute;s).</p>]]></description>
<link>http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/principal.asp?cod=86#ponto1</link>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Ex-prefeito de Jesuítas é condenado por reajustar o próprio salário de forma irregular]]></title>
<date><![CDATA[22/6/2009 11:05:52]]></date>
<description><![CDATA[<p>O ex-prefeito de Jesu&iacute;tas (regi&atilde;o de Cascavel), Aparecido Jos&eacute; Weiller, foi condenado &agrave; perda da fun&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica, suspens&atilde;o dos direitos pol&iacute;ticos, presta&ccedil;&atilde;o de dois anos e meio de servi&ccedil;os comunit&aacute;rios e multa de 10 sal&aacute;rios m&iacute;nimos por apropria&ccedil;&atilde;o indevida de recursos p&uacute;blicos durante a &eacute;poca em que esteve &agrave; frente da administra&ccedil;&atilde;o da cidade, entre 1989 e 1992. A decis&atilde;o j&aacute; transitou em julgado, ou seja, n&atilde;o h&aacute; mais possibilidade de recurso. Nesta semana (16) foi realizada audi&ecirc;ncia admonit&oacute;ria na Comarca de Formosa do Oeste para que Weiller fosse noticiado oficialmente da senten&ccedil;a. Na ocasi&atilde;o, foi acordado que, em vez de servi&ccedil;os comunit&aacute;rios, ele pagar&aacute; um total de 107 sal&aacute;rios m&iacute;nimos, que ser&atilde;o depositados em um Fundo Municipal de Combate &agrave; Corrup&ccedil;&atilde;o, que ser&aacute; devidamente institu&iacute;do, e para fomentar a&ccedil;&otilde;es de cidadania e fiscaliza&ccedil;&atilde;o. A decis&atilde;o &eacute; resultado de den&uacute;ncia criminal proposta em 1998 pela Promotoria de Justi&ccedil;a de Formosa do Oeste, do Minist&eacute;rio P&uacute;blico do Paran&aacute;. <br />
<br />
De acordo com a den&uacute;ncia proposta pelo MP-PR, Weiller seria respons&aacute;vel por um sistema de reajuste salarial totalmente ilegal, que beneficiava diretamente a ele e ao ent&atilde;o vice-prefeito, Munekiro Fujiki ? que foi absolvido no processo, pois testemunhas teriam declarado que o vice n&atilde;o tinha influ&ecirc;ncia efetiva na administra&ccedil;&atilde;o municipal. No Ju&iacute;zo de Primeiro Grau, a condena&ccedil;&atilde;o do ex-prefeito havia sido negada, mas o Minist&eacute;rio P&uacute;blico ingressou com recurso perante o Tribunal de Justi&ccedil;a do Paran&aacute;, que ent&atilde;o deferiu o pedido. <br />
<br />
Conforme trecho do ac&oacute;rd&atilde;o do TJ-PR, que determinou a pena ao ex-prefeito (n&ordm; 361383-2): ?A culpabilidade foi grave, uma vez que o acusado burlou lei municipal, em favor pr&oacute;prio e de terceiro, apropriando-se, indevidamente, de dinheiro do Munic&iacute;pio, que deveria ter sido utilizado em prol da coletividade; o apenado n&atilde;o possui antecedentes e sua personalidade e conduta social n&atilde;o militam em seu desfavor, bem assim, o motivo, normal ao tipo, qual seja, a percep&ccedil;&atilde;o de lucro f&aacute;cil; as circunst&acirc;ncias e conseq&uuml;&ecirc;ncias do crime, n&atilde;o o favorecem, porque se aproveitou do cargo que ocupava para burlar a lei, em proveito pr&oacute;prio e em detrimento da coletividade, pela qual deveria zelar, acarretando preju&iacute;zo aos cofres p&uacute;blicos e aos interesses municipais.? O relator foi o Desembargador Jo&atilde;o Kopytowski. <br />
<br />
Fonte: Assessoria de Imprensa do MP Paran&aacute;.</p>]]></description>
<link>http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/principal.asp?cod=85#ponto1</link>
</item>
<item>
<title><![CDATA[ANP FLAGRA REVENDAS CLANDESTINAS DE GÁS EM NATAL]]></title>
<date><![CDATA[22/6/2009 10:23:05]]></date>
<description><![CDATA[<p>
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<title></title>
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</p>
<p style="background: rgb(255, 255, 255) none repeat scroll 0% 0%; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial; text-align: left;" class="western"><font color="#444444"><font face="Segoe UI, sans-serif"><font size="2"><img height="130" width="173" align="right" src="/download/image/botijao-gas.JPG" alt="" />Treze, dos 25 pontos de revenda de combust&iacute;veis fiscalizados pela Ag&ecirc;ncia Nacional do Petr&oacute;leo, ANP, em Natal, foram autuados por venda irregular de g&aacute;s de cozinha.</font></font></font><br />
<font color="#444444"><font face="Segoe UI, sans-serif"><font size="2">A fiscaliza&ccedil;&atilde;o foi feita no per&iacute;odo de 16 a 19 de junho, a pedido do Minist&eacute;rio P&uacute;blico. &nbsp;Onze estabelecimentos n&atilde;o tinham autoriza&ccedil;&atilde;o para revenda e n&atilde;o cumpriam as normas de seguran&ccedil;a exigidas pela ANP. As outras duas autua&ccedil;&otilde;es foram porque as empresas estavam fazendo o transbordo, que &eacute; a transfer&ecirc;ncia de botij&otilde;es de um caminh&atilde;o para outro, sem obedecer &agrave;s normas de seguran&ccedil;a, inclusive fazendo o trabalho em via p&uacute;blica, o que &eacute; proibido.</font></font></font><br />
<font color="#444444"><font face="Segoe UI, sans-serif"><font size="2">Foram apreendidos 175 botij&otilde;es de g&aacute;s durante a opera&ccedil;&atilde;o, que contou com o apoio da Pol&iacute;cia Militar.</font></font></font><br />
<font color="#444444">&ldquo;</font><font color="#444444"><font face="Segoe UI, sans-serif"><font size="2">Como em tese, a venda ilegal de combust&iacute;veis constitui crime, c&oacute;pias dos autos de infra&ccedil;&atilde;o ser&atilde;o encaminhadas, pela Promotoria de Defesa do Consumidor, para que a Delegacia de Defesa do Consumidor instaure procedimentos para apurar eventuais responsabilidades criminais&rdquo;, explica o promotor de defesa do consumidor, Jos&eacute; Augusto Peres Filho.</font></font></font></p>
<p style="background: rgb(255, 255, 255) none repeat scroll 0% 0%; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;" class="western"><font color="#444444"><font face="Segoe UI, sans-serif"><font size="2">Fonte: Assessoria de Comunica&ccedil;&atilde;o do Minist&eacute;rio P&uacute;blico-RN</font></font></font></p>
<p style="background: rgb(255, 255, 255) none repeat scroll 0% 0%; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;" class="western"><font color="#444444"><font face="Segoe UI, sans-serif"><font size="2">(Imagem: http://www.tudolink.com/wp-content/uploads/2009/02/botijao-gas.JPG)</font></font></font></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;" class="western">&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>]]></description>
<link>http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/principal.asp?cod=84#ponto1</link>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Aproximou-se de mim um homem sábio - DISCURSO DE DESPEDIDA DA PROCURADORIA GERAL DE JUSTIÇA]]></title>
<date><![CDATA[20/6/2009 08:52:01]]></date>
<description><![CDATA[<p><span style="font-size: medium;"><span style="font-family: Verdana;"><strong>Digo-lhes que nestes dois anos, constru&iacute;, junto com a maior colaboradora que eu poderia ter ou querer, uma grande amizade. N&atilde;o a amizade de beijinhos, chazinhos, conversinhas na varanda da casa um do outro. N&atilde;o. Amizade do peito e do cora&ccedil;&atilde;o.</strong></span></span></p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; DISCURSO DE DESPEDIDA DA PROCURADORIA GERAL DE JUSTI&Ccedil;A <br />
<br />
&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Teatro Alberto Maranh&atilde;o, Natal/RN, 18 de junho de 2009<br />
<br />
Encerra-se mais um ciclo. Na minha vida pessoal e na do Minist&eacute;rio P&uacute;blico do Rio Grande do Norte.<br />
<br />
Com a mesma alegria que cheguei a este cargo, eu o deixo. N&atilde;o saio a mesma pessoa que entrei, mas disso falarei ao final.<br />
<br />
Tampouco fica, em algumas coisas, o mesmo Minist&eacute;rio P&uacute;blico, igual ao que era, dois anos atr&aacute;s.<br />
<br />
Certa vez, Ghandi (de quem ainda ouviremos falar esta noite), disse: &ldquo;&Eacute; melhor que fale por n&oacute;s a nossa vida, que as nossas palavras&rdquo;. Mas eu gostaria de deixar registradas algumas palavras, sobre algumas coisas que fizemos nos dois &uacute;ltimos anos.<br />
<br />
<span style="font-size: medium;"><span style="font-family: Verdana;"><strong>Ades&atilde;o ao Programa Nacional de Gest&atilde;o P&uacute;blica e Desburocratiza&ccedil;&atilde;o</strong></span></span><br />
<br />
A gest&atilde;o que iniciamos em 2007, preocupou-se com a moderniza&ccedil;&atilde;o da Institui&ccedil;&atilde;o. Prova disso foi a ades&atilde;o ao Programa Nacional de Gest&atilde;o P&uacute;blica e Desburocratiza&ccedil;&atilde;o, o Gesp&uacute;blica. N&atilde;o sobrevive mais, com efici&ecirc;ncia, um Minist&eacute;rio P&uacute;blico afastado de uma gest&atilde;o moderna, fundamentada em processos c&eacute;leres e eficazes.<br />
<br />
Por isso, tratamos de capacitar servidores, que se encarregaram de, em diversos congressos, estaduais, nacionais e internacionais, apresentar trabalhos sobre a nossa experi&ecirc;ncia de gest&atilde;o.<br />
<br />
E vir&atilde;o mais, certamente, porque tais trabalhos, mesmo tendo cunho cient&iacute;fico, tratam do dia-a-dia do Minist&eacute;rio P&uacute;blico, t&ecirc;m aplica&ccedil;&atilde;o pr&aacute;tica na busca por melhorias nos servi&ccedil;os internos e naqueles que devemos prestar &agrave; sociedade.<br />
<br />
Conseguimos inaugurar mais 12 sedes pr&oacute;prias. Temos ainda 7 Promotorias em Comarcas do interior do estado, que precisam ser retiradas dos F&oacute;runs, para que nesses locais o Minist&eacute;rio P&uacute;blico conquiste de maneira inequ&iacute;voca para o cidad&atilde;o leigo, sua pr&oacute;pria identidade.<br />
<br />
Para avan&ccedil;armos na atua&ccedil;&atilde;o final&iacute;stica do Minist&eacute;rio P&uacute;blico, precis&aacute;vamos constantemente de per&iacute;cias t&eacute;cnicas, que &agrave;s vezes demoravam anos para serem realizadas, atrasando de modo inaceit&aacute;vel o andamento das investiga&ccedil;&otilde;es. Com a implanta&ccedil;&atilde;o da Central de Per&iacute;cias, essa realidade vem mudando. A parceria com universidades de Natal e Mossor&oacute; permite que os professores ligados a essas institui&ccedil;&otilde;es realizem as atividades periciais para o Minist&eacute;rio P&uacute;blico, com rapidez e qualidade. Foram realizadas em pouco mais de um ano, 103 per&iacute;cias, havendo v&aacute;rias outras em andamento.<br />
<br />
<span style="font-size: medium;"><span style="font-family: Verdana;"><strong>Plano de Desenvolvimento de Tecnologia de Informa&ccedil;&atilde;o e Comunica&ccedil;&atilde;o (PDTIC)</strong></span></span><br />
<br />
Uma das nossas maiores vulnerabilidades est&aacute; na &aacute;rea de inform&aacute;tica, ainda. Foi elaborado o Plano de Desenvolvimento de Tecnologia de Informa&ccedil;&atilde;o e Comunica&ccedil;&atilde;o (PDTIC), do qual resultaram 23 projetos, dos quais aproximadamente seis j&aacute; foram conclu&iacute;dos e os outros est&atilde;o em andamento.<br />
<br />
Foram criadas mais 54 vagas para servidores concursados, o que veio diminuir um pouco a sobrecarga administrativa do Minist&eacute;rio P&uacute;blico com a falta de pessoal. Foi aprovada a cria&ccedil;&atilde;o de outros 112 cargos que, se tudo correr bem, poder&atilde;o ser contratados ao longo da gest&atilde;o que ora se inicia. N&atilde;o podemos esquecer dos aumentos e reajustes concedidos ao cargos efetivos e comissionados.<br />
<br />
Na &aacute;rea administrativa, no entanto, a maior mudan&ccedil;a j&aacute; est&aacute; em curso. Encerramos a segunda fase do nosso Planejamento Estrat&eacute;gico, ao final do qual, teremos as diretrizes a serem seguidas para que alcancemos padr&otilde;es de excel&ecirc;ncia no nosso trabalho. Trata-se de uma atividade complexa, realizada com o apoio de uma equipe de profissionais da FUNPEC e da UFRN e que n&atilde;o ser&aacute; imposto, ao contr&aacute;rio, que est&aacute; sendo constru&iacute;do de maneira democr&aacute;tica, com a participa&ccedil;&atilde;o de todos que desejarem, para que possa refletir n&atilde;o a vontade de um ou de outro Procurador Geral, mas de toda a Institui&ccedil;&atilde;o e da sociedade.<br />
<br />
Hoje temos 61 cargos vagos de Promotor de Justi&ccedil;a no nosso Minist&eacute;rio P&uacute;blico, o que representa mais de 25% dos cargos existentes. Isso em termos percentuais pode ser apresentado, mas n&atilde;o temos como mensurar as perdas para a sociedade que isso acarreta.<br />
<br />
<span style="font-size: medium;"><span style="font-family: Verdana;"><strong>Concurso para Promotor de Justi&ccedil;a</strong></span></span><br />
<br />
O concurso para Promotor de Justi&ccedil;a substituto est&aacute; em andamento, com a segunda prova marcada para o final deste m&ecirc;s. Quando terminar, dever&aacute; trazer &agrave; nossa frente de luta, mais combatentes.<br />
<br />
Para aliviar, ou de certa forma, compensar o enorme esfor&ccedil;o que os membros do Minist&eacute;rio P&uacute;blico do Rio Grande do Norte t&ecirc;m feito para suprir essas lacunas, conseguimos viabilizar o pagamento da diferen&ccedil;a de entr&acirc;ncia, bem como o retorno da remunera&ccedil;&atilde;o pela substitui&ccedil;&atilde;o e da compensa&ccedil;&atilde;o dos plant&otilde;es. Neste ponto, gostaria de fazer uma observa&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
As compensa&ccedil;&otilde;es por plant&atilde;o, em todos os Minist&eacute;rios P&uacute;blicos que as possuem, foram questionadas pelo Conselho Nacional do Minist&eacute;rio P&uacute;blico. Onde n&atilde;o foram institu&iacute;das por lei, o CNMP revogou os atos. Recentemente, foi concedida uma liminar pelo STF, no Mandado de Seguran&ccedil;a impetrado pelo PGJ de SP, Dr. Fernando Grella, mantendo-se as compensa&ccedil;&otilde;es naquele estado.<br />
<br />
No nosso caso, ser&aacute; preciso uma A&ccedil;&atilde;o Direta de Inconstitucionalidade contra a lei que instituiu as compensa&ccedil;&otilde;es nos moldes atuais. Temos, por&eacute;m, a tranquilidade de que a mat&eacute;ria, se chegar a ser proposta a A&ccedil;&atilde;o, pelo Procurador Geral da Rep&uacute;blica, ser&aacute; decidida a favor da nossa lei, que nada mas faz do que justi&ccedil;a para aquelas mulheres e homens que trabalham nos plant&otilde;es ministeriais, alguns, dependendo da regi&atilde;o, chegando a trabalhar no mesmo m&ecirc;s em 4 ou 5 dias nos quais teriam direito de estar em casa, com suas fam&iacute;lias.<br />
<br />
E por ter-se realizado tudo isso (e muito mais que deixo de elencar para n&atilde;o cans&aacute;-los), eu n&atilde;o posso fugir dos agradecimentos.<br />
<br />
<span style="font-size: medium;"><span style="font-family: Verdana;"><strong>A Dama de Ferro do Minist&eacute;rio P&uacute;blico</strong></span></span><br />
<br />
&ldquo;N&atilde;o &eacute; amigo aquele que alardeia a amizade: &eacute; traficante; a amizade sente-se, n&atilde;o se diz&rdquo;. <br />
<br />
Pedindo permiss&atilde;o a Machado de Assis para atuar como &ldquo;traficante&rdquo;, digo-lhes que nestes dois anos, constru&iacute;, junto com a maior colaboradora que eu poderia ter ou querer, uma grande amizade. N&atilde;o a amizade de beijinhos, chazinhos, conversinhas na varanda da casa um do outro. N&atilde;o. Amizade do peito e do cora&ccedil;&atilde;o. Daquelas em que, nos momentos em que estamos juntos, podemos pensar em voz alta, revelar nossas ang&uacute;stias e confessar nossos medos. Amizade que permite ao outro apontar o que um est&aacute; fazendo de errado, sem ter medo de contra-ataque ou revide. Amizade que faz e recebe cr&iacute;ticas sabendo que elas s&atilde;o feitas para que possamos melhorar, sempre. Mas, sobretudo, foi constru&iacute;da uma amizade com base no apoio, no suporte, na divis&atilde;o de tarefas, no compartilhar do fardo e das conquistas tamb&eacute;m.<br />
<br />
Neste ponto, eu n&atilde;o precisaria mais dizer o seu nome Dod&ocirc;ra, pois todos j&aacute; sabem de quem estou falando.<br />
<br />
Voc&ecirc; foi a Dama de Ferro do Minist&eacute;rio P&uacute;blico nestes dois anos. Forte, como s&oacute; uma vi&uacute;va que criou sozinha, e muito bem, os quatro filhos pode ser. Corajosa para fazer valer, inclusive perante mim, o que entendia ser o melhor caminho para nossa Institui&ccedil;&atilde;o, ainda que n&atilde;o fosse o caminho mais f&aacute;cil ou o que agradasse ao maior n&uacute;mero de pessoas.<br />
<br />
De poucas coisas sentirei saudades, mas como me far&aacute; falta ver voc&ecirc; entrar na minha sala e, com toda a delicadeza que Deus lhe deu, gritar: &ldquo;Seu safado! Por que isto&nbsp; ainda n&atilde;o foi feito?&rdquo;<br />
<br />
Saudades terei de ver voc&ecirc; chegar e com languidez nesses seus olhos azuis, como diz M&aacute;rio Quintana &ndash; &ldquo;azul-inoc&ecirc;ncia&rdquo;, parecendo &ldquo;que o c&eacute;u &eacute; que estava olhando por detr&aacute;s deles para a gente&rdquo;, e abanando um papel qualquer nas m&atilde;os, papel do qual at&eacute; ent&atilde;o eu n&atilde;o tinha not&iacute;cia alguma, dizer: &ldquo;Nojento, resolva logo isso que &eacute; pra cambada poder trabalhar&rdquo;.<br />
<br />
Minha querida amiga Auxiliadora, sem voc&ecirc;, sem o seu apoio, sem a sua coragem, sem o seu incentivo, nossos avan&ccedil;os seriam p&iacute;fios. Gra&ccedil;as a voc&ecirc;, pudemos manter no rumo esta nau ministerial, com menos de um quarto dos seus tripulantes.<br />
<br />
<span style="font-size: medium;"><span style="font-family: Verdana;"><strong>Uma gest&atilde;o n&atilde;o &eacute; feita s&oacute; do PGJ e da PGJ Adjunta</strong></span></span><br />
<br />
Mas uma gest&atilde;o n&atilde;o &eacute; feita s&oacute; do PGJ e da PGJ Adjunta. Precisamos de muitos mais. Agrade&ccedil;o a todos os da assessoria da Procuradoria Geral, &agrave; Coordenadora Mildred Lucena, que ocupar&aacute; o cargo que pertenceu a Auxiliadora, aos promotores assessores, R&oacute;ger, Marcus Aur&eacute;lio e Adriana, aos demais assessores e servidores, por termos conseguido lidar com centenas de processos administrativos e judiciais, e por termos avan&ccedil;ado muito, no combate aos crimes praticados por Prefeitos.<br />
<br />
Foram oferecidas 117 den&uacute;ncias ao longo destes dois anos, pelo Gabinete do PGJ, um aumento de quase 400 por cento, se comparados com n&uacute;meros com as 30 den&uacute;ncias dos 4 anos anteriores ao in&iacute;cio da gest&atilde;o. N&atilde;o por excesso de zelo ou preciosismo, j&aacute; que muitas den&uacute;ncias j&aacute; foram recebidas pelo Tribunal de Justi&ccedil;a e outras pendem de aprecia&ccedil;&atilde;o. Mas porque optamos por dar aten&ccedil;&atilde;o especial ao combate &agrave; corrup&ccedil;&atilde;o e, sobretudo, pudemos contar com o aux&iacute;lio do Col&eacute;gio de Procuradores de Justi&ccedil;a, que assumiu a delega&ccedil;&atilde;o de uma s&eacute;rie de processos judiciais que seriam do Gabinete do Procurador Geral. Sem esse desprendimento de Vossas Excel&ecirc;ncias, senhoras e senhores Procuradores, n&atilde;o ter&iacute;amos alcan&ccedil;ado esse avan&ccedil;o marcante. Embora, &eacute; preciso reconhecer: existe ainda uma grande demanda reprimida nessa quest&atilde;o, mas sei que continuaremos a avan&ccedil;ar.<br />
<br />
Agrade&ccedil;o ainda a todos os ocupantes de cargos chave na administra&ccedil;&atilde;o. A Daniella, minha chefe de Gabinete, a J&uacute;lio C&eacute;sar, secret&aacute;rio geral, a Concei&ccedil;&atilde;o, minha oficial de gabinete, Maryland e Janete, fieis escudeiras na antesala do meu gabinete. A seu Kerginaldo que me transportou por todo este Rio Grande do Norte, nas visitas &agrave;s promotorias.<br />
<br />
Nas pessoas destes cinco servidores, agrade&ccedil;o a todos os demais, que com seu suor, sua dedica&ccedil;&atilde;o, sua aten&ccedil;&atilde;o e seriedade, s&atilde;o motivo de orgulho para o nosso Minist&eacute;rio P&uacute;blico e para mim em particular.<br />
<br />
Obrigado, Dr. Luiz Lopes, Corregedor-Geral do Minist&eacute;rio P&uacute;blico, pelo apoio demonstrado, desde o in&iacute;cio de sua gest&atilde;o, que embora iniciada h&aacute; pouco tempo, sabemos que ser&aacute; prof&iacute;cua. Aproveito para agradecer mais uma vez a colabora&ccedil;&atilde;o da Corregedora-Geral que h&aacute; pouco deixou o cargo, Dra. Franciny Caldas, conv&iacute;vio com quem tornaram-se mais simples e eficazes algumas decis&otilde;es.<br />
<br />
<span style="font-size: medium;"><span style="font-family: Verdana;"><strong>Col&eacute;gio de Procuradores de Justi&ccedil;a</strong></span></span><br />
<br />
Tenho que agradecer, mais uma vez, ao Col&eacute;gio de Procuradores de Justi&ccedil;a, por sempre ter acolhido as propostas feitas pela Procuradoria Geral, n&atilde;o sem antes analis&aacute;-las com seriedade, apontar eventuais inconsist&ecirc;ncias, indicar melhorias. Nosso Minist&eacute;rio P&uacute;blico precisa dar mais valor &agrave; segunda inst&acirc;ncia que possui. Podemos, eventualmente, discordar de algum ponto de vista, podemos n&atilde;o concordar com certa posi&ccedil;&atilde;o processual, mas n&atilde;o podemos, jamais, desvalorizar ou permitir que desvalorizem o trabalho de nossos Procuradores. Se j&aacute; os respeitava muito ao assumir este cargo, podem ter certeza Vossas Excel&ecirc;ncias, que os respeito e valorizo ainda mais.<br />
<br />
Falando em valor, preciso agradecer o valioso trabalho do Conselho Superior do Minist&eacute;rio P&uacute;blico, na composi&ccedil;&atilde;o anterior e na atual: Dra. Auxiliadora, Dra. Mildred, Dra. Branca, Dra. S&ocirc;nia, Dra. V&acirc;nia, Dra. Valdira e Dra. Lourdes. Deixaram praticamente zeradas as remo&ccedil;&otilde;es e promo&ccedil;&otilde;es na nossa institui&ccedil;&atilde;o, fazendo justi&ccedil;a aos nossos colegas que ansiavam por ver finalizarem seus tempos de substitutos ou que precisavam avan&ccedil;ar na carreira. Muito obrigado, tamb&eacute;m, por aceitarem adotar o novo sistema de julgamento dos pedidos de arquivamento, o que nos proporcionou uma agilidade talvez cinco vezes superior &agrave; que nos dava o sistema antigo.<br />
<br />
Obrigado meus caros Rinaldo Reis e Josenilson Rocha, Presidentes da Associa&ccedil;&atilde;o dos Membros e dos Servidores do Minist&eacute;rio P&uacute;blico, respectivamente, pela seriedade com que sempre levaram os pleitos das categorias que representam, pela tenacidade que tiveram ao defender seus pontos de vista. Digo-lhes que, se mais n&atilde;o os atendi, foi porque mais n&atilde;o pude e, em momento algum, isto posso assegurar a todos os presentes, voc&ecirc;s faltaram com a confian&ccedil;a que os membros de suas categorias lhes depositaram.<br />
<br />
<span style="font-size: medium;"><span style="font-family: Verdana;"><strong>E os meus colegas Promotoras e Promotores de Justi&ccedil;a?<br />
Para voc&ecirc;s tenho grandes agradecimentos,<br />
primeiro por terem-me confiado a miss&atilde;o,<br />
segundo por terem ajudado a que ela chegasse a bom termo.<br />
</strong></span></span><br />
E os meus colegas Promotoras e Promotores de Justi&ccedil;a? Para voc&ecirc;s tenho grandes agradecimentos, primeiro por terem-me confiado a miss&atilde;o, segundo por terem ajudado a que ela chegasse a bom termo. Os problemas que muitos passam pelo excesso de atribui&ccedil;&otilde;es, pelo ac&uacute;mulo de promotorias, chega a ser insano algumas vezes e s&oacute; a dedica&ccedil;&atilde;o e o desprendimento de voc&ecirc;s. Voc&ecirc;s entendem que ser membro do Minist&eacute;rio P&uacute;blico, muito mais do que ocupar um cargo de agente pol&iacute;tico, &eacute; ser agente de melhorias para o nosso povo. E s&oacute; isso pode fazer com que nosso trabalho tenha &ecirc;xito e seja reconhecido por toda a sociedade. Agrade&ccedil;o enormemente aos Coordenadores dos Centros de Apoio, do Centro de Aperfei&ccedil;oamento Funcional e do Grupo de Combate ao Crime Organizado: Siqueira, Sacha, Patr&iacute;cia, Mariana Barbalho, Melissa, Juliana, Michelle e Edevaldo. Muito obrigado, mesmo.<br />
<br />
No Minist&eacute;rio P&uacute;blico, o trabalho de um eleva o trabalho dos demais, assim como a eventual falha de algum, pode macular, ainda que momentaneamente, todo o corpo. Minist&eacute;rio P&uacute;blico &eacute; conjunto e &eacute; unidade. Obrigado por contribu&iacute;rem, colegas Promotores de Justi&ccedil;a, para mantermos o prest&iacute;gio e a credibilidade que a nossa institui&ccedil;&atilde;o vem construindo ao longo dos anos.<br />
<br />
O Minist&eacute;rio P&uacute;blico &eacute; uno e indivis&iacute;vel. Mas n&atilde;o &eacute; isolado. Para nosso funcionamento pleno, dependemos de muitas outras pessoas e institui&ccedil;&otilde;es. A estes, agrade&ccedil;o imensamente.<br />
<br />
&Agrave; Governadora Wilma de Faria pela aten&ccedil;&atilde;o que nos dispensou e por ter, mais uma vez, prestigiado a vontade majorit&aacute;ria dos membros do Minist&eacute;rio P&uacute;blico, indicando o mais votado na lista para ocupar o cargo de PGJ, o Dr. Manoel Onofre. E ao seu secretariado, Governadora, que sempre buscou atender com presteza os nossos pleitos.<br />
<br />
Ao Presidente da Assembl&eacute;ia Legislativa, Deputado Robinson Faria,&nbsp; pelo prest&iacute;gio que assegurou &agrave; nossa institui&ccedil;&atilde;o na Casa que comanda. Pela tramita&ccedil;&atilde;o c&eacute;lere que viabilizou para os projetos de lei de iniciativa do Minist&eacute;rio P&uacute;blico. Aos demais deputados estaduais devo agradecer ainda, por terem acorrido sem falta, para atender aos chamados da Presid&ecirc;ncia quando se tratava de buscar solu&ccedil;&otilde;es para os problemas enfrentados pela nossa Institui&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
Ao Presidente do Tribunal de Justi&ccedil;a, Desembargador Rafael Godeiro e aos demais Desembargadores, pela conviv&ecirc;ncia harm&ocirc;nica, respeitosa e pelo apoio em diversas ocasi&otilde;es ao longo destes dois anos.<br />
<br />
Ao Tribunal de Contas, por sua Presidente, Conselheira Ad&eacute;lia Arruda Sales e aos demais Conselheiros, pela parceria no combate &agrave; improbidade administrativa que tantos males causa ao nosso Estado.<br />
<br />
Aos colegas do Minist&eacute;rio P&uacute;blico Especial junto ao TCE, do Minist&eacute;rio P&uacute;blico do Trabalho, do Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal, aos Procuradores Gerais que comp&otilde;em o CNPG, inclusive ao seu Presidente, Dr. Leonardo Bandarra, PGJ do MPDFT, aos colegas do Grupo Nacional de Combate &agrave;s Organiza&ccedil;&otilde;es Criminosas Promotor de Justi&ccedil;a Francisco Jos&eacute; Lins do R&ecirc;go Santos, que tenho a honra de presidir.<br />
<br />
&Agrave; Prefeita Micarla de Souza e aos seus secret&aacute;rios, que chegados h&aacute; pouco tempo, t&ecirc;m demonstrado, em sua maioria, boa vontade na busca por solu&ccedil;&otilde;es para os problemas da cidade, com ou sem o aux&iacute;lio do Minist&eacute;rio P&uacute;blico.<br />
<br />
Fa&ccedil;o um agradecimento especial ao Secret&aacute;rio de Seguran&ccedil;a P&uacute;blica e Defesa Social, Dr. Agripino Neto, ao Comandante Geral da Pol&iacute;cia Militar, Coronel Marcondes Pinheiro, ao Superintendente da Pol&iacute;cia Rodovi&aacute;ria Federal, Inspetor Lindemberg;&nbsp; ao Superintendente da ABIN no RN, Dr. Reinaldo Coelho de Sena e ao Superintendente da Pol&iacute;cia Federal, Dr. H&eacute;lio Santana, que muito fizeram para que pud&eacute;ssemos avan&ccedil;ar em quest&otilde;es delicadas e complicadas surgidas ao longo destes anos.<br />
<br />
<span style="font-size: medium;"><span style="font-family: Verdana;"><strong>Minha fam&iacute;lia</strong></span></span><br />
<br />
E o que dizer de minha fam&iacute;lia? Suporte incans&aacute;vel, para o meu cansa&ccedil;o. Motivo de orgulho e de for&ccedil;a. Raz&atilde;o de sentimento de culpa, pelas minhas aus&ecirc;ncias. <strong>Priscilla, meu presente e meu futuro</strong>, que h&aacute; quase um ano me ap&oacute;ia e me suporta. Meus pais <strong>Maria e Jos&eacute; Augusto</strong>, a fonte de tudo. Meus irm&atilde;os <strong>Ana Berenice, Maria Rita, Manuel</strong>, meus filhos <strong>Rodrigo, Camila Maria, Mariana, Amanda</strong>, agora <strong>B&aacute;rbara</strong>, que sendo de Priscilla &eacute; t&atilde;o minha quanto os demais. Minha querida nora <strong>Aninha</strong>. Saibam que a exist&ecirc;ncia de voc&ecirc;s me d&aacute; a for&ccedil;a e a coragem para levar adiante o meu labor como companheiro, filho, irm&atilde;o, pai e sogro; como promotor de justi&ccedil;a, como cidad&atilde;o e como ser humano.<br />
<br />
Aos meus demais parentes, aos meus amigos de dentro e de fora do MP, muito obrigado pela for&ccedil;a, pelo apoio e, simplesmente, por estarem sempre perto (f&iacute;sica ou virtualmente), o que &eacute; para mim, de valor inestim&aacute;vel.<br />
<br />
<span style="font-size: medium;"><span style="font-family: Verdana;"><strong>Agrade&ccedil;o-lhe Senhor</strong></span></span><br />
<br />
E claro, agrade&ccedil;o a Deus por ter colocado a todos voc&ecirc;s, com proximidade maior ou menor, em minha vida, no meu caminho. Por ter permitido que eu vivenciasse estes dois anos de aprendizado, de sofrimentos e de conquistas. Agrade&ccedil;o-lhe Senhor.<br />
<br />
Foram dias de muito trabalho, de alguns sucessos, de algumas frustra&ccedil;&otilde;es. Dias em que estive cercado por amigos e colaboradores. Dias, noites e madrugadas da mais completa solid&atilde;o. Momentos de buscar sa&iacute;das para complexos dilemas.<br />
<br />
Muitos dos que procuram o PGJ trazem solu&ccedil;&otilde;es, mas a maior parte delas, atende apenas aos interesses de algu&eacute;m ou de uma parcela pequena da institui&ccedil;&atilde;o ou da sociedade. O que complica administrar uma institui&ccedil;&atilde;o como a nossa, meu amigo Onofre, &eacute; justamente a busca DA SOLU&Ccedil;&Atilde;O. Daquela que resolve um problema, sem gerar outros mais. Algumas dessas solu&ccedil;&otilde;es, n&oacute;s encontramos e conseguimos implementar. Outras encontramos, mas n&atilde;o houve tempo para coloc&aacute;-las em pr&aacute;tica. Ser&atilde;o em breve realidade, estou certo. E para aquelas &agrave;s quais n&atilde;o encontramos solu&ccedil;&otilde;es e por isso n&atilde;o as implementamos, elegemos o Dr. Manoel Onofre.<br />
<br />
<span style="font-size: medium;"><span style="font-family: Verdana;"><strong>Aproximou-se de mim um homem s&aacute;bio</strong></span></span><br />
<br />
H&aacute; quase dois meses, &agrave;s v&eacute;speras do 1&ordm; de maio, celebramos com o Minist&eacute;rio P&uacute;blico do Trabalho, atrav&eacute;s da Chefe da Procuradoria Regional no RN, Dra. Ileana Mousinho, um conv&ecirc;nio para otimizarmos o combate &agrave; explora&ccedil;&atilde;o do trabalho infanto-juvenil (um dos quinze celebrados ao longo dos dois &uacute;ltimos anos, com as mais diversas institui&ccedil;&otilde;es).<br />
<br />
Ao final da solenidade de assinatura, aproximou-se de mim um homem s&aacute;bio, a quem muito admiro, o Dr. Xisto Thiago (t&atilde;o s&aacute;bio que enquanto eu, aos 42 anos, estou &agrave; beira do 4&ordm; casamento, ele foi casar j&aacute; beirando os 40, e com uma pessoa maravilhosa, que vem a ser a pr&oacute;pria Ileana). Pois bem, Xisto aproximou-se, deu-me um abra&ccedil;o e me disse:<br />
<br />
- Voc&ecirc; sabe que, por diversas circunst&acirc;ncias, estive &agrave; frente do Minist&eacute;rio P&uacute;blico do Trabalho da 21&ordf; Regi&atilde;o por seis anos. Por isso, queria lhe falar duas coisas:<br />
<br />
Primeiro: n&atilde;o espere gratid&atilde;o de ningu&eacute;m, porque para muitos, tudo o que voc&ecirc; fez, n&atilde;o ser&aacute; nada, porque a eles s&oacute; importa o que voc&ecirc; deixou de fazer.<br />
Segundo: seja para o novo PGJ, o Promotor de Justi&ccedil;a que voc&ecirc; gostaria que todos os demais tivessem sido, durante a sua gest&atilde;o.<br />
<br />
Obrigado Xisto.<br />
<br />
&Eacute; preciso ser muito tolo, para n&atilde;o seguir, ou tentar seguir pelo menos, t&atilde;o s&aacute;bios conselhos.<br />
<br />
Ora, se Jesus, como lembrou meu pai hoje, ap&oacute;s curar os 10 leprosos, s&oacute; viu retornar a um deles para agradecer, o que poderia esperar eu, que nada mais fiz do que tentar cumprir com minha obriga&ccedil;&atilde;o?<br />
<br />
H&aacute; muito j&aacute; n&atilde;o espero gratid&atilde;o. O que n&atilde;o me d&aacute; o direito de ser ingrato. <br />
<br />
<span style="font-size: medium;"><span style="font-family: Verdana;"><strong>Vossa Excel&ecirc;ncia tem em mim,<br />
o Promotor de Justi&ccedil;a que <br />
servir&aacute; &agrave; institui&ccedil;&atilde;o da melhor maneira poss&iacute;vel,<br />
para tentar auxili&aacute;-lo a atingir todos os objetivos tra&ccedil;ados</strong></span></span><br />
<br />
Por isso, agrade&ccedil;o-lhe Dr. Onofre, por abrir m&atilde;o de parte da sua vida, para dedic&aacute;-la, ainda mais, &agrave; nossa institui&ccedil;&atilde;o. Agrade&ccedil;o-lhe antecipadamente pelas horas que dedicar&aacute; &agrave; busca de sa&iacute;das para nossos problemas, &agrave; implementa&ccedil;&atilde;o das solu&ccedil;&otilde;es, &agrave;s discuss&otilde;es em torno das causas do Minist&eacute;rio P&uacute;blico.<br />
<br />
E mais. A partir deste instante, Dr. Onofre, Vossa Excel&ecirc;ncia tem em mim, o Promotor de Justi&ccedil;a que servir&aacute; &agrave; institui&ccedil;&atilde;o da melhor maneira poss&iacute;vel, para tentar auxili&aacute;-lo a atingir todos os objetivos tra&ccedil;ados, assim como tive esse tipo de Promotor, na sua pessoa.<br />
<br />
Para finalizar, meu caro Procurador Geral, deixo-lhe um conselho (meu) e um presente (de Mahatma Gandhi).<br />
<br />
Inicio o conselho, citando Jos&eacute; Saramago:<br />
<br />
&laquo;A viagem n&atilde;o acaba nunca. S&oacute; os viajantes acabam. E mesmo estes podem prolongar-se em mem&oacute;ria, em lembran&ccedil;a, em narrativa. Quando o viajante se sentou na areia da praia e disse: 'N&atilde;o h&aacute; mais que ver', sabia que n&atilde;o era assim. O fim da viagem &eacute; apenas o come&ccedil;o doutra. &Eacute; preciso ver o que n&atilde;o foi visto, ver outra vez o que se viu j&aacute;, ver na Primavera o que se vira no Ver&atilde;o, ver de dia o que se viu de noite, com sol onde primeiramente a chuva ca&iacute;a, ver a seara verde, o fruto maduro, a pedra que mudou de lugar, a sombra que aqui n&atilde;o estava. &Eacute; preciso voltar aos passos que foram dados, para os repetir, e para tra&ccedil;ar caminhos novos ao lado deles. &Eacute; preciso recome&ccedil;ar a viagem. Sempre. O viajante volta j&aacute;.&raquo; <br />
<br />
Por isso, meu conselho &eacute;: n&atilde;o se deixe impressionar pelas mentes estreitas, que querem encarcerar o nosso Minist&eacute;rio P&uacute;blico, nas fronteiras deste Estado. N&atilde;o! D&ecirc;-lhe a aten&ccedil;&atilde;o que ele e os seus integrantes merecemos, mas n&atilde;o deixe de buscar novos horizontes, conhecer alhures novos projetos, novas gentes, novas perspectivas, novos problemas tamb&eacute;m. Assim, os nossos lhe parecer&atilde;o menores e de mais f&aacute;cil enfrentamento. Ou ao contr&aacute;rio. <br />
<br />
E o presente que lhe deixo, n&atilde;o &eacute; meu, mas de Mahatma Gandhi:<br />
<br />
&ldquo;Se eu pudesse deixar algum presente a voc&ecirc;, deixaria aceso o sentimento de amar a vida.<br />
A consci&ecirc;ncia de aprender tudo o que foi ensinado pelo tempo afora.<br />
Lembraria os erros que foram cometidos para que n&atilde;o mais se repetissem.<br />
Daria a capacidade de escolher novos rumos, novos caminhos.<br />
Deixaria, se pudesse, o respeito &agrave;quilo que &eacute; indispens&aacute;vel.<br />
Al&eacute;m do p&atilde;o, o trabalho.<br />
Al&eacute;m do trabalho, a a&ccedil;&atilde;o.<br />
Al&eacute;m da a&ccedil;&atilde;o o cultivo &agrave; amizade.<br />
E, quando tudo mais faltasse, deixaria um segredo:<br />
O de buscar no interior de si mesmo a resposta e a for&ccedil;a para encontrar a sa&iacute;da&rdquo;.<br />
<br />
<span style="font-size: medium;"><span style="font-family: Verdana;"><strong>Valeu a pena passar esses dois anos &agrave; frente da PGJ? </strong></span></span><br />
<br />
Falando em sa&iacute;da, muita gente me tem me perguntado nos &uacute;ltimos dias: E a&iacute;, Z&eacute; Augusto, valeu a pena passar esses dois anos &agrave; frente da PGJ? O que mudou em voc&ecirc;?<br />
Sempre respondi que valeu a pena, sim. Valeu, sobretudo, pelas novas amizades, pelo aprofundamento de amizades antigas e pelo aprendizado. E aqui, para falar sobre esses dois anos cujo ciclo encerra-se esta noite, lan&ccedil;o m&atilde;o do que ensinou o Prof. Goffredo Telles Jr.:<br />
<br />
&nbsp;&quot;Meu cora&ccedil;&atilde;o n&atilde;o mudou. O cora&ccedil;&atilde;o de meu pensamento n&atilde;o mudou. Evoluiu, decerto, com o que me ensinaram meus mestres e meus livros. Evoluiu com o que me ensinaram meus alunos. Evoluiu com o que a trama da vida me ensinou. Mas evoluiu como quem sobe os degraus de uma escada, mas levando consigo os degraus j&aacute; galgados. Evoluiu, n&atilde;o como quem acrescenta conhecimentos a conhecimentos, mas como quem realiza a comunh&atilde;o desses conhecimentos, fundindo-os num s&oacute; conhecimento de n&iacute;vel mais elevado, conjugando-os para que formem um s&oacute; todo, uma s&oacute; organiza&ccedil;&atilde;o, uma s&oacute; melodia.&quot;<br />
<br />
E &eacute; com esse &ldquo;novo todo&rdquo;, essa nova organiza&ccedil;&atilde;o do pensamento e essa nova melodia no cora&ccedil;&atilde;o, que me despe&ccedil;o de voc&ecirc;s como Procurador Geral de Justi&ccedil;a e me coloco, a partir de amanh&atilde;, &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o de todos, como o Promotor de Justi&ccedil;a que nunca deixei de ser.<br />
<br />
Obrigado.</p>]]></description>
<link>http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/principal.asp?cod=83#ponto1</link>
</item>
<item>
<title><![CDATA[DISCURSO PROFERIDO POR OCASIÃO DO RECEBIMENTO DO TÍTULO DE CIDADÃO NORTE-RIO-GRANDENSE]]></title>
<date><![CDATA[20/6/2009 08:39:21]]></date>
<description><![CDATA[<p><strong>Por disposi&ccedil;&atilde;o constitucional, costumo dizer, que o Minist&eacute;rio P&uacute;blico &eacute; independente, mas n&atilde;o &eacute; isolado. Nossos atos e omiss&otilde;es t&ecirc;m repercuss&otilde;es profundas em outros &oacute;rg&atilde;os e na sociedade. Por isso devemos agir com firmeza e energia sim, mas tamb&eacute;m com cautela.</strong><br />
<br />
Estive meio ausente do Blog, de quarta-feira para c&aacute;, por conta dos acontecimentos dos &uacute;ltimos dias. Na quarta estive pela manh&atilde; preparando o discurso que segue abaixo, que proferi ao receber o t&iacute;tulo de cidad&atilde;o norte-rio-grandense. Na quarta &agrave; tarde tive a minha &uacute;ltima sess&atilde;o do Tribunal de Justi&ccedil;a do RN, como Procurador Geral de Justi&ccedil;a. Depois veio a prepara&ccedil;&atilde;o do outro discurso - despedida da PGJ. A quinta-feira, com a solenidade da Assembl&eacute;ia Legislativa, pela manh&atilde;. Almo&ccedil;o com familiares e colegas de Minist&eacute;rios P&uacute;blicos de outros estados e &agrave; noite, enfim, a passagem do comando da Procuradoria Geral ao colega Manoel Onofre Neto, que certamente far&aacute; um grande trabalho.<br />
Vamos, ent&atilde;o, &agrave; produ&ccedil;&atilde;o destes &uacute;ltimos dias. No post seguinte, vir&aacute; o outro discurso.</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; DISCURSO PROFERIDO POR OCASI&Atilde;O DO RECEBIMENTO DO T&Iacute;TULO DE CIDAD&Atilde;O NORTE-RIO-GRANDENSE<br />
<br />
&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Assembl&eacute;ia Legislativa do RN, Natal/RN, 18 de junho de 2009<br />
<br />
A b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o Clara e Felipe Poty Camar&atilde;o.<br />
A b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o Lu&iacute;s da C&acirc;mara Cascudo, a b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o N&iacute;sia Floresta. <br />
A b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o m&atilde;e. A b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o vov&oacute; Maria. A b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o meu av&ocirc; Ti&atilde;o.<br />
Nesta manh&atilde; a voc&ecirc;s me uno, cidad&atilde;o desta terra, filho deste ch&atilde;o.<br />
<br />
Pouco ou quase nada fiz por merecer esta honraria, obra e gra&ccedil;a desta Augusta Casa do Povo, por iniciativa do seu Presidente Robinson Faria e do Deputado Z&eacute; Dias, aos quais, sinceramente, muito agrade&ccedil;o.<br />
<br />
Disseram que meu trabalho de 19 anos no Minist&eacute;rio P&uacute;blico do Rio Grande do Norte teria me habilitado para receber o t&atilde;o honroso t&iacute;tulo de Cidad&atilde;o Norte-rio-grandense. Mais uma vez, os agrade&ccedil;o.<br />
<br />
&Eacute; muito bom receber um pr&ecirc;mio, sim, um pr&ecirc;mio, como este, por haver cumprido o meu dever, tentando faz&ecirc;-lo da melhor forma poss&iacute;vel, com erros algumas vezes, mas sempre com vontade de acertar.<br />
<br />
E o acerto, na atividade de um membro do Minist&eacute;rio P&uacute;blico, resulta sempre na melhoria do povo, por velar pelo cumprimento da Constitui&ccedil;&atilde;o e das leis, por assegurar o justo.</p>
<p><span style="font-size: medium;"><span style="font-family: Verdana;"><strong>Se o meu trabalho tem servido para melhorar,<br />
um pouquinho que seja esta sociedade,<br />
na qual estou inserido desde julho de 1990,<br />
sinto-me extremamente recompensado.</strong></span></span><br />
<br />
Se o meu trabalho tem servido para melhorar, um pouquinho que seja esta sociedade, na qual estou inserido desde julho de 1990, sinto-me extremamente recompensado. Recompensa esta que se amplia enormemente com a honraria que as senhoras e os senhores deputados me outorgaram de ser filho adotivo do Rio Grande do Norte.<br />
<br />
O nosso Estado (digo isto com o peito inflado de orgulho: NOSSO ESTADO), &eacute; t&atilde;o grande que n&atilde;o cabe nas pr&oacute;prias fronteiras.<br />
<br />
Sua exuber&acirc;ncia vai al&eacute;m. Toma o Brasil, espalha-se mundo a fora.<br />
<br />
N&atilde;o digo isso por um ufanismo barato ou exagerado. Os meus irm&atilde;os Potiguares, sabem perfeitamente do que falo. Nossas praias, lagoas e montes, enchem os olhos de quem chega de qualquer recanto do pa&iacute;s ou do planeta. E se v&atilde;o na mem&oacute;ria deles quando partem.<br />
<br />
O que dizer do nosso povo? Cortez, pacato, trabalhador. Poderia encher p&aacute;ginas e mais p&aacute;ginas com adjetivos elogiosos. Desfiar um dicion&aacute;rio. Mas n&atilde;o conseguiria jamais expressar toda a imensa alegria que significa SER um Potiguar.<br />
<br />
<span style="font-size: medium;"><span style="font-family: Verdana;"><strong>Debaixo da pela do Potiguar, vive o Sol</strong></span></span><br />
<br />
Na Ode &agrave; Mulher Desnuda, o chileno Pablo Neruda diz: &ldquo;Debaixo da tua pele, vive a Lua&rdquo;.<br />
<br />
Pois digo eu, que debaixo da pela do Potiguar, vive o Sol. Que nos d&aacute; for&ccedil;a, luz e energia para enfrentarmos cada dia com vigor e paix&atilde;o. Para combatermos as mazelas que nos afligem. Seja a fome, a sede, o analfabetismo, o desemprego ou a corrup&ccedil;&atilde;o que causa estes e outros males. Sempre com disposi&ccedil;&atilde;o e quase sempre com um sorriso no rosto.<br />
<br />
Temos problemas, &eacute; claro. Todo grande pa&iacute;s os tem (acho que agora exagerei no ufanismo). Mas... Todo lugar tem problemas. Nem todo lugar, por&eacute;m, tem o povo que temos. Disposto a encarar, enfrentar e resolver esses problemas. Por maiores, mais dolorosos ou mais insol&uacute;veis que possam parecer. Me orgulha muito fazer parte dessa gente.<br />
<br />
N&atilde;o posso esquecer de mencionar a minha terra natal. Jo&atilde;o Pessoa. Para&iacute;ba.<br />
<br />
&Agrave;s vezes quando algu&eacute;m indagava, com estranheza, se eu era realmente paraibano, respondia: - &Eacute; que eu n&atilde;o digo a todo mundo, pro povo n&atilde;o ter inveja.<br />
<br />
E agora, quando souberem que sou paraibano de nascimento, e potiguar de &ldquo;papel passado&rdquo;?<br />
<br />
Deus me proteja do &ldquo;olho gordo&rdquo;.<br />
<br />
Este presente que recebo da Assembl&eacute;ia Legislativa do Rio Grande do Norte chega no dia em que encerro uma fase de minha vida, que foram os dois anos &agrave; frente da Procuradoria Geral de Justi&ccedil;a.<br />
<br />
Muito me engrandeceu como Promotor de Justi&ccedil;a, como cidad&atilde;o e como ser humano, essa passagem. Que me possibilitou, inclusive, um conv&iacute;vio mais pr&oacute;ximo com outras institui&ccedil;&otilde;es, iniciando ou ampliando um relacionamento destas com o Minist&eacute;rio P&uacute;blico Potiguar.<br />
<br />
<span style="font-size: medium;"><span style="font-family: Verdana;"><strong>O Minist&eacute;rio P&uacute;blico &eacute; independente, mas n&atilde;o &eacute; isolado</strong></span></span><br />
<br />
Por disposi&ccedil;&atilde;o constitucional, costumo dizer, que o Minist&eacute;rio P&uacute;blico &eacute; independente, mas n&atilde;o &eacute; isolado. Nossos atos e omiss&otilde;es t&ecirc;m repercuss&otilde;es profundas em outros &oacute;rg&atilde;os e na sociedade. Por isso devemos agir com firmeza e energia sim, mas tamb&eacute;m com cautela.<br />
<br />
O nosso trabalho j&aacute; &eacute; por demais antip&aacute;tico para alguns, quando queremos fazer com que algu&eacute;m cumpra as regras do jogo social, que est&atilde;o postas na Constitui&ccedil;&atilde;o e nas leis. N&atilde;o precisamos angariar mais antipatia com a&ccedil;&otilde;es apressadas, irrespons&aacute;veis ou impensadas.<br />
<br />
Cuidei de, &agrave; frente da Procuradoria Geral, levar adiante o meu labor sem esquecer isso. Sem fazer com que o meu nome se sobressa&iacute;sse ao da institui&ccedil;&atilde;o. Construindo e pavimentando parcerias e colabora&ccedil;&otilde;es, ao inv&eacute;s de implodi-las ou esmag&aacute;-las.<br />
<br />
&Eacute; claro que neste cargo que ainda ocupo por algumas horas, contrariamos interesses. Nas vezes em que agi assim, e n&atilde;o foram poucas, sempre tratei de faz&ecirc;-lo, e o fiz, sem paix&atilde;o ou interesse outro que n&atilde;o fosse o de buscar o respeito &agrave; Constitui&ccedil;&atilde;o e &agrave; lei, o de cumprir com o meu dever.<br />
<br />
Ali&aacute;s, essa n&atilde;o foi uma maneira de agir diferente da que tive desde o meu ingresso no Minist&eacute;rio P&uacute;blico e que me permitiu estar hoje diante das senhoras e dos senhores.<br />
<br />
Depois de amanh&atilde;, retorno &agrave; minha Promotoria de Defesa do Consumidor, com &acirc;nimo renovado e vontade redobrada de fazer mais e melhor.<br />
<br />
Vejo na plateia amigos de longa data e mais recentes. Tamb&eacute;m estou voltando para o conv&iacute;vio com voc&ecirc;s. Me aguardem e logo logo estaremos novamente juntos.<br />
<br />
<span style="font-size: medium;"><span style="font-family: Verdana;"><strong>- &ldquo;Deus te crie para o bem&rdquo;</strong></span></span><br />
<br />
Parodiando M&aacute;rio Quintana, &ldquo;nasci em Jo&atilde;o Pessoa, em 08 de fevereiro de 1967, creio que, junto com este momento, foi a principal coisa que me aconteceu&rdquo;.<br />
<br />
Retornando a algo que disse no in&iacute;cio desta fala, quando eu pedia a b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o do meu av&ocirc;, ele costumava dizer: - &ldquo;Deus te crie para o bem&rdquo;.<br />
<br />
Estou certo de que Deus o atendeu. Ele me criou para o bem.<br />
<br />
Ungiu-me com a gra&ccedil;a de possuir essa fam&iacute;lia maravilhosa que tenho: minha m&atilde;e (norte-rio-grandense como eu), meu pai (pernambucano), minhas irm&atilde;s Ana Berenice e Maria Rita, meu irm&atilde;o Manuel, meus filhos Rodrigo, Camila Maria e Mariana (paraibanos como o irm&atilde;o e o pai), minha filha Amanda (norte-rio-grandense como eu tamb&eacute;m), aos quais se unem mais duas potiguares, Priscilla (com quem divido minha exist&ecirc;ncia) e B&aacute;rbara, que se junta &agrave; fam&iacute;lia por ser filha dela, mas como se fosse filha minha.<br />
<br />
Deu-me O Criador a gl&oacute;ria de pertencer a uma institui&ccedil;&atilde;o da import&acirc;ncia, do respeito e da seriedade, que &eacute; o Minist&eacute;rio P&uacute;blico do Rio Grande do Norte e de poder dirigi-la por dois anos.<br />
<br />
Deu-me ainda os colegas e amigos, alguns dos quais aqui acorreram, com outro interesse que n&atilde;o o de me prestigiar, o de engrandecer ainda mais, para mim, este momento.<br />
<br />
Por fim, trouxe-me O Senhor tamb&eacute;m at&eacute; esta terra, para transformar-me em um &ldquo;Comedor de Camar&atilde;o&rdquo;. Um Potiguar. N&atilde;o inteiramente no sangue, mas completamente na alma e no cora&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
Muito obrigado.</p>]]></description>
<link>http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/principal.asp?cod=82#ponto1</link>
</item>
<item>
<title><![CDATA[7 DIFICULDADES PARA SE PUNIR OS CRIMES DE COLARINHO BRANCO]]></title>
<date><![CDATA[16/6/2009 10:37:32]]></date>
<description><![CDATA[<p><img align="left" src="/download/image/rico%20com%20dinheiro.jpg" style="width: 146px; height: 134px;" alt="" />Desde que <a href="javascript:abrirPostagem(12)" target="_blank">Edwin Sutherland </a>criou a express&atilde;o &ldquo;crimes de colarinho branco&rdquo; (na primeira metade do s&eacute;culo passado), foram apresentadas as dificuldades para se investigar e punir esse tipo de crime.</p>
<p>Longe de diminu&iacute;rem, as dificuldades v&ecirc;m aumentado, com os avan&ccedil;os tecnol&oacute;gicos, a sofistica&ccedil;&atilde;o das comunica&ccedil;&otilde;es e do sistema financeiro mundial.</p>
<p>Listo a seguir as 7 maiores dificuldades para se punir os crimes de colarinho branco.<br />
<br />
<strong>1- S&atilde;o, geralmente, crimes cometidos por pessoas &ldquo;importantes&rdquo; na sociedade e com amigos influentes.</strong><br />
<br />
Este &eacute; o primeiro grande obst&aacute;culo. O sonegador, o autor de crimes financeiros, o empres&aacute;rio que pratica crimes contra o consumidor, o que frauda licita&ccedil;&otilde;es, todos eles s&atilde;o pessoas que exercem certa influ&ecirc;ncia (em maior ou menor grau), na sociedade em que vivem, ou possuem amigos influentes.</p>
<p>S&atilde;o amigos de magistrados, membros do Minist&eacute;rio P&uacute;blico, de governadores, prefeitos, de senadores, de deputados e de vereadores dos mais diversos partidos pol&iacute;ticos. Isso quando os criminosos n&atilde;o s&atilde;o os pr&oacute;prios detentores de tais cargos.</p>
<p>A sociedade &eacute; induzida a v&ecirc;-los, portanto, n&atilde;o como o sujeito que desviou a verba da merenda escolar, n&atilde;o como o comerciante que vende produtos fora do prazo de validade, n&atilde;o como o autor de um golpe que lesou diversos correntistas do banco dele. N&atilde;o. Ele &eacute; apresentado como aquele que d&aacute; empregos, que promove o progresso do pa&iacute;s. Quem se importa com esses &ldquo;pequenos desvios&rdquo;, meras &ldquo;irregularidades&rdquo;? - &ldquo;S&oacute; mesmo o Minist&eacute;rio P&uacute;blico, que quer perseguir todo homem de bem no Brasil!&rdquo; Voc&ecirc; leitor, j&aacute; foi &ldquo;perseguido pelo MP?&rdquo;.<br />
<br />
<strong>2 &ndash; Criminosos que fogem do estere&oacute;tipo.</strong><img align="right" src="/download/image/atras%20das%20grades.jpg" style="width: 156px; height: 156px;" alt="" /><br />
<br />
Esta dificuldade pode ser considerada uma consequ&ecirc;ncia da primeira.</p>
<p>A sociedade est&aacute; acostumada com o criminoso pobre, violento, sem cultura, que vive &agrave; margem da sociedade. Ela demora a atentar para o fato de que isso n&atilde;o pode ser levado em considera&ccedil;&atilde;o quando tratamos de criminosos de colarinho branco.</p>
<p>Estes s&atilde;o bem vestidos, educados, viajados, de boa apar&ecirc;ncia e boa conversa.</p>
<p>- &ldquo;Como uma pessoa t&atilde;o boa pode ser um criminoso?&rdquo;<br />
<br />
<strong>3 &ndash; Algumas condutas n&atilde;o parecem ser criminosas</strong><br />
<br />
Certos crimes de colarinho branco, por serem novidade para a sociedade (j&aacute; acostumada a sofrer com aqueles atos) ou por aparentemente n&atilde;o envolverem conduta criminosa, sequer s&atilde;o comunicados &agrave;s autoridades.</p>
<p>- &ldquo;Ora, se vender um produto sem que o termo de garantia esteja preenchido n&atilde;o parece ser um crime, como querem que eu denuncie isso?&rdquo; Mas &eacute; crime, sim, previsto no C&oacute;digo de Defesa do Consumidor. Assim como tamb&eacute;m &eacute; crime, previsto no mesmo C&oacute;digo, deixar de comunicar imediatamente &agrave;s autoridades respons&aacute;veis pela defesa do consumidor e aos pr&oacute;prios consumidores, sobre a periculosidade de algum produto que tenha sido colocado no mercado sem que se soubesse desse risco que ele possui (e que dever&aacute; gerar o t&atilde;o falado <a href="javascript:abrirPostagem(77)" target="_blank"><em>recall</em></a>).</p>
<p>&Eacute; de se ressaltar que, &agrave;s vezes, o pr&oacute;prio autor do crime desconhece a natureza criminosa de seu ato.</p>
<p><img height="123" width="123" align="left" src="/download/image/latas%20de%20tinta.jpg" alt="" />Certa vez, o Procon do RN chegou a uma loja que estava vendendo tinta para paredes, com o prazo de validade vencido. Em frente ao monte de lat&otilde;es, havia um cartaz com os dizeres: &ldquo;Promo&ccedil;&atilde;o. Tinta Vencida.&rdquo;.</p>
<p>Esse fato n&atilde;o deixa de ser criminoso, j&aacute; que o crime de expor &agrave; venda, vender, ou ter em dep&oacute;sito produto impr&oacute;prio para o consumo, comporta a modalidade culposa (sem intens&atilde;o de causar o dano), previsto no art. 7&ordm; da Lei 8.137/90. E o C&oacute;digo de Defesa do Consumidor considera impr&oacute;prios para o consumo os produtos fora do prazo de validade (art. 18, par&aacute;grafo 6&ordm;). E mais. Nesses casos, n&atilde;o &eacute; preciso se comprovar qual o risco a que estaria exposto o consumidor ou que ele realmente tenha sofrido algum dano utilizando o produto impr&oacute;prio.<br />
<br />
<strong>4 - Muitos desses atos criminosos s&atilde;o apontados como normais.</strong><br />
<br />
H&aacute; uma tend&ecirc;ncia da sociedade em aceitar boa parte dos crimes de colarinho branco. A conduta do criminoso &eacute; tida como normal.</p>
<p>O empres&aacute;rio sonegou milh&otilde;es de reais em impostos?&nbsp; - &ldquo;Bobagem. Com a carga tribut&aacute;ria que suportamos no Brasil, o cara tem mesmo &eacute; que sonegar. E se n&atilde;o sonega, &eacute; porque &eacute; ot&aacute;rio!&rdquo;<br />
Venda de iogurte vencido no supermercado? - &ldquo;Quem se importa? A m&atilde;e &eacute; que tem a obriga&ccedil;&atilde;o de verificar se est&aacute; vencido ou n&atilde;o.</p>
<p>Comprou de burra que &eacute;. E o menino foi parar no hospital? Deve ter sido por outra coisa. Tamb&eacute;m, morto de fome como deveria ser, s&oacute; poderia dar nisso mesmo&rdquo;.</p>
<p>Comprou pela internet e levou calote? - &ldquo;De besta! Por isso que eu s&oacute; compro al&iacute;, &oacute;. Na loja.&rdquo;<img height="99" width="129" align="right" src="/download/image/compras%20internet.jpg" alt="" /><br />
<strong><br />
5 - Crimes complexos</strong><br />
<br />
V&aacute;rios dos crimes de colarinho branco s&atilde;o complexos, fruto de &ldquo;engenharias financeiras&rdquo; dif&iacute;ceis de serem descobertas.</p>
<p>Outras fraudes, como a do leite com &aacute;gua oxigenada e soda c&aacute;ustica que ocorreu no Brasil em ano recente, resultam do trabalho de engenheiros qu&iacute;micos contratados para mascarar quimicamente o produto que &eacute; vendido.</p>
<p>Algo bastante semelhante ocorre com a adultera&ccedil;&atilde;o de gasolina. H&aacute; alguns anos, testes laboratoriais menos complexos detectavam imediatamente a adultera&ccedil;&atilde;o. Hoje, os qu&iacute;micos das empresas dos criminosos v&ecirc;m alterando a forma de adulterar, dificultando a descoberta das fraudes, que s&oacute; v&atilde;o ocorrer com a realiza&ccedil;&atilde;o de testes mais apurados e caros.</p>
<p>Isso sem falarmos na lavagem de dinheiro, que pode fazer com que valores desviados ou ganhos ilicitamente transitem, literalmente, por milhares de contas correntes, em diversos pa&iacute;ses do mundo, em uma dilui&ccedil;&atilde;o dif&iacute;cil de ser detectada e comprovada, al&eacute;m de resultar em uma investiga&ccedil;&atilde;o que tomar&aacute; muito tempo, &agrave;s vezes levando &agrave; prescri&ccedil;&atilde;o do crime (impossibilidade de se punir o criminoso pela demora na conclus&atilde;o do processo, por exemplo).<br />
<strong><br />
6 &ndash; Pouca capacita&ccedil;&atilde;o dos &oacute;rg&atilde;os estatais para combater esses crimes</strong><br />
<br />
O delegado de pol&iacute;cia, o magistrado, o membro do Minist&eacute;rio P&uacute;blico, pouco sabem sobre esses crimes.<br />
Nos bancos das faculdades e nos cursos de forma&ccedil;&atilde;o nas carreiras, a &ecirc;nfase &eacute; dada para os crimes cl&aacute;ssicos (ou os de &ldquo;colarinho azul&rdquo;), os crimes praticados pelos trabalhadores, pelos oper&aacute;rios. N&atilde;o pelos patr&otilde;es.</p>
<p>As vedetes s&atilde;o os crimes violentos. Homic&iacute;dios, estupros, roubos. N&atilde;o os sutilmente praticados no interior de luxuosos escrit&oacute;rios ou lojas iluminadas.</p>
<p>Assim &eacute; que, muitas vezes ao se depararem com um crime de colarinho branco, aquelas autoridades n&atilde;o sabem sequer tratar-se de crime (tal como o leigo), e muito menos como iniciar ou dar prosseguimento a uma investiga&ccedil;&atilde;o ou processo criminal.<br />
<br />
<strong><img height="200" width="200" align="left" src="/download/image/hacker.jpg" alt="" />7 &ndash; Condutas din&acirc;micas</strong><br />
<br />
Assim como a sociedade evolui, tamb&eacute;m evoluem as pr&aacute;ticas criminosas. E a evolu&ccedil;&atilde;o destas n&atilde;o &eacute; acompanhada na mesma velocidade pelo sistema penal.<br />
O exemplo mais gritante &eacute; o dos crimes cibern&eacute;ticos. Eles surgiram com a internet. Milhares de pessoas s&atilde;o v&iacute;timas deles ano ap&oacute;s ano no Brasil e n&oacute;s ainda n&atilde;o temos uma legisla&ccedil;&atilde;o apropriada para combater essa criminalidade, embora tenhamos tramitando no Congresso Nacional, h&aacute; anos, projetos de lei nesse sentido.</p>
<p>Mas, elaborar novas leis para proteger um pouco mais o cidad&atilde;o? O Congresso Nacional tem coisas mais importantes para fazer. Ou ser&aacute; que n&atilde;o?<br />
<br />
(Imagens: <span>4.bp.blogspot.com , </span><span>http://people.howstuffworks.com/, www.dicasparacomputador.com , </span><span>www.dreamstime.com)</span></p>]]></description>
<link>http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/principal.asp?cod=81#ponto1</link>
</item>
<item>
<title><![CDATA[?Como a pior das pestes, a corrupção de muitos políticos vêm contaminando todo o país?]]></title>
<date><![CDATA[15/6/2009 21:19:24]]></date>
<description><![CDATA[<p>Abaixo transcrevo, com autoriza&ccedil;&atilde;o da autora, o e-mail que recebi da Prof&ordf; Sueli Bittencourt( do <a href="http://www.poetaslivres.com.br/" target="_blank">Projeto Paz e Poesia do Grupo de Poetas Livres</a>), uma resposta contundente &agrave; corrup&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
&quot;Por que cresce tanto a corrup&ccedil;&atilde;o no Brasil? Por que tantos s&oacute; pensam em ter vantagens a qualquer custo? Por que procuram sempre uma oportunidade de lograr, de roubar, de passar os outros para tr&aacute;s? Por que tanta desonestidade?<br />
Nas reparti&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas, no com&eacute;rcio, na ind&uacute;stria, em toda parte?<br />
Por que tanta viol&ecirc;ncia, tantos assaltos, tantos crimes?<br />
Por que o n&uacute;mero de cadeias no Brasil nunca &eacute; suficiente?...<br />
<strong>POR QU&Ecirc;? </strong>A resposta &eacute; &oacute;bvia: - Porque a corrup&ccedil;&atilde;o traz muitos males e &eacute; o exemplo que vem do alto, onde a gan&acirc;ncia predomina e de onde deveriam vir os melhores exemplos... E essa corrup&ccedil;&atilde;o &eacute; muito contagiante. Ela escorre vertiginosamente de cima abaixo, contagiando, penetrando em &oacute;rg&atilde;os p&uacute;blicos e privados, como tamb&eacute;m nos indiv&iacute;duos incautos e mais vulner&aacute;veis... Ela induz a crian&ccedil;a e o adolescente ao mal e at&eacute; estimula e refor&ccedil;a as atitudes dos presidi&aacute;rios criminosos! Provoca revoltas, viol&ecirc;ncia, mis&eacute;ria, proliferando crimes de toda esp&eacute;cie. O racioc&iacute;nio a respeito da corrup&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticos &eacute; este: &ldquo;Se eles, que ganham tanto e trabalham t&atilde;o pouco, roubam desavergonhadamente, eu &eacute; que n&atilde;o vou 'bancar o trouxa'&rdquo;... E as cadeias, superlotadas e abominavelmente desumanas, s&atilde;o sempre insuficientes.<br />
<strong>Como a pior das pestes, a corrup&ccedil;&atilde;o de muitos pol&iacute;ticos v&ecirc;m contaminando todo o pa&iacute;s. Enquanto n&atilde;o sanarmos a podrid&atilde;o l&aacute; em cima, ela vai escorrendo e infiltrando-se por todo esse nosso rico Brasil !...<br />
Faz-se necess&aacute;ria urgente reforma nas leis e a mais severa puni&ccedil;&atilde;o!!!<br />
Fora os corruptos!!! Fora os&nbsp;abutres! Fora os destruidores do nosso Brasil!!!&quot;</strong></p>]]></description>
<link>http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/principal.asp?cod=80#ponto1</link>
</item>
<item>
<title><![CDATA["Priorizamos o combate à corrupção" ENTREVISTA PUBLICADA NO DIÁRIO DE NATAL DE ONTEM]]></title>
<date><![CDATA[15/6/2009 11:05:43]]></date>
<description><![CDATA[<p>Pol&iacute;tica<br />
Edi&ccedil;&atilde;o de domingo, 14 de junho de 2009 <br />
Entrevista &gt;&gt; Jos&eacute; Augusto Peres <br />
<br />
<br />
&quot;Priorizamos o combate &agrave; corrup&ccedil;&atilde;o&quot;<br />
<br />
Di&aacute;rio de Natal - Quais focos foram dados pelo Minist&eacute;rio P&uacute;blico nesses dois anos? <img height="150" width="200" align="right" src="/download/image/JOSE%20AUGUSTO%201.jpg" alt="" /><br />
<br />
Jos&eacute; Augusto Peres - Priorizamos o combate &agrave; corrup&ccedil;&atilde;o e a defesa do meio ambiente. O primeiro porque &eacute; por meio dele que o dinheiro da sa&uacute;de, da educa&ccedil;&atilde;o e da seguran&ccedil;a, por exemplo, vai embora. Atacar a corrup&ccedil;&atilde;o significa auxiliar todas essas &aacute;reas indiretamente. Quanto ao segundo, n&atilde;o podemos mais olhar o desenvolvimento sem a quest&atilde;o da sustentabilidade. As belezas naturais de Natal, inclusive, foram um dos motivos que a fizeram subsede da Copa do Mundo. N&atilde;o podemos perd&ecirc;-las! No aspecto administrativo, priorizamos a profissionaliza&ccedil;&atilde;o da administra&ccedil;&atilde;o do Minist&eacute;rio P&uacute;blico. A cada dia, as demandas da institui&ccedil;&atilde;o aumentam. S&oacute; podemos ser eficientes com profissionalismo, n&atilde; h&aacute; mais espa&ccedil;o para o improviso.<br />
<br />
Antes de 2007 havia muito improviso?<br />
<br />
De 1988 pra c&aacute;, o Minist&eacute;rio P&uacute;blico cresceu muito e n&atilde;o se preocupou com a profissionaliza&ccedil;&atilde;o, em ter tempo para se planejar. Um dia depois que assumi, inclui a institui&ccedil;&atilde;o no G&eacute;sp&uacute;blico. Depois, iniciei os trabalhos para que houvesse um planejamento estrat&eacute;gico. A partir de 2007, pudemos vizualizar os nossos pontos fortes e fracos com clareza.<br />
<br />
Quais s&atilde;o os pontos fracos do Minist&eacute;rio P&uacute;blico?<br />
<br />
A rela&ccedil;&atilde;o que a sociedade faz entre o objetivo tra&ccedil;ado pela institui&ccedil;&atilde;o e o surgimento de novos casos de corrup&ccedil;&atilde;o &eacute; um deles. Priorizamos o combate &agrave; corrup&ccedil;&atilde;o. Por&eacute;m, combater n&atilde;o &eacute; acabar. Nos quatro anos que antecederam a minha gest&atilde;o, 30 den&uacute;ncias foram feitas pelo Minist&eacute;rio P&uacute;blico. Nos dois anos em que estive &agrave; frente, 117. Um aumento de mais de 350%. N&atilde;o &eacute; que a corrup&ccedil;&atilde;o tenha aumentado, apenas recebeu uma aten&ccedil;&atilde;o maior.<br />
<br />
Quais avan&ccedil;os aconteceram quanto &agrave; presta&ccedil;&atilde;o de contas dos munic&iacute;pios?<br />
<br />
Depois que come&ccedil;amos a trabalhar em prol da diminui&ccedil;&atilde;o dos atrasos das presta&ccedil;&otilde;es de contas, o n&uacute;mero de munic&iacute;pios atrasados diminuiu consideravelmente. Alguns demoravam porque o processo de licita&ccedil;&atilde;o n&atilde;o havia sido feito ou porque estavam &quot;ajeitando&quot; alguma coisa. Tinha munic&iacute;pio que atrasavamais de tr&ecirc;s anos. Hoje, mais de 90% deles entregam em dia ou atrasa menos de 30 dias.<br />
<br />
E quanto ao atendimento do Minist&eacute;rio P&uacute;blico?<br />
<br />
Fizemos o poss&iacute;vel! Vinte e duas promotorias de justi&ccedil;a funcionavam dentro dos f&oacute;runs e respeitavam os hor&aacute;rios deles. A sociedade tinha preju&iacute;zos com isso. Hoje, s&atilde;o apenas sete. 61 promotorias n&atilde;o funcionam por falta de concursos. Isso representa 25,8%. H&aacute; um concurso sendo feito agora e a meta &eacute; que 40 delas passem a funcionar. <br />
<br />
A sociedade ainda confia no Minist&eacute;rio P&uacute;blico?<br />
<br />
Essa &eacute; uma preocupa&ccedil;&atilde;o nossa. Queremos profissionalizar para n&atilde;o perder o cr&eacute;dito. Um epis&oacute;dio ou outro pode gerar perda de confian&ccedil;a, mas eles, geralmente, est&atilde;o associados &agrave;s defici&ecirc;ncias legislativas ou judici&aacute;rias. Existe um prefeito, por exemplo, que responde &agrave; 32 a&ccedil;&otilde;es de improbidade administrativa propostas pelo Minist&eacute;rio P&uacute;blico e que nunca foram julgadas. Falta juiz no Rio Grande do Norte.<br />
<br />
Dos esc&acirc;ndalos pol&iacute;ticos que surgiram durante a gest&atilde;o do senhor (Impacto, Folioduto, Sal e Grosso eH&iacute;gia) em qual encontrou mais dificuldades?<br />
<br />
Na Impacto, sem d&uacute;vidas, pela quantidadade de envolvidos, pela influ&ecirc;ncia pol&iacute;tica que eles tinham, fator que dificulta os trabalhos do Minist&eacute;rio P&uacute;blico, e pela complexidade do esquema montado.<br />
<br />
At&eacute; que ponto a influ&ecirc;ncia pol&iacute;tica prejudica os trabalhos da institui&ccedil;&atilde;o?<br />
<br />
A influ&ecirc;ncia se espalha em v&aacute;rias quest&otilde;es. Primeiro, porque os autores dos crimes posam de imaculados para a sociedade; depois, porque eles acusam o Minist&eacute;rio P&uacute;blico de agir movido por interesses pol&iacute;ticos e isso toma muito do nosso tempo. Ao inv&eacute;s de apurarmos os fatos, temos que apagar os inc&ecirc;ndios provocados pelos acusados contra a institui&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
Ent&atilde;o, o Minist&eacute;rio P&uacute;blico n&atilde;o est&aacute; contaminado politicamente?<br />
<br />
No Rio Grande do Norte, a contamina&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica &eacute; zero ou bem pr&oacute;xima disso. Claro que ele &eacute; formado por pessoas que simpatizam por um partido ou por outro, mas isso n&atilde;o interfere no trabalho delas.<br />
<br />
O senhor disse, em entrevistas anteriores, que a sociedade receberia uma resposta positiva sobre o desenrolar da Opera&ccedil;&atilde;o Impacto. Essa resposta foi dada?<br />
<br />
A resposta foi o fornecimento de den&uacute;ncias com muitas provas substanciais e periciais. Por&eacute;m, a resposta definitiva tem que vir do poder judici&aacute;rio.<br />
<br />
O fato dela ainda n&atilde;o ter vindo prejudica a imagem do Minist&eacute;rio P&uacute;blico?<br />
<br />
Claro que sim. Salpica e muito na institui&ccedil;&atilde;o. Apesar de termos atribu&iacute;do a den&uacute;ncia h&aacute; mais de seis meses, nada foi dito pelo poder judici&aacute;rio e as pessoas responsabilizam a n&atilde;o impunidade dos acusados ao Minist&eacute;rio P&uacute;blico.<br />
<br />
Por que o senhor n&atilde;o tentou a reelei&ccedil;&atilde;o?<br />
<br />
Eu poderia, mas n&atilde;o &eacute; o caso. Desde 2001, temos evitado reelei&ccedil;&otilde;es. <br />
(http://www.diariodenatal.com.br/2009/06/14/politica3_0.php - Foto: <em><font class="credito">Foto: Frankie Marcone/DN/D.A Press</font></em>)</p>]]></description>
<link>http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/principal.asp?cod=79#ponto1</link>
</item>
<item>
<title><![CDATA[10 VANTAGENS DE SE LIBERAR O USO AMPLO DA INTERNET PARA A PROPAGANDA ELEITORAL NO BRASIL]]></title>
<date><![CDATA[15/6/2009 08:58:31]]></date>
<description><![CDATA[<p><img height="200" width="200" align="left" src="/download/image/Obama%20Internet_preview.jpg" alt="" />H&aacute; algum tempo publiquei um artigo sobre a resolu&ccedil;&atilde;o do TSE que regulamentou o uso da Internet para as elei&ccedil;&otilde;es de 2008, intitulado <a href="javascript:abrirPostagem(63)" target="_blank">Analfabeto pol&iacute;tico, Internet, TSE e Corrup&ccedil;&atilde;o</a>, no qual tratei do tema.<br />
Acho a resolu&ccedil;&atilde;o acanhada, conservadora. Retr&oacute;grada, at&eacute;. Ela se apresenta em um claro descompasso com a realidade da Internet, da sociedade e do perfil dos eleitores nos dias atuais.<br />
&Eacute; necess&aacute;rio o disciplinamento para um uso mais ampliado dessa ferramenta, com regulamenta&ccedil;&atilde;o clara pela legisla&ccedil;&atilde;o eleitoral, quer emanada do Congresso Nacional, quer pelo TSE.<br />
<br />
Listo a seguir 10 vantagens de se liberar o uso amplo da Internet para a propaganda eleitoral. Certamente o leitor encontrar&aacute; outras.<br />
<br />
<span style="color: rgb(0, 0, 255);"><strong>1 - Baixo custo e barateamento das campanhas eleitorais</strong></span><br />
<br />
Obviamente, quando uma pessoa ou alguma empresa quer gastar muito dinheiro criando um site para a Internet, ela consegue. Mas, se essa mesma pessoa ou empresa n&atilde;o quiser ou n&atilde;o puder gastar nada, tamb&eacute;m consegue marcar presen&ccedil;a na Rede.<br />
A come&ccedil;ar pelo registro do dom&iacute;nio (o nome do site &ndash; no caso do candidato), que custa em torno de R$ 30,00 ao ano. O que n&atilde;o representa coisa alguma, vamos e venhamos, em se tratando de campanha eleitoral.<br />
Ferramentas para cria&ccedil;&atilde;o de blogs, existem aos montes, gratuitamente, assim como hospedagem gratuita para certo volume de informa&ccedil;&otilde;es.<br />
Quem quiser hospedar muita coisa, pode optar por planos que giram em torno de R$ 50,00 mensais.<br />
Os videos podem ser hospedados no YouTube, as fotos no <a href="http://www.flickr.com" target="_blank">Flickr</a>, os perfis do <a href="http://www.orkut.com" target="_blank">Orkut</a>, <a href="http://www.twitter.com" target="_blank">Twitter</a>, <a href="http://www.facebook.com" target="_blank">Facebook</a>, no <a href="http://www.msn.com" target="_blank">MS<img height="153" width="200" align="right" src="/download/image/manuela%20davila.jpg" alt="Deputada Manuela D'&Aacute;vila" />N</a>. Tudo gratuito. O <a href="http://www.qik.com" target="_blank">Qik</a> pode ser usado para apresenta&ccedil;&atilde;o de videos em tempo real pelo celular.<br />
A <a href="http://www.eaibeleza.com.br/" target="_blank">Deputada Federal Manuela D&rsquo;&Aacute;vila</a> (PCdoB-RS), que recentemente apresentou projeto de lei para regulamenta&ccedil;&atilde;o do uso da Internet nas campanhas eleitorais, ressaltou, em <a href="http://www.paulohenriqueamorim.com.br/?p=11912" target="_blank">entrevista ao Blog Conversa Afiada</a>, do jornalista Paulo Henrique Amorim, que o barateamento das campanhas eleitorais &eacute; um dos aspectos a serem levados em conta por essa regulamenta&ccedil;&atilde;o, j&aacute; que o uso da Rede &ldquo;&eacute; importante para facilitar o acesso de parlamentares ligados a movimentos sociais a comunidades mais empobrecidas&rdquo;.<br />
<br />
<span style="color: rgb(0, 0, 255);"><strong>2 - Maior participa&ccedil;&atilde;o do eleitorado mais jovem.</strong></span><br />
<br />
As gera&ccedil;&otilde;es mais novas de eleitores t&ecirc;m na Internet um ve&iacute;culo com o qual vivem em perfeita harmonia, quando n&atilde;o em simbiose.<br />
Nada na rede mundial de computadores &eacute; novidade para eles, que j&aacute; nasceram com PCs praticamente nos ber&ccedil;os. Para esses eleitores, a coisa mais normal do mundo &eacute; ter um perfil no <a href="http://www.orkut.com" target="_blank">Orkut</a>, no <a href="http://www.twitter.com" target="_blank">Twitter</a> e ou no <a href="http://www.facebook.com" target="_blank">Facebook</a>. Conversar<img height="96" width="134" align="left" src="/download/image/menino%20internet.jpg" alt="" /> no <a href="http://www.msn.com" target="_blank">MSN</a>, mostrar suas fotografias no <a href="http://www.flickr.com" target="_blank">Flickr</a>, compartilhar ou assistir videos no <a href="http://www.youtube.com" target="_blank">YouTube</a>. Essas s&atilde;o pr&aacute;ticas di&aacute;rias de parcela significativa do eleitorado.<br />
Se n&oacute;s queremos uma maior participa&ccedil;&atilde;o dos jovens na cena pol&iacute;tica (e quem n&atilde;o quer?), precisamos viabilizar que os pol&iacute;ticos falem a l&iacute;ngua dos jovens, usem a linguagem hipermidi&aacute;tica que lhes &eacute; peculiar, pois assim a juventude se sentir&aacute; mais tocada e respons&aacute;vel pelas escolhas que venha a fazer quanto aos seus representantes pol&iacute;ticos.<br />
Com a participa&ccedil;&atilde;o dos jovens, todas aquelas ferramentas mencionadas, e cada uma delas, pode ganhar um significado especial para qualquer candidatura. Basta ter boas propostas (ou ter um marketeiro que as fa&ccedil;a parecer boas).<br />
<br />
<span style="color: rgb(0, 0, 255);"><strong>3 - Variedade de instrumentos</strong></span><br />
<br />
Anteriormentemencionei v&aacute;rios instrumentos dos quais os candidatos podem lan&ccedil;ar m&atilde;o: Orkut, Facebook, Twitter, MSN, Flickr, <a href="http://www.qik.com" target="_blank">Qik</a>.<br />
Esses s&atilde;o alguns dos meios de hospedagem gratuita de material, citados apenas como exemplos. Sabe, ou saiba, o leitor que existem in&uacute;meros mais. E que daqui para a pr&oacute;xima elei&ccedil;&atilde;o v&aacute;rios outros ser&atilde;o criados, independentemente da vontade do TSE ou do Congresso Nacional. E eles ser&atilde;o usados por milhares ou milh&otilde;es de pessoas, jovens ou n&atilde;o, queiram ou n&atilde;o os poderosos da Na&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
<span style="color: rgb(0, 0, 255);"><strong>4 &ndash; Conte&uacute;do amplo e detalhado</strong></span><br />
<br />
Longe da p&aacute;gina est&aacute;tica e simples que a resolu&ccedil;&atilde;o do TSE autoriza que tenham os partidos e candidatos, a Internet &eacute; muito rica em <img height="116" width="116" align="right" src="/download/image/jovens%20internet.jpg" alt="" />modos e formas, como j&aacute; foi adiantado em itens anteriores.<br />
O candidato pode transmitir seus com&iacute;cios ao vivo pela Rede. Pode colocar as fotografias de cada encontro ou visita que fizer. Ele pode postar entrevistas em &aacute;udio ou em &aacute;udio e v&iacute;deo, pr&oacute;prias ou de terceiros. Os programas de propaganda para a TV (&ldquo;oficiais&rdquo;) podem ficar &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o do eleitorado. As propostas podem ser detalhadas, permitindo um maior aprofundamento delas. E muito mais. Lembram dos marketeiros? Eles encontrar&atilde;o muitas coisas mais. Com certeza absoluta. E quem n&atilde;o tem marketeiro contratado, poder&aacute; contar com a criatividade que um engajamento amplo possibilita.<br />
<br />
<span style="color: rgb(0, 0, 255);"><strong>5 &ndash; Acesso das informa&ccedil;&otilde;es 24 horas por dia, os 7 dias da semana</strong></span><br />
<br />
A qualquer hora do dia ou da noite os eleitores, j&aacute; decididos ou ainda por conquistar, t&ecirc;m acesso &agrave;s informa&ccedil;&otilde;es. O candidato n&atilde;o mais se restringir&aacute; ao corpo-a-corpo, aos poucos minutos (ou segundos) na TV ou no r&aacute;dio, nem aos com&iacute;cios, cada vez mais raros e caros.<br />
Ele poder&aacute; se comunicar com o seu eleitorado a qualquer minuto, a qualquer segundo, at&eacute;. E sempre poder&aacute; aliment&aacute;-lo com&nbsp; informa&ccedil;&otilde;es. Seja a fotografia do caf&eacute; da manh&atilde; com lideran&ccedil;as de um bairro, seja com o v&iacute;deo da visita a uma obra inacabada (que ele &ldquo;certamente concluir&aacute; a baix&iacute;ssimo custo, ao contr&aacute;rio do incompetente que hoje ocupa o posto que ele almeja&rdquo;). As informa&ccedil;&otilde;es pelo Twitter, ent&atilde;o, ser&atilde;o a cada passo na campanha. Com quem almo&ccedil;ou, com quem conversou, com quem jantou, com quem dormiu. Ops, a&iacute; pode dar mais confus&atilde;o do que voto.<br />
<br />
<span style="color: rgb(0, 0, 255);"><strong>6 &ndash; Interatividade com o eleitorado</strong></span><br />
<br />
<img height="326" width="200" align="left" src="/download/image/obama-marketing.JPG" alt="" />O uso de todos esses meios, possibilita uma m&atilde;o dupla. Ou seja, permite que o candidato ou&ccedil;a (ou leia) o que pensa o eleitor.<br />
O candidato coloca uma proposta na Rede, aberta a coment&aacute;rios e ir&aacute; receb&ecirc;-los. &Eacute; claro que os bajuladores de plant&atilde;o ir&atilde;o sempre dizer que &eacute; algo divino e maravilhoso, mas eleitores s&eacute;rios tamb&eacute;m acorrer&atilde;o, com sugest&otilde;es ou cr&iacute;ticas razo&aacute;veis.<br />
Os pr&oacute;prios eleitores tamb&eacute;m poder&atilde;o enviar suas fotografias dos eventos realizados. Poder&atilde;o noticiar reuni&otilde;es que promoveram em torno das propostas da campanha, obviamente com fotos ou v&iacute;deos.<br />
<br />
<span style="color: rgb(0, 0, 255);"><strong>7 &ndash; Mais transpar&ecirc;ncia nas contas da campanha</strong></span><br />
<br />
A legisla&ccedil;&atilde;o poder&aacute; disciplinar que as doa&ccedil;&otilde;es recebidas e os gastos feitos constem no site do candidato e do partido, com um certo prazo para alimenta&ccedil;&atilde;o dos dados.<br />
Desse modo, saberemos quem est&aacute; contribuindo para a campanha de quem (presumindo-se que se deixe de lado o caixa dois). E se determinada empresa n&atilde;o quer que seu nome apare&ccedil;a ao lado do candidato X ou Y, &eacute; porque boa coisa n&atilde;o se pode esperar dessa &ldquo;parceria&rdquo;.<br />
Os partidos poder&atilde;o acompanhar os gastos uns dos outros, questionando essa ou aquela despesa. Vai dar mais trabalho &agrave; Justi&ccedil;a Eleitoral? Pode ser que sim, mais dar&aacute; mais transpar&ecirc;ncia a essa grande inc&oacute;gnita chama contabilidade da campanha.<br />
<br />
<span style="color: rgb(0, 0, 255);"><strong>8 &ndash; Amplia&ccedil;&atilde;o dos modos de arrecada&ccedil;&atilde;o para a campanha</strong></span><br />
<br />
Seria f&aacute;cil e barato, criar mecanismos de doa&ccedil;&atilde;o on line (um dos grandes sucessos da campanha do Presidente Obama).<br />
O eleitor, de sua casa, poderia fazer doa&ccedil;&otilde;es com cart&atilde;o de cr&eacute;dito (mecanismo previsto no projeto da Deputada Manuela D'&Aacute;vila), d&eacute;bito em conta corrente ou emitir um boleto para ser pago em uma ag&ecirc;ncia banc&aacute;ria, casa lot&eacute;rica, farm&aacute;cia ou ag&ecirc;ncia de correios (aquelas onde se faz de tudo, at&eacute; postar cartas e comprar selos).<br />
<br />
<span style="color: rgb(0, 0, 255);"><strong>9 &ndash; Maior facilidade de cobran&ccedil;a dos compromissos</strong></span><br />
<br />
A legisla&ccedil;&atilde;o poder&aacute; obrigar que as informa&ccedil;&otilde;es e compromissos divulgados durante a campanha sejam mantidos pelos candidatos no ar durante todo o mandato (em site pr&oacute;prio ou hospedados pelo TSE ou TREs &ndash; o custo disso poderia sair dos pr&oacute;prios fundos partid&aacute;rios).<br />
Tal medida possibilitaria uma cobran&ccedil;a maior por parte do eleitorado que no Brasil, como todos sabemos, tem mem&oacute;ria muito curta.<br />
<br />
<span style="color: rgb(0, 0, 255);"><strong>10 -&nbsp; Democratiza&ccedil;&atilde;o do acesso &agrave; informa&ccedil;&atilde;o</strong></span><br />
<br />
Todos esses itens anteriores, poderiam ser resumidos neste aspecto final: a democratiza&ccedil;&atilde;o do acesso &agrave; informa&ccedil;&atilde;o por parte do eleitorado (tamb&eacute;m ressaltado pela Deputada Manuela D'&Aacute;vila na entrevista mencionada).<br />
Atingir a todos (jovens, maduros e idosos), a qualquer hora do dia ou da noite, com conte&uacute;do variado, permitindo intera&ccedil;&atilde;o (cr&iacute;ticas e sugest&otilde;es), possibilidade de cobran&ccedil;a de promessas de campanha, de fiscaliza&ccedil;&atilde;o de arrecada&ccedil;&atilde;o e de gastos. Isso tudo, sem d&uacute;vida, &eacute; amplia&ccedil;&atilde;o da participa&ccedil;&atilde;o popular. &Eacute; mais democracia.<br />
<br />
Sem d&uacute;vida alguma, uma maior e melhor regulamenta&ccedil;&atilde;o do uso da Internet nas campanhas eleitorais, daria mais for&ccedil;a ao combate &agrave; corrup&ccedil;&atilde;o eleitoral, uma das mais odiosas formas de crime de colarinho branco, por ser a que antecede a muitos outros. &ldquo;Ajude na minha elei&ccedil;&atilde;o que eu te ajudo depois&rdquo;.<br />
Para viabilizar esse maior acesso &agrave; informa&ccedil;&atilde;o e maior fiscaliza&ccedil;&atilde;o, o projeto da Deputada Manuela D'&Aacute;vila &eacute; um ponto de partida important&iacute;ssimo, que esperamos tenha tramita&ccedil;&atilde;o agilizada e sirva j&aacute; para as elei&ccedil;&otilde;es de 2010.<br />
A quem interessa barrar no Brasil esses avan&ccedil;os?</p>
<p>(Imagens: <a href="http://www.teenchokinggame.com/tag/teen-parenting" target="_blank">www.teenchokinggame.com/<wbr></wbr>tag/teen-parenting</a> , <a href="http://www.eaibeleza.com.br/" target="_blank">http://www.eaibeleza.com.br/</a>&nbsp; , <a href="http://www.childwise.co.uk/internet.asp" target="_blank">www.childwise.co.uk/<wbr></wbr>internet.asp</a> ,  <a href="http://www.acus.org/new_atlanticist/obama-revolutionizing-german-politics">www.acus.org/</a> , <a href="http://coloredopinions.blogspot.com/2009/02/obamas-internetmarketing-intrigues.html">coloredopinions.blogspot.com/<wbr></wbr>2009/02/obamas-i.</a> )</p>]]></description>
<link>http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/principal.asp?cod=78#ponto1</link>
</item>
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<title><![CDATA[CRIMES CONTRA AS RELAÇÕES DE CONSUMO ? PARTE III]]></title>
<date><![CDATA[14/6/2009 09:15:42]]></date>
<description><![CDATA[<p><img height="158" width="210" align="left" src="/download/image/WebRecall_1.jpg" alt="" />Omiss&atilde;o de comunica&ccedil;&atilde;o sobre nocividade ou periculosidade de produtos conhecida posteriormente &agrave; sua coloca&ccedil;&atilde;o no mercado.<br />
Muitas vezes, produtos s&atilde;o colocados no mercado de consumo e, posteriormente, tem-se not&iacute;cia de problemas oriundos deles. Podem ser simples defeitos, que tiram total ou parcialmente a utilidade dos produtos, diminuindo-lhes o valor ou podem ter maior gravidade, gerando nocividade ou perigo aos consumidores.<br />
Nessas situa&ccedil;&otilde;es, de conhecimento posterior (superveniente) de nocividade ou periculosidade dos produtos, o C&oacute;digo imp&otilde;e ao fornecedor, a obriga&ccedil;&atilde;o de comunicar o fato imediatamente &agrave;s autoridades competentes e aos consumidores, mediante an&uacute;ncios publicit&aacute;rios (art. 10, &sect; 1&deg;). &Eacute; o recall ou chamamento, pr&aacute;tica que pode ser volunt&aacute;ria (quando feita espontaneamente pela empresa) ou determinada (imposta) pela autoridade competente e que consiste em chamar de volta os consumidores at&eacute; os pontos de venda ou assist&ecirc;ncia t&eacute;cnica para solu&ccedil;&atilde;o do defeito ou devolu&ccedil;&atilde;o dos valores pagos pelos produtos (neste particular, o Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a, atrav&eacute;s do Departamento de Prote&ccedil;&atilde;o e Defesa do Consumidor &ndash; DPDC editou a Portaria n&ordm; 789, de 24 de agosto de 2001, que pode ser encontrada no endere&ccedil;o http://www.mj.gov.br/dpdc/servicos/legislacao/pdf/Portaria_n789.pdf e que regula como deve a empresa proceder nos casos de recall).<br />
Para o legislador, configura crime omitir informa&ccedil;&atilde;o, tanto &agrave;s autoridades competentes, quanto aos consumidores, sobre a nocividade ou periculosidade de produtos cujo conhecimento seja posterior &agrave; sua coloca&ccedil;&atilde;o no mercado. Assim disp&otilde;e o art. 64 do CDC.<img height="83" width="110" align="right" src="/download/image/recall.jpg" alt="recall" /><br />
A pena prevista &eacute; deten&ccedil;&atilde;o de seis meses a dois anos e multa.<br />
Mais uma vez, o legislador pretendeu proteger a incolumidade do consumidor, prestigiando o princ&iacute;pio de prote&ccedil;&atilde;o &agrave; vida, &agrave; sa&uacute;de e &agrave; seguran&ccedil;a e o princ&iacute;pio da informa&ccedil;&atilde;o.<br />
No par&aacute;grafo &uacute;nico do mesmo artigo h&aacute; a previs&atilde;o de pena id&ecirc;ntica para quem deixar de retirar do mercado, imediatamente quando determinado pela autoridade competente, os produtos nocivos ou perigosos assim tidos por fatos ocorridos posteriormente &agrave; sua coloca&ccedil;&atilde;o no mercado.<br />
Considerando-se que a advert&ecirc;ncia deve ser feita tanto &agrave;s autoridades quanto aos consumidores, a omiss&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o a quaisquer destes, configurar&aacute; o delito.<br />
Muitos dos recall que ocorrem hoje em dia, s&atilde;o fruto do pouco investimentos das empresas em pesquisa e desenvolvimento, na pressa por lan&ccedil;ar os produtos no mercado.<br />
O escritor Moacyr Scliar diz que &ldquo;a ansiedade das empresas diante do mercado &eacute; tal que a ordem agora &eacute;: primeiro vender, depois testar&rdquo; (in Do jeito que n&oacute;s vivemos, Ed. Leitura).<br />
<img height="89" width="118" align="left" src="/download/image/cinto.jpg" alt="" />E nesse &ldquo;vende, depois testa&rdquo;, surgem os defeitos, &agrave;s vezes pequenos, &agrave;s vezes catastr&oacute;ficos, como os casos do <img height="113" width="150" align="right" src="/download/image/pneu%20firestone.JPG" alt="" />cinto de seguran&ccedil;a do Corsa, da GM (segundo n&uacute;meros oficiais da pr&oacute;pria General Motors, os cintos de seguran&ccedil;a se romperam em pelo menos 25 acidentes, sendo dois fatais) ou dos pneus Firestone da Ford Explorer (que segundo investiga&ccedil;&atilde;o realizada pelo NHTSA- National Highway Traffic Safety Administration, &oacute;rg&atilde;o de seguran&ccedil;a de tr&acirc;nsito dos EUA, pode ter provocado a morte de aproximadamente 200 pessoas em todo mundo).<br />
<br />
(Imagens: criativodegalochas.blogspot.com; www.marlerblog.com; www.ecoliblog.com; motosa.com.br e cnn.com)<br />
&nbsp;</p>]]></description>
<link>http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/principal.asp?cod=77#ponto1</link>
</item>
<item>
<title><![CDATA[CONAMP REALIZA CAMPANHA CONTRA LEI DA MORDAÇA]]></title>
<date><![CDATA[13/6/2009 09:56:23]]></date>
<description><![CDATA[<p>CONAMP d&aacute; in&iacute;cio, na pr&oacute;xima quarta-feira, a campanha nacional contra Projeto de Lei de autoria de Paulo Maluf que estabelece penas <img height="83" width="248" align="right" src="/download/image/conamp.jpg" alt="" />para membros do MP que entrarem com a&ccedil;&atilde;o contra pol&iacute;ticos &quot;motivados por promo&ccedil;&atilde;o pessoal, m&aacute;-f&eacute; ou persegui&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica&quot;.<br />
A Associa&ccedil;&atilde;o Nacional dos Membros do Minist&eacute;rio P&uacute;blico &ndash; CONAMP vai dar in&iacute;cio, na pr&oacute;xima quarta-feira (17), a uma campanha nacional contra o Projeto de Lei n.&ordm; 265 de 2007, de autoria do deputado Paulo Maluf (PP-SP), que estabelece a condena&ccedil;&atilde;o de autores de a&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas e a&ccedil;&otilde;es populares quando o ajuizamento tiver &quot;m&aacute; f&eacute;&quot;, representar persegui&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica ou inten&ccedil;&atilde;o de promo&ccedil;&atilde;o pessoal. Tamb&eacute;m pela proposta, a associa&ccedil;&atilde;o ou membro do MP respons&aacute;vel pela a&ccedil;&atilde;o dever&aacute; pagar multa equivalente a dez vezes o valor das custas processuais mais os honor&aacute;rios advocat&iacute;cios.<br />
No &uacute;ltimo dia 02, Maluf conseguiu assinaturas de l&iacute;deres partid&aacute;rios para um requerimento de regime de urg&ecirc;ncia para a vota&ccedil;&atilde;o do PL. Conhecida como Lei da Morda&ccedil;a do Minist&eacute;rio P&uacute;blico, a proposta obteve apoio de C&acirc;ndido Vaccarezza (PT-SP), Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), Jos&eacute; An&iacute;bal (PSDB-SP), Jovair Arantes (PTB-GO), Fernando Coruja (PPS-SC) e Lincoln Portela (PR-MG) &ndash; este &uacute;ltimo j&aacute; solicitou a retirada de sua assinatura do requerimento.<br />
A CONAMP vai convidar todas as entidades representativas do Minist&eacute;rio P&uacute;blico, magistratura, advocacia, e da sociedade em geral, que defendem a probidade administrativa, para apoiarem a luta contra a aprova&ccedil;&atilde;o do Projeto de Lei. Entre as entidades convidadas est&atilde;o a Confer&ecirc;ncia Nacional dos Bispos do Brasil &ndash; CNBB, Associa&ccedil;&atilde;o Nacional dos Procuradores da Rep&uacute;blica &ndash; ANPR, Associa&ccedil;&atilde;o dos Magistrados Brasileiros &ndash; AMB, Associa&ccedil;&atilde;o Nacional dos Procuradores do Trabalho &ndash; ANPT, Associa&ccedil;&atilde;o dos Ju&iacute;zes Federais do Brasil &ndash; Ajufe, Associa&ccedil;&atilde;o Nacional do Minist&eacute;rio P&uacute;blico Militar &ndash; ANMPM, Associa&ccedil;&atilde;o Nacional dos Magistrados da Justi&ccedil;a do Trabalho &ndash; Anamatra e Ordem dos Advogados do Brasil &ndash; OAB. Ser&atilde;o entregues manifestos contr&aacute;rios &agrave; proposta ao presidente da C&acirc;mara, l&iacute;deres partid&aacute;rios e demais parlamentares.<br />
Desde a apresenta&ccedil;&atilde;o do PL por Maluf, h&aacute; dois anos, a CONAMP trabalha para impedir a aprova&ccedil;&atilde;o da mat&eacute;ria. &quot;O deputado Paulo Maluf est&aacute; usando o mandato dele para retaliar o Minist&eacute;rio P&uacute;blico. Essa retalia&ccedil;&atilde;o n&atilde;o atinge s&oacute; o MP, mas principalmente a sociedade. O objetivo desse projeto &eacute; amea&ccedil;ar aquele que busca acabar com a impunidade, principalmente, a improbidade administrativa. Querem inibir o MP, as associa&ccedil;&otilde;es e a sociedade civil de entrar com a&ccedil;&otilde;es&quot;, diz o presidente da CONAMP, Jos&eacute; Carlos Cosenzo. Segundo ele, a proposta &eacute; uma tentativa de impedir o Minist&eacute;rio P&uacute;blico de atuar contra os agentes p&uacute;blicos acusados de corrup&ccedil;&atilde;o.<br />
<strong>Parlamentares criticam PL</strong><br />
Os deputados Ant&ocirc;nio Carlos Biscaia (PT-RJ) e Lincoln Portela (PR-MG) criticaram, na &uacute;ltima quarta-feira (10), durante pronunciamento em plen&aacute;rio, o Projeto de Lei de Maluf. Para Biscaia, a proposta &quot;quer dar o tiro de morte&quot; na atua&ccedil;&atilde;o do MP. Segundo o deputado, &eacute; inadmiss&iacute;vel que as principais lideran&ccedil;as partid&aacute;rias tenham assinado um requerimento pedindo urg&ecirc;ncia para vota&ccedil;&atilde;o do projeto. A opini&atilde;o do parlamentar, a sociedade reconhece que o Minist&eacute;rio P&uacute;blico presta inestim&aacute;veis servi&ccedil;os &agrave; propositura de a&ccedil;&otilde;es civis p&uacute;blicas e ao combate &agrave; corrup&ccedil;&atilde;o e desvios de recursos p&uacute;blicos.<br />
Em seu pronunciamento, Biscaia lembrou tamb&eacute;m que a legisla&ccedil;&atilde;o j&aacute; cont&eacute;m instrumentos adequados para reprimir eventuais excessos na atua&ccedil;&atilde;o dos membros do MP. &quot;O Conselho Nacional do Minist&eacute;rio P&uacute;blico, &oacute;rg&atilde;o que fiscaliza a atua&ccedil;&atilde;o de seus membros em todo o Pa&iacute;s, est&aacute; agindo para coibir eventuais excessos&quot;, explicou.<br />
J&aacute; o deputado Lincoln Portela, que havia assinado o requerimento de urg&ecirc;ncia para o PL, antecipou publicamente seu voto contr&aacute;rio &agrave; mat&eacute;ria. &quot;Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; sucumb&ecirc;ncia do Minist&eacute;rio P&uacute;blico, j&aacute; antecipo o meu voto - n&atilde;o&quot;, disse. Na oportunidade, o deputado esclareceu que, apesar de ter assinado o requerimento, ele n&atilde;o concorda com a proposta. O parlamentar tamb&eacute;m j&aacute; solicitou a retirada de sua assinatura do requerimento de urg&ecirc;ncia.</p>
<p>Leia mat&eacute;ria do <a href="javascript:abrirPostagem(61)" target="_blank">Crimes de Colarinho Branco</a> sobre a &quot;Lei Maluf&quot;.</p>]]></description>
<link>http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/principal.asp?cod=76#ponto1</link>
</item>
<item>
<title><![CDATA[NOVAS PISTAS NA OPERAÇÃO CASTELO DE AREIA]]></title>
<date><![CDATA[13/6/2009 09:35:12]]></date>
<description><![CDATA[<p><img align="left" src="/download/image/castelo%20de%20areia.jpg" style="width: 130px; height: 147px;" alt="" />A Opera&ccedil;&atilde;o Castelo de Areia, que investiga doa&ccedil;&otilde;es supostamente ilegais feitas pela construtora&nbsp; Camargo Corr&ecirc;a a partidos pol&iacute;ticos e candidatos, ficou em suspenso, por conta de recibos supostamente (olha ele aqui outra vez) verdadeiros, apresentados pela empresa.<br />
No entanto, o trabalho de an&aacute;lise do material apreendido continuo e eis que a PF esbarrou em documentos que podem dar outro rumo &agrave;s investiga&ccedil;&otilde;es.<br />
W&aacute;lter Nunes, rep&oacute;rter da Revista &Eacute;poca, traz mat&eacute;ria sobre o fato.<br />
Trata-se de 54 folhas de papel A4, contendo o material &ldquo;explosivo&rdquo; e que foram apreendidas na resid&ecirc;ncia de um dos executivos da Camargo Corr&ecirc;a, Pietro Francesco Giavina Bianchi.<br />
S&atilde;o tabelas e planilhas com nomes de institui&ccedil;&otilde;es, obras, partidos, pol&iacute;ticos e membros do TCU. Associa os nomes a valores em d&oacute;lares e em reais. As transa&ccedil;&otilde;es teriam sido realizadas entre 1998 e 2000.<br />
Come&ccedil;a agora a fase de rastreamento do dinheiro. J&aacute; ensina a cl&aacute;ssica doutrina do combate &agrave; lavagem de ativos: siga a pista do dinheiro.<br />
Por incr&iacute;vel que possa parecer, a Camargo Corr&ecirc;a diz desconhecer os pap&eacute;is. &Eacute; &oacute;bvio!<br />
O que voc&ecirc;, querido leitor, esperava? Que em nota &agrave; imprensa, a construtora dissesse: <br />
- &ldquo;Reconhecemos a autenticidade dos documentos, que refletem a realidade do mercado de compra e venda de corruptos. Naquele momento hist&oacute;rico (1998-2000), os pol&iacute;ticos e ministros corruptos estavam cobrando pre&ccedil;os relativamente baixos pelos atos de corrup&ccedil;&atilde;o, tendo a empresa optado por comprar alguns deles. Ressaltamos que todos s&atilde;o pessoas da mais elevada &eacute;tica, havendo cumprido com todos os compromissos assumidos para com a empresa&rdquo;.<br />
E haja paci&ecirc;ncia, no pa&iacute;s da leni&ecirc;ncia.<br />
<br />
(Sobre post de <a href="http://josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br/arch2009-06-07_2009-06-13.html#2009_06-13_05_46_15-10045644-0" target="_blank">Josias de Souza </a>. Imagem: <font face="arial,sans-serif" size="-1"><span class="a">guinnessbrasil.blogspot.com)</span></font></p>]]></description>
<link>http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/principal.asp?cod=75#ponto1</link>
</item>
<item>
<title><![CDATA[CRESCE NÚMERO DE APREENSÕES DE MÍDIAS ILEGAIS NO MÊS DE MAIO]]></title>
<date><![CDATA[12/6/2009 08:26:29]]></date>
<description><![CDATA[<p><img height="132" width="200" align="left" src="/download/image/cdpirata2.jpg" alt="Pirataria" />Julio Sim&otilde;es, em mat&eacute;ria da <a href="http://www.consumidormoderno.com.br" target="_blank">Consumidor Moderno</a>, d&aacute; conta de que&nbsp; no m&ecirc;s de maio de 2009, ocorreram 55 a&ccedil;&otilde;es em todo o pa&iacute;s que resultaram na apreens&atilde;o de 109,8 mil CDs contendo programas falsificados, valor 70% superior de comparado ao m&ecirc;s de abril deste ano.<br />
As informa&ccedil;&otilde;es foram fornecidas pela Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira das Empresas de Software (ABES),&nbsp; juntamente com a Business Software Alliance (BSA) e a Entertainment Software Association (ESA).<br />
Segundo as associa&ccedil;&otilde;es, foram retirados do ar 29 websites que comercializavam softwares piratas e 1,4 mil an&uacute;ncios destinados &agrave; divulga&ccedil;&atilde;o do com&eacute;rcio de produtos ilegais. Tamb&eacute;m foram registradas 440 den&uacute;ncias, por email e telefone, que deram origem ao envio de 992 notifica&ccedil;&otilde;es e ao in&iacute;cio de 10 a&ccedil;&otilde;es judiciais.<br />
Mereceram destaque as opera&ccedil;&otilde;es realizadas em S&atilde;o Paulo, conduzidas pela 1&ordf; Delegacia de Pol&iacute;cia Seccional Centro (SIG/Centro) e no Rio de Janeiro, dirigidas pela Delegacia de Repress&atilde;o aos Crimes contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM). Essas a&ccedil;&otilde;es resultaram na apreens&atilde;o de mais de 28 mil CDs ilegais.<br />
Em maio passado, uma das associa&ccedil;&otilde;es mencionadas, a Business Software Alliance ( BSA ) emitiu um relat&oacute;rio, junto com a empresa IDC,&nbsp; informando que as perdas das empresas de software com a pirataria chegaram &agrave; marca dos 50 bilh&otilde;es de d&oacute;lares.<br />
Segundo o relat&oacute;rio, est&atilde;o sendo feitos avan&ccedil;os contra a pirataria, tanto por parte das empresas e dos governos (incluindo pol&iacute;cia, Minist&eacute;rio P&uacute;blico e Judici&aacute;rio), mas em algumas &aacute;reas - como na Uni&atilde;o Europ&eacute;ia &ndash; os esfor&ccedil;os antipirataria t&ecirc;m sido protelados.<br />
Enquanto o combate &agrave; pirataria de software no Brasil aumentou em maio de 2009, os n&uacute;meros do estudo da BSA-IDC indicam que a taxa de pirataria mundial subiu pelo segundo ano consecutivo, em 2008, passando de 36% para 41%.<br />
E quanto mais subir a pirataria, maior dever&aacute; ser o esfor&ccedil;o dos cidad&atilde;os, das empresas e do poder p&uacute;blico para combat&ecirc;-la.<br />
(Com imagem e informa&ccedil;&otilde;es da <a href="http://www.insidetech.com/news/articles/4756-report-software-piracy-cost-the-industry-50b" target="_blank">InsideTech</a>)</p>]]></description>
<link>http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/principal.asp?cod=74#ponto1</link>
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<title><![CDATA[União Européia defende mais vigilância sobre o setor bancário]]></title>
<date><![CDATA[11/6/2009 09:29:25]]></date>
<description><![CDATA[<p><img height="114" width="114" align="left" src="/download/image/uniao%20europeia.jpg" alt="" />Os ministros da UE chegaram a um acordo sobre a forma de melhorar a supervis&atilde;o financeira, mas os 27 Estados-Membros permanecem divididos sobre os novos poderes que os &oacute;rg&atilde;os reguladores devem ter.<br />
Um dos efeitos da crise financeira mundial foi o de expor as defici&ecirc;ncias regulat&oacute;rias existentes sobre o setor de cr&eacute;dito banc&aacute;rio.<br />
Defici&ecirc;ncias que geraram graves problemas n&atilde;o s&oacute; para o &ldquo;Estado ausente&rdquo;, mas que repercutiram em pa&iacute;ses de todo o mundo.<br />
Semana que vem, os l&iacute;deres da Uni&atilde;o Europ&eacute;ia se re&uacute;nem para definir os organismos e n&iacute;veis de supervis&atilde;o que seus pa&iacute;ses ter&atilde;o daqui pra frente, com a finalidade de evitar novas cat&aacute;strofes nessa &aacute;rea.<br />
Uma coisa j&aacute; &eacute; certa sobre o encontro: a UE n&atilde;o ir&aacute; interferir no regime tribut&aacute;rio de seus pa&iacute;ses membros, que continuar&atilde;o a disciplinar a cobran&ccedil;a de impostos conforme seus interesses particulares.<br />
Baseados em um relat&oacute;rio emitido em fevereiro deste ano por uma comiss&atilde;o&nbsp; encabe&ccedil;ada por Jacques de Larosi&egrave;re, um ex-diretor gerente do FMI, o ministros de finan&ccedil;as europeus dever&atilde;o aprovar a cria&ccedil;&atilde;o de dois organismos. O Conselho Europeu de Risco Sist&ecirc;mico (ESRB na sigla em ingl&ecirc;s) e o Sistema Europeu de Supervis&atilde;o Financeira (ESFS na sigla inglesa). O primeiro estaria encarregado&nbsp; da supervis&atilde;o macro-econ&ocirc;mica do setor financeiro, identificando riscos sist&ecirc;micos, de modo a prevenir outro colapso financeiro. J&aacute; o segundo &oacute;rg&atilde;o ficaria a cargo de fiscalizar a estabilidade individual das empresas financeiras.<br />
O ESRB dever&aacute; ser chefiado pelo presidente do Banco Central Europeu.<br />
&Eacute; poss&iacute;vel que resulte do novo formato fiscalizat&oacute;rio uma maior prote&ccedil;&atilde;o aos investidores contra riscos sist&ecirc;micos causados, inclusive, por pr&aacute;ticas financeiras criminosas, quer para gerar receitas absurdas, quer para propiciar lavagem de dinheiro em grande escala.<br />
Com reportagem da BBC.</p>]]></description>
<link>http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/principal.asp?cod=73#ponto1</link>
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<title><![CDATA["A SOCIEDADE MUDA, QUANDO OS INDIVÍDUOS QUE VIVEM NELA MUDAM"]]></title>
<date><![CDATA[10/6/2009 17:52:22]]></date>
<description><![CDATA[<p><img align="left" src="/download/image/1%20Afonso%20Ghizzo.jpg" style="width: 109px; height: 280px;" alt="" />Entrevista com o Promotor de Justi&ccedil;a de Santa Catarina, Affonso Ghizzo Neto, coordenador nacional do Projeto &quot;O que voc&ecirc; tem a ver com a corrup&ccedil;&atilde;o?&quot;<br />
<br />
<strong>A campanha &quot;O que voc&ecirc; tem a ver com a corrup&ccedil;&atilde;o&quot; nasceu em Santa Catarina no ano de 2004. De l&aacute; para c&aacute;, o projeto ganhou notoriedade nacional. Como &eacute; apresentar este trabalho em todos os estados do Brasil?<br />
</strong><br />
Como &eacute; sabido, nada se faz sozinho ou isoladamente com sucesso. O Projeto conquistou o Pa&iacute;s pela sua simplicidade e, principalmente, pela estrat&eacute;gia de somar for&ccedil;as e agregar id&eacute;ias com outras pessoas e institui&ccedil;&otilde;es. Nesse sentido, a experi&ecirc;ncia de dissemina&ccedil;&atilde;o do Projeto em todos os estados do Brasil tem sido valiosa, gratificante e efetiva.<br />
&nbsp;<br />
<strong>&quot;O que voc&ecirc; tem a ver com a corrup&ccedil;&atilde;o&quot; &eacute; um projeto de car&aacute;ter pedag&oacute;gico e objetiva, primordialmente, conscientizar crian&ccedil;as e adolescentes a serem honestas e transparentes em suas atitudes rotineiras. Qual a import&acirc;ncia deste p&uacute;blico, no combate &agrave; corrup&ccedil;&atilde;o?<br />
</strong><br />
O fen&ocirc;meno da corrup&ccedil;&atilde;o e suas conseq&uuml;&ecirc;ncias nefastas para o Estado Democr&aacute;tico de Direito, s&atilde;o graves. Para tanto, a compreens&atilde;o hist&oacute;rica da cultura da corrup&ccedil;&atilde;o, sua origem e desenvolvimento, e o entendimento da corrup&ccedil;&atilde;o institucionalizada, visivelmente entranhada nas mais profundas v&iacute;sceras da &iacute;ndole do homem brasileiro, &eacute; medida que se imp&otilde;e com urg&ecirc;ncia. Ocorre que esta grande reflex&atilde;o, este grande debate nacional, s&oacute; ter&aacute; resultado a partir do resgate pela educa&ccedil;&atilde;o, como instrumento de conscientiza&ccedil;&atilde;o para a democracia, em busca da consolida&ccedil;&atilde;o dos valores &eacute;ticos e morais universais. Todavia, o sucesso dessa miss&atilde;o depende decisivamente da participa&ccedil;&atilde;o social e da forma&ccedil;&atilde;o de seres pensantes: cr&iacute;ticos e reflexivos. S&oacute; assim ser&aacute; poss&iacute;vel estruturar as bases necess&aacute;rias para a primeira conquista do Estado Democr&aacute;tico de Direito, onde as pol&iacute;ticas sociais n&atilde;o sejam apenas supostas pretens&otilde;es.<br />
&nbsp;<br />
<strong>Um dos alvos da Campanha &eacute; estimular as den&uacute;ncias de atos de corrup&ccedil;&atilde;o, aproximando o cidad&atilde;o das institui&ccedil;&otilde;es respons&aacute;veis para apurar as den&uacute;ncias. De que maneira este projeto poder&aacute; auxiliar no combate &agrave; corrup&ccedil;&atilde;o e aos atos il&iacute;citos? </strong><br />
<br />
O Projeto serve de canal para recebimento de den&uacute;ncias - sempre identificadas, em car&aacute;ter reservado ou n&atilde;o, a crit&eacute;rio do denunciante - sendo encaminhada para as autoridades competentes (minist&eacute;rios p&uacute;blicos etc.), com o objetivo de estimular a participa&ccedil;&atilde;o social e a cobran&ccedil;a pela atua&ccedil;&atilde;o eficiente dos &oacute;rg&atilde;os p&uacute;blicos incumbidos do combate &agrave; corrup&ccedil;&atilde;o<br />
&nbsp;<br />
<strong> Em sua opini&atilde;o, qual &eacute; o principal papel do Minist&eacute;rio P&uacute;blico, neste projeto, enquanto institui&ccedil;&atilde;o detentora do direito de a&ccedil;&atilde;o nas A&ccedil;&otilde;es de Improbidade? </strong><br />
<br />
O projeto reconhece na institui&ccedil;&atilde;o do Minist&eacute;rio P&uacute;blico um instrumento constitucional eficiente no combate &agrave; corrup&ccedil;&atilde;o e na realiza&ccedil;&atilde;o das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas, valendo-se dos mecanismos constitucionais para enfrentar efetivamente a macro-criminalidade, identificando, investigando e buscando a efetiva puni&ccedil;&atilde;o de corruptos e de corruptores comprovadamente respons&aacute;veis. Al&eacute;m disso, e parece fundamental, a atua&ccedil;&atilde;o preventiva e extrajudicial do <em>Parquet</em>, como instrumento priorit&aacute;rio e eficiente no combate &agrave; corrup&ccedil;&atilde;o, &eacute; um marco constitucional decisivo. Somente atrav&eacute;s desta atua&ccedil;&atilde;o do MP &eacute; que conseguiremos construir um processo educativo de forma&ccedil;&atilde;o de<img height="269" width="180" align="right" src="/download/image/1%20Afonso%20Ghizzo%20Lancamento_de_campanha.jpg" alt="" /> cidad&atilde;os a partir da consci&ecirc;ncia cr&iacute;tica e da valora&ccedil;&atilde;o dos direitos e garantias fundamentais.<br />
<br />
<strong>&nbsp;<span style="font-size: x-large;"><span style="font-family: Arial;">&quot;Sem educa&ccedil;&atilde;o, toda a&ccedil;&atilde;o ser&aacute; em v&atilde;o.&quot;</span></span></strong><br />
<br />
<strong>Dentre os parceiros do projeto, est&aacute; a Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para a Educa&ccedil;&atilde;o (UNESCO). Qual a import&acirc;ncia da educa&ccedil;&atilde;o para a constru&ccedil;&atilde;o da cidadania e refor&ccedil;o da transpar&ecirc;ncia da gest&atilde;o p&uacute;blica? </strong><br />
<br />
Sem educa&ccedil;&atilde;o, toda a&ccedil;&atilde;o ser&aacute; em v&atilde;o. A educa&ccedil;&atilde;o como instrumento de conscientiza&ccedil;&atilde;o para a democracia s&oacute; ser&aacute; vi&aacute;vel atrav&eacute;s do rompimento com os esquemas verticais caracter&iacute;sticos da atual estrutura tradicional (patrimonial) da educa&ccedil;&atilde;o brasileira. A nova educa&ccedil;&atilde;o problematizadora deve superar a contradi&ccedil;&atilde;o existente entre o educador e os educandos, libertando, atrav&eacute;s do di&aacute;logo franco e igualit&aacute;rio, a troca de conhecimentos entre os agentes do processo educativo.<br />
&nbsp;<br />
A educa&ccedil;&atilde;o como instrumento de conscientiza&ccedil;&atilde;o para a democracia, ao inverso da educa&ccedil;&atilde;o tradicional opressora, exige um esfor&ccedil;o permanente do vivente atrav&eacute;s do exerc&iacute;cio de sua percep&ccedil;&atilde;o reflexiva como sujeito presente no mundo em que funciona. Educador e educando devem escolher livremente a si pr&oacute;prios, julgando conforme seus argumentos, elegendo seus pr&oacute;prios exemplos, ambos conscientes de suas responsabilidades para com a constru&ccedil;&atilde;o do Estado Democr&aacute;tico de Direito por meio de um agir cr&iacute;tico.&nbsp; <br />
Assim, condi&ccedil;&atilde;o obrigat&oacute;ria exigida para a efici&ecirc;ncia da educa&ccedil;&atilde;o como instrumento de conscientiza&ccedil;&atilde;o para a democracia, a consci&ecirc;ncia humana deve ser trabalhada entre educadores e educandos, cientes de que a criatividade e a liberdade de reflex&atilde;o demonstram, ao contr&aacute;rio do que pretendem fazer os donos do poder, que a verdadeira liberdade s&oacute; ser&aacute; conquistada atrav&eacute;s da imposi&ccedil;&atilde;o de limites e da garantia de direitos fundamentais aplic&aacute;veis indistintamente a todos, marcos essenciais para co-exist&ecirc;ncia igualit&aacute;ria e universal. <br />
&nbsp;<br />
O modelo proposto para a educa&ccedil;&atilde;o como instrumento de conscientiza&ccedil;&atilde;o para a democracia, longe de representar um esquema &uacute;nico e acabado, poder&aacute; - com as contribui&ccedil;&otilde;es que certamente ainda receber&aacute; - determinar o descobrimento do Estado Democr&aacute;tico de Direito, sem f&oacute;rmulas m&aacute;gicas ou &quot;salvadores da p&aacute;tria&quot;, simplesmente a partir da exist&ecirc;ncia do pr&oacute;prio indiv&iacute;duo, consciente e cr&iacute;tico. Eis a aposta: seres pensantes, cientes de suas responsabilidades e de seus direitos fundamentais. Oxal&aacute;!<br />
&nbsp;<br />
<strong>Esta Campanha, para atingir os seus objetivos, precisar&aacute; do comprometimento de diferentes segmentos da sociedade a fim de trabalhar a conscientiza&ccedil;&atilde;o em &acirc;mbito global. Como gerar a integra&ccedil;&atilde;o entre os setores? <br />
</strong><br />
A partir do envolvimento social. Como diz o mote do Projeto: &quot;A SOCIEDADE MUDA, QUANDO OS INDIV&Iacute;DUOS QUE VIVEM NELA MUDAM&quot;. Somente atrav&eacute;s da mobiliza&ccedil;&atilde;o social atrav&eacute;s de eventos, palestras, m&iacute;dia etc. &eacute; que ser&aacute; poss&iacute;vel disseminar potencialmente as id&eacute;ias deste Projeto. E sempre somando e agregando novas id&eacute;ias e iniciativas. Eis o caminho!<br />
<br />
<span style="font-size: x-large;"><span style="font-family: Arial;"><strong>&quot;Um povo deseducado, sem consci&ecirc;ncia c&iacute;vica e auto-estima, desconhece a amplitude dos diretos fundamentais que lhes foram outorgados.&quot;</strong></span></span><br />
<br />
<strong>Na explana&ccedil;&atilde;o sobre a campanha, o senhor salienta que a mobiliza&ccedil;&atilde;o &eacute; uma das principais armas/meios para combater a corrup&ccedil;&atilde;o. Por qual motivo?<br />
</strong><br />
N&atilde;o obstante a relev&acirc;ncia dos deveres constitucionais incumbidos ao Minist&eacute;rio P&uacute;blico, enquanto decisivo instrumento constitucional de garantia dos direitos fundamentais, o Parquet, sozinho e isoladamente, pouco ou quase nada pode fazer, sen&atilde;o continuar &quot;enxugando o gelo&quot;. Torna-se imperioso buscar a coopera&ccedil;&atilde;o com a sociedade civil organizada, estabelecendo uma rela&ccedil;&atilde;o de parceria e confian&ccedil;a m&uacute;tua, legitimando o processo de conquista da cidadania e da exig&ecirc;ncia pelo cumprimento das promessas constitucionais.<br />
&nbsp;<br />
Embora se observe uma crescente evolu&ccedil;&atilde;o do envolvimento e da participa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica por parte de determinados setores da sociedade civil, a grande massa de brasileiros, condenados &agrave; ignor&acirc;ncia e ao esquecimento, desconhecem o poder dos movimentos sociais. O sintoma &eacute; negativo. A sociedade, adoecida, comprova a fal&aacute;cia da democracia no Brasil. Um povo deseducado, sem consci&ecirc;ncia c&iacute;vica e auto-estima, desconhece a amplitude dos diretos fundamentais que lhes foram outorgados. Diante da impunidade, um sentimento generalizado de impot&ecirc;ncia fabrica analfabetos pol&iacute;ticos aos milh&otilde;es. Lembrando Bertold Brecht: <br />
&nbsp;<br />
<em>&quot;O pior analfabeto &eacute; o analfabeto pol&iacute;tico. Ele n&atilde;o ouve, n&atilde;o fala, nem participa dos acontecimentos pol&iacute;ticos. Ele n&atilde;o sabe o custo de vida, o pre&ccedil;o do feij&atilde;o, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do rem&eacute;dio; depende das decis&otilde;es pol&iacute;ticas.<br />
&nbsp;<br />
O analfabeto pol&iacute;tico &eacute; t&atilde;o burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a pol&iacute;tica. N&atilde;o sabe o imbecil que, da sua ignor&acirc;ncia pol&iacute;tica, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que &eacute; o pol&iacute;tico vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais&quot; </em>(<a href="http://www.consciencia.net/2004/mes/01/brecht-analfabeto.html" target="_blank">Texto</a> de Bertold Brecht, escritor e teatr&oacute;logo alem&atilde;o (1898/1956).<br />
<br />
<span style="font-size: x-large;"><span style="font-family: Arial;"><strong>&quot;Os movimentos sociais possuem um papel determinante na constru&ccedil;&atilde;o de uma nova mentalidade e consci&ecirc;ncia c&iacute;vica, sem a qual o Estado Democr&aacute;tico de Direito no Brasil continuar&aacute; representando mera fantasia&quot;.</strong></span></span><br />
<br />
De acordo com o art. 13 da Conven&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas contra a Corrup&ccedil;&atilde;o, a participa&ccedil;&atilde;o ativa da sociedade civil na formula&ccedil;&atilde;o e na cobran&ccedil;a da implementa&ccedil;&atilde;o das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas, deve ser assegurada atrav&eacute;s do envolvimento social independente e respons&aacute;vel. Portanto, o Estado dever&aacute; levar em considera&ccedil;&atilde;o os anseios dos representantes da sociedade civil, que dever&atilde;o ser necessariamente inclu&iacute;dos e consultados sobre as metas e resultados das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas determinadas.<br />
&nbsp;<br />
Parece claro, portanto, que os movimentos sociais possuem um papel determinante na constru&ccedil;&atilde;o de uma nova mentalidade e consci&ecirc;ncia c&iacute;vica, sem a qual o Estado Democr&aacute;tico de Direito no Brasil continuar&aacute; representando mera fantasia. Assim, a mobiliza&ccedil;&atilde;o para participa&ccedil;&atilde;o da sociedade civil, das organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o-governamentais e das organiza&ccedil;&otilde;es com base nas comunidades, na preven&ccedil;&atilde;o e no combate contra a corrup&ccedil;&atilde;o, a partir da articula&ccedil;&atilde;o e da sensibiliza&ccedil;&atilde;o da opini&atilde;o p&uacute;blica, tamb&eacute;m &eacute; tarefa constitucional do Minist&eacute;rio P&uacute;blico, que deve interagir ativamente com a sociedade que representa, raz&atilde;o maior de sua instrumentalidade constitucional. Um exemplo vitorioso desse envolvimento social pode ser observado atrav&eacute;s do Projeto &quot;O que voc&ecirc; tem a ver com a corrup&ccedil;&atilde;o?&quot;.<br />
<strong><br />
Em uma de suas entrevistas o senhor afirmou que, se a sociedade se posicionar de maneira firme, &eacute; poss&iacute;vel acabar com a corrup&ccedil;&atilde;o. Nesse sentido, qual &eacute; a mensagem que a Campanha &quot;O que voc&ecirc; tem a ver com a corrup&ccedil;&atilde;o&quot; quer transmitir? </strong><br />
<br />
A corrup&ccedil;&atilde;o se forma como valor negativo moral da sociedade, levando seus indiv&iacute;duos a tratarem o p&uacute;blico como se fosse privado. Como fen&ocirc;meno cultural e relacional, a corrup&ccedil;&atilde;o n&atilde;o se relaciona unicamente com a a&ccedil;&atilde;o &iacute;mproba decorrente da utiliza&ccedil;&atilde;o indevida do poder constitu&iacute;do em benef&iacute;cio privado, como tamb&eacute;m, com a maneira de ser dos indiv&iacute;duos e os valores &eacute;ticos pr&eacute;-definidos no &iacute;ntimo pessoal de cada personagem. <br />
&nbsp;<br />
Sem resposta para todos os questionamentos que circundam a problem&aacute;tica do desenvolvimento da cultura da corrup&ccedil;&atilde;o no Brasil, consciente, entretanto, do que somos e porque somos, a partir da compreens&atilde;o da pr&oacute;pria hist&oacute;ria, &eacute; poss&iacute;vel imaginar uma transforma&ccedil;&atilde;o educativa para a forma&ccedil;&atilde;o de sujeitos pensantes: cr&iacute;ticos e reflexivos. Somente atrav&eacute;s de um processo educativo de forma&ccedil;&atilde;o de novos valores morais e &eacute;ticos positivos, compat&iacute;veis com os princ&iacute;pios, garantias e direitos fundamentais, &eacute; que ser&aacute; poss&iacute;vel finalmente descobrir o Estado Democr&aacute;tico de Direito, acess&iacute;vel a todos brasileiros.<br />
&nbsp;<br />
Formar uma nova gera&ccedil;&atilde;o de cidad&atilde;os brasileiros que compreendam a import&acirc;ncia da constru&ccedil;&atilde;o de uma unidade nacional com base na solidariedade e na conviv&ecirc;ncia harm&ocirc;nica e tolerante, a partir das garantias e dos direitos fundamentais da ra&ccedil;a humana. Um processo educativo nacional planejado e aliado ao fortalecimento das institui&ccedil;&otilde;es com a aplica&ccedil;&atilde;o impessoal e objetiva das regras previamente definidas, com a efetiva e irrevers&iacute;vel puni&ccedil;&atilde;o de corruptos e de corruptores, sejam pobres ou ricos, servidores p&uacute;blicos ou agentes pol&iacute;ticos, empregados ou empres&aacute;rios. <br />
&nbsp;<br />
Torna-se imprescind&iacute;vel tomar consci&ecirc;ncia que as eventuais alternativas poss&iacute;veis para a reformula&ccedil;&atilde;o da cultura pol&iacute;tica nacional passam - todas elas - necessariamente pela compreens&atilde;o do passado, pela aposta no presente e pela responsabilidade para com o futuro. A tarefa &eacute; n&atilde;o &eacute; f&aacute;cil, pois demanda tempo, energia, persist&ecirc;ncia, coragem e, acima de tudo, reflex&atilde;o cont&iacute;nua. <br />
&nbsp;<br />
A caminhada em busca do idealizado Estado Democr&aacute;tico de Direito &eacute; longa, representando a institui&ccedil;&atilde;o do Minist&eacute;rio P&uacute;blico um instrumento constitucional, v&aacute;lido, eficaz, eficiente e poderoso no combate &agrave; corrup&ccedil;&atilde;o. O Parquet representa, portanto, um instrumento claro de transforma&ccedil;&atilde;o social, ferramenta decisiva na operatividade do princ&iacute;pio (direito e garantia) constitucional da moralidade administrativa, tendo import&acirc;ncia vital na conquista e na realiza&ccedil;&atilde;o dos direitos fundamentais, universalmente consagrados.<br />
&nbsp;<br />
A consci&ecirc;ncia da exist&ecirc;ncia humana passa pela realiza&ccedil;&atilde;o do presente atrav&eacute;s da edifica&ccedil;&atilde;o das a&ccedil;&otilde;es que estiverem ao alcance de cada indiv&iacute;duo. Certamente, somente atrav&eacute;s de uma mobiliza&ccedil;&atilde;o social organizada &eacute; que poderemos nos articular e reagir contra o arb&iacute;trio e a corrup&ccedil;&atilde;o generalizada, fruto da experi&ecirc;ncia individualista e do abandono das liberdades sociais. <br />
&nbsp;<br />
A corrup&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; causa, mas sim efeito da incorpora&ccedil;&atilde;o pelos indiv&iacute;duos de valores sociais negativos. Assim, somente atrav&eacute;s de um processo educativo voltado para o pleno exerc&iacute;cio respons&aacute;vel da cidadania, a longo prazo, &eacute; que se poder&aacute; alcan&ccedil;ar um efeito pr&aacute;tico e modificador da realidade atual, consubstanciada na falta de cultivo de uma &eacute;tica social, resumida na esperteza do ganho f&aacute;cil e do lucro certo.</p>
<p>(Fotos: Cassius Varela)</p>]]></description>
<link>http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/principal.asp?cod=72#ponto1</link>
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<title><![CDATA[JUSTIÇA FEDERAL CONDENA ADVOGADOS POR APROPRIAÇÃO INDÉBITA E PATROCÍNIO INFIEL]]></title>
<date><![CDATA[10/6/2009 14:21:38]]></date>
<description><![CDATA[<p>O <a target="_blank" href="http://www.conjur.com.br/2009-jun-09/advogados-sao-condenados-apropriacao-indebita-dinheiro">Conjur</a> traz not&iacute;cia da condena&ccedil;&atilde;o de dois advogados por apropria&ccedil;&atilde;o ind&eacute;bita e patroc&iacute;nio infiel.<br />
Segundo aquele informativo, os advogados Nelson Leite Filho e Newton Brasil Leite foram condenados pelo juiz&nbsp; Leonardo Pessorusso de <img height="171" width="200" align="right" src="/download/image/bcollar.jpg" alt="" />Queiroz, da 1&ordf; Vara Federal de Campinas, pela pr&aacute;tica de crimes de apropria&ccedil;&atilde;o ind&eacute;bita combinados com o crime de patroc&iacute;nio infiel (trair os interesses do cliente),<br />
O autor da den&uacute;ncia foi o procurador da Rep&uacute;blica Roberto Antonio Dassi&eacute; Diana, segundo o qual os acusados, ap&oacute;s receberem, por meio de alvar&aacute; de levantamento, os valores devidos aos clientes, descontavam, dos pagamentos feitos, quantias que variavam entre 40% a 50% das verbas. Em alguns casos, os advogados n&atilde;o repassaram integralmente os pagamentos recebidos. Os r&eacute;us se apropriaram de mais de R$ 300 mil.<br />
Nelson Leite Filho foi condenado &agrave; pena de 58 anos, sete meses e dois dias de reclus&atilde;o e a pagar uma multa no valor de 25.300 dias-multa fixado. Newton Brasil Leite foi condenado &agrave; pena de 50 anos, dois meses e 20 dias de reclus&atilde;o e a pagar multa no valor de 21.212 dias-multa fixado. O valor de cada dia-multa foi fixado em 1/20 de sal&aacute;rio m&iacute;nimo vigente &agrave; &eacute;poca dos fatos.<br />
O juiz negou o aumento de pena em raz&atilde;o dos crimes terem sido cometidos por idosos porque entendeu que n&atilde;o havia prova nos autos da idade avan&ccedil;ada dos clientes lesados.<br />
Para o MPF, que recorreu da decis&atilde;o, n&atilde;o foram considerados, na fixa&ccedil;&atilde;o da pena, os antecedentes criminais dos acusados, que respondem a diversos inqu&eacute;ritos policiais.<br />
Infelizmente, temos not&iacute;cia de v&aacute;rias situa&ccedil;&otilde;es semelhantes envolvendo outros advogados, com den&uacute;ncias oferecidas perante a Justi&ccedil;a Federal bem como procedimentos administrativos perante seccionais da OAB. Espera-se que tenham o mesmo final do caso aqui apresentado e, sobretudo, que os idosos lesados, consigam receber de volta os valores dos quais os &quot;nobres caus&iacute;dicos&quot; se apoderar&atilde;o indevidamente.</p>
<p>(Contribui&ccedil;&atilde;o de Rodrigo Peres. Imagem: http://www.ryansnook.com/bcollar.jpg)</p>]]></description>
<link>http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/principal.asp?cod=71#ponto1</link>
</item>
<item>
<title><![CDATA["SALUTAR DEBATE" ENCABEÇADO POR GILMAR MENDES]]></title>
<date><![CDATA[10/6/2009 08:43:34]]></date>
<description><![CDATA[<p><img height="194" width="300" align="left" src="/download/image/brasil_paraiso_dos_bandidos.jpg" alt="" />Lauro Jardim, do Radar Online, diz que devem ter ardido&nbsp; as orelhas dos procuradores brasileiros na noite da &uacute;ltima segunda-feira.<br />
Tudo porque um dos pratos mais degustados da principal mesa do jantar entre os presidentes dos tr&ecirc;s poderes e dirigentes de empresas de comunica&ccedil;&atilde;o, na casa de Michel Temer, foi uma saraivada de cr&iacute;ticas ao Minist&eacute;rio P&uacute;blico.<br />
De modo mais espec&iacute;fico, teria sido a forma de atuar, de acusar sem provas e etc. &Agrave; mesa, estavam, Lula, Jos&eacute; Alencar, Gilmar Mendes, Temer, Jos&eacute; Sarney.<br />
Quem iniciou o &ldquo;salutar debate&rdquo;, teria sido o Ministro Gilmar Mendes.<br />
Pois &eacute;. Isso em nada diminui o MP. Muito pelo contr&aacute;rio. Enquanto pessoas como essas estiverem reclamando, &eacute; porque estamos incomodando.<br />
Muito pior seria ler e ouvir que esse povo estaria elogiando a maneira subserviente com que o MP atua.<br />
&Eacute; claro que uma atua&ccedil;&atilde;o serena, por&eacute;m firme, &eacute; necess&aacute;ria, mas n&atilde;o podemos nos curvar aos interesses daqueles que querem calar o MP.<br />
N&atilde;o esque&ccedil;amos que, na verdade, o que Lula, Sarney, Temer, Z&eacute; Alencar e Gilmar estavam fazendo era nada mais nada menos do que elogiar um projeto de lei da autoria de Paulo Maluf. Diz-me com quem andas... E&nbsp;&eacute; claro que a imagem n&atilde;o tem nada a ver com o jantar. Est&aacute; a&iacute; s&oacute; porque achei bonitinha.<br />
(Imagem: sponholz.arq.br)</p>]]></description>
<link>http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/principal.asp?cod=70#ponto1</link>
</item>
<item>
<title><![CDATA[MULTINACIONAL DA INDÚSTRIA DE MEDICAMENTOS LANÇA SITE ANTIPIRATARIA]]></title>
<date><![CDATA[9/6/2009 12:01:36]]></date>
<description><![CDATA[<p><a target="_blank" href="http://www.bayercontrapirataria.com.br/site/default.asp"><img height="146" width="200" align="left" src="/download/image/1%20Bayer.jpg" alt="" /></a>Voltado ao p&uacute;blico leigo, o site traz diversas informa&ccedil;&otilde;es sobre como identificar medicamentos piratas e os riscos para a sa&uacute;de com a ingest&atilde;o desses medicamentos.<br />
<br />
A Bayer lan&ccedil;ou no Brasil o site <a href="http://www.bayercontrapirataria.com.br/site/default.asp" target="_blank">Bayer Contra Pirataria</a>, com sess&otilde;es que v&atilde;o desde dicas para identifica&ccedil;&atilde;o de rem&eacute;dios pirata, passando por informa&ccedil;&otilde;es sobre compra de medicamentos pela internet e not&iacute;cias sobre rem&eacute;dios falsificados de todo o mundo.<br />
<br />
Em linguagem acess&iacute;vel, as p&aacute;ginas levam o leitor para um mergulho esclarecedor sobre esse sub-mundo dos medicamentos pirata, uma ind&uacute;stria que vem crescendo no Brasil e fora dele. &Eacute; um bom exemplo de uni&atilde;o entre os interesses da empresa com a responsabilidade social. &Eacute; educa&ccedil;&atilde;o para o consumo, na modalidade informal, que n&atilde;o deixa de ter sua import&acirc;ncia.<br />
(Dica do post: http://consumidormoderno.uol.com.br/)</p>]]></description>
<link>http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/principal.asp?cod=69#ponto1</link>
</item>
<item>
<title><![CDATA[MAIS REMÉDIO PIRATA]]></title>
<date><![CDATA[9/6/2009 11:39:17]]></date>
<description><![CDATA[<p>Laborat&oacute;rio funcionava em garagem.<img height="225" width="150" align="right" src="/download/image/remedio%20pirata.jpg" alt="Rem&eacute;dio Pirata" /><br />
<br />
Em mat&eacute;ria de Ricardo Valota, da Central de Not&iacute;cias, o Estad&atilde;o informa que mais um laborat&oacute;rio de rem&eacute;dios clandestino foi fechado pela pol&iacute;cia em S&atilde;o Paulo.<br />
Policiais Militares das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), seguindo den&uacute;ncia an&ocirc;nima, foram at&eacute; a garagem de um pr&eacute;dio na Rua Olga Ben&aacute;rio, na Vila Penteado, zona norte de S&atilde;o Paulo,&nbsp; e l&aacute; se depararam com um laborat&oacute;rio clandestino onde eram produzidos supostos medicamentos para emagrecer.<br />
No local foram detidos dois homens que se apresentaram como empregados do dono do laborat&oacute;rio. A pol&iacute;cia apreendeu diversos frascos com comprimidos preparados para a distribui&ccedil;&atilde;o, cerca de 300 mil c&aacute;psulas prontas e mais 1,5 milh&atilde;o de c&aacute;psulas vazias que seriam preenchidas com um p&oacute; marrom. O material foi encaminhado para per&iacute;cia no&nbsp; Instituto de Criminal&iacute;stica da Pol&iacute;cia Civil.</p>
<p>(Imagem: http://www.conexaoprofessor.rj.gov.br)</p>]]></description>
<link>http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/principal.asp?cod=68#ponto1</link>
</item>
<item>
<title><![CDATA[MPF E RECEITA FEDERAL ASSINAM TERMO DE COOPERAÇÃO TÉCNICA]]></title>
<date><![CDATA[9/6/2009 09:04:11]]></date>
<description><![CDATA[<p><img height="116" width="116" border="0" align="left" src="/download/image/cooperacao.jpg" alt="Coopera&ccedil;&atilde;o receita federal ministerio publico" />Acordo busca aperfei&ccedil;oar o trabalho das duas institui&ccedil;&otilde;es no combate &agrave; corrup&ccedil;&atilde;o, &agrave; sonega&ccedil;&atilde;o fiscal, ao contrabando e ao descaminho<br />
Foi assinado ontem (segunda-feira, 8 de junho), um um termo de coopera&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica entre o Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal e a Secretaria da Receita Federal do Brasil. O acordo foi assinado pelo procurador geral da Rep&uacute;blica, Antonio Fernando Souza, e a secret&aacute;ria da Receita Federal do Brasil, Lina Maria Vieira, e tem o objetivo de permitir o aperfei&ccedil;oamento do trabalho das duas institui&ccedil;&otilde;es no combate &agrave; corrup&ccedil;&atilde;o, &agrave; sonega&ccedil;&atilde;o fiscal, ao contrabando e ao descaminho, bem como a racionaliza&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os de apoio log&iacute;stico, de forma a propiciar menor custo operacional e agilidade de execu&ccedil;&atilde;o de trabalhos de interesse p&uacute;blico.<br />
De acordo com o procurador geral, &ldquo;a assinatura desse termo tem um significado simb&oacute;lico de coopera&ccedil;&atilde;o entre as institui&ccedil;&otilde;es do Estado, pois as atividades s&atilde;o complementares&rdquo;. Segundo ele, n&atilde;o deve haver competi&ccedil;&atilde;o entre as institui&ccedil;&otilde;es e sim, um di&aacute;logo entre elas para que o crime organizado seja combatido.<br />
<br />
A secret&aacute;ria da Receita Federal tamb&eacute;m destacou a contribui&ccedil;&atilde;o do acordo para fortalecer o combate ao crime organizado. Lina Maria explicou que as duas institui&ccedil;&otilde;es v&atilde;o trabalhar n&atilde;o s&oacute; na troca de informa&ccedil;&otilde;es, mas tamb&eacute;m em semin&aacute;rios para discuss&atilde;o de temas importantes. &ldquo;Esse acordo trar&aacute; uma aproxima&ccedil;&atilde;o maior da Receita Federal com o Minist&eacute;rio P&uacute;blico e certamente condi&ccedil;&otilde;es melhores de trabalho e de troca de informa&ccedil;&otilde;es&rdquo;, ressaltou a secret&aacute;ria.<br />
Para quem trabalha na &aacute;rea de combate aos crimes de colarinho branco e contra organiza&ccedil;&otilde;es criminosas, parcerias como essa s&atilde;o extremamente valiosas, pois aceleram o envio de documentos, propiciam a troca de informa&ccedil;&otilde;es, o compartilhamento de experi&ecirc;ncias. Muitas vezes pode ocorrer de os dois &oacute;rg&atilde;os estarem investigando os mesmos indiv&iacute;duos ou empresas, de modo isolado e mais demorado. Com a coopera&ccedil;&atilde;o, um pode consultar o outro sobre poss&iacute;veis investiga&ccedil;&otilde;es sobre determinado alvo, sem medo de vazamento, e obter uma resposta que auxilie ou acelere mutuamente as investiga&ccedil;&otilde;es.<br />
Agora, &eacute; preciso lembrar uma coisa. Dif&iacute;cil mesmo &eacute; tirar esses acordos do papel, porque depende da boa vontade de muito mais gente do que do procurador geral da Rep&uacute;blica e da secret&aacute;ria da Receita. Vamos torcer para que d&ecirc; bons frutos.<br />
<br />
(Com informa&ccedil;&otilde;es da Secretaria de Comunica&ccedil;&atilde;o Social do PGR. Imagem: <font face="arial,sans-serif" size="-1"><span class="a">pt.dreamstime.com</span></font>).</p>]]></description>
<link>http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/principal.asp?cod=66#ponto1</link>
</item>
<item>
<title><![CDATA[OPERAÇÃO TARJA PRETA]]></title>
<date><![CDATA[8/6/2009 16:21:35]]></date>
<description><![CDATA[<p><img height="141" align="left" width="200" src="/download/image/tarja%20preta.jpg" alt="Rem&eacute;dio Tarja Preta" />Com dados da<span style="font-style: italic;"> assessoria de imprensa da </span> Pol&iacute;cia Federal em Minas Gerais, o Conjur informa que a PF naquele estado come&ccedil;ou a cumprir, nesta segunda-feira  (8/6), mandados de pris&atilde;o contra fraudadores da Previd&ecirc;ncia. H&aacute; tamb&eacute;m seis  mandados de busca e apreens&atilde;o de documentos em um escrit&oacute;rio cont&aacute;bil. Dois  deles s&atilde;o de Belo Horizonte, e os demais nos munic&iacute;pios de Sete Lagoas,  Itabirito, Fonseca e Bela Vista de Minas.</p>
<p>De acordo com a PF, &ldquo;as investiga&ccedil;&otilde;es identificaram que o grupo criminoso  fraudava a Previd&ecirc;ncia Social, mediante a implanta&ccedil;&atilde;o de v&iacute;nculos empregat&iacute;cios  falsos, em carteiras de trabalho e em GFIPs (Guias do Fundo de Garantia por  Tempo de Servi&ccedil;o e Informa&ccedil;&otilde;es &agrave; Previd&ecirc;ncia Social) e, em seguida, auxiliava  que os clientes obtivessem benef&iacute;cios do INSS, fazendo-se passar por doentes  mentais&rdquo;.</p>
<p>O preju&iacute;zo estimado aos cofres p&uacute;blicos &eacute; de mais de R$ 5 milh&otilde;es e se refere  a aproximadamente 200 benef&iacute;cios desviados. Os presos responder&atilde;o pelos crimes  dos artigos 171 e 288 do C&oacute;digo Penal.</p>
<p>A opera&ccedil;&atilde;o ganhou o nome de Tarja Preta. A PF diz que o nome de batismo da  opera&ccedil;&atilde;o &ldquo;faz alus&atilde;o &agrave; obten&ccedil;&atilde;o de benef&iacute;cios psiqui&aacute;tricos por clientes da  quadrilha, os quais, valendo-se da documenta&ccedil;&atilde;o fraudulenta, e mediante a  ingest&atilde;o de medicamentos de uso controlado, obtinham aux&iacute;lios-doen&ccedil;a  previdenci&aacute;rios e aposentadorias por invalidez previdenci&aacute;ria&rdquo;.<em><br />
</em></p>]]></description>
<link>http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/principal.asp?cod=64#ponto1</link>
</item>
<item>
<title><![CDATA[ANALFABETO POLÍTICO, TSE, INTERNET E CORRUPÇÃO]]></title>
<date><![CDATA[8/6/2009 13:12:15]]></date>
<description><![CDATA[<p><em>&ldquo;O pior analfabeto &eacute; o analfabeto pol&iacute;tico. Ele n&atilde;o ouve, n&atilde;o fala, nem participa dos acontecimentos pol&iacute;ticos. Ele n&atilde;o sabe que o custo de vida, os pre&ccedil;os do feij&atilde;o, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do rem&eacute;dio dependem das decis&otilde;es pol&iacute;ticas. O analfabeto pol&iacute;tico &eacute; t&atilde;o burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a pol&iacute;tica. N&atilde;o sabe o imbecil que da sua ignor&acirc;ncia pol&iacute;tica nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que &eacute; o pol&iacute;tico vigarista, pilantra, o corrupto e lacaio dos exploradores do povo&rdquo;</em> (Bertold Brecht).<br />
<br />
O Tribunal Superior Eleitoral aprovou a Resolu&ccedil;&atilde;o n&ordm; 22.718/2008, que regula a propaganda eleitoral para as elei&ccedil;&otilde;es municipais de 2008.<br />
<br />
Surpreendeu o TSE pela restri&ccedil;&atilde;o que faz &agrave; propaganda eleitoral pela Internet, que &ldquo;somente ser&aacute; permitida na p&aacute;gina do candidato destinada exclusivamente &agrave; campanha eleitoral&rdquo; (art. 18 da citada Resolu&ccedil;&atilde;o).<br />
<br />
Na contram&atilde;o dos dias atuais, o Tribunal pro&iacute;be o uso de outros meios presentes na Internet como ve&iacute;culos de propaganda eleitoral, em um desrespeito flagrante, sobretudo, aos jovens eleitores.<br />
<br />
Adolescentes de dezesseis, jovens de at&eacute; vinte e cinco ou trinta anos, est&atilde;o cada vez mais ligados &agrave; internet, seja em uma casa de classe m&eacute;dia, seja em uma lan house de periferia, como lembra o jornalista Pedro D&oacute;ria d&rsquo;<a href="http://www.link.estadao.com.br/index.cfm?id_conteudo=13383" target="_blank">O Estado de S&atilde;o Paulo</a> . N&atilde;o se sujeitam ou submetem aos ma&ccedil;antes e massacrantes &ldquo;hor&aacute;rios pol&iacute;ticos&rdquo;. Podem passar indiferentes aos outdoors. Desligam o r&aacute;dio quando vai come&ccedil;ar a propaganda eleitoral. Est&atilde;o em outra. Na Internet.<br />
<br />
A eles n&atilde;o se chega apenas pela &ldquo;p&aacute;gina oficial do candidato&rdquo;. Como ocorre atualmente na pr&eacute;-campanha eleitoral para presidente dos Estados Unidos, os instrumentos s&atilde;o variados. V&iacute;deos no You Tube, p&aacute;ginas nos sites de relacionamento (como o Orkut, o Facebook ou o MySpace), banners espalhados por p&aacute;ginas e blogs de empresas e eleitores simpatizantes s&atilde;o fundamentais para dar visibilidade &agrave;s propostas eleitorais para um p&uacute;blico que tem suas pr&oacute;prias caracter&iacute;sticas e merece todo o respeito, tanto por parte dos candidatos, quanto pela Justi&ccedil;a Eleitoral.<br />
<br />
E n&atilde;o se venha dizer que a restri&ccedil;&atilde;o se d&aacute; com a finalidade de assegurar igualdade no pleito, para que o poder econ&ocirc;mico n&atilde;o se sobreponha.<br />
<br />
Balela. Criar perfil ou comunidade no Orkut &eacute; de gra&ccedil;a, postar v&iacute;deo no You Tube, gerar contas no FaceBook, MySpace e no Flickr, do mesmo modo. Os banners entram na conta da cria&ccedil;&atilde;o da p&aacute;gina na Internet.<br />
<br />
Alguma diferen&ccedil;a o dinheiro poder&aacute; fazer, a&iacute; sim, na produ&ccedil;&atilde;o dos v&iacute;deos. S&oacute; que o candidato rico, com poucas id&eacute;ias, mas com bons marqueteiros e web designers de primeira linha, pode ter p&aacute;gina na Internet, hospedada em ambiente que suporte grande tr&aacute;fego de informa&ccedil;&otilde;es, e nela divulgar todos os v&iacute;deos que desejar, com a qualidade que for. E isso n&atilde;o &eacute; proibido.<br />
<br />
J&aacute; o candidato sem maiores recursos financeiros, que tem p&aacute;gina na rede limitada, mas que possui boas id&eacute;ias e &eacute; bem aceito pelo eleitorado jovem, n&atilde;o poder&aacute; divulgar um videozinho sequer, feito com a c&acirc;mera de um celular ou uma webcam de cem reais, atrav&eacute;s de um site gratuito...<br />
<br />
Conservadorismo, excesso de zelo, aliena&ccedil;&atilde;o, ignor&acirc;ncia... estas e outras podem ser ventiladas como raz&otilde;es para a postura limitativa (e limitada) do TSE.<br />
<br />
Seja qual for a raz&atilde;o, uma conseq&uuml;&ecirc;ncia &eacute; bastante clara e vis&iacute;vel. A proibi&ccedil;&atilde;o imposta pelo Tribunal Superior Eleitoral ir&aacute; contribuir muito para que legi&otilde;es de jovens brasileiros continuem como analfabetos pol&iacute;ticos, votando nulo, em branco, ou o que pode ser at&eacute; pior, ajudando a eleger muito <em>&ldquo;pol&iacute;tico vigarista, pilantra, corrupto e lacaio dos exploradores do povo&rdquo;</em>, como disse Brecht.<br />
<br />
(Publicado no jornal Di&aacute;rio de Natal em 08 de maio de 2008).</p>]]></description>
<link>http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/principal.asp?cod=63#ponto1</link>
</item>
<item>
<title><![CDATA[EDITORIAL DA FOLHA SOBRE LEGISLAÇÃO ELEITORAL E INTERNET]]></title>
<date><![CDATA[8/6/2009 13:03:30]]></date>
<description><![CDATA[<p>Em editorial de Fernando Rodrigues, na Folha de S&atilde;o Paulo desta segunda-feira, fala da &ldquo;oficializa&ccedil;&atilde;o do cinismo&rdquo; quando se trata de candidaturas a cargos pol&iacute;ticos, tendo em vista as proibi&ccedil;&otilde;es ultrapassadas previstas na legisla&ccedil;&atilde;o eleitoral&nbsp; e a regulamenta&ccedil;&atilde;o grotesca feita pelo TSE sobre o uso da internet nas campanhas eleitorais no Brasil.<br />
O autor afirma com acerto que o &ldquo;Congresso e a Justi&ccedil;a Eleitoral no Brasil ainda n&atilde;o compreenderam exatamente o significado da internet. Agem como se fosse poss&iacute;vel impor procedimentos regulat&oacute;rios para o planeta inteiro.&rdquo;<br />
Amanh&atilde; ocorrer&aacute; debate na C&acirc;mara dos Deputados, com o deputado Fl&aacute;vio Dino (PCdoB-MA) &agrave; frente, sobre a libera&ccedil;&atilde;o completa da internet.<br />
Sobre esse t&oacute;pico, h&aacute; coisa de um ano, escrevi para O Di&aacute;rio de Natal artigo sob o t&iacute;tulo Analfabeto pol&iacute;tico, TSE, Internet e corrup&ccedil;&atilde;o. Leia o artigo clicando aqui.</p>]]></description>
<link>http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/principal.asp?cod=62#ponto1</link>
</item>
<item>
<title><![CDATA[E VOLTA A ANDAR A LEI MALUF]]></title>
<date><![CDATA[8/6/2009 10:00:38]]></date>
<description><![CDATA[<p><img height="298" width="197" align="left" src="/download/image/morda%C3%83%C2%A7a.jpg" alt="Morda&ccedil;a" />L&iacute;deres do PT, PMDB, PSDB e PTB na C&acirc;mara dos Deputados votaram a favor do regime de urg&ecirc;ncia para a &ldquo;Lei Maluf&rdquo;, possibilitando que ela venha a ser votada ainda esta semana por aquela&nbsp; Casa Legislativa.<br />
<a href="/download/file/Lei%20Maluf.pdf" target="_blank">&ldquo;Lei Maluf&rdquo;</a> &eacute; o apelido dado ao projeto de lei 265/2007, cuja ementa diz que &ldquo;altera as Leis n&ordm;s 4.717, de 29 de junho de 1965, 7.347, de 24 de julho de 1985 e 8.429, de 2 junho de 1992, de modo a deixar expressa a responsabilidade de quem aju&iacute;za a&ccedil;&atilde;o civil p&uacute;blica, popular e de improbidade temer&aacute;rias, com m&aacute;-f&eacute;, manifesta inten&ccedil;&atilde;o de promo&ccedil;&atilde;o pessoal ou visando persegui&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica&rdquo;. <br />
O referido projeto de lei, mais uma digitada Lei da Morda&ccedil;a, busca, como diz a sua ementa, punir autores de a&ccedil;&otilde;es civis p&uacute;blicas, a&ccedil;&otilde;es populares e a&ccedil;&otilde;es de improbidade quando o Judic&aacute;rio entender que tais a&ccedil;&otilde;es foram propostas de modo manifestamente temer&aacute;rio ou foram ajuizadas com m&aacute;-f&eacute;, inten&ccedil;&atilde;o de promo&ccedil;&atilde;o pessoal ou visando persegui&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica.<br />
Nesses casos, o autor ser&aacute; condenado a pagar dez vezes o valor das custas processuais,&nbsp; mais os honor&aacute;rios advocat&iacute;cios.<br />
&Eacute; interessante notar que o projeto de lei prev&ecirc; ainda a condena&ccedil;&atilde;o&nbsp; da associa&ccedil;&atilde;o, bem como a condena&ccedil;&atilde;o pessoal do membro do Minist&eacute;rio P&uacute;blico que propuserem a a&ccedil;&atilde;o tida como temer&aacute;ria, persecut&oacute;ria ou de autopromo&ccedil;&atilde;o. <br />
E n&atilde;o para a&iacute; o projeto do atuante legislador Paulo Maluf. Ele acrescenta um art. 19 &agrave; Lei de Improbidade (Lei n&deg; 8.429, de 2 junho de 1992), pelo qual &ldquo;constitui crime a representa&ccedil;&atilde;o por ato de improbidade ou a propositura de a&ccedil;&atilde;o contra agente p&uacute;blico ou terceiro benefici&aacute;rio, quando o autor o sabe inocente ou pratica o ato de maneira temer&aacute;ria&rdquo;.<br />
Para esse crime, o projeto estabelece pena de deten&ccedil;&atilde;o de seis a dez meses e multa, acrescentando que al&eacute;m da san&ccedil;&atilde;o penal, o denunciante ou membro do Minist&eacute;rio P&ugrave;blico est&aacute; sujeito a indenizar o denunciado pelos danos materiais, morais ou &agrave; imagem que houver provocado (na Comiss&atilde;o de Constitui&ccedil;&atilde;o e Justi&ccedil;a foi aprovada a <a href="/download/file/Lei%20Maluf%20proposta%20do%20relator.pdf" target="_blank">retirada desse artigo</a> do projeto de lei).<br />
O projeto de lei n&atilde;o esconde a raiva que tem o deputado Paulo Maluf dos membros da institui&ccedil;&atilde;o que, no estrito cumprimento de seu dever, t&ecirc;m procurado levar adiante, apesar de todos os obst&aacute;culos, as investiga&ccedil;&otilde;es por desvio de dinheiro p&uacute;blico feitos, supostamente, pelo parlamentar, quando no exerc&iacute;cio de cargos de chefia de Poder Executivo, estadual e municipal.<br />
Vamos aguardar o resultado da vota&ccedil;&atilde;o na C&acirc;mara, que n&atilde;o se espera ser positivo &agrave;s pretens&otilde;es malufistas, mas nunca se sabe, tendo em vista o elevado n&uacute;mero de parlamentares processados ou investigados pelo Minist&eacute;rio P&uacute;blico.<br />
(Imagem: http://urzeira.blogspot.com/2008/01/dia-de-reis.html)</p>]]></description>
<link>http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/principal.asp?cod=61#ponto1</link>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Campanha contra a corrupção prepara ações para os próximos dois anos]]></title>
<date><![CDATA[8/6/2009 09:20:56]]></date>
<description><![CDATA[<p><strong>A ideia e o ideal</strong></p>
<p><em>A campanha <a href="http://www.oquevocetemavercomacorrupcao.com" target="_blank">&quot;O que voc&ecirc; tem a ver com a corrup&ccedil;&atilde;o?&quot; </a>j&aacute; est&aacute; consolidada no Minist&eacute;rio P&uacute;blico do pa&iacute;s. A tarefa agora, do seu idealizador Affonso Ghizzo Neto e seus seguidores, dentre os quais me incluo com muita satisfa&ccedil;&atilde;o, &eacute; espalharmos essa ideia de um chamado &agrave; reflex&atilde;o individual sobre os pequenos e grandes atos de corrup&ccedil;&atilde;o que cada um pode estar cometendo no dia a dia, e esse ideal de combate &agrave;s mazelas trazidas pela corrup&ccedil;&atilde;o, que se inicia nos bancos escolares e se apresenta apoteoticamente nas poltronas do Congresso Nacional.<br />
Acesse o <a href="http://www.oquevocetemavercomacorrupcao.com" target="_blank">site da campanha</a>, aprenda um pouco mais sobre ela e encontre uma forma de se juntar aos indiv&iacute;duos e institui&ccedil;&otilde;es que lutamos contra essa praga que devora o dinheiro p&uacute;blico, que &eacute; o nosso dinheiro.</em></p>
<p><strong>Novos passos para a campanha</strong><img height="159" width="260" align="right" src="/download/image/gd_campanha_cnpg.jpg" alt="" /></p>
<p><br />
Na reuni&atilde;o ordin&aacute;ria do Conselho Nacional de Procuradores-Gerais (CNPG), realizada em Rio Quente/GO, em 22 de maio, foram definidas as metas e propostas a&ccedil;&otilde;es para o desenvolvimento nacional da campanha &quot;O que voc&ecirc; tem a ver com a corrup&ccedil;&atilde;o?&quot; em 2009 e 2010. <br />
&nbsp;<br />
Na reuni&atilde;o, o Coordenador Nacional da Campanha, Promotor de Justi&ccedil;a de Santa Catarina Affonso Ghizzo Neto, apresentou um balan&ccedil;o das atividades realizadas at&eacute; o momento e uma s&eacute;rie de propostas de a&ccedil;&otilde;es e parcerias a serem firmadas em 2009 e 2010.<br />
&nbsp;<br />
Entre as a&ccedil;&otilde;es e propostas aprovadas pelos membros do CNPG para o desenvolvimento do Projeto em n&iacute;vel nacional, est&aacute; o Projeto &quot;Dia Nacional de Mobiliza&ccedil;&atilde;o por Reformas Pol&iacute;ticas e Legislativas - Tema Transpar&ecirc;ncia&quot;, uma iniciativa do Minist&eacute;rio P&uacute;blico do Distrito Federal e Territ&oacute;rios (MPDFT), que ser&aacute; realizado no dia 20 de outubro de 2009.<br />
&nbsp;<br />
O Dia Nacional de Mobiliza&ccedil;&atilde;o tem entre os objetivos mobilizar a sociedade sobre a import&acirc;ncia da transpar&ecirc;ncia no combate &agrave; corrup&ccedil;&atilde;o, disseminar as id&eacute;ias da campanha &quot;O que voc&ecirc; tem a ver com a corrup&ccedil;&atilde;o?&quot; e preparar a popula&ccedil;&atilde;o para o ano eleitoral de 2010, aumentando seu conhecimento sobre a necessidade do controle da gest&atilde;o p&uacute;blica exercido principalmente pelo voto.<br />
&nbsp;<br />
Entre as outras a&ccedil;&otilde;es e as propostas avaliadas e aprovadas est&atilde;o parcerias com outras institui&ccedil;&otilde;es, com clubes de futebol, empresas, ve&iacute;culos de comunica&ccedil;&atilde;o, &oacute;rg&atilde;os do Poder P&uacute;blico e entidades da sociedade civil organizada.<br />
<br />
Fonte: Coordenadoria de Comunica&ccedil;&atilde;o Social do MPSC</p>]]></description>
<link>http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/principal.asp?cod=60#ponto1</link>
</item>
<item>
<title><![CDATA[ESPANHOL É CONDENADO POR CYBERBULLYING]]></title>
<date><![CDATA[6/6/2009 14:08:44]]></date>
<description><![CDATA[<p>
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<title></title>
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</meta>
</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">Jovem &eacute; condenado por ataque &agrave; honra na rede social Tuenti<br />
<br />
Delitos Inform&aacute;ticos, site espanhol especializado nessa modalidade de crimes, traz a not&iacute;cia de que em Sevilha, um jovem foi condenado a pagar multa de 100 euros por colocar em seu perfil na rede social Tuenti uma foto de um colega de turma na qual este aparecia dentro de um alvo, tocando violino.<br />
<br />
<img height="191" width="240" align="left" src="/download/image/cyberbullying.jpg" alt="" />A fotografia foi modificada para se acrescentar o alvo. Os demais colegas de turma puderam acessar a rede social e ver a imagem, que permaneceu por dois meses na rede. Conforme a senten&ccedil;a, o condenado &ldquo;provocou deliberadamente coment&aacute;rios desrespeitosos&rdquo; &agrave; v&iacute;tima por parte de seus colegas de turma, alunos do ensino m&eacute;dio em um col&eacute;gio particular de Sevilha. Al&eacute;m diso, o condenado &ldquo;contribuiu diretamente com tais coment&aacute;rios atrav&eacute;s&nbsp; dos chats que manteve&rdquo; com seus colegas.<br />
<br />
O juiz considerou na senten&ccedil;a que o condenado levou a cabo &ldquo;um ataque deliberado &agrave; dignidade pessoal do adolescente denunciante e &agrave; imagem e boa fama dele perante os colegas de col&eacute;gio, movido pelo prop&oacute;sito de um menosprezo pessoal e moral&rdquo;.<br />
Juntamente com o jovem, que &eacute; maior de idade, v&aacute;rios colegas de turma, adolescentes, foram processados pelo mesmo motivo no Juizado de Menores de Sevilha, que lhes imp&ocirc;s uma condena&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os comunit&aacute;rios em um restaurante popular pr&oacute;ximo ao col&eacute;gio.<br />
<br />
Este &eacute; um caso de cyberbullying, um delito que vem crescendo dia ap&oacute;s dia, que teve um final feliz, ao menos para a v&iacute;tima e a sociedade.</p>
<p>&nbsp;</p>]]></description>
<link>http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/principal.asp?cod=59#ponto1</link>
</item>
<item>
<title><![CDATA[PF DEVERÁ ASSUMIR INVESTIGAÇÕES SOBRE IRREGULARIDADES NO SENADO]]></title>
<date><![CDATA[6/6/2009 13:48:43]]></date>
<description><![CDATA[<p>O site <a href="http://ultimainstancia.uol.com.br/new_site/index.html" target="_blank">&Uacute;ltima Inst&acirc;ncia</a> informa que por determina&ccedil;&atilde;o do Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal, a Pol&iacute;cia Federal dever&aacute; assumir as investiga&ccedil;&otilde;es sobre upostas irregularidades cometidas pelo ex-diretor de Recursos Humanos do Senado Jo&atilde;o Carlos Zoghbi.<br />
<br />
<img height="129" width="86" align="right" src="/download/image/senado1.jpg" alt="senado" />O procurador da Rep&uacute;blica Gustavo Pessanha Velloso teria encaminhado &agrave; PF o material produzido pelo inqu&eacute;rito da Pol&iacute;cia Legislativa, iniciado em abril, que procurava apurar o suposto esquema de fraudes em contratos de empr&eacute;stimos consignados do Senado com institui&ccedil;&otilde;es financeiras. <br />
<br />
O representante do MPF (Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal) entendeu que, al&eacute;m dos crimes j&aacute; investigados pela Pol&iacute;cia Legislativa, &ldquo;h&aacute; ind&iacute;cios de delitos que desbordam [ultrapassam] os limites territoriais sob responsabilidade do Senado Federal&rdquo;. Portanto, cabe &agrave; Pol&iacute;cia Federal seguir com as investiga&ccedil;&otilde;es, concluiu.<br />
<br />
A administra&ccedil;&atilde;o do caso ser&aacute; do delegado Gustavo Buque, que dever&aacute; decidir se mant&eacute;m os indiciamentos propostos pela Pol&iacute;cia do Senado ou n&atilde;o. O delegado j&aacute; presidiu um inqu&eacute;rito sobre esse mesmo caso, cuja den&uacute;ncia inclu&iacute;a o ex-diretor-geral do Senado, Agaciel Maia, que teria chefiado um suposto esquema de desvio de recursos p&uacute;blicos em contratos terceirizados. <br />
<br />
O inqu&eacute;rito da Pol&iacute;cia do Senado apura den&uacute;ncias de participa&ccedil;&atilde;o de Zoghbi no suposto esquema de corrup&ccedil;&atilde;o. Al&eacute;m do ex-diretor, a Pol&iacute;cia Legislativa pediu o indiciamento de tr&ecirc;s pessoas: Marcelo Ara&uacute;jo Zoghbi (filho do ex-diretor), Ricardo Nishimura Carneiro e Bianka Machado e Dias. Todos s&atilde;o donos da Contact Assessoria de Cr&eacute;dito.</p>
<p><em>Embora esses indiciamentos tenham trazido certa tranquilidade &agrave; sociedade, no tocante &agrave; suspeita de que a Pol&iacute;cia do Senado acobertaria os respons&aacute;veis, vejo como muito oportuno o direcionamento das investiga&ccedil;&otilde;es para a PF, posto que sempre fica a impress&atilde;o de que poder&atilde;o existir outros envolvidos (de maior cal&atilde;o do que os j&aacute; indiciados) e tamb&eacute;m, pode ser que os indiciado estejam (ou estivessem) atuando em outros &oacute;rg&atilde;os com o mesmo esquema fraudulento, aproveitando-se do conhecimento adquirido.</em></p>
<p><br />
Acesse a reportagem clicando <a href="http://ultimainstancia.uol.com.br/new_site/novonoticias/MPF+MANDA+POLICIA+FEDERAL+ASSUMIR+INVESTIGACAO+DE+IRREGULARIDADES+NO+SENADO_64196.shtml" target="_blank">aqui</a>.</p>
<p>(Imagem: www.jota7.com)</p>]]></description>
<link>http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/principal.asp?cod=58#ponto1</link>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Restaurante entra na campanha contra a corrupção]]></title>
<date><![CDATA[6/6/2009 09:40:54]]></date>
<description><![CDATA[<p><img height="166" width="349" align="left" src="/download/image/Biergarten.JPG" alt="" />O Restaurante Biergarten Chopp e Cozinha, de Joinville, Santa Catarina, aderiu &agrave; campanha &ldquo;O que voc&ecirc; tem a ver com a corrup&ccedil;&atilde;o?&rdquo;, divulgando-a atrav&eacute;s de jogos-americanos de papel.<br />
As v&aacute;rias a&ccedil;&otilde;es, por diversos agentes da sociedade, todos v&iacute;timas da corrup&ccedil;&atilde;o, fazem desta uma grande campanha que busca, sobretudo, mudar a cultura do povo brasileiro, acostumado a ver, aceitar e suportar a currp&ccedil;&atilde;o em todos os n&iacute;veis e graus.</p>
<p>Clique <a href="/download/file/papel_2.jpg" target="_blank">aqui</a> para ver a foto.</p>]]></description>
<link>http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/principal.asp?cod=57#ponto1</link>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Casal que dirigiu Federação na "era Mamede" é condenado à prisão por desvio de verbas]]></title>
<date><![CDATA[4/6/2009 20:19:54]]></date>
<description><![CDATA[<p>Maur&iacute;cio Deh&ograve; e Roberta Nomura, em mat&eacute;ria do UOL informam que Antonio Oliveira Costa e sua esposa Maria Salvador da Costa, ambos ex-presidentes da Federa&ccedil;&atilde;o Mineira de Jud&ocirc; durante a &quot;era Mamede&quot;, foram condenados a 16 anos de pris&atilde;o em regime fechado, pela Justi&ccedil;a Mineira. Em a&ccedil;&atilde;o penal movida pelo Minist&eacute;rio P&uacute;blico, os ex-dirigentes foram considerados culpados por crimes como desvio de verba, forma&ccedil;&atilde;o de quadrilha e apropria&ccedil;&atilde;o ind&eacute;bita. A defesa do casal j&aacute; entrou com pedido de anula&ccedil;&atilde;o da senten&ccedil;a.<img height="132" width="100" align="right" src="/download/image/judo.jpg" alt="" /><br />
<br />
O casal comandou a entidade mineira no per&iacute;odo em que Joaquim Mamede presidiu a CBJ (Confedera&ccedil;&atilde;o Brasileira de Jud&ocirc;) - de 1980 a 2001. A pol&ecirc;mica administra&ccedil;&atilde;o do mandat&aacute;rio foi marcada por acusa&ccedil;&otilde;es de corrup&ccedil;&atilde;o e irregularidades. Aliado de Mamede, Antonio Oliveira foi presidente da federa&ccedil;&atilde;o a partir de 1984, permanecendo no cargo at&eacute; 1987. Em seguida, foi a esposa, Maria Salvador, quem assumiu o comando da entidade, at&eacute; 2001, quando foi destitu&iacute;da do cargo, sendo substituida por uma comiss&atilde;o interventora.<br />
<br />
Ap&oacute;s sua sa&iacute;da, a Federa&ccedil;&atilde;o Mineira, j&aacute; sob a tutela de Geraldo Brand&atilde;o de Oliveira, entrou com uma a&ccedil;&atilde;o para investigar a passagem de ambos pelo cargo. Os problemas incluem o desvio de verbas da entidade, desvio de valores de um bingo e eles tamb&eacute;m teriam lesado o &quot;Livro de Ouro&quot; da Federa&ccedil;&atilde;o, entre outras acusa&ccedil;&otilde;es.<br />
<br />
Com a condena&ccedil;&atilde;o do casal e mais dez envolvidos - com menores penas -, a atual presid&ecirc;ncia da federa&ccedil;&atilde;o, a cargo de Luiz Augusto Martins Teixera, entrar&aacute; com uma medida de execu&ccedil;&atilde;o provis&oacute;ria, em que tentar&aacute; receber o valor que foi apropriado pelo casal. A a&ccedil;&atilde;o inicial falava em uma indeniza&ccedil;&atilde;o de cerca R$ 140 mil, valor que pode assim retornar aos cofres da entidade.<br />
<br />
Teixeira afirmou que tem certo temor de a condena&ccedil;&atilde;o dos ex-presidentes trazer uma mancha para o esporte, mas ressalta que os envolvidos com o jud&ocirc; em Minas Gerais &eacute; que pediram pela puni&ccedil;&atilde;o. &quot;Estou tratando este assunto com muita delicadeza. N&atilde;o estou condenando ningu&eacute;m, quero garantir que a institui&ccedil;&atilde;o n&atilde;o vai ser lesada&quot;, concluiu o presidente da Federa&ccedil;&atilde;o Mineira. <br />
Leia a mat&eacute;ria completa clicando <a href="http://esporte.uol.com.br/judo/ultimas/2009/06/04/ult75u1054.jhtm" target="_blank">aqui</a>. <br />
(Imagem: <font face="arial,sans-serif" size="-1"><span class="a">www.pioneiro.com.br)</span></font></p>]]></description>
<link>http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/principal.asp?cod=55#ponto1</link>
</item>
<item>
<title><![CDATA[150 parlamentares têm processo no STF]]></title>
<date><![CDATA[4/6/2009 20:08:24]]></date>
<description><![CDATA[<p><img height="113" width="150" align="left" src="/download/image/congresso%20nacional%201.jpg" alt="" />Em mat&eacute;ria de Daniela Lima e Renata Camargo, o Congresso em Foco divulgou lista de parlamentares que respondem processos no STF<br />
Deputados e senadores respondem a 318 inqu&eacute;ritos ou a&ccedil;&otilde;es penais. Em 100 casos, Supremo encontrou elementos para transformar 52 parlamentares em r&eacute;us. Den&uacute;ncias incluem malversa&ccedil;&atilde;o de dinheiro p&uacute;blico, corrup&ccedil;&atilde;o e, at&eacute;, estupro<br />
O Supremo Tribunal Federal (STF) abriu 38 processos contra deputados e senadores nos &uacute;ltimos 12 meses. Desde junho do ano passado, o n&uacute;mero de inqu&eacute;ritos e a&ccedil;&otilde;es penais envolvendo parlamentares saltou de 281 para 318, um aumento de 11%.<br />
Atualmente 150 congressistas t&ecirc;m pend&ecirc;ncia na mais alta corte do pa&iacute;s, quase um quarto do Congresso Nacional. No ano passado, eram 143. Hoje, 52 s&atilde;o r&eacute;us em 100 a&ccedil;&otilde;es penais. <br />
Nesses casos, o Supremo aceitou as den&uacute;ncias feitas pelo Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal ou terceiros por entender que h&aacute; elementos da participa&ccedil;&atilde;o de deputados e senadores em pr&aacute;ticas criminosas. As a&ccedil;&otilde;es penais s&atilde;o desdobramentos dos inqu&eacute;ritos e preocupam mais os parlamentares, pois s&atilde;o elas que podem levar os r&eacute;us &agrave; condena&ccedil;&atilde;o.<br />
Os dados s&atilde;o resultado de levantamento exclusivo do Congresso em Foco. Na lista dos atuais processados est&atilde;o 129 deputados e 21 senadores. As acusa&ccedil;&otilde;es atingem indistintamente partidos da base aliada e da oposi&ccedil;&atilde;o. O leque das den&uacute;ncias tamb&eacute;m &eacute; variado: malversa&ccedil;&atilde;o de dinheiro p&uacute;blico, crimes eleitorais e contra a ordem tribut&aacute;ria, corrup&ccedil;&atilde;o, forma&ccedil;&atilde;o de quadrilha e, at&eacute;, estupro.&nbsp; <br />
Esse n&uacute;mero, no entanto, pode ser maior, tendo em vista que os Ministros do STF t&ecirc;m poderes para decretar o sigilo dos processos, determinando, com isso, que os nomes dos indiciados ou r&eacute;us n&atilde;o constem nas pesquisas feitas no site do Tribunal.<br />
Leia mais no Congresso em Foco. <a href="http://congressoemfoco.ig.com.br/noticia.asp?cod_canal=21&amp;cod_publicacao=28421" target="_blank">Aqui</a> e<a href="http://congressoemfoco.ig.com.br/noticia.asp?cod_canal=1&amp;cod_publicacao=28448" target="_blank"> aqui</a>.<br />
(Foto: <font face="arial,sans-serif" size="-1"><span class="a">noscreditos.wordpress.com)</span></font></p>]]></description>
<link>http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/principal.asp?cod=54#ponto1</link>
</item>
<item>
<title><![CDATA[PF prende 23 em operação contra tráfico de medicamentos emagrecedores]]></title>
<date><![CDATA[4/6/2009 19:42:09]]></date>
<description><![CDATA[<p>De mat&eacute;ria do G1, vem a not&iacute;cia de mais uma opera&ccedil;&atilde;o da Pol&iacute;cia Federal.<br />
Foram apreendidos carros,receitas, carimbos e rem&eacute;dios.<br />
Ap&oacute;s prestar depoimento, detidos ser&atilde;o levados para cadeia em Contagem.<br />
A Pol&iacute;cia Federal prendeu, nesta quinta-feira (4), 23 pessoas uma a&ccedil;&atilde;o de combate ao tr&aacute;fico de medicamentos emagrecedores em Minas Gerais. Os presos na Opera&ccedil;&atilde;o F-40 foram encaminhados para a sede da Pol&iacute;cia Federal em Belo Horizonte, onde prestam depoimento. <br />
Foram apreendidos carros, receitas de medicamentos em branco com a assinatura de m&eacute;dicos, carimbos de profissionais e uma grande quantidade de comprimidos. A PF ainda n&atilde;o divulgou a quantidade dos comprimidos, que ser&atilde;o encaminhados para a per&iacute;cia.<br />
Depois do depoimento, os detentos ser&atilde;o encaminhados para a Penitenci&aacute;ria Nelson Hungria, em Contagem (MG). <br />
<strong>Investiga&ccedil;&atilde;o </strong><br />
Segundo a PF, o nome da opera&ccedil;&atilde;o, F-40, faz alus&atilde;o a um composto existente nos medicamentos emagrecedores. Essa subst&acirc;ncia &eacute; usada como inibidor do apetite e pode causar depend&ecirc;ncia f&iacute;sica ou psicol&oacute;gica.<br />
As investiga&ccedil;&otilde;es foram iniciadas em agosto de 2008, identificando o n&uacute;cleo da organiza&ccedil;&atilde;o criminosa, principalmente, nas cidades de Ipatinga (MG) e Coronel Fabriciano (MG).<br />
Durante as investiga&ccedil;&otilde;es foram apreendidas correspond&ecirc;ncias enviadas pelos Correios ao exterior, principalmente para Estados Unidos e Portugal, com os medicamentos emagrecedores. A PF tamb&eacute;m&nbsp;prendeu um brasileiro que vivia em Portugal, quando ele tentava viajar para a Europa com subst&acirc;ncias emagrecedoras.</p>]]></description>
<link>http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/principal.asp?cod=53#ponto1</link>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Gol decide cobrar por lanches servidos em viagens domésticas]]></title>
<date><![CDATA[3/6/2009 14:35:57]]></date>
<description><![CDATA[<p><em>At&eacute; concordo com a cobran&ccedil;a, mas poderia ser acompanhada de redu&ccedil;&atilde;o maior nos pre&ccedil;os dos v&ocirc;os e eleva&ccedil;&atilde;o da qualidade do servi&ccedil;o. Leia mais ao final da reportagem da Folha.</em><br />
<br />
VERIDIANA RIBEIRO<br />
da Folha Ribeir&atilde;o <br />
<br />
<img height="102" width="136" align="left" src="/download/image/carrinho%20de%20lanche.jpg" alt="" />A Gol passou a cobrar pelo lanche servido nas viagens entre o aeroporto internacional de Guarulhos (SP) e as capitais Porto Alegre, Salvador, Fortaleza, Recife e Bel&eacute;m. A cobran&ccedil;a come&ccedil;ou anteontem nessas rotas e s&oacute; exclui o pacotinho de amendoim japon&ecirc;s e uma bebida n&atilde;o alco&oacute;lica. <br />
A empresa oferece um card&aacute;pio com sandu&iacute;ches frios, cerveja, vinho tinto, ch&aacute;, capuccino, chocolate, al&eacute;m de petiscos como castanha de caju e batata chips. A maioria das bebidas custa R$ 3 e os sandu&iacute;ches variam de R$ 10 a R$ 15 (combo, com uma bebida n&atilde;o alc&oacute;olica e um acompanhamento). <br />
Para justificar a medida, in&eacute;dita entre companhias a&eacute;reas brasileiras, a Gol afirma que absorveu &quot;a demanda dos clientes&quot;. Segundo sua assessoria de imprensa, &quot;muitos passageiros concordaram com a cobran&ccedil;a &agrave; parte por um lanche mais completo&quot;. A assessoria, por&eacute;m, n&atilde;o informa se foi feita pesquisa. <br />
Anteontem, a reportagem viajou de Salvador (BA) a Guarulhos em um avi&atilde;o da Gol, &agrave;s 10h. A novidade foi anunciada pelos comiss&aacute;rios na primeira das cerca de tr&ecirc;s horas de voo. <br />
As comiss&aacute;rias passaram pelo corredor distribuindo o card&aacute;pio. Depois, retornaram anotando pedidos. Quando o passageiro recusava a compra, a comiss&aacute;ria oferecia a refei&ccedil;&atilde;o de cortesia --amendoim e bebida sem &aacute;lcool. A maioria dos passageiros comprou o lanche. <br />
Apesar de ser uma novidade no Brasil, especialistas dizem que a venda de alimentos durante o voo j&aacute; &eacute; feita em rotas dom&eacute;sticas nos EUA e na Europa h&aacute; alguns anos. &Eacute; uma forma de reduzir o custo de opera&ccedil;&atilde;o das companhias a&eacute;reas e gerar receita extra. <br />
&quot;O servi&ccedil;o de bordo n&atilde;o tem o custo apenas daquilo que &eacute; servido. Existe o custo de armazenagem, que n&atilde;o pode ser por muito tempo. O que sobra a bordo precisa ser jogado fora. &Eacute; como assento de avi&atilde;o. Quando n&atilde;o &eacute; usado, &eacute; mercadoria perdida&quot;, diz Paulo Bittencourt Sampaio, diretor da Multiplan Consultores Aeron&aacute;uticos. <br />
Segundo o consultor Andr&eacute; Castellini, da Bain &amp; Company, as empresas trabalham com margem de lucro baixa --entre 1% e 2%. &quot;Embora o servi&ccedil;o de bordo n&atilde;o pese muito, o setor opera com margens muito pequenas. Ent&atilde;o, o custo disso acaba fazendo diferen&ccedil;a.&quot; <br />
Segundo a assessoria de imprensa da Gol, a cobran&ccedil;a passar&aacute; a valer &quot;futuramente&quot; para &quot;todos os voos&quot; com dura&ccedil;&atilde;o superior a duas horas, mas n&atilde;o informou quando estender&aacute; a medida para as demais rotas. <br />
A TAM informou, via assessoria de imprensa, que &quot;n&atilde;o oferece servi&ccedil;o de bordo cobrado &agrave; parte e n&atilde;o tem projeto para a implanta&ccedil;&atilde;o desse modelo&quot;. O Snea (Sindicato Nacional das Empresas Aerovi&aacute;rias) n&atilde;o quis comentar o assunto.</p>
<p><em>Ontem fiz o v&ocirc;o 1998 Gol, de Bras&iacute;lia a Recife, com escalas em Fortaleza e Natal, onde desci.<br />
N&atilde;o se ofereceu a possibilidade de compra dos lanches, j&aacute; que n&atilde;o sa&iacute;mos de Guarulhos. Decolamos &agrave;s 9h50 (com cinco minutos de atraso). A chegada em Natal foi &agrave;s 14h, com atraso de dez minutos. Em pouco mais de quatro horas de v&ocirc;o, al&eacute;m das bebidas n&atilde;o alco&oacute;licas, foi servido um pacote com duas torradas e um queijo cremoso. Como sobremesa, uma bala 7 Belo.<br />
Apenas comparando, nos v&ocirc;os TAM saindo de Natal, com destino a Bras&iacute;lia, sem escalas, que duram cerca de 2h50min, pela manh&atilde; &eacute; servida a primeira refei&ccedil;&atilde;o com as mesmas duas torradas e o queijo (das mesmas marcas), acrescidos de gel&eacute;ia de frutas e um biscoito (da mesma marca das torradas).<br />
A quest&atilde;o n&atilde;o est&aacute; apenas em se cobrar ou n&atilde;o as refei&ccedil;&otilde;es.<br />
Particularmente, eu concordo com a cobran&ccedil;a, se a outra op&ccedil;&atilde;o &eacute; passar fome ou ter um lanche p&iacute;fio.<br />
O problema &eacute; que mesmo sem servir lanches ou servindo &ldquo;comidinhas&rdquo;, pagamos uma exorbit&acirc;ncia pelas passagens a&eacute;reas, em raz&atilde;o da concorr&ecirc;ncia praticamente inexistente no setor dentro do pa&iacute;s.</em></p>
<p>Compelatando: Enquanto isso, o presidente da Ryanair, companhia low cost<em> da Gr&atilde; Bretanha, cogita cobrar pelo uso do toalete. &Eacute; ainda estamos na vantagem</em>. Leia mais em <a target="_blank" href="http://www.tripadvisor.com/Hotel_Review-g294305-d306898-Reviews-Providencia_Panamericana_Hotel-Santiago.html">www.viajenaviagem.com</a></p>
<p>(Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u575846.shtml )</p>]]></description>
<link>http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/principal.asp?cod=51#ponto1</link>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Delegado e 2 agentes são presos por corrupção em SP]]></title>
<date><![CDATA[3/6/2009 12:01:48]]></date>
<description><![CDATA[<p>Eles s&atilde;o acusados de achacar dois sacoleiros.<br />
<br />
Um delegado e dois agentes foram presos anteontem pela Corregedoria da Pol&iacute;cia Civil de S&atilde;o Paulo porque teriam exigido R$ 5 mil e metade dos cerca de cem aparelhos de DVD e c&acirc;meras que os sacoleiros transportavam do Paraguai. <br />
&nbsp;<br />
V&iacute;timas de achaque, os dois sacoleiros foram levados pela Corregedoria &agrave; Pol&iacute;cia Federal onde foram presos por contrabando.<br />
&nbsp;<br />
A pris&atilde;o dos policiais levou ainda ao afastamento do delegado Osvaldo de Souza, titular do 1&ordm; Distrito Policial de S&atilde;o Paulo (S&eacute;), porque teria falhado ao fiscalizar os subordinados. O suposto achaque come&ccedil;ou quando dois sacoleiros e um amigo deles foram detidos no Terminal Rodovi&aacute;rio do Tiet&ecirc;, na zona norte de S&atilde;o Paulo. Eles foram levados ao 1&ordm; DP. Um deles, no entanto, foi solto. Devia arrumar o dinheiro. Em vez disso, a v&iacute;tima procurou a corregedoria.<br />
&nbsp;<br />
Os corregedores foram ao 1&ordm; DP, mas n&atilde;o acharam ningu&eacute;m. O delegado plantonista, Jo&atilde;o Paulo Carvalho, n&atilde;o havia feito boletim ou auto de apreens&atilde;o da mercadoria, mas em sua sala foi achada uma das sacolas das v&iacute;timas. Os corregedores exigiram que os agentes voltassem com as v&iacute;timas. Tr&ecirc;s horas depois, os policiais Agnaldo Barros e Alcides Bunotti Junior apareceram com as v&iacute;timas e a mercadoria. Os policiais foram presos por extors&atilde;o.<br />
<br />
<em>Mais uma not&iacute;cia da corrup&ccedil;&atilde;o policial.<br />
Os achaques n&atilde;o s&atilde;o novidade. Um registro desse tipo &eacute; raro primeiro porque as v&iacute;timas supostamente tamb&eacute;m estariam praticando crimes, pelos quais dever&atilde;o responder. E segundo, por se tratar de corrup&ccedil;&atilde;o policial, o que inibe muito mais uma den&uacute;ncia por parte das v&iacute;timas.&nbsp; O fato positivo aqui &eacute; a pris&atilde;o desses supostos maus policiais que, como sabemos e como quer o STF, passar&atilde;o pouqu&iacute;ssimo tempo atr&aacute;s das grades e longe das ruas onde, certamente, em breve, voltar&atilde;o &agrave; pr&aacute;tica de atos criminosos.<br />
</em></p>
<p>(Fonte: http://www.dcomercio.com.br/Materia.aspx?id=18923&amp;canal=2)</p>]]></description>
<link>http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/principal.asp?cod=50#ponto1</link>
</item>
<item>
<title><![CDATA[MUSEU DA CORRUPÇÃO]]></title>
<date><![CDATA[3/6/2009 11:40:39]]></date>
<description><![CDATA[<p><img height="120" width="120" align="left" alt="" src="/download/image/museu_04.jpg" />O <a href="http://www.dcomercio.com.br" target="_blank">Di&aacute;rio do Com&eacute;rcio</a> lan&ccedil;ou &ldquo;um museu de grandes novidades&rdquo;.<br />
Trata-se do Museu da Corrup&ccedil;&atilde;o, um website naveg&aacute;vel, projetado na forma de museu, com diversas salas.<br />
No Museu, pode-se visitar a Sala dos Esc&acirc;ndalos, a Cronologia dos Esc&acirc;ndalos, uma sala com o t&iacute;tulo Opera&ccedil;&otilde;es da PF, pode-se entrar na Arquitetura da Corrup&ccedil;&atilde;o, na CPI da Petrobras ou visitar a Galeria Edmar Cid Ferreira (ex-controlador do Banco Santos).<br />
Ainda est&atilde;o &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o dos visitantes a &aacute;rea &ldquo;Em exibi&ccedil;&atilde;o&rdquo;, com as not&iacute;cias mais recentes, a Sala Multim&iacute;dia, com video, m&uacute;sica e entrevistas sobre o tema.<br />
Merece destaque a Loja que tem itens como camisas de colarinho branco, lavadoras de d&oacute;lares, malas pretas, grampos telef&ocirc;nicos e outros bibel&ocirc;s do g&ecirc;nero.<br />
Uma Livraria, com entrevistas, dicas e resenhas de livros sobre corrup&ccedil;&atilde;o.<img height="90" width="150" align="right" alt="" src="/download/image/museu%20da%20corrup%C3%83%C2%A7%C3%83%C2%A3o%201.JPG" /><br />
Embora n&atilde;o tenha uma Pra&ccedil;a da Alimenta&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o falta ao Museu, uma Pizzaria, com um card&aacute;pio bastante variado. L&aacute; o internauta pode encontrar pizzas sabor PC Farias, Mensal&atilde;o, Celso Daniel, Grampos, Crise A&eacute;rea, Banestado e Cart&otilde;es Corporativos. Para todos os gostos, como pode-se ver.<br />
O site tem um visual impec&aacute;vel. &Eacute; bastante amig&aacute;vel para a navega&ccedil;&atilde;o mas &eacute;, sobretudo, informativo e educativo.<br />
Vale a visita. Clique <a href="http://www.dcomercio.com.br/especiais/2009/museu/home.htm" target="_blank">aqui</a>.<br />
Dica do amigo H&eacute;ber Paullus.</p>]]></description>
<link>http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/principal.asp?cod=49#ponto1</link>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Ribeirão Preto é incluída em plano antipirataria]]></title>
<date><![CDATA[3/6/2009 10:45:34]]></date>
<description><![CDATA[<p>Cidade &eacute; a &uacute;nica do Interior a participar de projeto do Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a<br />
<br />
<img height="87" width="116" align="left" src="/download/image/cdpirata.jpg" alt="" />Ribeir&atilde;o Preto ser&aacute; a &uacute;nica cidade do interior do Estado de S&atilde;o Paulo a ser inclu&iacute;da no Plano Nacional de Combate &agrave; Pirataria, projeto do Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a que prev&ecirc; 23 a&ccedil;&otilde;es voltadas para a repress&atilde;o e a conscientiza&ccedil;&atilde;o sobre os riscos dos produtos falsificados. Dentre as a&ccedil;&otilde;es, est&atilde;o a cria&ccedil;&atilde;o da Feira Legal, que dever&aacute; incentivar ambulantes a trocar as mercadorias falsificadas pelas originais por meio de linhas de cr&eacute;dito e financiamento. Entretanto, segundo o Conselho Nacional de Combate &agrave; Pirataria, ainda n&atilde;o h&aacute; valores definidos.<br />
<br />
Outra a&ccedil;&atilde;o &eacute; a implanta&ccedil;&atilde;o da Cidade Livre de Pirataria, que prev&ecirc; parcerias com provedores de internet para reduzir a oferta de produtos falsos.<br />
<br />
As a&ccedil;&otilde;es ser&atilde;o articuladas com as prefeituras. Al&eacute;m de Ribeir&atilde;o, o programa tamb&eacute;m engloba as cidades de S&atilde;o Paulo, Rio de Janeiro (RJ), Bras&iacute;lia (DF) e Curitiba (PR).<br />
<br />
No ano passado, a Fiscaliza&ccedil;&atilde;o Geral da Prefeitura apreendeu 60 mil CDs e DVDs piratas em Ribeir&atilde;o e 2,5 mil este ano. Junto com a Associa&ccedil;&atilde;o Anti-pirataria Cinema e M&uacute;sica (APCM), as pol&iacute;cias Militar e Civil apreenderam 70 mil CDs e DVDs falsos no ano passado. (Gabriela Yamada) <br />
(Fonte: gazetaderibeirao.com.br ; foto: mises.com)</p>]]></description>
<link>http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/principal.asp?cod=48#ponto1</link>
</item>
<item>
<title><![CDATA[AS OPERADORAS DE TELEFONIA, OS SAC E OS CRIMES CONTRA O CONSUMIDOR]]></title>
<date><![CDATA[3/6/2009 10:08:50]]></date>
<description><![CDATA[<p>J&aacute; est&atilde;o perto de quatro mil as reclama&ccedil;&otilde;es feitas nos Procons do pa&iacute;s contra as operadoras de telefonia, fixa e m&oacute;vel, por descumprimento do Decreto n&ordm; 6.523/08, mais conhecido como Decreto do SAC - Servi&ccedil;o de Atendimento ao Consumidor.<img height="125" width="93" align="right" alt="" src="/download/image/telefone%20antigo.jpg" /><br />
Em raz&atilde;o disso, j&aacute; foram aplicadas multas em valor superior aos 400 mil reais.<br />
Tudo sem sucesso, posto que, at&eacute; a presente data, as ilegalidades continuam.<br />
Dando sequencia &agrave; reuni&atilde;o realizada na &uacute;ltima segunda-feira, o Departamento de Prote&ccedil;&atilde;o e Defesa do Consumidor &ndash; DPDC, do Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a, se reunir&aacute; sexta-feira pr&oacute;xima em Bras&iacute;lia com integrantes da comiss&atilde;o de reda&ccedil;&atilde;o do citado decreto, para estabelecerem os novos rumos da atua&ccedil;&atilde;o do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor no tocante a este assunto, inclusive, para minutar A&ccedil;&atilde;o Civil P&uacute;blica a ser proposta nos pr&oacute;ximos dias.<br />
Resta a quest&atilde;o criminal.<br />
Sim, porque das 20 reclama&ccedil;&otilde;es mais frequentes, 6 configuram, em tese, o crime previsto no art. 66 do C&oacute;digo de Defesa do Consumidor &ndash; CDC.<br />
Essas reclama&ccedil;&otilde;es s&atilde;o 1) n&atilde;o disponibilizar, no primeiro menu eletr&ocirc;nico, as op&ccedil;&otilde;es de contato com o atendente, de reclama&ccedil;&atilde;o e de cancelamento de contratos e servi&ccedil;os (art. 4&ordm;, caput do decreto); 2) n&atilde;o disponibilizar a op&ccedil;&atilde;o de contatar o atendimento pessoal em todas as subdivis&otilde;es do menu eletr&ocirc;nico (art. 4&ordm;, par&aacute;grafo 1&ordm; do decreto); 3) n&atilde;o garantir o acesso das pessoas com defici&ecirc;ncia auditiva ou de fala pelo SAC, em car&aacute;ter preferencial, sequer atrav&eacute;s de n&uacute;mero telef&ocirc;nico espec&iacute;fico para este fim (art. 6&ordm; do decreto); 4) n&atilde;o disponibilizar o n&uacute;mero do SAC de forma clara e objetiva em todos os documentos e materiais impressos entregues ao consumidor no momento da contrata&ccedil;&atilde;o do servi&ccedil;o e durante o seu fornecimento, ou na p&aacute;gina eletr&ocirc;nica da empresa na INTERNET (art. 7&ordm;, caput do decreto); 5) n&atilde;o fornecer o registro num&eacute;rico (protocolo) no in&iacute;cio do atendimento (art. 15, caput do decreto); 6) n&atilde;o enviar grava&ccedil;&atilde;o das chamadas no prazo de cinco dias &uacute;teis, quando solicitadas (art. 15, par&aacute;grafo 3&ordm; do decreto e portaria 49 da Secretaria de Direito Econ&ocirc;mico &ndash; SDE do Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a).<br />
<img height="132" width="96" align="left" alt="" src="/download/image/old%20cellphone.jpg" />Todas essas condutas resultam em informa&ccedil;&atilde;o falsa ou enganosa para o consumidor, ou omiss&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o relevante para ele, caracterizando o crime do art. 66 do CDC, que prev&ecirc; pena de deten&ccedil;&atilde;o de tr&ecirc;s meses a um ano e multa, na modalidade dolosa (com vontade ou inten&ccedil;&atilde;o de causar o dano ao consumidor ou praticar o crime) e pena de deten&ccedil;&atilde;o de um a seis meses ou multa, no caso de culpa (praticado sem inten&ccedil;&atilde;o de causar dano ao consumidor ou violar a legisla&ccedil;&atilde;o).<br />
Como as empresas tiveram 120 dias para se adaptar (desde a publica&ccedil;&atilde;o &agrave; entrada em vigor do decreto, em 1&ordm; de dezembro de 2008), como j&aacute; foram autuadas mais de uma vez pelas mesmas pr&aacute;ticas, e mesmo assim n&atilde;o resolveram os problemas, estamos diante de condutas dolosas, mais graves, portanto.<br />
&Eacute; preciso que se instaure inqu&eacute;rito para se investigar quem s&atilde;o os respons&aacute;veis, dentro de cada empresa, pelo n&atilde;o cumprimento do que disp&otilde;e a legisla&ccedil;&atilde;o sobre os SAC e, posteriormente, partir-se para a instaura&ccedil;&atilde;o de processo penal contra esses (ir)respons&aacute;veis.<br />
(Imagens: <font face="arial,sans-serif" size="-1"><span class="a">weblogs.newsday.com e http://www.dialaphone.co.uk/blog/?p=1778 , respectivamente).<br />
</span></font></p>]]></description>
<link>http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/principal.asp?cod=47#ponto1</link>
</item>
<item>
<title><![CDATA[OS ABUSOS DE SUAS EXCELÊNCIAS CONTINUAM A SURGIR]]></title>
<date><![CDATA[2/6/2009 08:59:26]]></date>
<description><![CDATA[<p><strong>Ministros recebem aux&iacute;lio-moradia mesmo ap&oacute;s deixar Senado</strong><br />
<br />
<em>N&atilde;o h&aacute; limite para os abusos de certos parlamentares. J&aacute; desisti de me espantar com essas coisas. Por enquanto, continuo a me indignar. Espero nunca ficar anestesiado. Enquanto este site estiver no ar, ser&aacute; sinal de que a indigna&ccedil;&atilde;o continua.<br />
</em><br />
Portal Terra<br />
S&Atilde;O PAULO - Os ministros Alfredo Nascimento, dos Transportes, H&eacute;lio Costa, das Comunica&ccedil;&otilde;es, e Edison Lob&atilde;o, de Minas e Energia continuaram recebendo o pagamento de aux&iacute;lio-moradia no Senado, mesmo depois de terem trocado a Casa pela Esplanada. De acordo com reportagem da Folha de S.Paulo desta ter&ccedil;a-feira, at&eacute; este m&ecirc;s, os tr&ecirc;s ministros receberam um total de R$ 345.800. Segundo o jornal, a dire&ccedil;&atilde;o do Senado mandou suspender os pagamentos a partir deste m&ecirc;s e estuda pedir o dinheiro de volta.<br />
O ato que regulamenta o aux&iacute;lio-moradia havia sido revogado em dezembro de 2002. Mesmo assim, senadores que tinham moradia fixa em Bras&iacute;lia ou ocupavam apartamentos funcionais continuaram recebendo os valores irregularmente. Para evitar que todos os senadores tivessem que devolver o dinheiro recebido, o Senado revalidou o ato com efeito retroativo a 5 de dezembro de 2002. O texto da medida, por&eacute;m, afirma que &quot;perder&aacute; o direito ao recebimento do aux&iacute;lio-moradia&quot; o senador quando &quot;se licenciar para exercer cargo de ministro de Estado&quot;.<br />
Os tr&ecirc;s ministros informaram que n&atilde;o sabiam da ilegalidade nos pagamentos. H&eacute;lio Costa recebeu irregularmente R$ 178.600 de aux&iacute;lio-moradia desde 2005, quando assumiu o minist&eacute;rio, segundo a Folha. Alfredo Nascimento, recebeu R$ 110.200, e Lob&atilde;o, R$ 57.000. Segundo a assessoria de Lob&atilde;o, ele pediu a suspens&atilde;o do pagamento em abril deste ano. Costa afirmou que afirmou que vai acatar qualquer decis&atilde;o da dire&ccedil;&atilde;o da Casa, mesmo que seja para devolver o dinheiro. Nascimento disse que &quot;t&atilde;o logo seja informado oficialmente pelo Senado sobre o assunto, examinar&aacute; a necessidade e a qualidade das medidas a serem tomadas&quot;.<br />
Segundo a Folha, o advogado-geral do Senado, Luiz Fernando Bandeira, disse que os pagamentos ser&atilde;o suspensos a partir deste m&ecirc;s e que os anteriores ser&atilde;o analisados &quot;&agrave; luz do novo ato&quot;, que pro&iacute;be o pagamento aos ministros. <br />
<br />
(Fonte: <a href="http://Ministros recebem aux&iacute;lio-moradia mesmo ap&oacute;s deixar Senado N&atilde;o h&aacute; limite para os abusos de certos parlamentares. J&aacute; desisti de me espantar com essas coisas. Por enquanto, continuo a me indignar. Espero nunca ficar anestesiado. Enquanto este site estiver no ar, ser&aacute; sinal de que a indigna&ccedil;&atilde;o continua.  Portal Terra S&Atilde;O PAULO - Os ministros Alfredo Nascimento, dos Transportes, H&eacute;lio Costa, das Comunica&ccedil;&otilde;es, e Edison Lob&atilde;o, de Minas e Energia continuaram recebendo o pagamento de aux&iacute;lio-moradia no Senado, mesmo depois de terem trocado a Casa pela Esplanada. De acordo com reportagem da Folha de S.Paulo desta ter&ccedil;a-feira, at&eacute; este m&ecirc;s, os tr&ecirc;s ministros receberam um total de R$ 345.800. Segundo o jornal, a dire&ccedil;&atilde;o do Senado mandou suspender os pagamentos a partir deste m&ecirc;s e estuda pedir o dinheiro de volta. O ato que regulamenta o aux&iacute;lio-moradia havia sido revogado em dezembro de 2002. Mesmo assim, senadores que tinham moradia fixa em Bras&iacute;lia ou ocupavam apartamentos funcionais continuaram recebendo os valores irregularmente. Para evitar que todos os senadores tivessem que devolver o dinheiro recebido, o Senado revalidou o ato com efeito retroativo a 5 de dezembro de 2002. O texto da medida, por&eacute;m, afirma que &quot;perder&aacute; o direito ao recebimento do aux&iacute;lio-moradia&quot; o senador quando &quot;se licenciar para exercer cargo de ministro de Estado&quot;. Os tr&ecirc;s ministros informaram que n&atilde;o sabiam da ilegalidade nos pagamentos. H&eacute;lio Costa recebeu irregularmente R$ 178.600 de aux&iacute;lio-moradia desde 2005, quando assumiu o minist&eacute;rio, segundo a Folha. Alfredo Nascimento, recebeu R$ 110.200, e Lob&atilde;o, R$ 57.000. Segundo a assessoria de Lob&atilde;o, ele pediu a suspens&atilde;o do pagamento em abril deste ano. Costa afirmou que afirmou que vai acatar qualquer decis&atilde;o da dire&ccedil;&atilde;o da Casa, mesmo que seja para devolver o dinheiro. Nascimento disse que &quot;t&atilde;o logo seja informado oficialmente pelo Senado sobre o assunto, examinar&aacute; a necessidade e a qualidade das medidas a serem tomadas&quot;. Segundo a Folha, o advogado-geral do Senado, Luiz Fernando Bandeira, disse que os pagamentos ser&atilde;o suspensos a partir deste m&ecirc;s e que os anteriores ser&atilde;o analisados &quot;&agrave; luz do novo ato&quot;, que pro&iacute;be o pagamento aos ministros.   http://jbonline.terra.com.br/pextra/2009/06/02/e020612325.asp" target="_blank">http://jbonline.terra.com.br/pextra/2009/06/02/e020612325.asp</a>&nbsp;)</p>]]></description>
<link>http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/principal.asp?cod=46#ponto1</link>
</item>
<item>
<title><![CDATA[CRIMES CONTRA O CONSUMIDOR II - Omissão de dizeres sobre nocividade de produtos ou serviços]]></title>
<date><![CDATA[30/5/2009 09:28:58]]></date>
<description><![CDATA[<p>CRIMES CONTRA O CONSUMIDOR II - Omiss&atilde;o de dizeres sobre nocividade de produtos ou servi&ccedil;os.<br />
<br />
Neste segundo post da s&eacute;rie sobre crimes contra o consumidor, abordaremos o crime previsto no art. 63 do CDC, que consiste em omitir dizeres sobre produtos ou servi&ccedil;os nocivos.<br />
Em seu artigo 63, o CDC prev&ecirc; como criminosa a conduta que consiste em omitir dizeres ou sinais ostensivos sobre a nocividade ou <img align="right" src="/download/image/1%20advertencia%20cigarro.jpg" alt="advert&ecirc;nca cigarro" style="width: 219px; height: 149px;" />periculosidade de produtos nas embalagens, nos inv&oacute;lucros, recipientes ou publicidade. <br />
A pena prevista &eacute; de deten&ccedil;&atilde;o de seis meses a dois anos e multa.<br />
A lei estabelece no &sect; 1&deg; do mesmo artigo 63 id&ecirc;ntica pena para aquele que deixar de alertar, mediante recomenda&ccedil;&otilde;es escritas ostensivas, sobre a periculosidade do servi&ccedil;o a ser prestado.<br />
No &sect; 2&deg;, &eacute; prevista a modalidade culposa.<br />
O crime do artigo 63 &eacute; omissivo puro, ou seja, ele se configura em raz&atilde;o de n&atilde;o agir o autor de conformidade com o que est&aacute; disposto em lei. Configura-se com a simples omiss&atilde;o, n&atilde;o se fazendo necess&aacute;rio nenhum resultado final&iacute;stico em raz&atilde;o do n&atilde;o fazer do agente (MIRABETE, J&uacute;lio Fabbrini. Manual de direito penal &ndash; Parte geral. 8. ed. S&atilde;o Paulo: Atlas, 1994, p. 124).<br />
Temos aqui uma norma penal em branco, necessitando de complementa&ccedil;&atilde;o para sua efetiva aplica&ccedil;&atilde;o e compreens&atilde;o (GRECO, Rog&eacute;rio. Curso de direito penal -&nbsp; Parte geral. Vol. I &ndash; artigos 1&ordm; a 120 do C&oacute;digo Penal. 9. ed. Rio de Janeiro: Impetus, 2007, p. 22).<br />
O CDC tem uma grande preocupa&ccedil;&atilde;o com a prote&ccedil;&atilde;o &agrave; vida, &agrave; sa&uacute;de e &agrave; seguran&ccedil;a do consumidor. O respeito a essa prote&ccedil;&atilde;o &eacute; tratado como objetivo da Pol&iacute;tica Nacional das Rela&ccedil;&otilde;es de Consumo (art. 4&deg;, caput) e como direito b&aacute;sico do consumidor (art. 6&deg;, I), al&eacute;m de ser repercutida em diversos outros dispositivos da lei.<br />
Um dos dispositivos &eacute; o art. 9&deg;, que determina que o fornecedor de produtos e servi&ccedil;os potencialmente nocivos ou perigosos &agrave; sa&uacute;de ou seguran&ccedil;a dever&aacute; informar, de maneira ostensiva e adequada, a respeito da sua nocividade ou periculosidade, sem preju&iacute;zo da ado&ccedil;&atilde;o de outras medidas cab&iacute;veis em cada caso concreto.<br />
Assim, nada mais faz o art. 63 do que estabelecer como criminosa a conduta daquele que desrespeita o que preceitua o art. 9&deg;. Sendo relevante, por&eacute;m, o detalhe de que dever&aacute; existir norma para complementar aquele, tendo em vista que s&oacute; ser&aacute; considerada como crime a omiss&atilde;o na coloca&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o ou advert&ecirc;ncia expressamente determinada pela autoridade competente.<br />
A preocupa&ccedil;&atilde;o do legislador diz respeito tamb&eacute;m &agrave; informa&ccedil;&atilde;o para o consumo. &Eacute; imperativo que o consumidor saiba o que est&aacute; comprando, os riscos que aquele produto ou servi&ccedil;o podem acarretar para a sa&uacute;de dele e dos seus.<br />
<img height="86" width="106" align="left" src="/download/image/agrotoxico.jpg" alt="" />N&atilde;o se trata aqui apenas daqueles produtos que t&ecirc;m uma lesividade pr&oacute;pria e conhecida, como os fogos de artif&iacute;cio, venenos, agrot&oacute;xicos etc.<img height="107" width="143" align="right" src="/download/image/gl%C3%83%C2%BAten.jpg" alt="" /><br />
H&aacute; uma preocupa&ccedil;&atilde;o ainda com produtos que para uns s&atilde;o in&oacute;cuos, para outros s&atilde;o verdadeiros venenos. Da&iacute; a necessidade de colocar-se a composi&ccedil;&atilde;o dos produtos nas embalagens, fazendo-se refer&ecirc;ncia ao fato de conter a&ccedil;&uacute;car (para cuidado dos diab&eacute;ticos), gl&uacute;ten (para os portadores da doen&ccedil;a cel&iacute;aca, que provoca uma intoler&acirc;ncia permanente &agrave;quela subst&acirc;ncia), fenilalanina (uma advert&ecirc;ncia aos fenilceton&uacute;ricos &ndash; portadores da fenilceton&uacute;ria, que &eacute; enfermidade caracterizada pela impossibilidade de metabolizar e eliminar o amino&aacute;cido fenilalanina, o pode causar defici&ecirc;ncia mental). Exemplos cl&aacute;ssicos s&atilde;o as advert&ecirc;ncias do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de nas embalagens de cigarro, sobre os males do fumo.<br />
Vale lembrar que a omiss&atilde;o culposa tamb&eacute;m &eacute; punida.</p>]]></description>
<link>http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/principal.asp?cod=45#ponto1</link>
</item>
<item>
<title><![CDATA[REUNIÃO EM BRASÍLIA TRATARÁ DE MEDIDAS MAIS ENÉRGICAS CONTRA EMPRESAS QUE NÃO CUMPREM O DECRETO DO SAC]]></title>
<date><![CDATA[29/5/2009 09:15:54]]></date>
<description><![CDATA[<p><img width="250" height="171" align="left" src="/download/image/SAC.JPG" alt="" />Em 1&ordm; de dezembro de 2008 entrou em vigor o <a href="http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/principal.asp?cod=43&amp;mostrar=post#ponto1" target="_blank">Decreto n. 6.523/08</a>, que regulamenta a Lei n. 8.078/90, fixando normas gerais sobre o Servi&ccedil;o de Atendimento ao Consumidor (SAC). Referido Decreto aplica-se aos fornecedores de servi&ccedil;os regulados pelo Poder P&uacute;blico Federal (telefonia, tv por assinatura, transporte terrestre, transporte a&eacute;reo, planos de sa&uacute;de, energia el&eacute;trica e institui&ccedil;&otilde;es financeiras).<br />
Ainda antes da entrada em vigor do mencionado Decreto (que foi publicado em agosto/08 para vigorar em dezembro do mesmo ano), os Procons j&aacute; estavam fiscalizando para conhecer o n&iacute;vel de adequa&ccedil;&atilde;o das empresas em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s regras estabelecidas. Ap&oacute;s a entrada em vigor, a fiscaliza&ccedil;&atilde;o continuou, tendo sido feitas mais de 400 autua&ccedil;&otilde;es realizadas por 15 Procons e 8 processos administrativos abertos no &acirc;mbito do Departamento de Prote&ccedil;&atilde;o e Defesa do Consumidor do Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a - DPDC, j&aacute; em fase de aplica&ccedil;&atilde;o de multa.<br />
No entanto, em reuni&atilde;o realizada no DPDC h&aacute; cerca de dez dias, da qual participaram a comiss&atilde;o de reda&ccedil;&atilde;o que ajudou na elabora&ccedil;&atilde;o do mencionado Decreto e representantes do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor - SNDC, entendeu-se que seria necess&aacute;ria outra estrat&eacute;gia, al&eacute;m das j&aacute; adotadas, que consiste na elabora&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&atilde;o coletiva em face das empresas mais reclamadas.<br />
Algumas das condutas das empresas reclamadas, podem constituir, em tese, <a target="_blank" href="http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/principal.asp?cod=23&amp;mostrar=post#ponto1">crimes contra as rela&ccedil;&otilde;es de consumo</a>, sobretudo quando <a target="_blank" href="http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/principal.asp?cod=26&amp;mostrar=post#ponto1">omitirem informa&ccedil;&otilde;es relevantes</a> ao consumidor (art. 66, do CDC).<br />
Com o objetivo de se preparar minutas de a&ccedil;&otilde;es de a&ccedil;&otilde;es e analisar medidas mais efetivas contra as empresas que insistem em descumprir a legisla&ccedil;&atilde;o, ser&aacute; realizada reuni&atilde;o no DPDC, em Bras&iacute;lia, no dia 1&ordm; de junho, que contar&aacute; com a presen&ccedil;a dos integrantes da comiss&atilde;o de reda&ccedil;&atilde;o quais sejam: Presidente de honra do F&oacute;rum dos Procons e representantes do MPCON, Minist&eacute;rio P&uacute;blico, Defensoria, Procon, IDEC e Brasilcon.<br />
Por designa&ccedil;&atilde;o do Presidente Rodrigo Terra, estarei representando a Associa&ccedil;&atilde;o Nacional do Minist&eacute;rio P&uacute;blico do Consumidor &ndash; MPCON.</p>]]></description>
<link>http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/principal.asp?cod=44#ponto1</link>
</item>
<item>
<title><![CDATA[DECRETO Nº 6.523, DE 31 DE JULHO DE 2008 - NORMAS GERAIS SOBRE O SAC]]></title>
<date><![CDATA[29/5/2009 08:46:01]]></date>
<description><![CDATA[<p>DECRETO N&ordm; 6.523, DE 31 DE JULHO DE 2008.<br />
<br />
Regulamenta a Lei no 8.078, de 11 de setembro de 1990, para fixar normas gerais sobre o Servi&ccedil;o de Atendimento ao Consumidor - SAC.<br />
O PRESIDENTE DA REP&Uacute;BLICA, no uso da atribui&ccedil;&atilde;o que lhe confere o art. 84, inciso IV, da Constitui&ccedil;&atilde;o, e tendo em vista o disposto na Lei no 8.078, de 11 de setembro de 1990, <br />
DECRETA: <br />
Art.&nbsp;1o&nbsp;&nbsp;Este Decreto regulamenta a Lei no 8.078, de 11 de setembro de 1990, e fixa normas gerais sobre o Servi&ccedil;o de Atendimento ao Consumidor&nbsp;-&nbsp;SAC por telefone, no &acirc;mbito dos fornecedores de servi&ccedil;os regulados pelo Poder P&uacute;blico federal, com vistas &agrave; observ&acirc;ncia dos direitos b&aacute;sicos do consumidor de obter informa&ccedil;&atilde;o adequada e clara sobre os servi&ccedil;os que contratar e de manter-se protegido contra pr&aacute;ticas abusivas ou ilegais impostas no fornecimento desses servi&ccedil;os. &nbsp;<br />
CAP&Iacute;TULO I<br />
DO &Acirc;MBITO DA APLICA&Ccedil;&Atilde;O <br />
Art.&nbsp;2o&nbsp;&nbsp;Para os fins deste Decreto, compreende-se por SAC o servi&ccedil;o de atendimento telef&ocirc;nico das prestadoras de servi&ccedil;os regulados que tenham como finalidade resolver as demandas dos consumidores sobre informa&ccedil;&atilde;o, d&uacute;vida, reclama&ccedil;&atilde;o, suspens&atilde;o ou cancelamento de contratos e de servi&ccedil;os. <br />
Par&aacute;grafo &uacute;nico.&nbsp;&nbsp;Excluem-se do &acirc;mbito de aplica&ccedil;&atilde;o deste Decreto a oferta e a contrata&ccedil;&atilde;o de produtos e servi&ccedil;os realizadas por telefone. <br />
CAP&Iacute;TULO II<br />
DA ACESSIBILIDADE DO SERVI&Ccedil;O <br />
Art.&nbsp;3o&nbsp;&nbsp;As liga&ccedil;&otilde;es para o SAC ser&atilde;o gratuitas e o atendimento das solicita&ccedil;&otilde;es e demandas previsto neste Decreto n&atilde;o dever&aacute; resultar em qualquer &ocirc;nus para o consumidor. <br />
Art.&nbsp;4o&nbsp;&nbsp;O SAC garantir&aacute; ao consumidor, no primeiro menu eletr&ocirc;nico, as op&ccedil;&otilde;es de contato com o atendente, de reclama&ccedil;&atilde;o e de cancelamento de contratos e servi&ccedil;os. <br />
&sect;&nbsp;1o&nbsp;&nbsp;A op&ccedil;&atilde;o de contatar o atendimento pessoal constar&aacute; de todas as subdivis&otilde;es do menu eletr&ocirc;nico. <br />
&sect;&nbsp;2o&nbsp;&nbsp;O consumidor n&atilde;o ter&aacute; a sua liga&ccedil;&atilde;o finalizada pelo fornecedor antes da conclus&atilde;o do atendimento. <br />
&sect;&nbsp;3o&nbsp;&nbsp;O acesso inicial ao atendente n&atilde;o ser&aacute; condicionado ao pr&eacute;vio fornecimento de dados pelo consumidor. <br />
&sect;&nbsp;4o&nbsp;&nbsp;Regulamenta&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica tratar&aacute; do tempo m&aacute;ximo necess&aacute;rio para o contato direto com o atendente, quando essa op&ccedil;&atilde;o for selecionada. &nbsp;<br />
Art.&nbsp;5o&nbsp;&nbsp;O SAC estar&aacute; dispon&iacute;vel, ininterruptamente, durante vinte e quatro horas por dia e sete dias por semana, ressalvado o disposto em normas espec&iacute;ficas. <br />
Art.&nbsp;6o&nbsp;&nbsp;O acesso das pessoas com defici&ecirc;ncia auditiva ou de fala ser&aacute; garantido pelo SAC, em car&aacute;ter preferencial, facultado &agrave; empresa atribuir n&uacute;mero telef&ocirc;nico espec&iacute;fico para este fim. <br />
Art.&nbsp;7o&nbsp;&nbsp;O n&uacute;mero do SAC constar&aacute; de forma clara e objetiva em todos os documentos e materiais impressos entregues ao consumidor no momento da contrata&ccedil;&atilde;o do servi&ccedil;o e durante o seu fornecimento, bem como na p&aacute;gina eletr&ocirc;nica da empresa na INTERNET. <br />
Par&aacute;grafo&nbsp;&uacute;nico.&nbsp;&nbsp;No caso de empresa ou grupo empresarial que oferte servi&ccedil;os conjuntamente, ser&aacute; garantido ao consumidor o acesso, ainda que por meio de diversos n&uacute;meros de telefone, a canal &uacute;nico que possibilite o atendimento de demanda relativa a qualquer um dos servi&ccedil;os oferecidos. <br />
CAP&Iacute;TULO III<br />
DA QUALIDADE DO ATENDIMENTO <br />
Art.&nbsp;8o&nbsp;&nbsp;O SAC obedecer&aacute; aos princ&iacute;pios da dignidade, boa-f&eacute;, transpar&ecirc;ncia, efici&ecirc;ncia, efic&aacute;cia, celeridade e cordialidade. <br />
Art.&nbsp;9o&nbsp;&nbsp;O atendente, para exercer suas fun&ccedil;&otilde;es no SAC, deve ser capacitado com as habilidades t&eacute;cnicas e procedimentais necess&aacute;rias para realizar o adequado atendimento ao consumidor, em linguagem clara. <br />
Art.&nbsp;10.&nbsp;&nbsp;Ressalvados os casos de reclama&ccedil;&atilde;o e de cancelamento de servi&ccedil;os, o SAC garantir&aacute; a transfer&ecirc;ncia imediata ao setor competente para atendimento definitivo da demanda, caso o primeiro atendente n&atilde;o tenha essa atribui&ccedil;&atilde;o. <br />
&sect;&nbsp;1o&nbsp;&nbsp;A transfer&ecirc;ncia dessa liga&ccedil;&atilde;o ser&aacute; efetivada em at&eacute; sessenta segundos. <br />
&sect;&nbsp;2o&nbsp;&nbsp;Nos casos de reclama&ccedil;&atilde;o e cancelamento de servi&ccedil;o, n&atilde;o ser&aacute; admitida a transfer&ecirc;ncia da liga&ccedil;&atilde;o, devendo todos os atendentes possuir atribui&ccedil;&otilde;es para executar essas fun&ccedil;&otilde;es. <br />
&sect;&nbsp;3o&nbsp;&nbsp;O sistema informatizado garantir&aacute; ao atendente o acesso ao hist&oacute;rico de demandas do consumidor. <br />
Art.&nbsp;11.&nbsp;&nbsp;Os dados pessoais do consumidor ser&atilde;o preservados, mantidos em sigilo e utilizados exclusivamente para os fins do atendimento. <br />
Art.&nbsp;12.&nbsp;&nbsp;&Eacute; vedado solicitar a repeti&ccedil;&atilde;o da demanda do consumidor ap&oacute;s seu registro pelo primeiro atendente. <br />
Art.&nbsp;13.&nbsp;&nbsp;O sistema informatizado deve ser programado tecnicamente de modo a garantir a agilidade, a seguran&ccedil;a das informa&ccedil;&otilde;es e o respeito ao consumidor. <br />
Art.&nbsp;14.&nbsp;&nbsp;&Eacute; vedada a veicula&ccedil;&atilde;o de mensagens publicit&aacute;rias durante o tempo de espera para o atendimento, salvo se houver pr&eacute;vio consentimento do consumidor. <br />
CAP&Iacute;TULO IV<br />
DO ACOMPANHAMENTO DE DEMANDAS <br />
Art.&nbsp;15.&nbsp;&nbsp;Ser&aacute; permitido o acompanhamento pelo consumidor de todas as suas demandas por meio de registro num&eacute;rico, que lhe ser&aacute; informado no in&iacute;cio do atendimento. <br />
&sect;&nbsp;1o&nbsp;&nbsp;Para fins do disposto no caput, ser&aacute; utilizada seq&uuml;&ecirc;ncia num&eacute;rica &uacute;nica para identificar todos os atendimentos. <br />
&sect;&nbsp;2o&nbsp;&nbsp;O registro num&eacute;rico, com data, hora e objeto da demanda, ser&aacute; informado ao consumidor e, se por este solicitado, enviado por correspond&ecirc;ncia ou por meio eletr&ocirc;nico, a crit&eacute;rio do consumidor. <br />
&sect;&nbsp;3o&nbsp;&nbsp;&Eacute; obrigat&oacute;ria a manuten&ccedil;&atilde;o da grava&ccedil;&atilde;o das chamadas efetuadas para o SAC, pelo prazo m&iacute;nimo de noventa dias, durante o qual o consumidor poder&aacute; requerer acesso ao seu conte&uacute;do. <br />
&sect;&nbsp;4o&nbsp;&nbsp;O registro eletr&ocirc;nico do atendimento ser&aacute; mantido &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o do consumidor e do &oacute;rg&atilde;o ou entidade fiscalizadora por um per&iacute;odo m&iacute;nimo de dois anos ap&oacute;s a solu&ccedil;&atilde;o da demanda. <br />
Art.&nbsp;16.&nbsp;&nbsp;O consumidor ter&aacute; direito de acesso ao conte&uacute;do do hist&oacute;rico de suas demandas, que lhe ser&aacute; enviado, quando solicitado, no prazo m&aacute;ximo de setenta e duas horas, por correspond&ecirc;ncia ou por meio eletr&ocirc;nico, a seu crit&eacute;rio. &nbsp;<br />
CAP&Iacute;TULO V<br />
DO PROCEDIMENTO PARA A RESOLU&Ccedil;&Atilde;O DE DEMANDAS <br />
Art.&nbsp;17.&nbsp;&nbsp;As informa&ccedil;&otilde;es solicitadas pelo consumidor ser&atilde;o prestadas imediatamente e suas reclama&ccedil;&otilde;es, resolvidas no prazo m&aacute;ximo de cinco dias &uacute;teis a contar do registro.&nbsp; <br />
&sect;&nbsp;1o&nbsp;&nbsp;O consumidor ser&aacute; informado sobre a resolu&ccedil;&atilde;o de sua demanda e, sempre que solicitar, ser-lhe-&aacute; enviada a comprova&ccedil;&atilde;o pertinente por correspond&ecirc;ncia ou por meio eletr&ocirc;nico, a seu crit&eacute;rio. <br />
&sect;&nbsp;2o&nbsp;&nbsp;A resposta do fornecedor ser&aacute; clara e objetiva e dever&aacute; abordar todos os pontos da demanda do consumidor. <br />
&sect;&nbsp;3o&nbsp;&nbsp;Quando a demanda versar sobre servi&ccedil;o n&atilde;o solicitado ou cobran&ccedil;a indevida, a cobran&ccedil;a ser&aacute; suspensa imediatamente, salvo se o fornecedor indicar o instrumento por meio do qual o servi&ccedil;o foi contratado e comprovar que o valor &eacute; efetivamente devido. <br />
CAP&Iacute;TULO VI<br />
DO PEDIDO DE CANCELAMENTO DO SERVI&Ccedil;O <br />
Art.&nbsp;18.&nbsp;&nbsp;O SAC receber&aacute; e processar&aacute; imediatamente o pedido de cancelamento de servi&ccedil;o feito pelo consumidor. <br />
&sect;&nbsp;1o&nbsp;&nbsp;O pedido de cancelamento ser&aacute; permitido e assegurado ao consumidor por todos os meios dispon&iacute;veis para a contrata&ccedil;&atilde;o do servi&ccedil;o. <br />
&sect;&nbsp;2o&nbsp;&nbsp;Os efeitos do cancelamento ser&atilde;o imediatos &agrave; solicita&ccedil;&atilde;o do consumidor, ainda que o seu processamento t&eacute;cnico necessite de prazo, e independe de seu adimplemento contratual. <br />
&sect;&nbsp;3o&nbsp;&nbsp;O comprovante do pedido de cancelamento ser&aacute; expedido por correspond&ecirc;ncia ou por meio eletr&ocirc;nico, a crit&eacute;rio do consumidor. <br />
CAP&Iacute;TULO VII<br />
DAS DISPOSI&Ccedil;&Otilde;ES FINAIS <br />
Art.&nbsp;19.&nbsp;&nbsp;A inobserv&acirc;ncia das condutas descritas neste Decreto ensejar&aacute; aplica&ccedil;&atilde;o das san&ccedil;&otilde;es previstas no art. 56 da Lei no 8.078, de 1990, sem preju&iacute;zo das constantes dos regulamentos espec&iacute;ficos dos &oacute;rg&atilde;os e entidades reguladoras.<br />
Art.&nbsp;20.&nbsp;&nbsp;Os &oacute;rg&atilde;os competentes, quando necess&aacute;rio, expedir&atilde;o normas complementares e espec&iacute;ficas para execu&ccedil;&atilde;o do disposto neste Decreto.<br />
Art.&nbsp;21.&nbsp;&nbsp;Os direitos previstos neste Decreto n&atilde;o excluem outros, decorrentes de regulamenta&ccedil;&otilde;es expedidas pelos &oacute;rg&atilde;os e entidades reguladores, desde que mais ben&eacute;ficos para o consumidor.<br />
Art.&nbsp;22.&nbsp;&nbsp;Este Decreto entra em vigor em 1o de dezembro de 2008.<br />
Bras&iacute;lia, 31 de julho de 2008; 187o da Independ&ecirc;ncia e 120o da Rep&uacute;blica.<br />
&nbsp;LUIZ IN&Aacute;CIO LULA DA SILVA <br />
Tarso Genro<br />
Este texto n&atilde;o substitui o publicado no DOU de 1&ordm;.8.2008</p>]]></description>
<link>http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/principal.asp?cod=43#ponto1</link>
</item>
<item>
<title><![CDATA[LANÇADO PLANO DE COMBATE À PIRATARIA]]></title>
<date><![CDATA[29/5/2009 08:42:00]]></date>
<description><![CDATA[<p><img height="107" width="150" align="right" src="/download/image/plano%20combate%20pirataria.jpg" alt="" />Ontem o Governo Federal lan&ccedil;ou o Plano Nacional de Combate &agrave; Pirataria ap&oacute;s admitir que, entre 2004 e 2008, as autoridades apreenderam produtos falsos e ilegais no valor aproximado de R$ 4 bilh&otilde;es.<br />
<br />
Anunciado pelo ministro da Justi&ccedil;a, Tarso Genro, o plano inclui 23 medidas que ser&atilde;o implantadas entre 2009 e 2012.<br />
<br />
O projeto prev&ecirc; o lan&ccedil;amento de um selo de qualidade chamado Brasil Original, que os comerciantes ter&atilde;o que fixar em todos os produtos para garantir a origem legal de suas mercadorias e o respectivo pagamento de impostos.<br />
<br />
Neste ponto, deve-se investir em um selo que dificulte a falsifica&ccedil;&atilde;o, pois, do contr&aacute;rio, corremos o risco de antes mesmo de ser lan&ccedil;ado o &ldquo;selo oficial&rdquo;, encontrarmos nas ruas e lojas do pa&iacute;s, produtos falsificados, com o selo falso na embalagem.<br />
<br />
Outra medida estabelece um acordo com os sites de com&eacute;rcio eletr&ocirc;nico, para impedir a distribui&ccedil;&atilde;o de produtos pirateados pela internet.<br />
<br />
Medida boa, mas de dif&iacute;cil fiscaliza&ccedil;&atilde;o. Os sites grandes e s&eacute;rios, j&aacute; impedem essa venda. Os grandes e n&atilde;o t&atilde;o s&eacute;rios, poder&atilde;o se adequar. E os pequenos e desonestos, se n&atilde;o for grande e eficiente a fiscaliza&ccedil;&atilde;o, tender&atilde;o a ficar maiores.<br />
<br />
Outra iniciativa, a Cidade Livre de Pirataria, prev&ecirc; uma a&ccedil;&atilde;o conjunta de for&ccedil;as de seguran&ccedil;a federais, regionais e municipais para reprimir o com&eacute;rcio de produtos piratas nas ruas de cidades como S&atilde;o Paulo, Rio de Janeiro, Bras&iacute;lia, Ribeir&atilde;o Preto e Curitiba.<br />
<br />
Se aliada a um trabalho grande na &aacute;rea de intelig&ecirc;ncia, poder&aacute; gerar bons frutos.<br />
<br />
J&aacute; o Projeto Mercado Legal &eacute; destinado a incentivar os comerciantes a substituir os produtos piratas por originais.<br />
<br />
Genro anunciou que o Governo quer iniciar pelo menos cinco das 23 medidas que integram o plano ainda neste ano.<br />
<br />
Segundo o ministro, o plano ser&aacute; fortalecido com uma campanha publicit&aacute;ria para mostrar os preju&iacute;zos provocados pela venda de produtos piratas.<br />
<br />
Esta campanha inclui a cria&ccedil;&atilde;o do portal de Combate &agrave; Pirataria, no qual ser&atilde;o divulgadas campanhas educativas.<br />
<br />
Considero esta a medida mais importante. Ao s&oacute; combater a venda, o Estado atua em apenas uma das frentes. Resta a compra do produto pirata. Esta faceta, por ser muito mais dilu&iacute;da do que a primeira, tem um combate muito mais dif&iacute;cil e s&oacute; pode ser feita atrav&eacute;s da educa&ccedil;&atilde;o. <br />
<br />
N&oacute;s temos a cultura da aceita&ccedil;&atilde;o do produto pirata, quando n&atilde;o da exalta&ccedil;&atilde;o. E mudar uma cultura &eacute; muito demorado. &Eacute; trabalho de anos de dedica&ccedil;&atilde;o. J&aacute; estamos devendo h&aacute; muito o in&iacute;cio de uma atua&ccedil;&atilde;o efetiva e eficaz quanto a isto.<br />
<br />
&quot;Quando uma pessoa compra um produto pirata, est&aacute; prejudicando a si pr&oacute;pria, j&aacute; que sua atitude reduz a gera&ccedil;&atilde;o de empregos e a arrecada&ccedil;&atilde;o de impostos. &Eacute; l&oacute;gico que a tend&ecirc;ncia imediata &eacute; comprar um produto mais barato, mas &eacute; preciso levar em conta que se trata tamb&eacute;m de um mau produto&quot;, afirmou Genro.<br />
<br />
De acordo com o Minist&eacute;rio, o Brasil arrecada R$ 30 bilh&otilde;es a menos em impostos por causa da pirataria.<br />
<br />
Segundo os n&uacute;meros divulgados hoje, entre 2004 e 2008, a Pol&iacute;cia Federal realizou 64 opera&ccedil;&otilde;es especiais de combate &agrave; pirataria, nas quais deteve 1.030 pessoas e abriu 32.678 investiga&ccedil;&otilde;es.<br />
<br />
No mesmo per&iacute;odo, a Pol&iacute;cia Rodovi&aacute;ria Federal apreendeu 1,25 milh&atilde;o de rem&eacute;dios falsos, 11,8 milh&otilde;es de ma&ccedil;os de cigarros contrabandeados e 23,7 milh&otilde;es de DVDs.<br />
<br />
As informa&ccedil;&otilde;es s&atilde;o da EFE.</p>]]></description>
<link>http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/principal.asp?cod=42#ponto1</link>
</item>
<item>
<title><![CDATA[OPERAÇÃO DA PF EM 12 E ESTADOS E NO DF CONTRA CRIMES BANCÁRIOS]]></title>
<date><![CDATA[28/5/2009 09:28:42]]></date>
<description><![CDATA[<p><img height="135" width="150" align="left" src="/download/image/dpf.jpg" alt="" />A Pol&iacute;cia Federal iniciou nesta quinta-feira a opera&ccedil;&atilde;o &ldquo;Trilha&rdquo;, contra uma quadrilha especializada em clonagem de cheques, de cart&otilde;es de cr&eacute;dito e desvio de dinheiro de contas banc&aacute;rias pela internet.<br />
Devem ser cumpridos 120 mandados de pris&atilde;o preventiva, 19 mandados de pris&atilde;o tempor&aacute;ria e 136 mandados de busca e apreens&atilde;o em 12 Estados e no Distrito Federal. Participam da a&ccedil;&atilde;o 691 policiais.<br />
As investiga&ccedil;&otilde;es, iniciadas h&aacute; cerca de um ano, revelaram que integrantes da quadrilha utilizavam programas (disseminados em e-mails falsos) para capturar senhas banc&aacute;rias de correntistas de v&aacute;rios bancos.<br />
Segundo a PF, a quadrilha tamb&eacute;m instalava c&acirc;meras nos terminais banc&aacute;rios para filmar a senha dos correntistas, ao mesmo tempo em que outro dispositivo clonava os dados do cart&atilde;o (os chamados &ldquo;chupa cabra&rdquo;).<br />
Com os dados banc&aacute;rios, os criminosos realizavam transfer&ecirc;ncias de valores para contas de &quot;laranjas&quot;, compravam produtos pela internet e realizavam pagamentos de boletos banc&aacute;rios.<br />
Os presos ser&atilde;o indiciados pelos crimes de forma&ccedil;&atilde;o de quadrilha, furto qualificado mediante fraude, tentativa de furto e estelionato.</p>]]></description>
<link>http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/principal.asp?cod=41#ponto1</link>
</item>
<item>
<title><![CDATA[RECEBIDA DENÚNCIA CONTRA PREFEITO POR ATRASO NA PRESTAÇÃO DE CONTAS]]></title>
<date><![CDATA[28/5/2009 09:20:10]]></date>
<description><![CDATA[<p>O Tribunal de Justi&ccedil;a do Rio Grande do Norte recebeu ontem den&uacute;ncia contra o prefeito de Macau/RN, Fl&aacute;vio Veras, pela pr&aacute;tica do crime consistente em entregar a presta&ccedil;&atilde;o de contas do ano de 2007 com atraso (art. 1&ordm;, inciso VI, do Decreto-lei n&ordm; 201/67).<br />
O prefeito j&aacute; responde a outro processo pelo mesmo crime por haver atrasado a entrega das contas dos anos de 2005 e 2006.<br />
Desde o ano de 2007 o Minist&eacute;rio P&uacute;blico do Rio Grande do Norte ofereceu 57 den&uacute;ncias contra prefeitos por atrasos nas presta&ccedil;&otilde;es de contas, quer ao Tribunal de Contas do Estado, quer &agrave;s C&acirc;maras Municipais.<br />
Entre 2001 e 2006, a m&eacute;dia de prefeitos que entregaram em dia as presta&ccedil;&otilde;es de contas foi de 89 (de um total de 167 munic&iacute;pios que possui o RN). Em 2007, ap&oacute;s o in&iacute;cio da fiscaliza&ccedil;&atilde;o do MP e do oferecimento das den&uacute;ncias pelo Procurador Geral de Justi&ccedil;a, 131 prefeitos entregaram em dia as contas, o que significa um aumento de 45% sobre a m&eacute;dia hist&oacute;rica dos seis anos anteriores.</p>]]></description>
<link>http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/principal.asp?cod=40#ponto1</link>
</item>
<item>
<title><![CDATA[JUIZ ACUSADO DE PROMOVER ESCUTAS TELEFÔNICAS ILEGAIS É CONDENADO PELO CNJ]]></title>
<date><![CDATA[27/5/2009 09:28:23]]></date>
<description><![CDATA[<p>O Conselho Nacional de Justi&ccedil;a-CNJ, apreciando pedido de Revis&atilde;o Disciplinar formulado pelo Minist&eacute;rio P&uacute;blico do Rio Grande do Norte, condenou na manh&atilde; de ontem o juiz Carlos Adel Teixeira de Souza &agrave; pena de remo&ccedil;&atilde;o compuls&oacute;ria para uma vara sem atribui&ccedil;&otilde;es criminais.<br />
Com isso, o CNJ reformou decis&atilde;o do Tribunal de Justi&ccedil;a do estado, que havia aplicado pena de advert&ecirc;ncia ao magistrado, san&ccedil;&atilde;o demasiado branda no entender do Minist&eacute;rio P&uacute;blico do RN e do pr&oacute;prio CNJ. No entanto, defendia o MP que fosse aplicada uma san&ccedil;&atilde;o ainda mais severa, que era a aposentadoria compuls&oacute;ria a bem do servi&ccedil;o p&uacute;blico.<br />
A puni&ccedil;&atilde;o foi aplicada ao juiz porque ele, sendo titular da vara de execu&ccedil;&otilde;es penais, n&atilde;o tinha legitimidade para autorizar intercepta&ccedil;&otilde;es telef&ocirc;nicas e, mesmo assim, no per&iacute;odo de quatro anos (entre 2003 e 2007), autorizou que 1864 n&uacute;meros telef&ocirc;nicos fossem interceptados, apenas atrav&eacute;s de of&iacute;cio, sem despacho, sem indicar quem eram os titulares das linhas interceptadas, sem inqu&eacute;rito policial, sem abrir vista ao MP, sem acompanhar o resultado das intercepta&ccedil;&otilde;es, enfim, sem cumprir os m&iacute;nimos requisitos previstos na lei das intercepta&ccedil;&otilde;es telef&ocirc;nicas (Lei 9.296/96).<br />
Fiz a sustenta&ccedil;&atilde;o oral no CNJ pelo Minist&eacute;rio P&uacute;blico, defendendo a reforma da decis&atilde;o do TJ/RN, enquanto os advogados Felipe Cortez e Paulo Lopo Saraiva, nessa sequ&ecirc;ncia, fizeram oralmente a defesa do magistrado.<br />
N&atilde;o foi o resultado desejado desde o in&iacute;cio pelo MP, mas foi uma decis&atilde;o aceit&aacute;vel. Esperamos que sirva de exemplo para que outros magistrados n&atilde;o enveredem pelo mesmo caminho, que s&oacute; teve esse fim porque n&atilde;o existiam puni&ccedil;&otilde;es anteriores ao mesmo magistrado, posto que, deixaram claro os conselheiros, se ele tivesse outras san&ccedil;&otilde;es no passado, a pena agora teria sido mais severa.</p>]]></description>
<link>http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/principal.asp?cod=39#ponto1</link>
</item>
<item>
<title><![CDATA[RECEBIDA DENÚNCIA CONTRA DELEGADO PROTÓGENES]]></title>
<date><![CDATA[25/5/2009 20:08:41]]></date>
<description><![CDATA[<p>O juiz federal Ali Mazloum, da 7&ordf; Vara Criminal Federal de S&atilde;o Paulo, recebeu a <a href="http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/post.asp?acao=0" target="_blank">den&uacute;ncia oferecida contra o delegado Prot&oacute;genes Queiroz</a> da Pol&iacute;cia Federal.<br />
Pesam sobre o Delegado Prot&oacute;genes acusa&ccedil;&otilde;es da pr&aacute;tica dos crimes de viola&ccedil;&atilde;o de sigilo funcional e fraude processual, por supostamente ter vazado informa&ccedil;&otilde;es da Opera&ccedil;&atilde;o Satiagraha para a imprensa e usado uma equipe de televis&atilde;o para fazer as imagens da tentativa de suborno de um delegado da Pol&iacute;cia Federal por pessoas ligadas ao banqueiro Daniel Dantas, controlador do banco Opportunity.<br />
Tamb&eacute;m foi recebida a den&uacute;ncia no que diz respeito ao escriv&atilde;o Amadeu Ranieri, pelos mesmos crimes. Em sua decis&atilde;o, Alim Mazloum afirma ter verificado &ldquo;prova da exist&ecirc;ncia de crimes e suficientes ind&iacute;cios de autoria&rdquo;.<br />
A Opera&ccedil;&atilde;o Satiagraha investigou uma s&eacute;rie de crimes financeiros, entre eles, o de lavagem de dinheiro, e chegou a prender 17 pessoas, inclusive o banqueiro Daniel Dantas, j&aacute; condenado por corrup&ccedil;&atilde;o ocorrida incidentalmente no curso das investiga&ccedil;&otilde;es da opera&ccedil;<!--TEXTO-->&atilde;o.</p>]]></description>
<link>http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/principal.asp?cod=38#ponto1</link>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O QUE É CRIME DE COLARINHO BRANCO]]></title>
<date><![CDATA[24/5/2009 09:41:13]]></date>
<description><![CDATA[<p>Edwin H. Sutherland&nbsp; definiu crime de colarinho branco como &quot;um crime cometido por uma pessoa respeit&aacute;vel, e de alta posi&ccedil;&atilde;o (status) social, no exerc&iacute;cio de suas ocupa&ccedil;&otilde;es&rdquo;.<br />
No livro publicado alguns anos ap&oacute;s o c&eacute;lebre discurso, Sutherland tratou de quatro tipos de leis: antitrust, publicidade falsa, rela&ccedil;&otilde;es laborais e viola&ccedil;&otilde;es de patentes, direitos autorais e marcas registradas. Tais leis traziam puni&ccedil;&otilde;es para aqueles empres&aacute;rios que, nos seus trabalhos ou &aacute;reas de atua&ccedil;&atilde;o, praticassem as condutas descritas como criminosas.<br />
<br />
Desde ent&atilde;o, v&aacute;rias mudan&ccedil;as sociais e tecnol&oacute;gicas levaram &agrave; amplia&ccedil;&atilde;o dos tipos penais inclu&iacute;dos inicialmente na conceitua&ccedil;&atilde;o e que foram objeto de estudo por aquele pioneiro.<br />
<br />
Geralmente, os crimes de colarinho branco s&atilde;o praticados sem o emprego de viol&ecirc;ncia. Em algumas ocasi&otilde;es, no entanto, a viol&ecirc;ncia entra em cena para acobertar a pr&aacute;tica criminosa precedente.<br />
<br />
Atualmente, a lista dos crimes de colarinho branco &eacute; muito extensa, e nela se inserem n&atilde;o s&oacute; os cometidos pelos empres&aacute;rios como tamb&eacute;m por servidores p&uacute;blicos. <br />
<br />
Podemos caracterizar como crimes de colarinho branco os crimes contra as rela&ccedil;&otilde;es de consumo, contra a ordem econ&ocirc;mica, contra a ordem tribut&aacute;ria, contra o sistema financeiro, a lavagem de dinheiro; os crimes contra a propriedade intelectual (pirataria de um modo geral), corrup&ccedil;&atilde;o e outros crimes contra a administra&ccedil;&atilde;o praticados por funcion&aacute;rios p&uacute;blicos, crimes contra a inviolabilidade dos segredos, alguns estelionatos e fraudes, crimes cibern&eacute;ticos, crimes contra licita&ccedil;&otilde;es, falsifica&ccedil;&atilde;o de t&iacute;tulos e outros pap&eacute;is p&uacute;blicos, falsifica&ccedil;&atilde;o documental e outras falsidades, crimes contra as finan&ccedil;as p&uacute;blicas.</p>
<p>Tais crimes possuem caracter&iacute;sticas peculiares, como ser praticados geralmente por pessoas com boa posi&ccedil;&atilde;o social, s&atilde;o de dif&iacute;cil identifica&ccedil;&atilde;o e investiga&ccedil;&atilde;o, os criminosos s&atilde;o vistos como bem-feitores da sociedade, os aparelhos do Estado (Judici&aacute;rios, Minist&eacute;rio P&uacute;blico e pol&iacute;cia) n&atilde;o est&atilde;o bem preparados para investigar e processar as pessoas por esse tipo de crime.<br />
<br />
Em contraposi&ccedil;&atilde;o aos crimes de colarinho branco (white collar crimes), est&atilde;o os crimes de colarinho azul (blue collar crimes), assim denominados porque ao inv&eacute;s de praticados pelas classes dominantes e mais abastadas, s&atilde;o praticados pela classe trabalhadora ou oper&aacute;ria, que comumente usam macac&otilde;es azuis nos EUA e Europa.<br />
&nbsp;</p>]]></description>
<link>http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/principal.asp?cod=37#ponto1</link>
</item>
<item>
<title><![CDATA[MAFIOSO BADALAMENTI PEDIRÁ ASILO POLÍTICO AO BRASIL]]></title>
<date><![CDATA[24/5/2009 09:30:52]]></date>
<description><![CDATA[<p>ERA O QUE SE ESPERAVA<br />
<br />
<a href="http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/post.asp?acao=0" target="_blank">Leonardo Badalamenti</a> se declarou perseguido pela It&aacute;lia e pedir&aacute; asilo pol&iacute;tico ao Governo Brasileiro.<br />
<br />
Afirmou Badalamenti que &eacute; v&iacute;tima de clamoroso erro judici&aacute;rio e de persegui&ccedil;&atilde;o por ser filho do mafioso Gaetano Badalamenti, Don Tano, chefe da m&aacute;fia em Cinisi, falecido em 2004 em uma pris&atilde;o nos EUA.<br />
<br />
Diz nunca ter matado ningu&eacute;m, ao contr&aacute;rio de Cesare Battisti, que matou quatro pessoas com suas pr&aacute;ticas terroristas.<br />
Battisti j&aacute; consegui o asilo, agora falta o leniente Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a asilar tamb&eacute;m ao mafioso Badalamenti e confirmar o Brasil como terra da impunidade, n&atilde;o s&oacute; para os criminosos brasileiros, mas tamb&eacute;m para os estrangeiros. Vergonhoso e lament&aacute;vel.<br />
<br />
(Fonte: <a href="http://ricerca.repubblica.it/repubblica/archivio/repubblica/2009/05/23/la-mafioimpresa-di-badalamenti-jr.html" target="_blank">La Reppublica</a>)</p>]]></description>
<link>http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/principal.asp?cod=36#ponto1</link>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Chefe mafioso é preso no Brasil como parte de Operação "Cento Passi"]]></title>
<date><![CDATA[22/5/2009 18:11:38]]></date>
<description><![CDATA[<p><img height="155" width="144" align="left" src="/download/image/leonardo%20badalamenti.jpg" alt="Leonardo Badalamenti" />Acusadas de associa&ccedil;&atilde;o criminosa e tentativa de fraude contra grandes bancos estrangeiros, dezesseis pessoas foram detidas em opera&ccedil;&atilde;o realizada simultaneamente no Brasil, na It&aacute;lia e na Espanha.<br />
<br />
As pessoas detidas s&atilde;o suspeitas de pertencerem a uma rede internacional que planejava um grande golpe contra tr&ecirc;s bancos, segundo um comunicado dos carabineiros.<br />
<br />
A rede era liderada por um italiano que vivia h&aacute; 30 anos na Venezuela, Leonardo Badalamenti (foto &agrave; esquerda), detido nesta sexta-feira em S&atilde;o Paulo (Brasil), atrav&eacute;s da opera&ccedil;&atilde;o &quot;Cento Passi&quot;, segundo a mesma fonte.<br />
<br />
Badalamenti &eacute; filho de Gaetano Badalamenti (foto &agrave; direita), um dos antigos chef&otilde;es da m&aacute;fia siciliana, morto em 2004 em um pres&iacute;dio nos EUA.<img height="211" width="128" align="right" src="/download/image/150px-Tano_Badalamenti.jpg" alt="Gaetano Badalamenti" /><br />
<br />
Ap&oacute;s a pris&atilde;o de Leonardo Badalamenti, as autoridades italianas aguardam a decis&atilde;o sobre sua extradi&ccedil;&atilde;o para a It&aacute;lia.<br />
<br />
De acordo com os termos do tratado de extradi&ccedil;&atilde;o, assinado pelos governos da It&aacute;lia e do Brasil em 1989 e promulgado em 1993, ele dever&aacute; permanecer detido, &agrave; espera da decis&atilde;o do Supremo Tribunal Federal.<br />
<br />
O caso da extradi&ccedil;&atilde;o de Badalamenti entra, assim, na pauta do STF, que j&aacute; examina o caso pol&ecirc;mico do ex-terrorista Cesare Battisti.<br />
<br />
A organiza&ccedil;&atilde;o planejava obter empr&eacute;stimos banc&aacute;rios no valor total de 1 bilh&atilde;o de d&oacute;lares atrav&eacute;s de bancos estrangeiros, dando como garantias falsos t&iacute;tulos venezuelanos fornecidos por um c&uacute;mplice no Banco Central da Venezuela.</p>
<p>O grupo mafioso tentava usar falsos b&ocirc;nus da Venezuela (onde Leonardo havia residido), para obter cr&eacute;dito no valor de 2,2 bilh&otilde;es de d&oacute;lares junto ao <a href="http://www.bloomberg.com/apps/quote?ticker=HSBA%3ALN" onmouseover="return escape( popwQuoteShort( this, 'HSBA:LN' ))">HSBC Holdings Plc</a>, <a href="http://www.bloomberg.com/apps/quote?ticker=BAC%3AUS" onmouseover="return escape( popwQuoteShort( this, 'BAC:US' ))">Bank of America Corp.</a> e a um banco brit&acirc;nico ainda n&atilde;o identificado, conforme fontes italianas.<br />
<br />
Leonardo Badalamenti e o pai dele, Gaetano, tinham liga&ccedil;&otilde;es com Tommaso Buscetta, mafioso preso no Brasil em 1983 e morto no ano 2000, em Nova Iorque, de c&acirc;ncer. Buscetta foi um dos &quot;arrependidos&quot; que colaborou com processos sob a responsabilidade do juiz Giovanni Falcone (assassinado em 1992 pela m&aacute;fia).</p>
<p>At&eacute; o momento, n&atilde;o h&aacute; informa&ccedil;&otilde;es de que o mafioso Badalamenti tenha pedido asilo pol&iacute;tico ao Brasil. Se pedir, certamente a proposta ser&aacute; analisada com seriedade...</p>
<p>(Com informa&ccedil;&otilde;es do UOL Not&iacute;cias <a href="http://noticias.uol.com.br/ultnot/afp/2009/05/22/ult34u222437.jhtm" target="_blank">http://noticias.uol.com.br/ultnot/afp/2009/05/22/ult34u222437.jhtm</a> e Bloomberg <a href="http://www.bloomberg.com/apps/news?pid=20601085&amp;sid=a_xGIKEnsJMU&amp;refer=europe">http://www.bloomberg.com/apps/news?pid=20601085&amp;sid=a_xGIKEnsJMU&amp;refer=europe</a>)</p>]]></description>
<link>http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/principal.asp?cod=35#ponto1</link>
</item>
<item>
<title><![CDATA[TSE E TCU SE UNEM PARA APRIMORAR A FISCALIZAÇÃO DE CAMPANHAS ELEITORAIS]]></title>
<date><![CDATA[22/5/2009 11:07:39]]></date>
<description><![CDATA[<p><img height="139" width="110" align="right" src="/download/image/tce%20e%20tcu.jpg" alt="" />Ontem, os presidentes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Carlos Ayres Britto, e do Tribunal de Contas da Uni&atilde;o (TCU), Ubiratan Aguiar, assinaram um protocolo de coopera&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica para fiscalizar as contas das campanhas pol&iacute;ticas e dos partidos. A coopera&ccedil;&atilde;o ser&aacute; implementada para o rastreamento do caminho tomado pelos recursos que doadores e financiadores disponibilizam para partidos pol&iacute;ticos, comit&ecirc;s eleitorais, e candidatos a cargos pol&iacute;tico-eletivos.<br />
<br />
O presidente do TSE disse que o objetivo n&atilde;o &eacute; dificultar essas doa&ccedil;&otilde;es,&nbsp; mas buscar a transpar&ecirc;ncia. &ldquo;Queremos saber das coisas &agrave;s claras. Longe de nossa parte de dificultar, de atuar com o ferr&atilde;o nas costas de quem quer que seja, o que queremos &eacute; fazer o jogo da verdade eleitoral&rdquo;, afirmou.<br />
<br />
O ministro Carlos Britto disse que a Justi&ccedil;a Eleitoral est&aacute;, inclusive, estudando a possibilidade de usar a internet como ve&iacute;culo natural, de massa, para juntar recursos, como fez o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, na sua campanha eleitoral. Segundo informou o ministro, Barack Obama arrecadou cerca de US$ 600 milh&otilde;es, obtendo esses recursos de um grupo de doadores que atingiu de 3,5 milh&otilde;es de pessoas.<br />
<br />
No Brasil, relatou, o presidente Luiz In&aacute;cio Lula da Silva foi financiado por pouco mais de&nbsp; mil pessoas e o governador de S&atilde;o Paulo, Jos&eacute; Serra, teve pouco mais de 50 doadores.<br />
<br />
O presidente do TCU, ministro Ubiratan Aguiar, disse que o protocolo &eacute; um desejo de fortalecer o controle do Estado, &ldquo;somar for&ccedil;as para enfrentar o crime que se organiza, a corrup&ccedil;&atilde;o que se dissemina, o desperd&iacute;cio&nbsp; que toma conta, sem que haja uma for&ccedil;a efetiva conjugada de tantos &oacute;rg&atilde;os que trabalham de forma isolada&rdquo;.<br />
A not&iacute;cia nos enche de alento, porque d&aacute; a ideia de um verdadeiro interesse das duas institui&ccedil;&otilde;es em diminuir os abusos que ocorrem com as doa&ccedil;&otilde;es para as campanhas. Doa&ccedil;&otilde;es essas que, mais cedo ou mais tarde, geram cobran&ccedil;as por parte de muitos doadores, apresentadas aos que se elegeram.<br />
<br />
Fonte: <a href="http://agencia.tse.gov.br/sadAdmAgencia/noticiaSearch.do?acao=get&amp;id=1185490" target="_blank">http://agencia.tse.gov.br/sadAdmAgencia/noticiaSearch.do?acao=get&amp;id=1185490</a><br />
&nbsp;</p>]]></description>
<link>http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/principal.asp?cod=34#ponto1</link>
</item>
<item>
<title><![CDATA[ROBERTO GURGEL ENCABEÇA LISTA PARA PROCURADOR GERAL DA REPÚBLICA]]></title>
<date><![CDATA[22/5/2009 07:39:11]]></date>
<description><![CDATA[<p><img height="109" width="170" align="left" src="/download/image/21_MHG_roberto-gurgel_1.jpg" alt="Roberto Gurgel" />Em vota&ccedil;&atilde;o realizada ontem, o subprocurador da Rep&uacute;blica e atual vice procurador geral da Rep&uacute;blica Roberto Gurgel foi o candidato preferido pelo eleitorado.<br />
<br />
A lista tr&iacute;plice &eacute; formada ainda pelos subprocuradores Wagner Gon&ccedil;alves e Ela Wiecko. Gurgel obteve 482 votos, enquanto Gon&ccedil;alves e Wiecko obtiveram 429 e 314 votos, respectivamente.<br />
<br />
Por seu perfil sereno, por&eacute;m firme, prev&ecirc;-se que o Presidente Lula nomear&aacute; Gurgel para exercer o cargo de Procurador Geral da Rep&uacute;blica na sucess&atilde;o de Antonio Fernando de Souza.<br />
<br />
Tive oportunidade de estar com o Dr. Gurgel em Bras&iacute;lia, ao tratar de assuntos de interesse do Minist&eacute;rio P&uacute;blico do Rio Grande do Norte junto &agrave; PGR e a impress&atilde;o que esse cearense me causou e ao colega do MP/RN que me companhava na ocasi&atilde;o, Giovanni Rosado, foi a melhor poss&iacute;vel. <br />
<br />
Identificado com problemas que assolam a institui&ccedil;&atilde;o, com a necessidade de se rebater com firmeza e pondera&ccedil;&atilde;o os ataques injustos infligidos contra o Minist&eacute;rio P&uacute;blico, trabalhador, independente e muito respeitado por onde passou, Gurgel possui as melhores caracter&iacute;sticas para um l&iacute;der de uma institui&ccedil;&atilde;o como o Minist&eacute;rio P&uacute;blico.</p>
<p>(Foto: http://oglobo.globo.com/fotos/2009/05/21/21_MHG_roberto-gurgel_1.jpg)</p>]]></description>
<link>http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/principal.asp?cod=33#ponto1</link>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A PARTICIPAÇÃO POPULAR NO COMBATE À CORRUPÇÃO OU DO BEIJA FLOR AO CAMINHÃO TANQUE]]></title>
<date><![CDATA[21/5/2009 11:18:04]]></date>
<description><![CDATA[<p>Uma verdade merece ser lembrada: se formos nos valer da boa vontade da classe pol&iacute;tica e da mentalidade dominante nas mais elevadas esferas do Poder Judici&aacute;rio para darmos um basta na corrup&ccedil;&atilde;o que domina o Brasil, estamos perdidos. Definitivamente.<br />
<br />
N&atilde;o vamos entrar aqui no eterno debate sobre a passividade do povo brasileiro. Somos ou n&atilde;o somos pac&iacute;ficos demais? Qual a raz&atilde;o dessa passividade, se &eacute; que ela existe? Etc., etc., etc. N&atilde;o &eacute; a quest&atilde;o hist&oacute;rico-antropol&oacute;gica que est&aacute; em tela.<br />
<br />
As perguntas que fa&ccedil;o s&atilde;o: Por qu&ecirc; continuamos a aceitar, pacificamente, esse Brasil corrupto no qual vivemos? Ser&aacute; que as pessoas inconformadas com esse estado de coisas somos em n&uacute;mero t&atilde;o pequeno que por mais que fa&ccedil;amos, n&atilde;o iremos al&eacute;m da gota d'&aacute;gua que o beija flor levava no bico para tentar apagar a queimada na floresta?<br />
<br />
Na abertura do 3&ordm; Congresso Latino-Americano de Estudos Constitucionais, ocorrido este m&ecirc;s em Curitiba, o constitucionalista Paulo Bonavides, ao discursar sobre ideologia na Constitui&ccedil;&atilde;o, falou da desmoraliza&ccedil;&atilde;o &agrave; qual a corrup&ccedil;&atilde;o submete os Tr&ecirc;s Poderes, colocando em risco a continuidade republicana e representativa do sistema.<br />
<br />
No entender do professor Bonavides, &ldquo;o doloroso e deprimente espet&aacute;culo de corrup&ccedil;&atilde;o que tem assolado a Pra&ccedil;a dos Tr&ecirc;s Poderes contamina os &oacute;rg&atilde;os da soberania e suscita j&aacute; a rea&ccedil;&atilde;o benfazeja do elemento c&iacute;vico da na&ccedil;&atilde;o e da sociedade&rdquo;.<br />
<br />
Parece-me que essa contamina&ccedil;&atilde;o ainda n&atilde;o surtiu completamente todos os efeitos mencionados.&nbsp;&nbsp; Na verdade, mais parece que ela atordoa, adormece e entorpece a todos os que dela s&atilde;o v&iacute;timas, direta ou indiretamente. N&atilde;o somos poucos a sofrer com a falta de seguran&ccedil;a, de sa&uacute;de, de educa&ccedil;&atilde;o, de transporte ou com a falta de vergonha de boa parte da classe pol&iacute;tica. E nossos apelos e nossas lutas teem apresentado resultados p&iacute;fios.<br />
<br />
Quantas vezes ouvimos que a melhor arma do cidad&atilde;o &eacute; o voto? E quantas vezes vimos corruptos voltando &ldquo;nos bra&ccedil;os do povo&rdquo; a ocupar cargos que lhes permitam continuar um caminho infind&aacute;vel de apoderamento de recursos p&uacute;blicos?<br />
<br />
Quando e de que forma teremos efetivamente essa &ldquo;rea&ccedil;&atilde;o benfazeja&rdquo; de que fala o professor Bonavides?<br />
<br />
&Eacute; o pr&oacute;prio mestre quem nos d&aacute; uma pista, ao afirmar que &ldquo;a mem&oacute;ria dos ancestrais inspira a nacionalidade que aparelha a resist&ecirc;ncia e se adestra para as lutas constitucionais de preserva&ccedil;&atilde;o de suas liberdades&rdquo;.<br />
<br />
Neste ponto, me vem &agrave; mente um artigo de Roberto Saviano, o jovem e corajoso autor de Gomorra, que trata da camorra napolitana. Em seu artigo, intitulado &ldquo;A coragem esquecida&rdquo; (www.robertosaviano.it), nos conta Saviano&nbsp; que o pa&iacute;s dele tem muito o que aprender com os imigrantes africanos que, legais ou ilegais, ocupam as ruas do pa&iacute;s da bota. Fala de dois epis&oacute;dios, ocorridos em setembro e dezembro de 2008, nos quais a a&ccedil;&atilde;o dos africanos serviu (ou deveria servir) de exemplo para a It&aacute;lia e para o mundo.<br />
<br />
Refere-se Saviano a duas manifesta&ccedil;&otilde;es promovidas contra grupos mafiosos, mas sem a participa&ccedil;&atilde;o de associa&ccedil;&otilde;es, sindicatos, partidos pol&iacute;ticos ou pessoas vindas em &ocirc;nibus fretados. Manifesta&ccedil;&otilde;es que surgiram espontaneamente, fruto da indigna&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
A primeira delas, ocorrida em Castelvoturno, em 19 de setembro de 2008, ap&oacute;s o assassinato pela camorra, de seis jovens imigrantes africanos (o mais velho passava pouco dos trinta anos de idade). <br />
<br />
A segunda, ocorrida em Rosarno, no dia 12 de dezembro, em raz&atilde;o de dois jovens imigrantes da Costa do Marfim terem sido espancados e feridos, um deles gravemente. Centenas de africanos foram &agrave;s ruas protestar contra a viol&ecirc;ncia. Dois dias depois, um culpado foi preso e esclarecido o motivo do crime. Foi por extors&atilde;o contra os trabalhadores africanos, promovida pela&nbsp; 'Ndrangheta, a m&aacute;fia calabresa com tent&aacute;culos por todo o mundo. <br />
<br />
Afirma Roberto Saviano que a popula&ccedil;&atilde;o africana, com esses dois atos de revolta contra a opress&atilde;o&nbsp; e a viol&ecirc;ncia causadas pelos grupos mafiosos, injetou no tecido do dia a dia do sul da It&aacute;lia anticorpos essenciais dos quais os italianos, na vis&atilde;o de Saviano, parecem carecer. &ldquo;Anticorpos que nascem de um elementar desejo de viver. A omert&agrave; [c&oacute;digo do sil&ecirc;ncio entre os mafiosos] n&atilde;o lhes pertence e tampouco a percep&ccedil;&atilde;o de que tudo sempre foi assim e sempre ser&aacute;. A necessidade de abrirem novos espa&ccedil;os para viver n&atilde;o lhes obriga apenas a sobreviver, mas tamb&eacute;m a defender o direito. E este &eacute; o in&iacute;cio de qualquer batalha aut&ecirc;ntica contra as quadrilhas&rdquo;, diz o escritor.<br />
<br />
Fa&ccedil;amos uma reflex&atilde;o sobre a li&ccedil;&atilde;o dos africanos da It&aacute;lia de hoje, apresentada por Saviano e a men&ccedil;&atilde;o &agrave; mem&oacute;ria de luta e resist&ecirc;ncia dos nossos ancestrais, trazida por Bonavides.<br />
<br />
Nosso sangue africano se rebelou contra a praga da escravid&atilde;o, contaminou toda a sociedade e at&eacute; parte &ldquo;das elites&rdquo; de meados do s&eacute;culo XIX, em um movimento crescente e irrefre&aacute;vel de liberta&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
&Eacute; chegada a hora de reiniciarmos esse movimento de liberta&ccedil;&atilde;o. Liberta&ccedil;&atilde;o, sim. Porque a corrup&ccedil;&atilde;o aprisiona o povo, tal qual a escravid&atilde;o. Na pobreza, na ignor&acirc;ncia, nos &iacute;nfimos &iacute;ndices de desenvolvimento humano, na inseguran&ccedil;a, na fome, no clientelismo, no coronelismo, no assistencialismo, na ignor&acirc;ncia, nas doen&ccedil;as do corpo e da alma.<br />
<br />
Estou cansado de trabalhar como o beija flor. Preciso de caminh&otilde;es tanque (comprados sem super faturamento, por favor), com capacidade para milhares, milh&otilde;es de litros de &aacute;gua, de desinfetante e de detergente para lavar tanta sujeira.<br />
<br />
Precisamos de atitudes mais objetivas e en&eacute;rgicas. Pela mem&oacute;ria de nossos ancestrais. Pelo nosso presente e para o nosso futuro.</p>]]></description>
<link>http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/principal.asp?cod=32#ponto1</link>
</item>
<item>
<title><![CDATA[CLUB FED AS PRISÕES DE SEGURANÇA MÍNIMA NOS EUA]]></title>
<date><![CDATA[19/5/2009 11:12:36]]></date>
<description><![CDATA[<p><img height="152" width="203" align="left" alt="" src="/download/image/_40157606_andersonprison203.jpg" />Ap&oacute;s ler e comentar o post n'O Blog do Promotor sobre o sistema carcer&aacute;rio no Estado do Esp&iacute;rito Santo ( <a target="_blank" href="http://blogdopromotor.zip.net/">http://blogdopromotor.zip.net/</a> ), lembrei das pris&otilde;es federais de seguran&ccedil;a m&iacute;nima existentes nos Estados Unidos, para acolher condenados por crimes cometidos sem viol&ecirc;ncia, como os crimes de colarinho branco, as chamadas Club Fed.<br />
A express&atilde;o Club Fed, utilizada para designar as pris&otilde;es de seguran&ccedil;a m&iacute;nima nos EUA, &eacute; um trocadilho com <a target="_blank" href="http://www.clubmed.com.br/cgi-bin/clubmed55/SP/home.do?PAYS=42&amp;LANG=PT">Club Med</a>, a rede de resorts all inclusive com hot&eacute;is em v&aacute;rios pa&iacute;ses, inclusive Brasil.<br />
Nas pris&otilde;es apelidadas de Club Fed, em geral, n&atilde;o existem muros enormes, cercas eletrificadas ou concertinas (aquele neg&oacute;cio que parece arame farpado com l&acirc;minas), os carcereiros s&atilde;o em n&uacute;mero reduzido, h&aacute; trabalho para os detentos e diversas op&ccedil;&otilde;es de lazer para as horas vagas, como volley, basquete, softball, t&ecirc;nis de mesa e campo, dentre outras modalidades, que podem variar de acordo com a pris&atilde;o.<br />
Embora anteriormente os detentos pudessem usar suas pr&oacute;prias roupas e levar a comida que quisessem, atualmente eles s&atilde;o obrigados<img height="155" width="190" align="right" alt="" src="/download/image/Alderson-2012.jpg" /> a usar uniformes e a se limitar a ingerir os alimentos fornecidos pelo pres&iacute;dio, ou vendidos l&aacute; dentro.<br />
Os detentos devem trabalhar 40 horas semanais. Tirando esse tempo, eles podem desenvolver a atividade que quiserem. Podem praticar esportes, frequentar a livraria ou fazer qualquer outra coisa&nbsp; que os ajude a passar o tempo. Como v&aacute;rios s&atilde;o autores de crimes de colarinho branco, portanto empres&aacute;rios, muitos n&atilde;o est&atilde;o acostumados a ter tempo livre e, se n&atilde;o tiverem cuidado na administra&ccedil;&atilde;o do &oacute;cio, correm s&eacute;rios riscos de entrar em depress&atilde;o (para evitar isso existem programas preventivos espec&iacute;ficos).<br />
O motivo da op&ccedil;&atilde;o do Governo Americano para a ado&ccedil;&atilde;o desse sistema &eacute; simples: baixo custo. De certa forma, eles dizem aos condenados que os crimes praticados por eles merecem puni&ccedil;&atilde;o por parte do Estado, mas que este, para esse tipo de criminosos, n&atilde;o est&aacute; disposto a gastar muito dinheiro com a constru&ccedil;&atilde;o de pres&iacute;dios com muros altos, sofisticados sistemas de imagens, guardas e seguran&ccedil;a, portanto, ficar&atilde;o em uma pris&atilde;o com m&iacute;nima seguran&ccedil;a. Caso n&atilde;o se comportem de acordo, ser&atilde;o encaminhados para um pres&iacute;dio mais rigoroso.<br />
E como &eacute; a rela&ccedil;&atilde;o dos presos com os carcereiros? David Novak, que ficou preso por quase um ano da Pris&atilde;o Federal Eglin (fechada h&aacute; cerca de dois anos), na Fl&oacute;rida, por fraude contra contra o sistema postal, afirma que os condenados por crimes de colarinho branco n&atilde;o s&atilde;o bem quistos pelo pessoal que trabalha nas pris&otilde;es, que veem nos apenados pessoas que ganharam muito mais dinheiro do que eles ganhariam em toda a vida e por isso sentem um certo despeito com rela&ccedil;&atilde;o a eles.<br />
Segundo Alan Ellis, expresidente da Associa&ccedil;&atilde;o Nacional dos Advogados Criminalistas nos EUA, especialista na defesa de criminosos de colarinho branco e autor do Guia das Pris&otilde;es Federais dos Estados Unidos, &eacute; justamente o bem estar dos que trabalham na pris&atilde;o que faz a diferen&ccedil;a entre v&aacute;rias delas. Se os carcereiros est&atilde;o satisfeitos, tratar&atilde;o bem os presos e estes tamb&eacute;m ficar&atilde;o satisfeitos (na medida do poss&iacute;vel, claro).<br />
Na pris&atilde;o Eglin, cada detento podia gastar no m&aacute;ximo 175 d&oacute;lares por m&ecirc;s, comprando diversos itens, inclusive de alimenta&ccedil;&atilde;o, como salgadinhos, massas e enlatados, para cozinhar nos fornos de microondas colocados &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o dos internos.<br />
Segundo Novak, existia ainda um mercado clandestino de frutas e verduras, que era abastecido pelos que trabalhavam na horta e no pomar. Quem for flagrado, no entanto, pode ser enviado para uma pris&atilde;o de maior seguran&ccedil;a, sem tantas liberdades ou regalias.<br />
Embora os condenados n&atilde;o possam escolher onde ir&atilde;o cumprir suas penas, o &oacute;rg&atilde;o central de administra&ccedil;&atilde;o do sistema carcer&aacute;rio federal ( Federal Bureau of Prisons &ndash; BOP ), de acordo com a pena aplicada, diz em qual pris&atilde;o a mesma dever&aacute; ser cumprida inicialmente (de seguran&ccedil;a m&iacute;nima, baixa, m&eacute;dia ou alta), cabendo ao apenado indicar em que estabelecimento preferiria cumprir a senten&ccedil;a. Havendo vaga na pris&atilde;o escolhida, o BOP acolhe a indica&ccedil;&atilde;o do condenado.<br />
<img height="150" width="200" align="left" alt="" src="/download/image/DSC02253anderson.JPG" />Dependendo da pris&atilde;o, al&eacute;m das atividades desportivas os Club Feds disp&otilde;em de cursos de culin&aacute;ria, jardinagem, aulas de m&uacute;sica, programas de reeduca&ccedil;&atilde;o alimentar e de combate ao estresse. <br />
Em raz&atilde;o disso, muitos detentos ao sa&iacute;rem apresentam redu&ccedil;&atilde;o de peso, mais disposi&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica e, em alguns casos chegam a ostentar um invej&aacute;vel bronzeado, o que s&oacute; colabora para manter imagem de que as pris&otilde;es de seguran&ccedil;a m&iacute;nima n&atilde;o s&atilde;o locais assim t&atilde;o ruins para se cumprir uma pena.<br />
Em 2006, a revista Forbes listou as melhores pris&otilde;es dos EUA, veja a lista clicando <a target="_blank" href="http://www.forbes.com/2006/04/17/best-prisons-federal_cx_lr_06slate_0418bestprisons.html">aqui</a>.<br />
Atualmente, com o crescente n&uacute;mero de condena&ccedil;&otilde;es por crimes de colarinho branco, se teme que comece a faltar vagas nas pris&otilde;es de seguran&ccedil;a m&iacute;nima e o governo tenha que encaminhar alguns condenados para pris&otilde;es menos agrad&aacute;veis, por assim dizer.<br />
Para maiores informa&ccedil;&otilde;es sobre os pres&iacute;dios federais nos EUA, v&aacute; ao site do Federal Bureau of Prisons &ndash; BOP: <a target="_blank" href="http://www.bop.gov/">http://www.bop.gov/</a><br />
Para ler a &iacute;ntegra da entrevista de Chuk Salter com David Novak, acesse:&nbsp; <a target="_blank" href="http://www.fastcompany.com/articles/2002/09/novak.html">http://www.fastcompany.com/articles/2002/09/novak.html</a><br />
As fotos que ilustram este post s&atilde;o do Anderson Federal Camp, em Alderson, Virg&iacute;nia Ocidental, EUA e voc&ecirc; as encontra nos links <style type="text/css">--
		@page { margin: 2cm }
		P { margin-bottom: 0.21cm }
		A:link { so-language: zxx }
	-->
	</style><font color="#000080"><span lang="zxx"><u><a target="_blank" href="http://newsimg.bbc.co.uk/media/images/40157000/jpg/_40157606_andersonprison203.jpg">http://newsimg.bbc.co.uk/media/images/40157000/jpg/_40157606_andersonprison203.jpg</a></u></span></font> e <font color="#000080"><span lang="zxx"><u><a target="_blank" href="http://www.womensenews.org/images/ci/Alderson-2012.jpg">http://www.womensenews.org/images/ci/Alderson-2012.jpg</a></u></span></font></p>
<p>&nbsp;</p>]]></description>
<link>http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/principal.asp?cod=31#ponto1</link>
</item>
<item>
<title><![CDATA[EX-PREFEITO DE GUAMARÉ CONDENADO PELO TCU, RESPONDE A 34 AÇÕES DE IMPROBIDADE NA JUSTIÇA ESTADUAL]]></title>
<date><![CDATA[18/5/2009 12:09:34]]></date>
<description><![CDATA[<p>O ex-prefeito de Guamar&eacute; Jo&atilde;o Pedro Filho responde, na Justi&ccedil;a Estadual a 34 a&ccedil;&otilde;es de improbidade administrativa, que visam a devolu&ccedil;&atilde;o de mais de 7 milh&otilde;es de reais aos cofres municipais, em valores n&atilde;o atualizados.<br />
<br />
Jo&atilde;o Pedro Filho, na semana passada, foi condenado pelo Tribunal de Contas da Uni&atilde;o (TCU) a devolver R$ 445 mil aos cofres da Funasa e tamb&eacute;m para pagar multa de R$ 14 mil ao Tesouro Nacional.<br />
<br />
A decis&atilde;o deveu-se por presta&ccedil;&atilde;o parcial de contas dos recursos repassados pela Funda&ccedil;&atilde;o Nacional da Sa&uacute;de (Funasa) para constru&ccedil;&atilde;o de sistema de esgoto no munic&iacute;pio.<br />
<br />
O ex-prefeito tem 15 dias para pagar o valor aos cofres da Funasa e tamb&eacute;m para pagar multa de R$ 14 mil ao Tesouro Nacional. O recurso foi liberado em tr&ecirc;s parcelas, mas s&oacute; houve a apresenta&ccedil;&atilde;o de contas das duas primeiras.<br />
<br />
C&oacute;pia da decis&atilde;o foi enviada &agrave; Procuradoria da Rep&uacute;blica no Rio Grande do Norte. Cabe recurso da decis&atilde;o. O ministro Benjamin Zymler foi o relator do processo.<br />
&nbsp;</p>]]></description>
<link>http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/principal.asp?cod=30#ponto1</link>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A Associação Nacional dos Procuradores da República apoia os Juízes Federais da 3ª Região]]></title>
<date><![CDATA[17/5/2009 09:31:03]]></date>
<description><![CDATA[<p>Transcrevo abaixo a nota de apoio emitida pela ANPR em favor dos ju&iacute;zes federais que prestaram solidariedade ao juz Fausto De Sanctis.<br />
<br />
A Associa&ccedil;&atilde;o Nacional dos Procuradores da Rep&uacute;blica (ANPR) vem a p&uacute;blico demonstrar irrestrito apoio aos Ju&iacute;zes Federais que oficiam na 3.&ordf; Regi&atilde;o em detrimento da atitude do Corregedor de Justi&ccedil;a Federal, Desembargador Federal Andr&eacute; Nabarrete Neto. O Corregedor, arbitrariamente, notificou 134 Ju&iacute;zes Federais que manifestaram, em um ato de livre express&atilde;o, apoio ao Juiz Federal Fausto De Sanctis.<br />
&nbsp;<br />
A argumenta&ccedil;&atilde;o de que o ato poderia classificar viola&ccedil;&atilde;o &agrave; Lei Org&acirc;nica da Magistratura (Loman) &eacute; infundado e demonstra falta de respeito para com a Magistratura por parte do Desembargador. A ANPR reitera apoio &agrave; Associa&ccedil;&atilde;o dos Ju&iacute;zes Federais do Brasil (Ajufe), que ingressou com medidas no Conselho da Justi&ccedil;a Federal e no Tribunal Regional Federal da 3.&ordf; Regi&atilde;o para a defesa dos magistrados federais injustamente notificados. <br />
<br />
Por outro lado, a ANPR louva o entendimento do Corregedor-Geral da Justi&ccedil;a Federal, Ministro Hamilton Carvalhido, que concedeu, no dia 14 de maio, liminar suspendendo o ato do Corregedor Nabarrete.<br />
<br />
<br />
Bras&iacute;lia, 15 de maio de 2009.<br />
<br />
Antonio Carlos Bigonha<br />
Presidente da ANPR</p>]]></description>
<link>http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/principal.asp?cod=29#ponto1</link>
</item>
<item>
<title><![CDATA[CONAMP DIVULGA NOTA DE APOIO A MAGISTRADOS]]></title>
<date><![CDATA[16/5/2009 11:34:15]]></date>
<description><![CDATA[<p><img height="83" width="254" align="absmiddle" src="/download/image/logo_conamp.JPG" alt="" />Em nota, CONAMP declara integral e irrestrito apoio aos 134 ju&iacute;zes federais da 3&ordf; regi&atilde;o notificados pelo corregedor de Justi&ccedil;a Andr&eacute; Nabarrete Neto, devido a manifesto em apoio ao juiz Fausto de Sanctis, realizado em julho do ano passado.<br />
<br />
NOTA DE APOIO &Agrave; AJUFE E MAGISTRADOS FEDERAIS DA 3&ordf; REGI&Atilde;O<br />
&quot;A Associa&ccedil;&atilde;o Nacional dos Membros do Minist&eacute;rio P&uacute;blico &ndash; CONAMP vem publicamente registrar sua solidariedade aos eminentes Magistrados Federais que atuam na 3&ordf; Regi&atilde;o, bem como manifestar seu integral e irrestrito apoio em decorr&ecirc;ncia da ins&oacute;lita decis&atilde;o do Corregedor de Justi&ccedil;a Federal Desembargador Federal, Andr&eacute; Nabarrete Neto, que notificou 134 Ju&iacute;zes Federais a se justificarem pela manifesta&ccedil;&atilde;o de apoio ao Juiz Federal Fausto De Sanctis, por sua atua&ccedil;&atilde;o na Opera&ccedil;&atilde;o Satiagraha.<br />
<br />
Lamentamos que no Estado Democr&aacute;tico de Direito um ato de livre express&atilde;o, sem ingressar no m&eacute;rito da discuss&atilde;o posta em realce, venha ser classificado, unilateralmente, de falta funcional praticada pelos insignes magistrados, notadamente quando a sociedade clama que seus agentes pol&iacute;ticos busquem transformar a realidade social.<br />
<br />
Inadmiss&iacute;vel que depois de tantos avan&ccedil;os desenvolvidos na justi&ccedil;a deste pa&iacute;s, um juiz n&atilde;o possa sequer demonstrar solidariedade a um colega que desenvolve suas fun&ccedil;&otilde;es com coragem e responsabilidade, na aplica&ccedil;&atilde;o do princ&iacute;pio da isonomia estampada na Constitui&ccedil;&atilde;o Federal de 1988.<br />
<br />
A CONAMP, manifestando integral apoio, enaltece a elogi&aacute;vel e imediata atua&ccedil;&atilde;o da Associa&ccedil;&atilde;o dos Juizes Federais do Brasil &ndash; AJUFE ao desenvolver todos os mecanismos necess&aacute;rios para a inflex&iacute;vel defesa de seus associados, bem como reconhece o judicioso entendimento do Ministro Hamilton Carvalhido, que concedeu medida liminar suspendendo o ato que causou perplexidade na comunidade jur&iacute;dica e na sociedade brasileira.<br />
<br />
Bras&iacute;lia, 15 de maio de 2009.<br />
<br />
JOS&Eacute; CARLOS COSENZO<br />
Presidente da CONAMP&quot;</p>]]></description>
<link>http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/principal.asp?cod=28#ponto1</link>
</item>
<item>
<title><![CDATA[AUMENTA CONDENAÇÃO EM PROCESSOS CONTRA CRIMES DE COLARINHO BRANCO NOS ESTADOS UNIDOS]]></title>
<date><![CDATA[16/5/2009 11:12:12]]></date>
<description><![CDATA[<p>A Transactional Records Access Clearinghouse (TRAC), organismo ligado &agrave; Universidade de Siracusa, EUA, que compila, pesquisa e <img height="116" width="116" align="right" alt="" src="/download/image/ccb%20cadeia.jpg" />distribui dados sobre diversas atividades governamentais dos Estados Unidos, publicou recentemente o resultado de uma pesquisa sobre abertura de processos envolvendo crimes de colarinho branco naquele pa&iacute;s, referente ao m&ecirc;s de janeiro de 2009, bem como as condena&ccedil;&otilde;es pelo mesmo tipo de crime, naquele m&ecirc;s, registrando um aumento consider&aacute;vel quanto a estas &uacute;ltimas, se comparados os dados com os do m&ecirc;s e do ano anteriores.<br />
Segundo a TRAC, foram instauradas 617 novas a&ccedil;&otilde;es penais sobre a mat&eacute;ria, o que representa um aumento de 5,3%, comparando-se com o m&ecirc;s anterior.<br />
No entanto, quando comparados os n&uacute;meros de janeiro de 2009 com os de janeiro de 2008, observa-se uma redu&ccedil;&atilde;o de 7,3% e, se compararmos com janeiro de 2004, a redu&ccedil;&atilde;o &eacute; de 18%.<br />
Quanto &agrave;s condena&ccedil;&otilde;es pela pr&aacute;tica de crimes de colarinho branco, ocorreram 628 condena&ccedil;&otilde;es, que correspondem a um aumento de 28,7% sobre o m&ecirc;s anterior, representam tamb&eacute;m um aumento de 3,3% quando comparadas com janeiro de 2008 e um aumento de 1% na compara&ccedil;&atilde;o com janeiro de 2004.<br />
Os crimes pesquisados incluem categorias como crimes contra programas federais, crimes tribut&aacute;rios, crimes contra seguradoras, crimes financeiros, fal&ecirc;ncia criminosa, crimes contra o consumidor, crimes contra a ordem econ&ocirc;mica, crimes por computador, crimes contra o sistema de sa&uacute;de, crimes de viola&ccedil;&atilde;o &agrave; propriedade intelectual, roubo de identidade e outros crimes de colarinho branco n&atilde;o especificados.<br />
O maior n&uacute;mero de processos instaurados em janeiro de 2009 (18,3% do total), foi por roubo de identidade, seguido dos crimes contra institui&ccedil;&otilde;es financeiras (com 14,7%) e crimes contra programas federais (12,5%).<br />
No quesito condena&ccedil;&otilde;es naquele mesmo m&ecirc;s, a lideran&ccedil;a ficou com os crimes contra o sistema financeiro (18,5%), sendo o segundo lugar ocupado pelas condena&ccedil;&otilde;es por roubo de identidade (13,1%) e crimes diversos (11,8%), ficando os crimes tribut&aacute;rios em quarto lugar, com 10,2% do total de condena&ccedil;&otilde;es no per&iacute;odo.<br />
Interessante ressaltar que foi o FBI que originou 33% dos processos que resultaram em condena&ccedil;&otilde;es no m&ecirc;s de refer&ecirc;ncia.<br />
Para maiores detalhes sobre a pesquisa, consulte o site da TRAC no endere&ccedil;o:<br />
<a target="_blank" href="http://trac.syr.edu/tracreports/bulletins/white_collar_crime/monthlyjan09/fil/">http://trac.syr.edu/tracreports/bulletins/white_collar_crime/monthlyjan09/fil/</a></p>]]></description>
<link>http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/principal.asp?cod=27#ponto1</link>
</item>
<item>
<title><![CDATA[TELEFÔNICAS E INFORMAÇÕES FALSAS AOS CONSUMIDORES]]></title>
<date><![CDATA[14/5/2009 22:29:08]]></date>
<description><![CDATA[<p><img height="93" width="124" align="left" src="/download/image/portabilidade.jpg" alt="" />A Garota Sem Fio (Beatriz Kunze - <a target="_blank" href="http://www.garotasemfio.com.br/">http://www.garotasemfio.com.br/</a> e <a target="_blank" href="http://twitter.com/garotasemfio">http://twitter.com/garotasemfio</a>), comentou, em 13.05.09 via <a href="http://twitter.com/">Twitter</a>, a afirma&ccedil;&atilde;o de representante da Anatel que mencionou o fato de operadoras de telefonia estarem, atrav&eacute;s do teleatendimento, repassando informa&ccedil;&otilde;es falsas aos consumidores sobre a portabilidade, com o fim de dificultar a migra&ccedil;&atilde;o dos usu&aacute;rios de suas bases para as de outra operadora.<br />
Essa pr&aacute;tica &eacute; criminosa. Ou seja, al&eacute;m de gerar a possibilidade de aplica&ccedil;&atilde;o de san&ccedil;&atilde;o administrativa por parte da Anatel ou dos Procons, ela deve ser investigada pelo Minist&eacute;rio P&uacute;blico.<br />
Tem-se a&iacute;, em tese, a possibilidade de ocorr&ecirc;ncia do crime previsto no art. 66 do C&oacute;digo de Defesa do Consumidor, que pune quem faz afirma&ccedil;&atilde;o falsa ou enganosa, ou omite informa&ccedil;&atilde;o relevante sobre a natureza, caracter&iacute;stica, qualidade, quantidade, seguran&ccedil;a, desempenho, durabilidade, pre&ccedil;o ou garantia de produtos ou servi&ccedil;os. A pena para esse crime &eacute; deten&ccedil;&atilde;o de tr&ecirc;s meses a um ano e multa. O crime ocorre, inclusive, se o autor n&atilde;o tinha inten&ccedil;&atilde;o de enganar o consumidor ou de falsear a verdade (modalidade culposa). Neste caso, a pena ser&aacute; de deten&ccedil;&atilde;o de um a seis meses ou multa.<br />
Pode ocorrer, no entanto, um crime mais grave, que &eacute; o previsto no inciso VII, do art 7&ordm;, da Lei 8.137/90, dependendo da informa&ccedil;&atilde;o que a pessoa que representa a empresa de telefonia esteja prestando e da possibilidade dessa informa&ccedil;&atilde;o fazer com que o consumidor incorra em erro. Isto ocorrer&aacute; se a indica&ccedil;&atilde;o ou afirma&ccedil;&atilde;o falsa ou enganosa estiver relacionada com a natureza (a cria&ccedil;&atilde;o ou a ess&ecirc;ncia) ou a qualidade do servi&ccedil;o e fizer com que o consumidor, por exemplo, desista de fazer a portabilidade.<br />
A pr&aacute;tica desse crime sujeita os seus autores &agrave; pena de deten&ccedil;&atilde;o, de dois a cinco anos, ou multa.<br />
E o que pode fazer o consumidor?<br />
Suspeitando de que a operadora de telefonia est&aacute; faltando com a verdade, a melhor conduta come&ccedil;a por gravar a conversa com a operadora (e isto &eacute; perfeitamente poss&iacute;vel de se fazer utilizando-se boa parte dos telefones celulares dispon&iacute;veis no mercado). Depois, registrar o ocorrido perante a Anatel, o Procon e o Minist&eacute;rio P&uacute;blico, atrav&eacute;s da Promotoria de Defesa do Consumidor mais pr&oacute;xima, encaminhando-se junto com a den&uacute;ncia do fato, uma c&oacute;pia da grava&ccedil;&atilde;o. Da&iacute; &eacute; esperar para ver o que ocorre, cobrando de vez em quando uma resposta.<br />
Como em todo crime de colarinho branco, fica dif&iacute;cil descobrir todos os autores do fato, ou seja, todos dentro da empresa que contribu&iacute;ram para que o crime fosse cometido, mas, na pior das hip&oacute;teses, mesmo que ningu&eacute;m seja punido, se causar&aacute; um grande alvoro&ccedil;o na empresa.<br />
(Imagem: www.<font face="arial,sans-serif" size="-1"><span class="a">lapate.wordpress.com)</span></font></p>]]></description>
<link>http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/principal.asp?cod=26#ponto1</link>
</item>
<item>
<title><![CDATA[COLARINHOS MANCHADOS DE SANGUE]]></title>
<date><![CDATA[14/5/2009 20:09:20]]></date>
<description><![CDATA[<p>
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<title></title>
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<p style="margin-bottom: 0cm;" class="western"><em><img height="120" width="128" align="left" src="/download/image/sangue.jpg" alt="colarinho branco manchado de sangue" />Honra-me o amigo Rosivaldo Toscano com a autoriza&ccedil;&atilde;o para publicar o seu artigo Colarinho manchados de sangue, que reflete de forma simples e contundente diversas nuances e repercuss&otilde;es da criminalidade daqueles que sempre se acharam acima das leis. Eis o artigo.</em></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;" class="western">No dia 16 de outubro &uacute;ltimo* a Pol&iacute;cia e a Receita Federais deflagraram a Opera&ccedil;&atilde;o Persona, prendendo pelo menos 40 pessoas, entre elas empres&aacute;rios, servidores da Receita Federal e v&aacute;rios executivos no Brasil de uma multinacional americana. As pris&otilde;es foram em tr&ecirc;s estados, sob as acusa&ccedil;&otilde;es de sonega&ccedil;&atilde;o fiscal e descaminho na importa&ccedil;&atilde;o de equipamentos de alta tecnologia. O preju&iacute;zo ao pa&iacute;s &eacute; estimado em pelo menos R$ 1,5 bilh&atilde;o.<br />
<br />
Trata-se de mais um exemplo da recente mudan&ccedil;a da atua&ccedil;&atilde;o policial federal, que gira seu foco para os chamados crimes de intelig&ecirc;ncia - infra&ccedil;&otilde;es penais que, silenciosamente, causam preju&iacute;zos milion&aacute;rios &agrave; sociedade brasileira. Est&aacute;vamos acostumados a somente assistir nos notici&aacute;rios televisivos, principalmente os popularescos, a pris&atilde;o de pessoas (quase sempre pobres) pela pr&aacute;tica de infra&ccedil;&otilde;es penais individuais, tais como furtos, roubos e homic&iacute;dios. Agora nos perguntamos: quem seria os verdadeiros bandidos em nosso pa&iacute;s?<br />
<br />
Vejamos a gravidade do preju&iacute;zo que teria sido ocasionado pela organiza&ccedil;&atilde;o criminosa. Representa quase duas vezes o or&ccedil;amento da prefeitura de Natal. Construiria cem mil casas populares, mil pequenos hospitais ou igual n&uacute;mero de escolas de m&eacute;dio porte. Enquanto isso, aqui assistimos &agrave; m&aacute;quina da pol&iacute;cia, do Minist&eacute;rio P&uacute;blico e do Judici&aacute;rio ser movimentada, quase em sua exclusividade, contra a criminalidade individual e ordin&aacute;ria (o &uacute;nico passo importante foi a recente Opera&ccedil;&atilde;o Impacto, investigando corrup&ccedil;&atilde;o na C&acirc;mara dos Vereadores). N&atilde;o que devamos abandonar &agrave; pr&oacute;pria sorte as v&iacute;timas de pequenos crimes contra o patrim&ocirc;nio. Mas necessitamos voltar nossos olhos tamb&eacute;m para os chamados &ldquo;crimes do colarinho branco&rdquo;.<br />
<br />
Em sete passagens a Constitui&ccedil;&atilde;o Federal fala em cidadania, inclusive como fundamento da Rep&uacute;blica (art. 1&ordm;, II). Na pr&aacute;tica, por&eacute;m, vemos a exist&ecirc;ncia no Brasil de mais duas esp&eacute;cies de pessoas: o sobrecidad&atilde;o, que disp&otilde;e do Estado, mas a ele n&atilde;o se subordina, e o subcidad&atilde;o, que depende do Estado, mas a ele n&atilde;o tem acesso. Quando permitimos que alguns poucos se considerem e hajam como se estivessem acima da lei e do Estado, impedimos que incont&aacute;veis<br />
outros se tornem verdadeiros cidad&atilde;os. Precisamos mudar isso com a&ccedil;&otilde;es como as recentemente tomadas. Vejamos por qu&ecirc;. Corrigindo a comum miopia social quanto &agrave; seriedade do trato da quest&atilde;o penal sob o &acirc;ngulo da criminalidade econ&ocirc;mica, questionamo-nos: se tamanho desvio causou um preju&iacute;zo que daria para construir tantas casas, hospitais e escolas, quantas fam&iacute;lias tiveram sua dignidade e cidadania desrespeitadas? Quantas mortes foram ocasionadas pelos milhares de leitos de hospitais que n&atilde;o foram criados? Quantas crian&ccedil;as deixaram de ser educadas e findaram por se tornar os marginais vulgarmente chamados por n&oacute;s? Chegamos a uma conclus&atilde;o. Os crimes do colarinho branco, pelos preju&iacute;zos que causam ao Estado, levam milh&otilde;es de brasileiros pobres para as trevas, aumentando a press&atilde;o social e a viol&ecirc;ncia, pois minguam dos cofres p&uacute;blicos os recursos necess&aacute;rios para a&ccedil;&otilde;es em prol dos mais carentes. E s&atilde;o esses os que realmente necessitam do Estado e s&oacute; conhecem dele, normalmente, a faceta do Estado-pol&iacute;cia que oprime e, n&atilde;o raras vezes, mata.<br />
<br />
N&atilde;o nos enganemos. Precisamos nos dar conta e agir com a convic&ccedil;&atilde;o de que os donos desses colarinhos, embora muito bem lavados e perfumados, t&ecirc;m suas m&atilde;os manchadas de sangue.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;" class="western">Rosivaldo Toscano &ndash; Juiz de Direito no Rio Grande do Norte</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;" class="western">* 2007. (Imagem: www.<font face="arial,sans-serif" size="-1"><span class="a">cartasdistantes.zip.net)</span></font></p>
</p>]]></description>
<link>http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/principal.asp?cod=25#ponto1</link>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Condenados pelo assassinato do promotor de Justiça Francisco Lins vão a julgamento dia 25 de junho]]></title>
<date><![CDATA[14/5/2009 18:52:47]]></date>
<description><![CDATA[<p>Os condenados pelo assassinato do promotor de Justi&ccedil;a Francisco Jos&eacute; Lins do Rego Santos v&atilde;o a julgamento popular no dia 25 de junho, no Tribunal do J&uacute;ri de Contagem. Luciano Farah Nascimento, Edson Souza Nogueira de Paula e Geraldo Roberto Parreiras s&atilde;o acusados de ter cometido outro homic&iacute;dio, em Contagem, dez dias antes do assassinato do promotor de Justi&ccedil;a, em Belo Horizonte.<br />
&nbsp;<br />
De acordo com den&uacute;ncia do Minist&eacute;rio P&uacute;blico, no dia 15 de janeiro de 2002, Anderson de Carvalho roubou R$ 390 de um dos postos de combust&iacute;vel de propriedade de Luciano Farah. Edson e Luciano perseguiram e interceptaram o &ocirc;nibus em que Anderson estava. Edson entrou armado e, dizendo-se policial civil, algemou e colocou Anderson dentro do carro. Dali, escoltados por Geraldo, seguiram para a BR-040, onde, seguindo ordens de Luciano Farah, Edson disparou 16 tiros contra Anderson.<br />
<br />
Dez dias depois, em 25 de janeiro, o promotor de Justi&ccedil;a Francisco Lins foi brutalmente assassinado na esquina da rua Joaquim Murtinho com a avenida Prudente de Morais, no bairro Santo Ant&ocirc;nio, quando se dirigia ao Procon Estadual, onde trabalhava.<br />
<br />
Na &eacute;poca, houve uma grande mobiliza&ccedil;&atilde;o por parte do Minist&eacute;rio P&uacute;blico Estadual para que o crime fosse esclarecido e, os culpados, identificados e devidamente punidos. Com esse objetivo, uma for&ccedil;a-tarefa, da qual fizeram parte a Pol&iacute;cia Militar, a Pol&iacute;cia Civil e a Pol&iacute;cia Federal, foi constitu&iacute;da. As investiga&ccedil;&otilde;es, conclu&iacute;das no dia 5 de fevereiro, levaram aos respons&aacute;veis pelo crime: o empres&aacute;rio do setor de combust&iacute;veis Luciano Farah, o ex-soldado da Pol&iacute;cia Militar Edson Nogueira de Paula e o office-boy Geraldo Parreiras.<br />
<br />
<strong>Senten&ccedil;a</strong></p>
<p>No dia 23 de mar&ccedil;o de 2004, ap&oacute;s 14 horas de julgamento, o II Tribunal do J&uacute;ri de Belo Horizonte condenou Luciano Farah a 21 anos e 6 meses de reclus&atilde;o. O promotor de Justi&ccedil;a Francisco de Assis Santiago atuou na acusa&ccedil;&atilde;o, juntamente com os advogados Ant&ocirc;nio Francisco Patente e Francisco Rog&eacute;rio Del-Corsi, ambos procuradores de Justi&ccedil;a aposentados. O r&eacute;u protestou por novo j&uacute;ri, por ter sido condenado a uma pena superior a 20 anos de reclus&atilde;o.<br />
<br />
Em setembro de 2005, o mesmo Tribunal confirmou a senten&ccedil;a. O promotor de Justi&ccedil;a Guilherme Pereira Vale atuou na acusa&ccedil;&atilde;o e teve como assistentes os mesmos advogados do julgamento anterior.<br />
<br />
Luciano Farah, considerado culpado, por unanimidade, pelos sete jurados, respondeu pela acusa&ccedil;&atilde;o de homic&iacute;dio qualificado, por motivo torpe e cruel, uso de recurso que impossibilitou a defesa da v&iacute;tima, execu&ccedil;&atilde;o para assegurar impunidade ou vantagem de outro crime, entre outros.<br />
<br />
Edson Souza Nogueira teve confirmada a senten&ccedil;a que o havia condenado &agrave; pena de 19 anos de pris&atilde;o. J&aacute; Geraldo Roberto Parreiras, que havia sido condenado a 18 anos, teve a pena reduzida para 12 anos de reclus&atilde;o no segundo julgamento.<br />
<br />
Por tratar-se de crime hediondo, as penas dever&atilde;o ser cumpridas em regime integralmente fechado. Luciano Farah e os dois comparsas est&atilde;o presos na Penitenci&aacute;ria de Seguran&ccedil;a M&aacute;xima Nelson Hungria, em Contagem, desde fevereiro de 2002.<br />
<br />
<strong>Chico Lins</strong></p>
<p>Chico Lins, como era chamado pelos colegas, atuou como promotor de Justi&ccedil;a nas comarcas de Jaboticatubas, Cambuquira, Santos Dumont, Contagem, Conselheiro Lafaiete e Juiz de Fora. Na capital, atuou na 11&ordf; Promotoria de Justi&ccedil;a Criminal e na Promotoria de Justi&ccedil;a de Defesa do Consumidor, na &aacute;rea de produtos e servi&ccedil;os.<br />
<br />
Francisco Lins era respons&aacute;vel por v&aacute;rios procedimentos administrativos e inqu&eacute;ritos em andamento no Minist&eacute;rio P&uacute;blico, entre os quais se inclu&iacute;am as investiga&ccedil;&otilde;es e den&uacute;ncias contra postos que fabricavam e vendiam combust&iacute;veis adulterados.<br />
<br />
<strong>GNCOC</strong></p>
<p>Em fevereiro de 2002, ap&oacute;s o assassinato de Francisco Lins, procuradores e promotores de Justi&ccedil;a de todo o pa&iacute;s que atuam no combate ao crime organizado se reuniram em Belo Horizonte para discutir formas de combate a essa modalidade de crime, partindo da m&aacute;fia dos combust&iacute;veis.<br />
<br />
Os encontros resultaram na cria&ccedil;&atilde;o do Grupo Nacional de Combate &agrave;s Organiza&ccedil;&otilde;es Criminosas Promotor de Justi&ccedil;a Francisco Lins do Rego Santos (GNCOC). Composto por 29 Minist&eacute;rios P&uacute;blicos &ndash; 26 estaduais, o Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal, o Minist&eacute;rio P&uacute;blico Militar e o Minist&eacute;rio P&uacute;blico do Distrito Federal e Territ&oacute;rios &ndash;, o grupo permite a troca de experi&ecirc;ncias e d&aacute; estrutura ao combate &agrave;s organiza&ccedil;&otilde;es criminosas em todo o pa&iacute;s.<br />
<br />
No mesmo ano, foi criada a Promotoria de Justi&ccedil;a de Combate ao Crime Organizado, que intensificou a repress&atilde;o &agrave; adultera&ccedil;&atilde;o de combust&iacute;veis, aos ca&ccedil;a-n&iacute;queis e aos bingos no Estado, e contribuiu para o fortalecimento desse trabalho em todo o pa&iacute;s. Essas a&ccedil;&otilde;es desencadearam uma s&eacute;rie de outras opera&ccedil;&otilde;es e tiveram repercuss&atilde;o nacional ap&oacute;s o assassinato do promotor de Justi&ccedil;a Francisco Lins do Rego Santos. (Fonte: Assessoria de Comunica&ccedil;&atilde;o do Minist&eacute;rio P&uacute;blico de Minas Gerais)</p>]]></description>
<link>http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/principal.asp?cod=24#ponto1</link>
</item>
<item>
<title><![CDATA[CRIMES CONTRA AS RELAÇÕES DE CONSUMO I]]></title>
<date><![CDATA[13/5/2009 17:42:53]]></date>
<description><![CDATA[<p><img width="150" height="174" border="0" align="left" style="padding: 5px; margin-right: 5px;" src="/download/image/white_collar_crime.jpg" alt="crime de colarinho branco" />Este post &eacute; o primeiro de uma s&eacute;rie que contempla alguns aspectos te&oacute;ricos dos crimes contra as rela&ccedil;&otilde;es de consumo ou, mais simplesmente, dos crimes contra o consumidor. Posteriormente outros vir&atilde;o para complementar um apanhado b&aacute;sico sobre esta modalidade de crime de colarinho branco.</p>
<p>I. Crimes contra as rela&ccedil;&otilde;es de consumo e Direito Penal Econ&ocirc;mico<br />
<br />
As rela&ccedil;&otilde;es humanas est&atilde;o, ou precisam estar, refletidas nas normas. Estas proporcionar&atilde;o as diretrizes para a harmonia da vida social quando devidamente cumpridas.<br />
A evolu&ccedil;&atilde;o social e cultural de determinado Estado, demanda, de tempos em tempos, adapta&ccedil;&otilde;es normativas, quer de leis propriamente ditas, quer de decis&otilde;es judiciais com for&ccedil;a de lei, quer de regras outras, a depender da matriz constitucional ou legal adotada pelo referido ente.<br />
Em algumas situa&ccedil;&otilde;es determinadas condutas tipificadas como criminosas em certo momento hist&oacute;rico e por anos seguidos, perdem a import&acirc;ncia pela evolu&ccedil;&atilde;o dos costumes que fez com que aquela sociedade entenda como desnecess&aacute;ria uma puni&ccedil;&atilde;o de natureza penal para a referida conduta, embora possa restar desaprova&ccedil;&atilde;o de natureza moral ou religiosa (por for&ccedil;a de dogmas mais arraigados no seio de determinados grupos).<br />
Em um passado recente, no nosso pa&iacute;s, houve reforma quanto aos crimes de sedu&ccedil;&atilde;o, rapto e adult&eacute;rio. Todos eram figuras t&iacute;picas do C&oacute;digo Penal de 1940 (arts. 217, 219 e 240, respectivamente) e perderam import&acirc;ncia social ao longo dos anos, a ponto de serem descriminalizadas atrav&eacute;s da Lei n&ordm; 11.106 de 2005.<br />
H&aacute;, no entanto, um outro aspecto. Fatos que sequer existiam, ou que n&atilde;o tinham relev&acirc;ncia social, passam a ser vistos como extremamente prejudiciais &agrave; sociedade, merecendo que esta estabele&ccedil;a san&ccedil;&otilde;es de natureza penal para aqueles que os pratiquem.<br />
S&atilde;o exemplos os chamados crimes cibern&eacute;ticos, cuja import&acirc;ncia foi evidenciada com a evolu&ccedil;&atilde;o da inform&aacute;tica, a dissemina&ccedil;&atilde;o dos computadores pessoais e a universaliza&ccedil;&atilde;o da internet.<br />
Em cen&aacute;rio semelhante, surgiram os crimes contra as rela&ccedil;&otilde;es de consumo. Estes, juntamente com os crimes contra a ordem econ&ocirc;mica, contra a ordem tribut&aacute;ria e contra o sistema financeiro, fazem parte do chamado Direito Penal Econ&ocirc;mico.<br />
Tais delitos comp&otilde;em (mas n&atilde;o limitam) o rol de crimes de colarinho branco, express&atilde;o cunhada por Edwin Sutherland, e apresentada em seu discurso de posse na presid&ecirc;ncia da American Sociological Association (1), em 1939, para quem aqueles s&atilde;o os &ldquo;crimes praticados por pessoa de respeitabilidade e status elevado, em raz&atilde;o de sua ocupa&ccedil;&atilde;o; um criminoso com elevado status socioecon&ocirc;mico que descumpre a lei que regula suas atividades profissionais&rdquo;(2). Desde ent&atilde;o, o conceito tem recebido cr&iacute;ticas e sofrido evolu&ccedil;&otilde;es, embora, na ess&ecirc;ncia, continue a representar aquilo imaginado por Sutherland: crimes de natureza profissional, praticados por pessoas influentes.<br />
<br />
II. Motivos para as san&ccedil;&otilde;es aos crimes praticados nas rela&ccedil;&otilde;es de consumo.<br />
<br />
Os crimes contra as rela&ccedil;&otilde;es de consumo s&atilde;o aqueles que atentam contra as rela&ccedil;&otilde;es estabelecidas ou por se estabelecer entre consumidores e fornecedores de produtos ou servi&ccedil;os.<br />
No momento em que &eacute; detectada uma poss&iacute;vel viola&ccedil;&atilde;o ao C&oacute;digo de Defesa do Consumidor (Lei 8.078/90), devem surgir&nbsp; tr&ecirc;s indaga&ccedil;&otilde;es. A primeira &eacute;: h&aacute; san&ccedil;&atilde;o de natureza administrativa a ser aplicada ao fornecedor? A segunda: h&aacute; possibilidade de se buscar indeniza&ccedil;&atilde;o de natureza civil &ndash; repara&ccedil;&atilde;o de dano patrimonial, moral, f&iacute;sico ou ps&iacute;quico, individual ou coletivo? E a terceira: o fato constitui crime contra as rela&ccedil;&otilde;es de consumo?<br />
A resposta &agrave; terceira quest&atilde;o s&oacute; ser&aacute; afirmativa se tamb&eacute;m o foram as respostas ao primeiro e ou ao segundo questionamentos.<br />
Isso implica afirmar que nem toda infra&ccedil;&atilde;o ao C&oacute;digo de Defesa do Consumidor representa um crime contra as rela&ccedil;&otilde;es de consumo, bem como que todo crime contra as rela&ccedil;&otilde;es de consumo tr&aacute;s consigo uma les&atilde;o de natureza penal, administrativa e ou c&iacute;vel (patrimonial ou extra patrimonial).<br />
O legislador de 1990 entendeu por bem criminalizar certas condutas, para as quais inexistiam figuras t&iacute;picas apropriadas, dada a especificidade da mat&eacute;ria e por acreditar que era necess&aacute;rio punir de maneira mais severa comportamentos mais graves, para os quais as puni&ccedil;&otilde;es administrativas e civis n&atilde;o seriam suficientes, buscando com isso dar maior efetividade &agrave;s normas de natureza civil do C&oacute;digo de Defesa do Consumidor, ao mesmo tempo em que tenta prevenir novas infra&ccedil;&otilde;es e preservar a incolumidade do consumidor, de seu&nbsp; patrim&ocirc;nio e a lisura das rela&ccedil;&otilde;es de&nbsp; consumo(3).<br />
Ocorre, no entanto, que existe um certo descompasso entre os ditames da lei e os h&aacute;bitos social e culturalmente enraizados, o que implica em um imperfeita aplica&ccedil;&atilde;o da lei penal em defesa dos consumidores.<br />
<br />
III. Dificuldade de puni&ccedil;&atilde;o dos crimes contra as rela&ccedil;&otilde;es de consumo<br />
<br />
N&atilde;o s&atilde;o apenas culturais e sociais as dificuldades para a imposi&ccedil;&atilde;o de penas aos crimes contra as rela&ccedil;&otilde;es de consumo.<br />
Existe, sim, uma desarmonia da legisla&ccedil;&atilde;o recente, com rela&ccedil;&atilde;o aos costumes da sociedade &ndash; n&atilde;o h&aacute; o h&aacute;bito de se punir quem ofende ao consumidor, mas h&aacute; muito mais.<br />
Desde a primeira metade do s&eacute;culo XX, Edwin Sutherland apontou os motivos para a dificuldade na persecuss&atilde;o de tais delitos.<br />
Por um lado, o autor desses crimes possui um estere&oacute;tipo totalmente distinto daquele do criminoso dito comum.<br />
Para a maioria da popula&ccedil;&atilde;o, a figura do criminoso &eacute; a de algu&eacute;m violento, de pouca cultura e mal vestido, constituindo verdadeiro estorvo para a sociedade.<br />
O sujeito pobre, com cara de poucos amigos, lombrosiano, d&aacute; lugar a um tipo bem vestido, bem relacionado na sociedade, amigo de homens e mulheres de prest&iacute;gio, chegando a ser verdadeiros benfeitores da comunidade e muitas vezes s&atilde;o geradores de empregos. Ele encarna, com plenitude, ao menos na apar&ecirc;ncia, o que se pode chamar de &ldquo;homem de bem&rdquo;.<br />
O criminoso de colarinho branco, por sua vez, &eacute; educado, tem estudo, por vezes possui forma&ccedil;&atilde;o universit&aacute;ria, &eacute; bem falante, anda impecavelmente trajado, &eacute; algu&eacute;m de influ&ecirc;ncia na sociedade, amigo de magistrados, membros do Minist&eacute;rio P&uacute;blico, delegados de pol&iacute;cia, do clero, de pol&iacute;ticos conhecidos, d&aacute; empregos. &Eacute; pessoa de destaque na sociedade, um verdadeiro procer.<br />
No caso dos crimes contra as rela&ccedil;&otilde;es de consumo, s&atilde;o em sua maioria, empres&aacute;rios, executivos, diretores de empresas, gerentes e publicit&aacute;rios, com tr&acirc;nsito em clubes de servi&ccedil;o, associa&ccedil;&otilde;es comerciais e industriais, partidos pol&iacute;ticos e organiza&ccedil;&otilde;es governamentais e n&atilde;o governamentais, o que s&oacute; contribui para dificultar a perfeita aplica&ccedil;&atilde;o da lei penal.<br />
Um outro fator que auxilia a impunidade nos casos especificados &eacute; a complexidade de alguns delitos.<br />
A configura&ccedil;&atilde;o de uma publicidade como enganosa, por exemplo, pode demandar per&iacute;cias t&eacute;cnicas demoradas, que precisam adentrar na contabilidade de grandes empresas, como pode-se exemplificar com as publicidades que anunciam os mais variados produtos financiados em v&aacute;rios meses (at&eacute; mais de doze), sem a cobran&ccedil;a de juros. Como saber se realmente n&atilde;o existem juros embutidos naquela oferta? Comparar simplesmente pre&ccedil;o de compra com pre&ccedil;o de venda, exclu&iacute;dos os encargos, &eacute; por demais simpl&oacute;rio, vez que deve-se considerar o lucro que pretende o empres&aacute;rio obter com cada venda. Assim, torna-se dif&iacute;cil diferenciar um aumento ou diminui&ccedil;&atilde;o no lucro, da inser&ccedil;&atilde;o de uma taxa de juros qualquer.<br />
A mesma dificuldade ocorre ainda quando algu&eacute;m manda um produto para reparar em uma oficina autorizada e, sem que o consumidor saiba, s&atilde;o empregadas no reparo, pe&ccedil;as usadas, diminuindo a confiabilidade do servi&ccedil;o. Ora, o consumidor n&atilde;o vai mandar abrir o motor, o computador ou a televis&atilde;o rec&eacute;m reparados para conferir se as pe&ccedil;as trocadas s&atilde;o realmente novas, at&eacute; porque, em sua maioria, os consumidores n&atilde;o t&ecirc;m o conhecimento t&eacute;cnico necess&aacute;rio para fazer essas distin&ccedil;&otilde;es.<br />
Entramos assim em um outro fator, que &eacute; a escassa visibilidade de algumas condutas como sendo criminosas.<br />
H&aacute; uma tend&ecirc;ncia de se apresentar para a sociedade determinadas pr&aacute;ticas como normais e aceit&aacute;veis.<br />
&Eacute; o caso, por exemplo, da falta de pre&ccedil;os nos produtos expostos &agrave; venda, em g&ocirc;ndolas ou vitrines. Existe sempre a alega&ccedil;&atilde;o de que trata-se de uma simples falha da loja, muito embora a falta de informa&ccedil;&atilde;o configure crime (tanto na modalidade dolosa quanto culposa, conforme art. 66 do C&oacute;digo de Defesa do Consumidor). O mesmo ocorre com pre&ccedil;os divergentes. Na g&ocirc;ndola apresenta-se um pre&ccedil;o e no caixa (ou no sistema de computa&ccedil;&atilde;o da empresa), consta outro, na quase totalidade das vezes, maior do que aquele constante no local que chamou a aten&ccedil;&atilde;o do consumidor. Isso &eacute; crime (tamb&eacute;m do art. 66 do CDC), mas apresenta-se como falha no sistema, atribu&iacute;da ao grande n&uacute;mero de itens ofertados pela empresa, ou coisa parecida.<br />
Os empres&aacute;rios n&atilde;o querem reconhecer a lesividade de suas condutas e a sociedade, por desconhecimento ou subservi&ecirc;ncia, trata fatos como esses dentro dos padr&otilde;es de normalidade. Como se fosse realmente normal algu&eacute;m aceitar ser furtado todas as vezes que visita um supermercado.<br />
Uma outra dificuldade na busca de puni&ccedil;&atilde;o dos crimes contra as rela&ccedil;&otilde;es de consumo (e dos demais crimes de colarinho branco) est&aacute; em que muitos deles s&atilde;o crimes de mera conduta, ou seja, n&atilde;o exigem um resultado danoso resultante de sua pr&aacute;tica. Assim, a publicidade enganosa para configurar crime, n&atilde;o precisa ter servido para causar danos econ&ocirc;micos a ningu&eacute;m. Nem a publicidade abusiva contra idosos, por exemplo, precisa ter recebido protestos ou reclama&ccedil;&otilde;es de idosos individualmente ou representados por grupos.<br />
Por fim, temos a pouca prepara&ccedil;&atilde;o dos profissionais que lidam com os crimes, no tocante a essa criminalidade especializada. Magistrados, membros do Minist&eacute;rio P&uacute;blico, delegados e agente de pol&iacute;cia, n&atilde;o recebem capacita&ccedil;&atilde;o e treinamento adequados para a compreens&atilde;o e combate desses crimes.<br />
Em raz&atilde;o disso, uma das estrat&eacute;gias a serem colocadas em pr&aacute;tica para um combate mais efetivo aos crimes contra as rela&ccedil;&otilde;es de consumo est&aacute; em capacitar melhor&nbsp; as pessoas que devem lidar com tais crimes, al&eacute;m de promover a educa&ccedil;&atilde;o para o consumo de modo que os cidad&atilde;os tenham conhecimento dos crimes dos quais podem ser v&iacute;timas e saibam como, onde e quando reclamar.<br />
Por outro lado, se faz necess&aacute;rio criar uma consci&ecirc;ncia no outro p&oacute;lo da rela&ccedil;&atilde;o de consumo &ndash; os fornecedores; para que eles conhe&ccedil;am os limites que a lei imp&otilde;e &agrave;s atua&ccedil;&otilde;es deles e as conseq&uuml;&ecirc;ncias que o desvio no cumprimento da lei pode acarretar-lhes na esfera penal. Embora acredite que nem sempre o esclarecimento ser&aacute; capaz de fazer cessar as ilegalidades, tendo em vista a li&ccedil;&atilde;o de Arist&oacute;teles, para quem &ldquo;os crimes mais graves s&atilde;o causados pelo excesso, e n&atilde;o pela necessidade... H&aacute; crimes cujo motivo &eacute; a car&ecirc;ncia... Mas a car&ecirc;ncia n&atilde;o &eacute; o &uacute;nico incentivo ao crime; os homens desejam porque querem satisfazer alguma paix&atilde;o que os devora...&rdquo;. Nos crimes contra as rela&ccedil;&otilde;es de consumo essa paix&atilde;o pode ser representada pelo lucro, pela riqueza e pelo poder.<br />
<br />
NOTAS<br />
1.SUTHERLAND, Edwin H. White-collar criminality. American Sociological Review, vol. 5, n&ordm; 1. Philadelphia, 1940, capturado no endere&ccedil;o http://www.asanet.org/galleries/default-file/PresidentialAddress1939.pdf. Capturado em 19 de 08 de 2007.<br />
2.FEINSTEIN, Whoopee Sue Feinstein. White collar crimes. http://www.212.net/crime/white_collar.htm. Capturado em 16 de 08 de 2007.<br />
3.FILOMENO, Jos&eacute; Geraldo Brito. Manual de direitos do consumidor. S&atilde;o Paulo: Atlas, 8a. Edi&ccedil;&atilde;o, 2005, p. 298.</p>
<p>(Imagem: <font size="-1" face="arial,sans-serif"><span class="a">www.flatrock.org.nz)</span></font></p>]]></description>
<link>http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/principal.asp?cod=23#ponto1</link>
</item>
<item>
<title><![CDATA[MP/SP realizará seu primeiro Seminário de Combate à Pirataria]]></title>
<date><![CDATA[13/5/2009 06:31:27]]></date>
<description><![CDATA[<p><img width="70" height="143" border="0" align="right" src="/download/image/simbolo-contra-pirataria.jpg" style="padding: 5px; margin-left: 5px;" alt="" />O Minist&eacute;rio P&uacute;blico do Estado de S&atilde;o Paulo realizar&aacute; no pr&oacute;ximo dia 29 de maio seu primeiro Semin&aacute;rio de Combate &agrave; Pirataria. O procurador-geral de Justi&ccedil;a, Francisco Grella, abrir&aacute; o evento no edif&iacute;cio-sede do MP/SP (Rua Riachuelo, 111) &agrave;s 08:30h. A organiza&ccedil;&atilde;o &eacute; da ESMP (Escola Superior do Minist&eacute;rio P&uacute;blico de S&atilde;o Paulo) e conta com o apoio do FNCP (F&oacute;rum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade).&nbsp; <br />
<br />
Al&eacute;m de representantes do MP e do FNCP, o evento contar&aacute; tamb&eacute;m com a participa&ccedil;&atilde;o da ANVISA, INMETRO, ABPI, Sindipe&ccedil;as, Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a, Secretaria da Fazenda de S&atilde;o Paulo, US Chamber e Interpol. Veja a programa&ccedil;&atilde;o completa em <a href="http://MP/SP realizar&aacute; seu primeiro Semin&aacute;rio de Combate &agrave; Pirataria ">http://www.forumcontrapirataria.org/v1/abf.asp?idP=510</a><br />
(Imagem: http://www.catalogocristao.com.br/jpg/simbolo-contra-pirataria.jpg)</p>]]></description>
<link>http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/principal.asp?cod=22#ponto1</link>
</item>
<item>
<title><![CDATA[MINISTÉRIO PÚBLICO, MÍDIA, PODER E DIREITO]]></title>
<date><![CDATA[13/5/2009 05:00:23]]></date>
<description><![CDATA[<p><img border="0" align="left" src="/download/image/midia2.JPG" style="padding: 5px; margin-right: 5px; width: 348px; height: 201px;" alt="" />O relacionamento do Minist&eacute;rio P&uacute;blico com a imprensa &eacute; uma das muitas obriga&ccedil;&otilde;es n&atilde;o escritas que v&ecirc;m com o cargo. Quando o Promotor fala, h&aacute; a possibilidade de que algo saia truncado na m&iacute;dia. No entanto, quando ele se recusa a falar, &eacute; quase certo que informa&ccedil;&otilde;es imprecisas ou tendenciosas ser&atilde;o publicadas, com elevados riscos de danos para a imagem do Promotor de Justi&ccedil;a, da Institui&ccedil;&atilde;o ou de terceiros.<br />
<br />
A quest&atilde;o est&aacute;, portanto, em relacionar-se com a imprensa sem gerar maiores problemas com ela, com a sociedade e com o pr&oacute;prio Minist&eacute;rio P&uacute;blico.</p>
<p><br />
<br />
</p>
<p>1. Introdu&ccedil;&atilde;o<br />
<br />
O relacionamento do Minist&eacute;rio P&uacute;blico com a imprensa tem gerado no pa&iacute;s muito debate e reflex&atilde;o, sendo bastante rico em possibilidades de abordagens. Em raz&atilde;o disso, optei por falar sobre um aspecto mais pr&aacute;tico desse relacionamento.</p>
<p>O presente trabalho est&aacute; dividido em tr&ecirc;s partes, cada uma referente &agrave;s fases por mim detectadas nesse relacionamento. S&atilde;o elas: fase da novidade e do deslumbramento, fase do recuo ou do mutismo e fase do amadurecimento.<br />
<br />
Vejo como obriga&ccedil;&atilde;o do membro do Minist&eacute;rio P&uacute;blico prestar informa&ccedil;&otilde;es &agrave; sociedade sobre os atos por ele praticados. &Eacute; cumprimento aos princ&iacute;pios da publicidade e da transpar&ecirc;ncia.<br />
<br />
O relacionamento com a imprensa, n&atilde;o s&oacute; para Promotores e Procuradores, mas para todos os que n&atilde;o est&atilde;o bem versados nos meandros midi&aacute;ticos, pode ser bastante espinhoso.<br />
<br />
2. Fase da Novidade<br />
<br />
Esta fase do relacionamento do Minist&eacute;rio P&uacute;blico com a m&iacute;dia se apresenta como algo novo, comparando-se com as rela&ccedil;&otilde;es anteriormente estabelecidas, posto que antes da CF 88, a Institui&ccedil;&atilde;o s&oacute; era pauta da imprensa quando havia algum j&uacute;ri de maior repercuss&atilde;o (quer por r&eacute;u e ou v&iacute;tima serem pessoas de fam&iacute;lias abastadas, quer por se tratar de crime que causara repercuss&atilde;o pela crueldade com que fora praticado, por exemplo).<br />
<br />
Com as atribui&ccedil;&otilde;es extrajudiciais referentes aos direitos coletivos em sentido amplo (consumidor, meio ambiente, pessoas com defici&ecirc;ncia, idoso, inf&acirc;ncia e juventude etc.) veio a m&iacute;dia, em busca do Minist&eacute;rio P&uacute;blico.<br />
<br />
Como tratava-se de um relacionamento novo e portanto desconhecido para ambas partes, alguns equ&iacute;vocos foram cometidos.<br />
<br />
Surgiram momentos de um certo deslumbramento e superexposi&ccedil;&atilde;o por parte de alguns membros da Institui&ccedil;&atilde;o, que passaram, inclusive, a pautar os ve&iacute;culos, passando-lhes informa&ccedil;&otilde;es que gerariam not&iacute;cias, com as quais o Promotor instaurava algum procedimento investigat&oacute;rio, encontrando, com a repercuss&atilde;o de tal fato, mais um espa&ccedil;o na m&iacute;dia, com o qual satisfazer a sua vontade de ocupar espa&ccedil;o nos notici&aacute;rios.<br />
<br />
Dessa forma, ocorreram situa&ccedil;&otilde;es de superexposi&ccedil;&atilde;o de alguns colegas, Brasil afora, chegando-se a falar no Promotor que n&atilde;o podia abrir uma geladeira que, ao acender a luz, come&ccedil;ava a dar entrevista; ou no outro, que quase fora atropelado por uma motocicleta, pensando tratar-se da ilumina&ccedil;&atilde;o de uma c&acirc;mera de televis&atilde;o.<br />
<br />
Exageros &agrave; parte, &eacute; importante ressaltarmos que a maioria dos colegas que come&ccedil;aram a ocupar espa&ccedil;o na m&iacute;dia n&atilde;o o fizeram por vontade de aparecer ou de exibir-se, mas em raz&atilde;o da natureza e da qualidade do trabalho realizado, que por isso mesmo, geravam a saud&aacute;vel curiosidade dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o e da sociedade.<br />
<br />
3. Fase do Recuo<br />
<br />
Promotores superexpostos passaram a ser alvos de cr&iacute;ticas severas dos pr&oacute;prios pares e tamb&eacute;m de &oacute;rg&atilde;os de imprensa.<br />
<br />
Isso gerou um recuo na presen&ccedil;a nos meios de imprensa, tanto por parte dos que se expunham, quanto de outros que n&atilde;o queriam ser v&iacute;timas da mesma exposi&ccedil;&atilde;o exacerbada, o que originou uma fase de quase mutismo por parte do Minist&eacute;rio P&uacute;blico.<br />
<br />
Esta fase durou pouco tempo, porque viu-se que passar da superexposi&ccedil;&atilde;o ao sil&ecirc;ncio absoluto n&atilde;o era bom neg&oacute;cio nem para o Minist&eacute;rio P&uacute;blico, nem para a imprensa, nem muito menos para a sociedade.<br />
<br />
Sem os esclarecimentos do Promotor de Justi&ccedil;a, eram ouvidos apenas os representantes dos investigados que, obviamente, carregavam no discurso da &ldquo;v&iacute;tima de persegui&ccedil;&atilde;o&rdquo; do MP, de advers&aacute;rios pol&iacute;ticos, ou de concorrentes.<br />
<br />
4. Fase da Maturidade<br />
<br />
Afirma Ricardo Freitas, jornalista, que &ldquo;fonte boa &eacute; fonte p&uacute;blica&rdquo; (no artigo A assessoria de imprensa e o gestor p&uacute;blico, in Media Training - Como agregar valor ao neg&oacute;cio melhorando a rela&ccedil;&atilde;o com a imprensa. Org. Luciane Lucas, Summus Editorial, p. 89), completando com a constata&ccedil;&atilde;o de que o jornalista precisa de boas fontes (op. cit., p. 99).<br />
<br />
Assim, o Promotor de Justi&ccedil;a possui, em tese, o predicado de ser boa fonte, por ser fonte p&uacute;blica.<br />
<br />
Ap&oacute;s muito apanhar, ora por falar demais, ora por silenciar quando n&atilde;o deveria, o Minist&eacute;rio P&uacute;blico passou a ter uma no&ccedil;&atilde;o mais clara de como e quando ele pode e precisa se relacionar com a imprensa.<br />
<br />
Viu-se que uma boa pol&iacute;tica de comunica&ccedil;&atilde;o deve ser baseada na transpar&ecirc;ncia e no di&aacute;logo.<br />
<br />
E mais. Finalmente os Promotores de Justi&ccedil;a perceberam que quem precisa aparecer em lugar de destaque &eacute; a Institui&ccedil;&atilde;o e n&atilde;o as pessoas que a comp&otilde;em.<br />
<br />
O relacionamento do Minist&eacute;rio P&uacute;blico com a imprensa &eacute; uma das muitas obriga&ccedil;&otilde;es n&atilde;o escritas que v&ecirc;m com o cargo. Quando o Promotor fala, h&aacute; a possibilidade de que algo saia truncado na m&iacute;dia. No entanto, quando ele se recusa a falar, &eacute; quase certo que informa&ccedil;&otilde;es imprecisas ou tendenciosas ser&atilde;o publicadas, com elevados riscos de danos para a imagem do Promotor de Justi&ccedil;a, da Institui&ccedil;&atilde;o ou de terceiros.<br />
<br />
A quest&atilde;o est&aacute;, portanto, em relacionar-se com a imprensa sem gerar maiores problemas com ela, com a sociedade e com o pr&oacute;prio Minist&eacute;rio P&uacute;blico.<br />
<br />
Ensina Jos&eacute; Luis Schiavoni que &ldquo;a arte de se relacionar com a m&iacute;dia consome tempo, exige uma reflex&atilde;o di&aacute;ria&rdquo; (no artigo Guia r&aacute;pido de sobreviv&ecirc;ncia na m&iacute;dia, in Media Training - Como agregar valor ao neg&oacute;cio melhorando a rela&ccedil;&atilde;o com a imprensa. Org. Luciane Lucas, Summus Editorial, p. 40).<br />
<br />
Isso porque n&atilde;o se pode subestimar o poder de mobiliza&ccedil;&atilde;o e a capacidade de discernimento na m&iacute;dia.<br />
<br />
O jornalista que entrevista o membro do Minist&eacute;rio P&uacute;blico, pode n&atilde;o saber tudo ou muito sobre o assunto, mas certamente pode encontrar algu&eacute;m que desmonte alguma informa&ccedil;&atilde;o inconsistente que lhe foi repassada. Mais uma vez, volta-se &agrave; quest&atilde;o da transpar&ecirc;ncia.<br />
<br />
Essa transpar&ecirc;ncia, ali&aacute;s, deve ser rec&iacute;proca o que, infelizmente, nem sempre ocorre.<br />
<br />
Lembra ainda Schiavoni que no jornalismo s&eacute;rio n&atilde;o h&aacute; espa&ccedil;o para que os interesses privados se sobreponham aos interesses p&uacute;blicos (op. cit., p. 43).<br />
<br />
Por&eacute;m, &agrave;s vezes, estamos diante de jornalistas que saem do seu ve&iacute;culo com a miss&atilde;o de colher do Minist&eacute;rio P&uacute;blico material &ldquo;explosivo&rdquo; contra determinado personagem ou empresa, que caiu em desgra&ccedil;a face &agrave;quele &oacute;rg&atilde;o de imprensa.<br />
<br />
H&aacute; tamb&eacute;m a possibilidade de uma eventual dupla milit&acirc;ncia do jornalista (como empregado do ve&iacute;culo e como assessor de imprensa de certa pessoa f&iacute;sica ou jur&iacute;dica). Isso pode vir a &ldquo;contaminar&rdquo; a mat&eacute;ria ou a forma como a cobertura de certos fatos &eacute; feita.<br />
<br />
Por isso, &eacute; importante que o membro do Minist&eacute;rio P&uacute;blico conhe&ccedil;a os jornalistas e os ve&iacute;culos com os quais ele est&aacute; lidando ou vai lidar.<br />
<br />
&Eacute; Henrique Mazetti quem diz que &ldquo;os meios de comunica&ccedil;&atilde;o formam um campo aut&ocirc;nomo, capaz de representar o social, construir diferentes realidades, criar distintas modalidades de socializa&ccedil;&atilde;o e influenciar e mediar outras esferas da vida social&rdquo; (no artigo M&iacute;dia e questionamento do poder: tr&ecirc;s abordagens te&oacute;ricas, in Media Training - Como agregar valor ao neg&oacute;cio melhorando a rela&ccedil;&atilde;o com a imprensa. Org. Luciane Lucas, Summus Editorial, p. 256).<br />
<br />
Partindo-se do pressuposto de que aquele que det&eacute;m a informa&ccedil;&atilde;o, det&eacute;m o poder ou, quem controla a m&iacute;dia, controla a situa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica (como Hitler, Stalin, Hugo Ch&aacute;vez e tantos outros fizeram e fazem com sucesso mais ou menos duradouro), &eacute; indubit&aacute;vel o interesse que os poderosos t&ecirc;m no controle da m&iacute;dia.<br />
<br />
A m&iacute;dia subordinada a quem quer que seja (a n&atilde;o ser &agrave; verdade), significa atrofia dela mesma, da liberdade, da democracia e do pr&oacute;prio bem estar social.<br />
<br />
Ao passo que um relacionamento com a m&iacute;dia que favore&ccedil;a a m&uacute;tua coopera&ccedil;&atilde;o, apoiado na transpar&ecirc;ncia e na clareza de inten&ccedil;&otilde;es, resulta em servi&ccedil;os para a sociedade, contribuindo para aprimorar a consci&ecirc;ncia c&iacute;vica e o processo democr&aacute;tico (F&aacute;bio Martins de Andrade, in M&iacute;dia e Poder Judici&aacute;rio. Lumen Juris Editora, p. 9).<br />
<br />
Nem sempre o relacionamento funciona dessa maneira, porque outros interesses (econ&ocirc;micos ou pol&iacute;ticos, por exemplo), se sobrep&otilde;em &agrave; l&oacute;gica de funcionamento institucional, relegando o interesse social a um plano menor.<br />
<br />
Al&eacute;m disso, &agrave;s vezes temos a m&iacute;dia querendo sobrepor-se ao Judici&aacute;rio, ao Legislativo, ao Executivo e ao Minist&eacute;rio P&uacute;blico, com simplifica&ccedil;&otilde;es exageradas ou superficiais, ora apontando solu&ccedil;&otilde;es milagrosas, ora absolvendo ou condenando sumariamente suspeitos, atendendo a interesses n&atilde;o revelados, ou t&atilde;o somente ao interesse do lucro imediato diante de determinada situa&ccedil;&atilde;o f&aacute;tica.<br />
<br />
Aqui caberia uma reflex&atilde;o sobre a quest&atilde;o da recep&ccedil;&atilde;o ou n&atilde;o da Lei de Imprensa pelo novo ordenamento constitucional do pa&iacute;s, que est&aacute; em julgamento no STF, mas a amplitude que se pretende dar a este trabalho, n&atilde;o nos favorece.<br />
<br />
Ressalto, por&eacute;m, que concordo com a necessidade de expurgo do lixo autorit&aacute;rio de que est&aacute; impregnada a Lei de Imprensa e n&atilde;o creio que em raz&atilde;o disso a sociedade ficar&aacute; desguarnecida e &agrave; merc&ecirc; da imprensa irrespons&aacute;vel ou da irresponsabilidade na imprensa. A Constitui&ccedil;&atilde;o, o C&oacute;digo Penal e o C&oacute;digo Civil podem satisfatoriamente suprir eventuais necessidades de criminaliza&ccedil;&atilde;o de condutas, indeniza&ccedil;&atilde;o, retrata&ccedil;&atilde;o e ou esclarecimentos &agrave; sociedade.<br />
<br />
Pode-se sempre optar por uma lei espec&iacute;fica. Solu&ccedil;&atilde;o que, no meu entender, seria conveniente, mas n&atilde;o imprescind&iacute;vel.<br />
<br />
&Eacute; importante neste ponto tecermos algumas considera&ccedil;&otilde;es sobre o tempo da m&iacute;dia e o tempo do Direito, j&aacute; que estes t&ecirc;m grandes diferen&ccedil;as, assim como s&atilde;o diferentes as perspectivas de cada um.<br />
<br />
Com grande facilidade, a m&iacute;dia &ldquo;instrui o processo&rdquo;, colhe as provas e absolve ou condena um indiv&iacute;duo ou institui&ccedil;&atilde;o, entre uma edi&ccedil;&atilde;o e outra, o que pode ocorrer em um m&ecirc;s, uma semana ou um dia.<br />
<br />
Assumindo essa celeridade, a m&iacute;dia se legitima (falsamente), junto &agrave; sociedade e desqualifica o Minist&eacute;rio P&uacute;blico e o Judici&aacute;rio, que n&atilde;o podem, nem devem, utilizar-se de instrumentos vagos ou inconsistentes para alcan&ccedil;ar os seus misteres constitucionais.<br />
<br />
N&atilde;o podemos esquecer que m&iacute;dia, Minist&eacute;rio P&uacute;blico e Poder Judici&aacute;rio t&ecirc;m finalidades distintas.<br />
<br />
A primeira busca o lucro, ainda que atrav&eacute;s da informa&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
Os outros dois visam a Justi&ccedil;a, que para ser feita, exige o cumprimento de uma s&eacute;rie de ritos, que devem ser praticados com a celeridade permitida e exigida por lei.<br />
<br />
Nesse aspecto, precisamos agir com cautela, pois frequentemente os maus jornalistas e os ve&iacute;culos mal intencionados querem fazer-nos crer que sempre o interesse que aqueles t&ecirc;m como o maior de todos &eacute; o de informar &agrave; sociedade com isen&ccedil;&atilde;o. O que nem sempre ocorre.<br />
<br />
O Minist&eacute;rio P&uacute;blico hoje se prepara melhor para desenvolver adequadamente o relacionamento com a m&iacute;dia. Recentemente o Minist&eacute;rio P&uacute;blico do Rio Grande do Norte realizou o primeiro curso de media training com uma turma de dezoito membros da Institui&ccedil;&atilde;o, aproveitando, inclusive, um registro de pre&ccedil;os realizado pelo Minist&eacute;rio P&uacute;blico da Uni&atilde;o, que est&aacute; ministrando o mesmo treinamento para os seus componentes. &Eacute; preciso dar continuidade e ampliar essa capacita&ccedil;&atilde;o, que &eacute; fundamental para o cumprimento adequado da fun&ccedil;&atilde;o que tem aquela institui&ccedil;&atilde;o, de informar &agrave; sociedade.<br />
<br />
Para finalizar, compartilho duas reflex&otilde;es, de dois soci&oacute;logos; o galego In&aacute;cio Ramonet e o portugu&ecirc;s Boaventura de Sousa Santos.<br />
<br />
O primeiro afirma: &ldquo;O sistema informacional come&ccedil;a a considerar, pouco a pouco, que h&aacute; valores importantes (instantaneidade, massifica&ccedil;&atilde;o) e valores menos importantes (os crit&eacute;rios da verdade). A informa&ccedil;&atilde;o tornou-se uma mercadoria. Ela tem cada vez menos uma fun&ccedil;&atilde;o c&iacute;vica&rdquo;.<br />
<br />
O segundo, Boaventura, sustenta que &ldquo;quem tem poder para difundir not&iacute;cias tem poder para manter segredos e difundir sil&ecirc;ncios; tem sobretudo o poder de decidir se o seu interesse &eacute; mais bem servido por not&iacute;cias ou por sil&ecirc;ncios&rdquo;.<br />
<br />
Por isso, sempre que lermos ou ouvirmos uma not&iacute;cia, precisamos pensar na informa&ccedil;&atilde;o como mercadoria, no que ela fala e, sobretudo, no que ela silencia.<br />
<br />
(Material parcialmente apresentado como palestra na Quinta Jur&iacute;dica realizada no Audit&oacute;rio da Justi&ccedil;a Federal em Natal-RN, no dia 16 de abril de 2009).</p>]]></description>
<link>http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/principal.asp?cod=21#ponto1</link>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Procuradoria recomenda cassação de prefeita no RN]]></title>
<date><![CDATA[11/5/2009 15:30:49]]></date>
<description><![CDATA[<p align="left" style="widows: 0; orphans: 0;" class="western">&nbsp;Com informa&ccedil;&otilde;es da AE-Ag&ecirc;ncia Estado <br />
S&Atilde;O PAULO - A Procuradoria Geral Eleitoral (PGE) recomendou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a cassa&ccedil;&atilde;o da prefeita de Mossor&oacute; (RN), Maria de F&aacute;tima Rosado Nogueira (DEM), e de sua vice, por suposto uso da m&aacute;quina nas elei&ccedil;&otilde;es do ano passado. Elas teriam participado de inaugura&ccedil;&atilde;o de obra p&uacute;blica em per&iacute;odo vetado - a legisla&ccedil;&atilde;o eleitoral n&atilde;o permite que candidatos fa&ccedil;am inaugura&ccedil;&otilde;es nos tr&ecirc;s meses anteriores ao dia da vota&ccedil;&atilde;o. <br />
<br />
A inaugura&ccedil;&atilde;o alcan&ccedil;ou todo o eleitorado municipal, que acompanhou pela imprensa o evento?, afirmou Francisco Xavier, vice-procurador geral eleitoral. Mossor&oacute;, com 250 mil habitantes, fica a 285 quil&ocirc;metros de Natal, capital do Estado. As informa&ccedil;&otilde;es s&atilde;o do jornal <b>O Estado de S. Paulo.</b></p>
<p align="left" style="widows: 0; orphans: 0;" class="western"><em>Nesse contexto, s&oacute; esperamos que uma decis&atilde;o final acerca da quest&atilde;o seja trazida para a sociedade com brevidade, para que n&atilde;o ocorra a pouco mais de um ano do final do mandato, como se deu com os casos dos governadores dos estados da Para&iacute;ba e do Maranh&atilde;o.</em></p>
<p align="left" style="widows: 0; orphans: 0;" class="western"><em>O TSE deve essa celeridade ao povo brasileiro.</em></p>
<p align="left" style="widows: 0; orphans: 0;" class="western"><a href="http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,procuradoria-recomenda-cassacao-de-prefeita-no-rn,368933,0.htm">http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,procuradoria-recomenda-cassacao-de-prefeita-no-rn,368933,0.htm</a></p>
<p>&nbsp;</p>]]></description>
<link>http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/principal.asp?cod=20#ponto1</link>
</item>
<item>
<title><![CDATA[FOCCO PROMOVE A 1ª SEMANA DA CIDADANIA DA PARAIBA]]></title>
<date><![CDATA[11/5/2009 15:09:27]]></date>
<description><![CDATA[<p><img width="200" height="112" border="0" align="right" src="/download/image/focco1.JPG" style="padding: 5px; margin-left: 5px;" alt="" />Ser&aacute; aberta na pr&oacute;xima ter&ccedil;a-feira (12), na Esta&ccedil;&atilde;o Ci&ecirc;ncia Cabo Branco (em Jo&atilde;o Pessoa/PB), &agrave;s 8h30 a 1&ordf; Semana da Cidadania da Para&iacute;ba, evento produzido pelo F&oacute;rum Paraibano de Combate &agrave; Corrup&ccedil;&atilde;o (Focco).<br />
<br />
A coordena&ccedil;&atilde;o do evento estima que aproximadamente 500 pessoas participar&atilde;o das discuss&otilde;es. A abertura &eacute; franqueada para toda a sociedade e, posteriormente, ser&atilde;o feitos f&oacute;runs espec&iacute;ficos, destinados a&nbsp; dirigentes de &oacute;rg&atilde;os p&uacute;blicos e associa&ccedil;&otilde;es de classe, conselheiros, servidores, estudantes, operadores do direito e pessoas interessadas em colaborar com o controle social da gest&atilde;o p&uacute;blica.<br />
<br />
Essa &eacute; a primeira vez que os &oacute;rg&atilde;os p&uacute;blicos, que t&ecirc;m como fun&ccedil;&atilde;o o controle das a&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas na Para&iacute;ba, se juntam para realizar diversos eventos simult&acirc;neos de capacita&ccedil;&atilde;o e de preven&ccedil;&atilde;o &agrave; corrup&ccedil;&atilde;o e ao mau uso dos recursos p&uacute;blicos.<br />
<br />
Segundo Gabriel Arag&atilde;o Wright, um dos coordenadores da Semana da Cidadania, j&aacute; na segunda-feira (11), ser&aacute; realizada em Jo&atilde;o Pessoa, uma reuni&atilde;o com todos chefes das CGUs Regionais dos estados do Nordeste. Na oportunidade, os coordenadores tratar&atilde;o sobre a Rede Controle que &eacute; uma tentativa de fazer um Focco em &acirc;mbito nacional. &ldquo;O maior objetivo dessa reuni&atilde;o &eacute; estimular os chefes a criar nas suas regionais um movimento ligado &agrave; Rede Controle, ou seja, um Focco&rdquo;, explicou Gabriel Wright.<br />
Fonte: Assessoria de Comunica&ccedil;&atilde;o do MPF/PB <a href="http://www.prpb.mpf.gov.br">www.prpb.mpf.gov.br</a></p>]]></description>
<link>http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/principal.asp?cod=19#ponto1</link>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Operação Mãos Limpas]]></title>
<date><![CDATA[9/5/2009 13:19:59]]></date>
<description><![CDATA[<p><img width="200" height="133" border="0" align="left" src="/download/image/maos%20limpas.jpg" longdesc="http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/controle/admin/fckeditor/editor/undefined" style="padding: 5px; margin-right: 5px;" alt="" />A Opera&ccedil;&atilde;o M&atilde;os Limpas (Mani Pulite) marcou &eacute;poca na It&aacute;lia dos anos 1990. Foi conduzida por Procuradores da Rep&uacute;blica italiana, contra milhares de envolvidos, dentre eles ministros, deputados, senadores, empres&aacute;rios e tr&ecirc;s ex-primeiro ministros.<br />
As investiga&ccedil;&otilde;es, iniciadas em Mil&atilde;o, revelaram diversos casos de corrup&ccedil;&atilde;o, extors&atilde;o e financiamento ilegal de partidos pol&iacute;ticos. Alguns desses partidos, inclusive, foram extintos ou tiveram grande redu&ccedil;&atilde;o de eleitores.<br />
Embora utilizada a express&atilde;o Opera&ccedil;&atilde;o M&atilde;os Limpas originariamente para a investiga&ccedil;&atilde;o de Mil&atilde;o (que come&ccedil;ou em 1991-1992), posteriormente, outras investiga&ccedil;&otilde;es levaram o mesmo nome, seguido do local em que se deram. Assim, ocorreu a Opera&ccedil;&atilde;o M&atilde;os Limpas napolitana, a romana, a genovesa, a piemontesa etc.<br />
Na Opera&ccedil;&atilde;o M&atilde;os Limpas de Mil&atilde;o foram investigadas mais de 5000 pessoas, das quais 3200 denunciadas e destas 1254 foram efetivamente condenadas, 465 foram encaminhadas para julgamento em outros tribunais, 58 faleceram no curso dos processos, 422 beneficiadas pela prescri&ccedil;&atilde;o dos crimes, 430 foram absolvidos no m&eacute;rito e os demais se beneficiaram em raz&atilde;o de quest&otilde;es processuais diversas, tais como nulidades diversas.<br />
Como ocorre em quest&otilde;es envolvendo crimes de colarinho branco, por terem investigado e conseguido condenar centenas de corruptos, mafiosos e bandidos de outras esp&eacute;cies, os procuradores foram alvo de diversas cr&iacute;ticas pela forma como conduziram as investiga&ccedil;&otilde;es.<br />
Na realidade, foram cidad&atilde;os corajosos que usaram dos meios que estavam ao seu alcance para tentar mudar a realidade corrupta da pol&iacute;tica italiana. E mudaram. N&atilde;o totalmente. Mas alguma coisa eles mudaram.<br />
Veja mais em <a href="http://it.wikipedia.org/wiki/Mani_Pulite">http://it.wikipedia.org/wiki/Mani_Pulite</a></p>]]></description>
<link>http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/principal.asp?cod=18#ponto1</link>
</item>
<item>
<title><![CDATA[MPF denuncia Protógenes por vazar informações para a TV Globo]]></title>
<date><![CDATA[9/5/2009 11:03:24]]></date>
<description><![CDATA[<p><img border="0" align="right" style="padding: 5px; margin-left: 5px;" src="/download/image/protogenes_blog.jpg" alt="Delegado Prot&oacute;genes Queiroz" />O JB Online informa que o Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal (MPF) em S&atilde;o Paulo denunciou na sexta-feira passada o delegado da Pol&iacute;cia Federal, Prot&oacute;genes Queiroz, por vazar informa&ccedil;&otilde;es da Opera&ccedil;&atilde;o Satiagraha para a TV Globo e por fraude processual.<br />
N&atilde;o quero, nem posso fazer pr&eacute;-julgamentos, condenat&oacute;rios ou absolut&oacute;rios, mas tenho algumas reflex&otilde;es sobre a quest&atilde;o.<br />
Obviamente, n&atilde;o podemos concordar com crimes praticados por quem quer que seja, mesmo sob o pretexto de combater criminosos de colarinho branco, como foi o objetivo da Opera&ccedil;&atilde;o Satiagraha. Tampouco podemos tripudiar sobre profissionais que tanto se esfor&ccedil;aram para colocar um balde de &aacute;gua limpa neste mar de lama causado pela corrup&ccedil;&atilde;o no pa&iacute;s.<br />
Este caso tem deixado muitas constata&ccedil;&otilde;es de fatos j&aacute; conhecidos e li&ccedil;&otilde;es, tanto para o Minist&eacute;rio P&uacute;blico, quanto para a Pol&iacute;cia Federal, para a Abin, para a imprensa e para a sociedade.<br />
Dentre elas est&aacute; a de que boa vontade n&atilde;o coloca (ou mant&eacute;m) bandido atr&aacute;s das grades.<br />
Outra diz respeito ao fato de que os pap&eacute;is da pol&iacute;cia e do Minist&eacute;rio P&uacute;blico s&atilde;o muito distintos do da imprensa.<br />
Esta pode valer-se de meios dos quais policiais e membros do MP n&atilde;o se podem utilizar, isolada ou conjuntamente com a imprensa, sobretudo quando se tratar de opera&ccedil;&atilde;o sob sigilo.<br />
No entanto, precisamos ter cuidado para que no Brasil n&atilde;o ocorra o mesmo que se passou na It&aacute;lia com a Opera&ccedil;&atilde;o M&atilde;os Limpas, onde, &agrave; medida em que alguns dos acusados come&ccedil;aram a se suicidar por terem seus nomes envolvidos nas den&uacute;ncias, parcela da imprensa (ser&aacute; que pode ser chamada assim?) passou a criticar fortemente os procuradores que conduziram as investiga&ccedil;&otilde;es, numa total invers&atilde;o de valores.<br />
O link para a not&iacute;cia do JB &eacute; <a href="http://jbonline.terra.com.br/pextra/2009/05/09/e09054269.asp">http://jbonline.terra.com.br/pextra/2009/05/09/e09054269.asp<br />
</a>Leia tamb&eacute;m o que disse o Delegado Prot&oacute;genes em seu blog sobre a not&iacute;cia <a href="http://blogdoprotogenes.com.br/">http://blogdoprotogenes.com.br/</a><br />
(Fotografia extra&iacute;da do <a href="http://blogdoprotogenes.com.br">Blog do Prot&oacute;genes</a>)</p>]]></description>
<link>http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/principal.asp?cod=17#ponto1</link>
</item>
<item>
<title><![CDATA[DISCURSO DE ABERTURA DO 20º ENCONTRO DO GRUPO NACIONAL DE COMBATE ÀS ORGANIZAÇÕES CRIMINOSAS]]></title>
<date><![CDATA[9/5/2009 09:13:24]]></date>
<description><![CDATA[<p><img height="138" alt="" width="150" align="left" border="0" longdesc="http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/controle/admin/fckeditor/editor/undefined" style="padding-right: 5px; padding-left: 5px; padding-bottom: 5px; margin-right: 5px; padding-top: 5px" src="/download/image/gncoc.jpg" />H&aacute; pouco mais de sete anos, em Belo Horizonte, ainda transtornados pelo assassinato do nosso colega de Minist&eacute;rio P&uacute;blico Francisco Jos&eacute; Lins do R&ecirc;go Santos, um grupo de Procuradores Gerais, Promotores e Procuradores de Justi&ccedil;a, se reunia para buscar um meio de dar combate mais efetivo &agrave; criminalidade organizada que naquele momento, havia, mais uma vez, dado mostras de extrema ousadia.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><br />
N&atilde;o poderia deixar de iniciar falando-lhes da extrema alegria que &eacute; presidir uma reuni&atilde;o do GNCOC na minha terra natal, este &ldquo;meu sublime torr&atilde;o&rdquo; cantado em versos magistrais. &Agrave; Dra. Janete, ao Dr. Sagres e a todos aqueles que trabalharam para trazer este evento para a Para&iacute;ba, meu mais sincero obrigado. E j&aacute; que comecei pelos agradecimentos, sou grato tamb&eacute;m a todos os Procuradores Gerais que se dignaram a mandar representantes de seus estados para esta reuni&atilde;o e aos colegas que aqui se dispuseram a vir.<br />
<br />
H&aacute; pouco mais de sete anos, em Belo Horizonte, ainda transtornados pelo assassinato do nosso colega de Minist&eacute;rio P&uacute;blico Francisco Jos&eacute; Lins do R&ecirc;go Santos, um grupo de Procuradores Gerais, Promotores e Procuradores de Justi&ccedil;a, se reunia para buscar um meio de dar combate mais efetivo &agrave; criminalidade organizada que naquele momento, havia, mais uma vez, dado mostras de extrema ousadia.<br />
<br />
Assim, das l&aacute;grimas, da revolta e da dor com a partida de Chico Lins, nasceu este bra&ccedil;o operacional do Conselho Nacional de Procuradores Gerais, o GNCOC.<br />
<br />
Durante esta caminhada, v&aacute;rios colegas vieram para o Grupo, alguns se foram, outros se incorporaram, outros ainda regressaram ao nosso conv&iacute;vio.<br />
<br />
Com o tempo, o GNCOC foi solidificando sua exist&ecirc;ncia, com trabalho, esfor&ccedil;o e sobretudo resultados positivos no combate &agrave; criminalidade organizada.<br />
<br />
Embora congregando colegas dos 30 Minist&eacute;rios P&uacute;blicos do pa&iacute;s, nossa marca &eacute; a uni&atilde;o. Podemos divergir sobre uma metodologia ou acerca do momento ou oportunidade para desencadearmos uma opera&ccedil;&atilde;o. No entanto, estamos sempre de prontid&atilde;o para auxiliar o colega que nos pede socorro.<br />
<br />
S&oacute; faz sentido existir o GNCOC enquanto ele for capaz de unir os colegas, sejam os que est&atilde;o presentes desde a primeira reuni&atilde;o, sejam aqueles que, nesta vig&eacute;sima reuni&atilde;o, se fazem presentes pela primeira vez.<br />
<br />
N&oacute;s que fazemos o GNCOC enfrentamos in&uacute;meros obst&aacute;culos na luta por essa integra&ccedil;&atilde;o entre os Minist&eacute;rios P&uacute;blicos. A come&ccedil;ar pela necessidade de convencermos alguns procuradores gerais da firmeza de prop&oacute;sitos e da efetividade de nosso trabalho. A falta de estrutura material e de pessoal, o excesso de trabalho e a incompreens&atilde;o de alguns colegas, completam o rol dos nossos principais problemas internos. N&atilde;o falemos dos obst&aacute;culos externos, pois estes s&atilde;o ainda maiores e mais extensos.<br />
<br />
Por vezes, nos sentimos s&oacute;s, como que abandonados &agrave; nossa pr&oacute;pria sorte.<br />
<br />
No entanto, fazendo minhas as palavras de Roberto Saviano, vos digo que a solid&atilde;o &ldquo;&eacute; um estado de &acirc;nimo que ningu&eacute;m pode se permitir. &Eacute; um risco, e se voc&ecirc; baixa a guarda n&atilde;o consegue mais compreender os mecanismos, os s&iacute;mbolos e as escolhas. Arrisca-se a n&atilde;o entender mais nada. E ent&atilde;o deve ir fundo com todos os seus recursos. Deve encontrar alguma coisa que segure o est&ocirc;mago da alma para ir adiante. Cristo, Buda, o compromisso com a sociedade, a moral, o marxismo, o orgulho, o anarquismo, a luta contra o crime, a pol&iacute;cia, a raiva constante e perene (&hellip;). Alguma coisa. N&atilde;o um galho ao qual se agarrar. Mais do que isso, uma raiz enfiada na terra, inatac&aacute;vel. Na in&uacute;til batalha em que voc&ecirc; est&aacute; certo de fazer o papel de vencido, h&aacute; alguma coisa que voc&ecirc; deve preservar e ser consciente. Deve estar certo de que se fortalecer&aacute; gra&ccedil;as ao seu esfor&ccedil;o, que tem o sabor da loucura e da obsess&atilde;o. Aquela raiz principal que se enrosca no terreno eu aprendi a reconhecer nos olhares de quem decidiu olhar na cara de certos poderosos&rdquo;.<br />
<br />
Na for&ccedil;a e na dedica&ccedil;&atilde;o de voc&ecirc;s, meus colegas, meus amigos, meus irm&atilde;os de GNCOC eu encontrei essa raiz na qual me agarrar e em voc&ecirc;s eu reconhe&ccedil;o esse olhar decidido a encarar de frente os poderosos que teimam em afrontar a sociedade, em vilipendiar o pa&iacute;s, em desconsiderar o legal, o certo e o justo.<br />
<br />
O comparecimento de um n&uacute;mero t&atilde;o elevado de colegas (cerca de 120 promotores e procuradores de justi&ccedil;a), nos faz acreditar que estamos no rumo certo.<br />
<br />
Ao longo destes sete anos foram in&uacute;meros os contatos, as opera&ccedil;&otilde;es realizadas, os intentos criminosos frustrados, as horas de cursos e treinamentos ministradas, as amizades constru&iacute;das.<br />
<br />
N&atilde;o devemos esquecer, por&eacute;m, que nossa for&ccedil;a est&aacute; na Conselho que nos instituiu e nos d&aacute; guarida e, sobretudo, na Institui&ccedil;&atilde;o que nos comporta: o Minist&eacute;rio P&uacute;blico brasileiro.<br />
<br />
O mesmo Minist&eacute;rio P&uacute;blico que &agrave; medida que fez crescer e aparecer seu sucesso no cumprimento de toda a gama de atribui&ccedil;&otilde;es que lhe reservou a Constitui&ccedil;&atilde;o de 88, com isso gerou a ira e a revolta dos que se acharam incomodados pelo competente trabalho desenvolvido.<br />
<br />
Cr&iacute;ticas injustas &agrave; nossa atua&ccedil;&atilde;o, projetos de lei estapaf&uacute;rdios que t&ecirc;m como &uacute;nico escopo refrear ou impedir a atua&ccedil;&atilde;o do Minist&eacute;rio P&uacute;blico,&nbsp; encontram terreno f&eacute;rtil em certos setores, sobretudo no Congresso Nacional.<br />
<br />
Observe-se que n&atilde;o somos imunes a cr&iacute;ticas. A elas, ao contr&aacute;rio, estamos abertos. Fazemos um mea culpa, principalmente, por n&atilde;o podermos atender em todas as dimens&otilde;es, os reclamos da sociedade. Por&eacute;m, a maior parte das cr&iacute;ticas se mostra injusta ou dirigida a quem delas n&atilde;o s&atilde;o merecedores e podem ser atribu&iacute;das integralmente &agrave; boa qualidade e &agrave; efetividade de nosso trabalho.<br />
<br />
Alguns colegas chegam a se constranger e se apequenar com isso, demonstrando cansa&ccedil;o e apatia diante das injusti&ccedil;as a que se veem submetidos.<br />
<br />
Essa ao meu ver, &eacute; uma postura incorreta. Devemos, ao contr&aacute;rio, reconhecer e divulgar que essas atividades de desacreditar e tolher o trabalho do Minist&eacute;rio P&uacute;blico, s&atilde;o devidas n&atilde;o &agrave; nossa inoper&acirc;ncia ou ao mal uso dos poderes que nos foram atribu&iacute;dos pelo legislador constituinte. N&atilde;o. Isso deve-se unicamente ao nosso &ecirc;xito na defesa da Constitui&ccedil;&atilde;o, das leis e da sociedade. Devemos encarar isso com orgulho e com a coragem mencionada por Howard Schultz, o comandante mor da Starbucks, a maior rede de cafeterias do planeta, com mais de 13 mil lojas:<br />
<br />
&ldquo;E a coragem que n&oacute;s temos est&aacute; em admitir que nosso sucesso vai produzir pessoas que n&atilde;o compreender&atilde;o nossas atitudes ou querer&atilde;o nos fazer de bode expiat&oacute;rio de alguma coisa. Com o passar do tempo, &eacute; natural que nos ataquem com cal&uacute;nias s&oacute; porque nos tornamos t&atilde;o grandes e bem sucedidos&rdquo;.<br />
<br />
Da mesma forma que n&atilde;o podemos negar que ainda temos muito o que aprimorar no trabalho do Minist&eacute;rio P&uacute;blico e do GNCOC em particular, devemos reconhecer, com orgulho, que avan&ccedil;amos muito na luta contra a criminalidade organizada. E isso incomoda a muitos. Sobretudo aos poderosos, &agrave;queles engravatados, de farda, de jaleco ou de toga, que se acham acima e al&eacute;m da lei.<br />
<br />
N&atilde;o desanimem se lhes disser que nossas agruras sequer come&ccedil;aram, porque lhes afirmo ao mesmo tempo, que com a nossa dedica&ccedil;&atilde;o, o nosso trabalho e a nossa uni&atilde;o, as deles tamb&eacute;m est&atilde;o apenas por come&ccedil;ar.<br />
<br />
Ao trabalho, pois, GNCOC.<br />
<br />
Muito obrigado.<br />
Jo&atilde;o Pessoa, 26 de mar&ccedil;o de 2009<br />
Jos&eacute; Augusto Peres Filho<br />
Procurador Geral de Justi&ccedil;a do RN<br />
Presidente do GNCOC<br />
(Imagem em <font face="arial,sans-serif" size="-1"><span class="a">www.pgj.pa.gov.br)</span></font></p>]]></description>
<link>http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/principal.asp?cod=16#ponto1</link>
</item>
<item>
<title><![CDATA[TWITTER EM MANUTENÇÃO]]></title>
<date><![CDATA[8/5/2009 18:15:08]]></date>
<description><![CDATA[<p><img width="200" height="150" border="0" align="left" src="/download/image/maintenance.png" longdesc="undefined" alt="" /></p>
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<p>O Twitter est&aacute; em manuten&ccedil;&atilde;o. Posto aqui a foto que surgiu por l&aacute; quando tentei acessar.</p>]]></description>
<link>http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/principal.asp?cod=15#ponto1</link>
</item>
<item>
<title><![CDATA[CLEPTOCRACIA OU O GOVERNO DOS LADRÕES]]></title>
<date><![CDATA[8/5/2009 17:21:03]]></date>
<description><![CDATA[<p><img width="109" height="117" border="0" align="left" src="/download/image/cleptocracia%20governo%20ladr%C3%83%C2%A3o.jpg" longdesc="http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/controle/admin/fckeditor/editor/undefined" style="padding: 5px; margin-right: 5px;" alt="" />Segundo uma das divis&otilde;es tradicionais das formas de governo, estes podem ser monarquias, aristocracias ou democracias. Ou seja, o poder, no primeiro caso, &eacute; exercido com base no &ldquo;direito&rdquo; de uma fam&iacute;lia; no segundo, o poder &eacute; exercido por uma elite (racial, econ&ocirc;mica, religiosa); no terceiro, o poder &eacute; exercido pelo povo e por seus representantes.<br />
<br />
Tamb&eacute;m existem formas degeneradas de governo. A tirania, a oligarquia, a demagogia. S&atilde;o o exerc&iacute;cio arbitr&aacute;rio e cruel do poder, o poder exercido por um pequeno grupo e o poder exercido, supostamente em nome do povo, fazendo promessas que n&atilde;o podem ser cumpridas.<br />
<br />
Mas n&atilde;o &eacute; de nenhuma dessas formas de governo que vamos falar.<br />
<br />
Trataremos aqui de uma outra, t&atilde;o perversa e cruel quanto as demais. &Eacute; a cleptocracia. O termo adv&eacute;m das palavras gregas &ldquo;clepto&rdquo; (tirar) e cracia (for&ccedil;a, poder). Ou seja, &eacute; o poder dos que tiram, o poder dos ladr&otilde;es.<br />
<br />
Observe-se que n&atilde;o &eacute; a corrup&ccedil;&atilde;o pura e simples. A corrup&ccedil;&atilde;o &eacute; apenas uma parte do exerc&iacute;cio dessa forma degenerada de governo.<br />
<br />
A cleptocracia se instaura quando o ato de roubar deixa de ser algo isolado dentro de um governo, e se transforma em uma atividade, ou seja, um conjunto concatenado, encadeado e constante de atos similares, quer dizer, quando o roubo vira a t&ocirc;nica.<br />
<br />
Em uma cleptocracia o roubo (em suas mais diversas modalidades) &eacute; o normal. &Eacute; aceito por uma consider&aacute;vel parcela dos que exercem o poder e, se nem todos roubam, muitos acobertam os roubos dos demais, com a finalidade de se beneficiarem posteriormente &ndash; em uma campanha eleitoral, por exemplo.<br />
<br />
A cleptocria no Poder Executivo se instaura por seu Chefe, pelos que o representam mais diretamente e por todo e qualquer funcion&aacute;rio que se acha &agrave; vontade com o exemplo que vem de cima. Uma resposta muito conveniente para flagrantes do roubo mais descarado, pode ser: &ldquo;eu n&atilde;o sabia de nada, n&atilde;o vi nada, n&atilde;o ouvi nada e, por isso, sou inocente&rdquo;.<br />
<br />
O Legislativo cleptocrata se apresenta sob a forma de cobran&ccedil;a de &ldquo;contribui&ccedil;&otilde;es&rdquo; do empresariado para aprova&ccedil;&atilde;o, ou n&atilde;o, de projetos de lei; na realiza&ccedil;&atilde;o de encena&ccedil;&otilde;es pseudodemocr&aacute;ticas de absolvi&ccedil;&atilde;o dos ladr&otilde;es enfronhados nesse Poder. Absolvi&ccedil;&otilde;es que partem, justamente, de c&uacute;mplices nos roubos ou dos que praticaram condutas id&ecirc;nticas, s&oacute; que ainda n&atilde;o tinham sido flagradas ou que j&aacute; foram objeto de absolvi&ccedil;&otilde;es passadas.<br />
<br />
No Judici&aacute;rio cleptocrata o roubo tamb&eacute;m &eacute; vis&iacute;vel. &Eacute; claro que tal quantidade de ladr&otilde;es precisa de uma prote&ccedil;&atilde;o superior. Tanto para continuar roubando, quanto para que os roubos n&atilde;o sejam descobertos. Aqui pode-se falar, por exemplo, de proibi&ccedil;&otilde;es para a quebra de sigilos fiscais, banc&aacute;rios ou telef&ocirc;nicos. Isso sem falar naqueles que, valendo-se dos cargos que ocupam nos mais diversos tribunais, vendem decis&otilde;es, o que n&atilde;o deixa de ser uma outra modalidade de roubo.<br />
<br />
Os cleptocratas (ou os ladr&otilde;es no poder), possuem uma cultura pr&oacute;pria, com seus c&oacute;digos, seus costumes, com uns encobrindo as falcatruas dos outros, impedindo que fatos sejam investigados ou fazendo com que as investiga&ccedil;&otilde;es sejam meras formalidades, sem o m&iacute;nimo interesse no aprofundamento da busca pelos respons&aacute;veis por golpes aplicados contra a Na&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
E mais, quando alguma institui&ccedil;&atilde;o tenta fazer, de modo independente e correto a investiga&ccedil;&atilde;o, ela &eacute; tolhida pela pronta interven&ccedil;&atilde;o dos asseclas plantados em n&uacute;cleos importantes poder.<br />
<br />
A cleptocracia gera problemas os mais diversos. Desestabiliza as institui&ccedil;&otilde;es respons&aacute;veis por fazer cumprir a lei. Prejudica a estabilidade da economia e o crescimento econ&ocirc;mico.<br />
<br />
Corr&oacute;i valores &eacute;ticos e sociais, desgasta a autoridade, afeta a credibilidade dos &oacute;rg&atilde;os de poder e impede o verdadeiro exerc&iacute;cio da democracia.<br />
<br />
A cleptocracia traz males e preju&iacute;zos de c&aacute;lculo extremamente dif&iacute;cil. Em raz&atilde;o dela crian&ccedil;as ficam sem escolas, a popula&ccedil;&atilde;o &eacute; pessimamente servida de sa&uacute;de, a seguran&ccedil;a &eacute; prestada com as mais diversas falhas. A carga tribut&aacute;ria &eacute; sempre crescente, j&aacute; que o governo tem que saciar a fome sem fim dos ladr&otilde;es e dos seus c&uacute;mplices. Para eles, todo dinheiro &eacute; pouco. Por isso, permitem ainda que certos grupos econ&ocirc;micos, que com eles contribuem com const&acirc;ncia e valores elevados, atuem com liberdade inconceb&iacute;vel, obtendo lucros exorbitantes, &agrave; custa do sacrif&iacute;cio da popula&ccedil;&atilde;o. Citemos, por exemplo, os bancos, que em uma cleptocracia exercem as pr&aacute;ticas que melhor lhes conv&eacute;m, sem a menor preocupa&ccedil;&atilde;o em serem tolhidos pelo governo, que, ao contr&aacute;rio, os estimula a cobrar mais e mais juros, taxas e mais taxas e, ainda por cima, buscam o benepl&aacute;cito do Judici&aacute;rio para que n&atilde;o sejam submetidos &agrave;s leis de defesa do consumidor &ndash; e o pior &eacute; que conseguem isso que buscam.<br />
<br />
Esse mal, que corr&oacute;i, corrompe, desgasta, entristece, empobrece e revolta s&oacute; pode ser combatido com armas como a informa&ccedil;&atilde;o, a mobiliza&ccedil;&atilde;o, o exerc&iacute;cio consciente da cidadania e o voto.<br />
<br />
Publicado no Di&aacute;rio de Natal/O Poti de 16 de abril de 2006.<br />
(Imagem capturada em www.pracasdapmerj.blogspot.com)</p>]]></description>
<link>http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/principal.asp?cod=13#ponto1</link>
</item>
<item>
<title><![CDATA[EDWIN SUTHERLAND]]></title>
<date><![CDATA[7/5/2009 08:27:17]]></date>
<description><![CDATA[<p><img width="200" height="291" border="0" align="left" src="/download/image/EdwinSuntherland.jpg" style="padding: 5px; margin-right: 5px;" alt="" />EDWIN HARDIN SUTHERLAND</p>
<p>Nascido em 13 de agosto de 1883 e falecido em 11 de outubro de 1950.<br />
<br />
Edwin H. Sutherland foi o 29&ordm; Presidente da Sociedade Americana de Sociologia e cunhou a express&atilde;o &ldquo;crime de colarinho branco&rdquo;.<br />
O discurso proferido por Sutherland ao assumir a presid&ecirc;ncia da Sociedade Americana de Sociologia, em 1939, intitulado &ldquo;Criminalidade de Colarinho Branco&rdquo;, foi um dos poucos discursos do tipo que receberam divulga&ccedil;&atilde;o nas primeiras p&aacute;ginas dos jornais. O discurso foi publicado na American Sociological Review em fevereiro de 1940, Volume V, No. 1 e posteriormente transformado no livro White Collar Crime (Crime de Colarinho Branco).<br />
No livro, Sutherland analisou crimes de colarinho branco para fundamentar suas hip&oacute;teses de que os crimes devem-se mais a fen&ocirc;menos sociais do que a caracter&iacute;sticas biol&oacute;gicas ou emocionais heredit&aacute;rias. Ele analisou o comportamento de empres&aacute;rios e homens de neg&oacute;cios, bem como decis&otilde;es judiciais e administrativas proferidas contra setenta grandes empresas industriais e mercantis nos Estados Unidos, tratando de quatro tipos de leis: antitrust, publicidade falsa, rela&ccedil;&otilde;es laborais e viola&ccedil;&otilde;es de patentes, direitos autorais e marcas registradas. Ele concluiu que das 547 decis&otilde;es contr&aacute;rias &agrave;s empresas, a maior parte apontou no sentido de conduta ilegal mas n&atilde;o configurado de crime. Apenas 49 decis&otilde;es (ou 9% do total) reconheceram um comportamento criminoso dos autores. Em 473 dos 498 casos restantes, Sutherland identificou uma elimina&ccedil;&atilde;o ou minimiza&ccedil;&atilde;o dos aspectos criminais das condutas por parte dos julgadores.E ficou a indaga&ccedil;&atilde;o sobre qual a raz&atilde;o pela qual os crimes de colarinho branco t&ecirc;m um tratamento diferente do que &eacute; dado para outros tipos de crime. A responder tal indaga&ccedil;&atilde;o Sutherland dedicou boa parte dos seus estudos. Assim como ele, n&oacute;s enveredaremos nessa seara.</p>]]></description>
<link>http://www.crimesdecolarinhobranco.com.br/principal.asp?cod=12#ponto1</link>
</item>
</channel></rss>
